{"id":17128,"date":"2024-02-06T20:21:07","date_gmt":"2024-02-06T23:21:07","guid":{"rendered":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/?p=17128"},"modified":"2024-10-08T16:15:15","modified_gmt":"2024-10-08T19:15:15","slug":"tudo-que-voce-precisa-saber-sobre-a-dengue","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/sua-saude\/tudo-que-voce-precisa-saber-sobre-a-dengue\/","title":{"rendered":"Tudo que voc\u00ea precisa saber sobre a dengue"},"content":{"rendered":"<html><body><p>2024 come&ccedil;ou e alguns temas j&aacute; est&atilde;o em destaque: calor do ver&atilde;o, festas de Carnaval pelo pa&iacute;s e medidas de combate &agrave; <b>dengue<\/b>. E por que tanta aten&ccedil;&atilde;o &agrave; doen&ccedil;a? H&aacute; motivos para isso.<\/p>\n<p>At&eacute; o come&ccedil;o de fevereiro, o pa&iacute;s registrou mais de 260 mil casos prov&aacute;veis de dengue, sendo que os estados de Minas Gerais e S&atilde;o Paulo, al&eacute;m do Distrito Federal, lideram no n&uacute;mero.<\/p>\n<p>Apenas nas primeiras quatro semanas de 2024, foram mais de 217 mil casos da doen&ccedil;a. No mesmo per&iacute;odo de 2023, foram registrados 65 mil casos.<\/p>\n<p>A estimativa do <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2024-01\/brasil-pode-registrar-ate-42-milhoes-de-casos-de-dengue-em-2024\">Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de<\/a> &eacute; que, neste ano, o pa&iacute;s registre at&eacute; 4,2 milh&otilde;es de casos da doen&ccedil;a. Em 2023, foram <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2023-12\/casos-de-dengue-no-brasil-aumentam-158-em-2023\">1,6 milh&atilde;o<\/a>, em compara&ccedil;&atilde;o. E, em 2022, <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2023-12\/casos-de-dengue-no-brasil-aumentam-158-em-2023\">1,3 milh&atilde;o<\/a>.<\/p>\n<h2>Por que a dengue aumentou em 2024?<\/h2>\n<p>Uma das respostas s&atilde;o as altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, especialmente o fen&ocirc;meno <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2024-01\/el-nino-e-altas-temperaturas-favorecem-aumento-de-casos-de-dengue\">El Ni&ntilde;o<\/a>, que provoca altas temperaturas e chuvas intermitentes. E essa &eacute; a f&oacute;rmula perfeita para proliferar o mosquito <i>Aedes aegypti<\/i>, transmissor do v&iacute;rus da dengue.<\/p>\n<p>&ldquo;Dengue &eacute; uma doen&ccedil;a end&ecirc;mica em algumas regi&otilde;es, ent&atilde;o &eacute; esperado que tenhamos casos constantes, j&aacute; que &eacute; sazonal. Mas o El Ni&ntilde;o influenciou essa transmissibilidade e o que temos hoje, no Brasil, &eacute; um surto de dengue, que &eacute; o crescimento abrupto dos casos em uma &aacute;rea circunscrita&rdquo;, explica Michel Duailibi, m&eacute;dico de Fam&iacute;lia e Comunidade da Alice.<\/p>\n<h2>Dengue &eacute; uma doen&ccedil;a das cidades?<\/h2>\n<p>Sim, a dengue pode ser considerada uma doen&ccedil;a urbana, de acordo com Duailibi. E a explica&ccedil;&atilde;o para isso est&aacute; na forma como ela surge.<\/p>\n<p>A dengue &eacute; uma doen&ccedil;a causada por um v&iacute;rus e se enquadra, segundo o <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/saude\/pt-br\/assuntos\/saude-de-a-a-z\/d\/dengue#:~:text=A%20dengue%20%C3%A9%20uma%20doen%C3%A7a,graves%2C%20inclusive%20virem%20a%20%C3%B3bito.\">Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de<\/a>, no grupo das arboviroses. Mas, ao contr&aacute;rio de outros v&iacute;rus, como o da gripe, que s&oacute; precisa de um espirro para contaminar outras pessoas, a transmiss&atilde;o do v&iacute;rus da dengue depende de um vetor, o mosquito. No caso, o conhecido <i>Aedes aegypti<\/i> {curiosidade: o nome significa odioso do Egito}.<\/p>\n<p>E em que lugares o aedes gosta de se reproduzir? Qualquer canto com uma &aacute;gua parada, desde pneus, esgoto a c&eacute;u aberto, sacos de lixo com ac&uacute;mulo de &aacute;gua, vaso de planta com muita &aacute;gua etc. Todos s&atilde;o cen&aacute;rios bem comuns em &aacute;reas urbanas.<\/p>\n<p>Isso n&atilde;o significa que &aacute;reas rurais tamb&eacute;m n&atilde;o tenham casos da doen&ccedil;a, mas que o risco pode ser maior perto de &aacute;reas de cidades com as caracter&iacute;sticas citadas acima. Ou seja, as medidas de prote&ccedil;&atilde;o contra a dengue valem para todo o pa&iacute;s, ok?<\/p>\n<h3>Dengue: quais os tipos mais comuns?<\/h3>\n<p>O nome &eacute; um s&oacute;, mas h&aacute; quatro subtipos de dengue, conhecidos pela prefixo DENV + o n&uacute;mero:<\/p>\n<ul>\n<li>DENV-1<\/li>\n<li>DENV-2<\/li>\n<li>DENV-3<\/li>\n<li>DENV-4<\/li>\n<\/ul>\n<p>O aumento nos casos em 2024 ocorreu com os subtipos 3 e 4, mas isso n&atilde;o impede que haja infec&ccedil;&atilde;o pelos outros subtipos tamb&eacute;m.<\/p>\n<p>&ldquo;Em geral, quando uma pessoa desenvolve uma doen&ccedil;a causada por v&iacute;rus, ela tende a ficar protegida daquele e dos demais subtipos por um tempo. No caso da dengue, a pessoa s&oacute; fica protegida do subtipo que ela j&aacute; entrou em contato, mas pode desenvolver a doen&ccedil;a com os demais. E, caso haja contato com os outros subtipos, o organismo pode ter uma rea&ccedil;&atilde;o exacerbada, gerando uma forma mais grave da dengue&rdquo;, explica Duailibi.<\/p>\n<h2>Mosquito da dengue: como se proteger?<\/h2>\n<p>A medida mais indicada para combater o mosquito da dengue &eacute; evitar a sua reprodu&ccedil;&atilde;o. Para isso, vale:<\/p>\n<ul>\n<li>Colocar areia nos vasos de plantas;<\/li>\n<li>Proteger pneus da &aacute;gua da chuva e evitar que acumulem &aacute;gua;<\/li>\n<li>Manter a caixa d&rsquo;&aacute;gua fechada;<\/li>\n<li>Amarrar bem os sacos de lixo que fiquem expostos;<\/li>\n<li>Limpar sempre as calhas de casas;<\/li>\n<li>Evitar acumular sucata ou entulhos nos quintais, especialmente os expostos;<\/li>\n<li>Esvaziar sempre garrafas, potes ou vasos que possam acumular &aacute;gua.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Outro cuidado &eacute; proteger o corpo por meio do uso de repelentes e de roupas que protejam, sempre que poss&iacute;vel, bra&ccedil;os e pernas.<\/p>\n<h3>Dia ou noite: quando o mosquito da dengue ataca?<\/h3>\n<p>Por mais que no ver&atilde;o seja comum ouvir mosquitos atazanando o sono da noite, o mosquito respons&aacute;vel pela dengue tem h&aacute;bitos muito mais diurnos.<\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute; durante o dia que o <i>Aedes aegypti<\/i> sai para picar as pessoas. Por isso que n&atilde;o &eacute; comum a recomenda&ccedil;&atilde;o de usar uma prote&ccedil;&atilde;o na cama, &agrave; noite, contra a dengue, mas a medida pode ser adotada. O importante &eacute; priorizar a cobertura de &aacute;reas do corpo com roupa ou, quando expostas, passar o repelente &ndash; principalmente durante o dia&rdquo;, explica Duailibi.<\/p>\n<h2>Repelentes: quais protegem contra dengue e como passar?<\/h2>\n<p>H&aacute; dois tipos de repelentes nos mercados e farm&aacute;cias hoje: os sint&eacute;ticos e os naturais. A diferen&ccedil;a est&aacute; na composi&ccedil;&atilde;o de cada um deles e as evid&ecirc;ncias de efic&aacute;cia contra a dengue.<\/p>\n<p>&ldquo;Os sint&eacute;ticos s&atilde;o estudados h&aacute; mais tempo, sendo o principal ingrediente o DEET, e podem ser usados por diferentes popula&ccedil;&otilde;es. J&aacute; os naturais, que usam citronela, eucalipto, lim&atilde;o e outras subst&acirc;ncias, n&atilde;o t&ecirc;m evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas fortes ou robustas contra a dengue. Os sint&eacute;ticos s&atilde;o mais eficazes&rdquo;, explica Duailibi.<\/p>\n<p>E as vers&otilde;es de repelentes para o ambiente, como velas de citronela? Segundo o m&eacute;dico de Fam&iacute;lia e Comunidade, vale mais investir nos produtos de passar no corpo, sejam em spray, lo&ccedil;&atilde;o ou outras vers&otilde;es.<\/p>\n<p>&ldquo;A vela de citronela, por exemplo, s&oacute; funciona se a deixarmos muito tempo no ambiente, porque isso aumenta a concentra&ccedil;&atilde;o da citronela naquele lugar. Medidas mais ambientais como o spray de ambiente e a raquete de choque contra o mosquito n&atilde;o t&ecirc;m efic&aacute;cia t&atilde;o boa para dengue quanto o repelente de passar no corpo&rdquo;, afirma.<\/p>\n<p>Outra medida que n&atilde;o tem evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica que funcione, segundo Duailibi, &eacute; a pulseira de repelente. Ent&atilde;o, vale focar nos produtos de passar pelo corpo, ok?<\/p>\n<h2>Como funciona o repelente?<\/h2>\n<p>Os repelentes (lo&ccedil;&atilde;o, spray, etc) funcionam por meio da transpira&ccedil;&atilde;o do corpo, segundo o m&eacute;dico. &ldquo;Quando a pessoa transpira, o produto que foi passado ali emite o ingrediente ativo e produz essa cobertura&rdquo;, detalha.<\/p>\n<p>Conforme for a intensidade da transpira&ccedil;&atilde;o, o tempo de prote&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m muda {transpirou mais? Prote&ccedil;&atilde;o por menos tempo}. Por isso vale ficar de olho nas instru&ccedil;&otilde;es de reaplica&ccedil;&atilde;o de cada produto, ok?<\/p>\n<h2>Repelente no rosto pode?<\/h2>\n<p>Pode, mas tem que ter cuidado na hora de aplicar.<\/p>\n<p>Se for um repelente em spray, espirre nas m&atilde;os e, depois, aplique no rosto.<\/p>\n<p>Cuidado extra para n&atilde;o deixar o produto entrar em contato com os olhos ou a boca. Vale tamb&eacute;m o alerta para &aacute;reas da pele que estejam lesionadas, como machucados. Isso porque, se a pele n&atilde;o estiver &iacute;ntegra, pode aumentar a absor&ccedil;&atilde;o do produto e, tamb&eacute;m, o risco de efeitos adversos.<\/p>\n<h3>Repelente ou protetor solar: qual passar antes?<\/h3>\n<p>Primeiro o protetor solar. Depois, o repelente.<\/p>\n<p>Essa ordem &eacute; importante porque, caso passe o protetor por cima do repelente, pode haver uma perda do produto.<\/p>\n<h2>Quando passar o repelente?<\/h2>\n<p>Quem estiver com &aacute;reas do corpo descobertas e em regi&otilde;es com casos da dengue (como o estado de S&atilde;o Paulo, por exemplo), vale refor&ccedil;ar a prote&ccedil;&atilde;o contra a doen&ccedil;a com o repelente.<\/p>\n<p>O produto pode ser aplicado em bra&ccedil;os, pernas, pesco&ccedil;o ou rosto, tomando os devidos cuidados de n&atilde;o entrar em contato com as mucosas, e reaplicando conforme orienta&ccedil;&otilde;es do produto &ndash; esses detalhes s&atilde;o encontrados nos r&oacute;tulos.<\/p>\n<p>Isso vale s&oacute; para quando sair de casa? N&atilde;o, vale para todos os momentos, em casa ou fora, sempre que houver exposi&ccedil;&atilde;o aos mosquitos transmissores.<\/p>\n<h2>Qual repelente pode ser usado em crian&ccedil;as?<\/h2>\n<p>O melhor repelente para crian&ccedil;as vai depender de alguns fatores, como a idade e o ingrediente ativo do produto.<\/p>\n<p>Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s formula&ccedil;&otilde;es, de acordo com orienta&ccedil;&otilde;es da <a href=\"https:\/\/www.sbp.com.br\/fileadmin\/user_upload\/22479d-GPA_-_Repelentes_e_medidas_protet_insetos_na_inf.pdf\">Environmental Protection Agency<\/a>, ou ag&ecirc;ncia norte-americana de prote&ccedil;&atilde;o do meio ambiente, os ingredientes ativos de repelentes que s&atilde;o recomendados para o uso em crian&ccedil;as s&atilde;o:<\/p>\n<ul>\n<li>N-dietilo-3,metilo benzamida (DEET)<\/li>\n<li>Icaridina (picaridina ou KBR3023)<\/li>\n<li>Ethylbutylacetylaminopropionate (EBAAP ou IR3535)<\/li>\n<li><b>&Oacute;leo de Lemon Eucalipto (OLE), denomina&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica: p-Menthane-3,8-diol*<\/b>: ingrediente derivado do lim&atilde;o {n&atilde;o &eacute; o mesmo que &oacute;leo de lim&atilde;o e eucalipto naturais, que n&atilde;o s&atilde;o recomendados como repelentes}.<\/li>\n<li><b>Para-mentano-diol (PMD), denomina&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica: p-Menthane-3,8-diol*<\/b>: vers&atilde;o sint&eacute;tica dos &oacute;leos de lim&atilde;o e eucalipto.<\/li>\n<li><b>2 Undecanone- nome qu&iacute;mico methyl nonyl ketone 2-undecanone*<\/b>: vers&atilde;o sint&eacute;tica de uma mol&eacute;cula extra&iacute;da do &oacute;leo da arruda ou do tomate selvagem.<\/li>\n<\/ul>\n<p><b>*Os tr&ecirc;s &uacute;ltimos n&atilde;o devem ser usados em crian&ccedil;as menores de 3 anos<\/b>.<\/p>\n<p>J&aacute; a idade segue a recomenda&ccedil;&atilde;o de aplica&ccedil;&atilde;o da <a href=\"https:\/\/www.sbp.com.br\/fileadmin\/user_upload\/22479d-GPA_-_Repelentes_e_medidas_protet_insetos_na_inf.pdf\">Sociedade Brasileira de Pediatria<\/a>:<\/p>\n<p><b>Lactentes acima de 2 meses<\/b>: uso de repelentes t&oacute;picos apenas em situa&ccedil;&otilde;es de exposi&ccedil;&atilde;o intensa e inevit&aacute;vel a insetos, mas sempre pesando o risco e o benef&iacute;cio.<\/p>\n<p><b>Lactentes acima de 6 meses<\/b>: uso de repelentes t&oacute;picos restrito a uma aplica&ccedil;&atilde;o por dia.<\/p>\n<p><b>Entre 1 e 12 anos<\/b>: duas aplica&ccedil;&otilde;es de repelentes por dia.<\/p>\n<p><b>A partir dos 12 anos<\/b>: duas a tr&ecirc;s aplica&ccedil;&otilde;es ao dia.<\/p>\n<h2>Sintomas da dengue<\/h2>\n<ul>\n<li>Febre alta (de 39&ordm; C a 40&ordm; C) de in&iacute;cio abrupto e com dura&ccedil;&atilde;o de at&eacute; sete dias;<\/li>\n<li>Dor de cabe&ccedil;a;<\/li>\n<li>Dores pelo corpo, nos m&uacute;sculos e\/ou nas articula&ccedil;&otilde;es;<\/li>\n<li>Dor atr&aacute;s dos olhos;<\/li>\n<li>Fraqueza;<\/li>\n<li>Perda de peso;<\/li>\n<li>N&aacute;useas e v&ocirc;mitos.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&ldquo;A febre &eacute; o principal sintoma, que normalmente vem acompanhado de outro. Mas, em geral, n&atilde;o h&aacute; sintomas respirat&oacute;rios na dengue, como tosse, espirro ou catarro&rdquo;, explica Duailibi.<\/p>\n<h3>Sinais de alerta para a dengue<\/h3>\n<p>Em caso de suspeita da doen&ccedil;a, &eacute; preciso ficar atento a outros sinais que podem indicar formas mais graves da dengue {leia mais sobre a dengue hemorr&aacute;gica mais abaixo}. S&atilde;o eles:<\/p>\n<ul>\n<li>Dor abdominal intensa e cont&iacute;nua;<\/li>\n<li>V&ocirc;mitos persistentes;<\/li>\n<li>Sangramento de mucosas;<\/li>\n<li>Apresenta&ccedil;&atilde;o de pet&eacute;quias, ou manchas pelo corpo.<\/li>\n<\/ul>\n<h3>Quem deve ficar mais atento &agrave; dengue?<\/h3>\n<ul>\n<li>Crian&ccedil;as e adolescentes, especialmente at&eacute; os 14 anos de idade;<\/li>\n<li>Idosos;<\/li>\n<li>Pessoas imunossuprimidas;<\/li>\n<li>Pessoas que fazem uso de medicamentos que propiciam o sangramento, como anticoagulantes e &aacute;cido acetilsalic&iacute;lico (AAS);<\/li>\n<li>Pessoas gr&aacute;vidas e lactantes.<\/li>\n<\/ul>\n<h2>Quanto tempo dura a dengue?<\/h2>\n<p>Nas formas mais leves da dengue, em sete dias os sintomas tendem a passar. J&aacute; a recupera&ccedil;&atilde;o de casos mais graves depende de aten&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica ou hospitalar.<\/p>\n<h2>Precisa fazer exame para dengue?<\/h2>\n<p>N&atilde;o. Em caso de suspeita da doen&ccedil;a, a primeira orienta&ccedil;&atilde;o &eacute; procurar um profissional de sa&uacute;de que ir&aacute; confirmar o diagn&oacute;stico e orientar para o plano de tratamento mais adequado.<\/p>\n<p>Feito isso e, dependendo dos sintomas, o profissional pode pedir um exame f&iacute;sico, chamado de &ldquo;prova do la&ccedil;o&rdquo;. Esse exame avalia e classifica a pessoa de acordo com os crit&eacute;rios de gravidade da dengue, que s&atilde;o divididos em 4: ABCD.<\/p>\n<p>&ldquo;A maioria das pessoas &eacute; classificada no grupo A, que exige apenas cuidados b&aacute;sicos, como uma medica&ccedil;&atilde;o para dor, e hidrata&ccedil;&atilde;o. A hidrata&ccedil;&atilde;o, inclusive, &eacute; primordial, faz parte do tratamento para evitar complica&ccedil;&otilde;es e n&atilde;o &eacute; apenas uma recomenda&ccedil;&atilde;o&rdquo;, alerta Duailibi.<\/p>\n<h3>Teste do la&ccedil;o: como &eacute; feito?<\/h3>\n<p>Quem j&aacute; aferiu a press&atilde;o conhece o aparelho que &eacute; usado no teste do la&ccedil;o para classifica&ccedil;&atilde;o de risco da dengue: &eacute; o mesmo equipamento, mas com um uso diferente.<\/p>\n<p>Ao inv&eacute;s de verificar como est&aacute; a press&atilde;o arterial, o aparelho &eacute; usado para verificar se aparecem (e quantas!) as chamadas pet&eacute;quias, ou manchinhas vermelhas, ou n&atilde;o. Se sim, a pessoa pode ser encaminhada a um hospital para fazer outros exames.<\/p>\n<p>&ldquo;O aparelho &eacute; o mesmo, mas a finalidade &eacute; diferente. Deixamos o manguito insuflado no bra&ccedil;o da pessoa por um tempo maior e, ent&atilde;o, contamos o n&uacute;mero de pet&eacute;quias. Essa quantidade varia com a idade e, se atingir o n&uacute;mero esperado para aquela idade, pode classificar como um risco maior e a pessoa &eacute; encaminhada para mais exames e cuidados&rdquo;, explica o m&eacute;dico.<\/p>\n<h2>Medicamento para dengue: o que &eacute; indicado?<\/h2>\n<p>Nem todo rem&eacute;dio &eacute; indicado em caso de suspeita de dengue, e a raz&atilde;o para isso &eacute; que alguns medicamentos podem interagir com outros e aumentar o risco de sangramento.<\/p>\n<p>Caso sinta dor ou febre, vale entrar em contato com um profissional de sa&uacute;de para entender qual seria a melhor medica&ccedil;&atilde;o para cada caso, ok?<\/p>\n<h2>Tratamento da dengue: o que fazer?<\/h2>\n<p>De acordo com orienta&ccedil;&otilde;es do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, os principais cuidados ap&oacute;s contato com a dengue s&atilde;o:<\/p>\n<ul>\n<li>Repouso;<\/li>\n<li>Ingest&atilde;o de l&iacute;quidos;<\/li>\n<li>Evitar a automedica&ccedil;&atilde;o;<\/li>\n<li>Procurar servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia em caso de sangramentos ou surgimento dos sinais de alarme, como dor abdominal, v&ocirc;mito persistente e manchas pelo corpo.<\/li>\n<\/ul>\n<h2>Dengue hemorr&aacute;gica: o que &eacute;?<\/h2>\n<p>Apesar de a maioria das pessoas em contato com a dengue desenvolver uma forma leve da doen&ccedil;a, uma em cada 20 pode ter uma vers&atilde;o mais grave da doen&ccedil;a, a chamada dengue hemorr&aacute;gica.<\/p>\n<p>Segundo dados do Instituto Butantan, a pessoa pode entrar em uma fase mais cr&iacute;tica da doen&ccedil;a depois de tr&ecirc;s a sete dias do in&iacute;cio dos sintomas &ndash; justamente quando a febre aparenta abaixar. A&iacute; outros sinais podem surgir, como:<\/p>\n<ul>\n<li>Dor abdominal intensa;<\/li>\n<li>V&ocirc;mito persistente, &agrave;s vezes acompanhado de sangue;<\/li>\n<li>Sangramento das mucosas;<\/li>\n<li>Dificuldade respirat&oacute;ria;<\/li>\n<li>Confus&atilde;o mental;<\/li>\n<li>Fadiga;<\/li>\n<li>Aumento do f&iacute;gado;<\/li>\n<li>Sangue nas fezes;<\/li>\n<li>Aumento da press&atilde;o arterial.<\/li>\n<\/ul>\n<h2>Vacinas da dengue: quais existem?<\/h2>\n<p>H&aacute; duas vacinas licenciadas no Brasil contra a dengue, e uma que est&aacute; em desenvolvimento. Vamos aos detalhes de cada uma:<\/p>\n<h3>Qdenga<\/h3>\n<p>Produzida pela farmac&ecirc;utica Takeda, a vacina Qdenga se mostrou protetora contra tr&ecirc;s subtipos da dengue (1, 2 e 3). O quarto subtipo n&atilde;o pode ser testado porque, quando a vacina foi avaliada, n&atilde;o houve n&uacute;mero suficiente de casos de dengue com esse subtipo, segundo informa&ccedil;&otilde;es da <a href=\"https:\/\/sbim.org.br\/images\/files\/notas-tecnicas\/perguntas-respostas-qdenga-230714-v2.pdf\">Sociedade Brasileira de Imuniza&ccedil;&otilde;es<\/a>. O imunizante &eacute; feito a partir do v&iacute;rus da dengue vivo atenuado.<\/p>\n<p>Para prote&ccedil;&atilde;o completa, devem ser aplicadas duas doses com intervalo de tr&ecirc;s meses entre elas. &Eacute; indicada tanto para quem j&aacute; teve quanto para quem n&atilde;o teve a doen&ccedil;a.<\/p>\n<p>Em dezembro de 2023, a vacina Qdenga foi incorporada ao SUS e passar&aacute; a ser distribu&iacute;da pelo <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/saude\/pt-br\/assuntos\/saude-de-a-a-z\/d\/dengue#:~:text=A%20dengue%20%C3%A9%20uma%20doen%C3%A7a,graves%2C%20inclusive%20virem%20a%20%C3%B3bito.\">Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de<\/a> a partir de fevereiro de 2024 &ndash; a princ&iacute;pio para cidades e grupos espec&iacute;ficos, de maior risco.<\/p>\n<p>Ser&atilde;o, segundo dados da pasta, 521 munic&iacute;pios contemplados nesta primeira etapa de vacina&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que eles fazem parte de 37 regi&otilde;es consideradas end&ecirc;micas para a dengue.<\/p>\n<p>Apenas crian&ccedil;as e adolescentes de 10 a 14 anos ser&atilde;o vacinados, por enquanto. O motivo &eacute; que esse grupo concentra o maior n&uacute;mero de hospitaliza&ccedil;&otilde;es pela doen&ccedil;a, atr&aacute;s apenas dos idosos. Como a vacina &eacute; indicada apenas para pessoas entre 4 e 60 anos, as crian&ccedil;as e adolescentes ser&atilde;o priorizados.<\/p>\n<h3>Dengvaxia<\/h3>\n<p>Produzida pela farmac&ecirc;utica Sanofi Pasteur, a vacina Dengvaxia tamb&eacute;m protege contra os quatro subtipos da dengue e &eacute; feita a partir do v&iacute;rus vivo atenuado.<\/p>\n<p>S&atilde;o aplicadas tr&ecirc;s doses, com intervalo de seis meses entre elas.<\/p>\n<p>Mas aten&ccedil;&atilde;o: ela &eacute; indicada apenas a quem j&aacute; teve a doen&ccedil;a antes.<\/p>\n<h3>Butantan-DV {em desenvolvimento}<\/h3>\n<p>Produzida pelo Instituto Butantan, a vacina nacional contra a dengue ainda est&aacute; sendo desenvolvida, e j&aacute; apresenta resultados considerados positivos.<\/p>\n<p>Em um artigo publicado na revista cient&iacute;fica The New England Journal of Medicine, o grupo que desenvolve o imunizante divulgou os resultados do estudo cl&iacute;nico de fase 3 (quando o estudo acompanha milhares de pacientes e verifica se a vacina &eacute; mais eficaz em compara&ccedil;&atilde;o com outras).<\/p>\n<p>A efic&aacute;cia geral da vacina foi de 79,6% entre pessoas que n&atilde;o tinham se exposto &agrave; dengue antes e de 89,2% entre pessoas que j&aacute; tinham passado pela doen&ccedil;a. Com esse resultado, a vacina poder&aacute; ser submetida para aprova&ccedil;&atilde;o da Anvisa ainda em 2024, segundo dados do <a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/ciencias\/vacina-de-dose-unica-do-butantan-contra-dengue-e-segura-e-eficaz-e-seguira-para-aval-da-anvisa\/\">Jornal da USP<\/a>.<\/p>\n<p>No estudo divulgado, a vacina Butantan-DV se mostrou eficaz contra dois subtipos da dengue, o 1 e o 2, mas a prote&ccedil;&atilde;o esperada envolve os outros dois tamb&eacute;m.<\/p>\n<p>Da mesma forma que as outras vacinas, esta tamb&eacute;m &eacute; feita a partir do v&iacute;rus da dengue atenuado e, futuramente, poder&aacute; ser indicada a pessoas que j&aacute; tiveram ou n&atilde;o a doen&ccedil;a.<\/p>\n<h2>Quero tomar a vacina da dengue, onde busco?<\/h2>\n<p>H&aacute; apenas duas vacinas licenciadas e dispon&iacute;veis, por enquanto, no Brasil: a Qdenga e a Dengvaxia.<\/p>\n<p>No caso da primeira, a distribui&ccedil;&atilde;o gratuita pelo SUS priorizar&aacute; os grupos indicados pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (crian&ccedil;as e adolescentes de 10 a 14 anos) e em cidades espec&iacute;ficas. Mas ela tamb&eacute;m pode ser encontrada pela rede privada, com indica&ccedil;&atilde;o para pessoas entre 4 e 60 anos, tanto para quem j&aacute; teve quanto para quem n&atilde;o passou pela dengue.<\/p>\n<p>J&aacute; a Dengvaxia est&aacute; dispon&iacute;vel apenas pela rede privada. Mas essa vers&atilde;o &eacute; indicada para a faixa et&aacute;ria dos <a href=\"https:\/\/www.crfsp.org.br\/noticias\/7101-dengvaxia.html#:~:text=A%20Dengvaxia%C2%AE%20%C3%A9%20uma,a%20dengue%20esteja%20sempre%20presente).\">9 aos 45 anos<\/a> e apenas para pessoas que j&aacute; tiveram dengue antes, ok?<\/p>\n<html><body><h2>Alice tem o plano de sa&uacute;de certo para a sua empresa!<\/h2>\n<p>Alice &eacute; uma empresa de tecnologia que oferece planos de sa&uacute;de empresarial e tem a miss&atilde;o de tornar o mundo mais saud&aacute;vel. Nossa plataforma de cuidado cont&iacute;nuo garante que os nossos membros recebam o cuidado certo, na hora certa e no lugar certo, proporcionando uma experi&ecirc;ncia excepcional para eles.<\/p>\n<p>Nossos planos t&ecirc;m cobertura nacional completa, assim como o atendimento e a experi&ecirc;ncia &uacute;nica do Alice Agora, parceiro de sa&uacute;de confi&aacute;vel para todas as horas, direto no app. Fale com o Time de Sa&uacute;de 24\/7, receba resposta em at&eacute; 60 segundos e, se precisar, j&aacute; fa&ccedil;a uma consulta virtual com nossa equipe m&eacute;dica.<\/p>\n<p>Alice tamb&eacute;m tem suporte completo ao seu RH, com dados estrat&eacute;gicos para sua gest&atilde;o &ndash; desde reports de sa&uacute;de populacional at&eacute; de custo de cuidado &ndash;, onboarding exclusivo e account manager dedicado.<\/p>\n<p>Veja como Alice cuida do seu time e do seu or&ccedil;amento.<\/p>\n<html><body><div class=\"cta cta--post--slim_withlogo\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/alice.com.br\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"logo\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img src=\"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/arada\/dist\/images\/alice.svg\" width=\"288\" height=\"150\" aria-label=\"hidden\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"title\">Conhe&ccedil;a o plano empresarial da Alice<\/span><span class=\"icon icon--arrow_right\"><\/span><\/a>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div><\/body><\/html><\/body><\/html><\/body><\/html>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Prote\u00e7\u00e3o, sintomas, tratamento e vacinas: tire todas as suas d\u00favidas sobre a dengue.\r\n","protected":false},"author":21,"featured_media":17129,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[92,128,142],"class_list":["post-17128","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sua-saude","tag-bem-estar","tag-comportamento","tag-prevencao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17128","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/21"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17128"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17128\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18330,"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17128\/revisions\/18330"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17129"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17128"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17128"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17128"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}