{"id":18186,"date":"2024-09-17T09:54:15","date_gmt":"2024-09-17T12:54:15","guid":{"rendered":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/?p=18186"},"modified":"2024-09-26T10:39:26","modified_gmt":"2024-09-26T13:39:26","slug":"talent-acquisition-os-desafios-de-contratar-em-empresas-tech","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/empresas\/talent-acquisition-os-desafios-de-contratar-em-empresas-tech\/","title":{"rendered":"Talent Acquisition: Os desafios de contratar em empresas tech"},"content":{"rendered":"<html><body><p>A era do banco de curr&iacute;culos, recebidos de centenas de candidatos para uma vaga, ficou para tr&aacute;s. Ao menos, nas empresas de tecnologia. Para garimpar talentos de engenharia, produto e dados, profissionais de Recursos Humanos t&ecirc;m apostado em t&aacute;ticas proativas e mais assertivas de <a href=\"https:\/\/alice.com.br\/blog\/empresas\/qual-a-diferenca-entre-talent-acquisition-e-recrutamento\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Talent Acquisition<\/a>. Busca ativa de candidatos, funil de aquisi&ccedil;&atilde;o e Intelig&ecirc;ncia Artificial s&atilde;o algumas das armas para contratar em um mercado t&atilde;o disputado.<\/p>\n<p>&ldquo;Um candidato de tech &eacute; abordado por dez, 15 recrutadores por dia no LinkedIn, dependendo da senioridade e especificidade do que ele faz&rdquo;, conta a diretora de Recursos Humanos da CRMBonus, Marcia Denes. Ela est&aacute; &agrave; frente da estrat&eacute;gia de pessoas da empresa de giftback que captou sua rodada Series B em maio passado.<\/p><html><body><div class=\"cta cta--post--slim_withlogo\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/alice.com.br\/\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"logo\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img src=\"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/arada\/dist\/images\/alice.svg\" width=\"288\" height=\"150\" aria-label=\"hidden\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"title\">Conhe&ccedil;a a Alice<\/span><span class=\"icon icon--arrow_right\"><\/span><\/a>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div><\/body><\/html>\n<p>Com mais de 7 anos de experi&ecirc;ncia no mercado de tecnologia, Denes explica que empresas de crescimento acelerado precisam n&atilde;o apenas de um forte <a href=\"https:\/\/alice.com.br\/blog\/empresas\/employer-branding-beneficios\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Employer Branding<\/a>, mas tamb&eacute;m de uma proposta de valor bem estruturada para os colaboradores &ndash; um verdadeiro &ldquo;playbook&rdquo; de engajamento e <a href=\"https:\/\/alice.com.br\/blog\/empresas\/retencao-talentos-empresas\/\">reten&ccedil;&atilde;o<\/a>. &ldquo;A gente tem que deixar a pessoa feliz tamb&eacute;m, ela precisa entender se est&aacute; no lugar certo, se o trabalho faz sentido para ela.&rdquo;<\/p>\n<p>Em entrevista ao Blog da Alice, a profissional compartilha os desafios do RH estrat&eacute;gico na constru&ccedil;&atilde;o de Talent Acquisition, enumera os KPIs da &aacute;rea e tamb&eacute;m reflete sobre as dificuldades de atrair e reter top-talents.<\/p>\n<h2>Quais s&atilde;o os maiores desafios para recrutar e contratar quadros qualificados no mercado de tecnologia, na sua vis&atilde;o de profissional com mais de dez anos no universo de Talent Acquisition?<\/h2>\n<p>Hoje tem dois principais desafios: um &eacute; Employer Branding, que &eacute; como voc&ecirc; constr&oacute;i a sua imagem como empresa para fora e como voc&ecirc; usa isso para atrair os colaboradores. Outro &eacute; o Employee Value Proposition: uma vez que o colaborador est&aacute; l&aacute; dentro da empresa, como voc&ecirc; consegue trabalhar essa proposta de valor, e isso inclui o pacote total de rewards, recompensa, bem-estar dele, tudo.<\/p>\n<p>O Brasil teve um boom de IPOs e de empresas <i>digital <\/i>e acho que muitas startups come&ccedil;aram muito pequenas, no mercado tech, e sem se importar com o Employee Value Proposition. Ent&atilde;o, era aquela coisa de dar [ao colaborador] apenas um computador para a pessoa ir trabalhando e s&oacute;. Acho que isso deu certo durante alguns anos. Mas, depois, isso n&atilde;o funcionava mais porque a galera de tech estava sendo muito assediada &ndash; e ainda &eacute; &ndash; por empresas de fora que pagam em d&oacute;lar, em euro e que d&atilde;o v&aacute;rios outros benef&iacute;cios.<\/p>\n<p>Ent&atilde;o, o RH no Brasil teve que se reinventar para deixar o trabalho aqui mais atrativo, n&atilde;o s&oacute; pela remunera&ccedil;&atilde;o. Acho que a gente est&aacute; nesse momento agora. Na pandemia, houve um &ecirc;xodo absoluto de pessoas saindo de empresas, trabalhando de casa, mas sendo pagas em d&oacute;lar, em euro.<\/p>\n<p>Agora que muita gente est&aacute; voltando para o escrit&oacute;rio, estamos em um momento de revisitar tudo isso. Todos os RH de empresas est&atilde;o pensando em como transformar as empresas em atrativas, n&atilde;o s&oacute; para que as pessoas queiram vir trabalhar, mas queiram algumas vezes vir no presencial. E, para isso, voc&ecirc; tem que construir uma cultura super s&oacute;lida, pacote de benef&iacute;cios etc.<\/p>\n<h2>Voc&ecirc; falou sobre a reinven&ccedil;&atilde;o dos RHs; qual voc&ecirc; acha que deve ser o papel do RH para construir uma &aacute;rea de Talent Acquisition? A que ele deve estar atento para construir essa &aacute;rea?<\/h2>\n<p>Na realidade, hoje muita gente ainda v&ecirc; Talent Acquisition como s&oacute; recrutamento, e eu acho que o recrutamento &eacute; apenas uma parte. Talent Acquisition &eacute; respons&aacute;vel por todo o processo e toda a experi&ecirc;ncia do candidato at&eacute; o momento que ele entra na empresa e, mais do que isso, a gente entende que ele tamb&eacute;m &eacute; respons&aacute;vel por acompanhar os primeiros momentos do funcion&aacute;rio. Ou seja, aquele momento de transi&ccedil;&atilde;o, quando o candidato est&aacute; virando um colaborador, todo o onboarding.<\/p>\n\n<h2>Como voc&ecirc; promove uma jornada em que a pessoa candidata se sinta efetivamente uma pessoa e n&atilde;o s&oacute; um n&uacute;mero numa sele&ccedil;&atilde;o?<\/h2>\n<p>Acredito muito na experi&ecirc;ncia n&atilde;o rob&oacute;tica do candidato. E eu acho que isso faz muita diferen&ccedil;a, principalmente para a galera tech. Um candidato de tech (de &aacute;reas como Engenharia, Dados e Produto) &eacute; abordado, dependendo da senioridade e especificidade do que ele faz, por dez, 15 recrutadores por dia no LinkedIn. Ent&atilde;o a gente tem que pensar desde a forma como faz uma offer para a pessoa. Porque antes a gente mandava um e-mail e hoje a gente liga pra pessoa, fala com ela, passa uma apresenta&ccedil;&atilde;o, explica nossa cultura, explicamos que, se a pessoa topar trabalhar com a gente, vamos ajudar durante todo o processo de admiss&atilde;o, passamos a remunera&ccedil;&atilde;o e perguntamos se ela est&aacute; confort&aacute;vel com a proposta e se tem alguma coisa pra dizer.<\/p>\n<p>E a&iacute; a gente manda tudo por e-mail. Isso muda muito [a percep&ccedil;&atilde;o do candidato]. &Eacute; uma coisa pequena que todo RH deveria fazer. Voc&ecirc; d&aacute; uma seguran&ccedil;a para a pessoa de que &eacute; uma empresa s&eacute;ria, de que n&atilde;o &eacute; uma startup que vai te dar s&oacute; um computador ou nem isso, voc&ecirc; vai ter que come&ccedil;ar a trabalhar sem ter um onboarding.<\/p>\n<p>E outra coisa &eacute; o pr&oacute;prio onboarding. Entre os projetos que est&atilde;o em curso na CRMBonus, temos o Buddy, que &eacute; bem conhecido em empresas tech: uma agenda pr&eacute;-feita de onboarding muito mais robusta e estruturada em que algu&eacute;m da &aacute;rea vai acompanhar o novo colaborador, vai trazer um pouco de profundidade da &aacute;rea. Ent&atilde;o tem alguns projetos que fazem n&atilde;o s&oacute; o processo seletivo mas o p&oacute;s-processo ser mais humano.<\/p>\n<h2>Na CRMBonus, voc&ecirc;s sempre d&atilde;o feedback para os candidatos que participam da sele&ccedil;&atilde;o?<\/h2>\n<p>O recrutador costuma ser muito demandado. &Agrave;s vezes as minhas recrutadoras t&ecirc;m abertas de 12 a 20 vagas ao mesmo tempo. N&atilde;o consigo exigir que elas liguem para absolutamente todos os candidatos para dar um feedback. Mas o b&aacute;sico &eacute;: faz mais de uma semana que voc&ecirc; entrevistou a pessoa? Ent&atilde;o, voc&ecirc; manda um e-mail contando: &ldquo;Olha, o processo continua. A gente n&atilde;o avan&ccedil;ou por causa de X, Y, Z&rdquo;. Dessa forma, a gente mant&eacute;m o candidato aquecido quando &eacute; o caso.<\/p>\n<blockquote><p><strong>&Eacute; importante pensar no funil [de aquisi&ccedil;&atilde;o] e em quais indicadores a gente precisa olhar. Mais do que isso, dentro desses indicadores, quais s&atilde;o os principais detratores? Em qual etapa do funil a gente est&aacute; perdendo mais candidatos e por qu&ecirc;?<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Ou, em caso de o candidato n&atilde;o ter passado, minimamente damos um feedback com os porqu&ecirc;s [de recusa] um pouco mais explicados, agradecendo a participa&ccedil;&atilde;o. E a gente tem uma resposta autom&aacute;tica para cada CV recebido, em que falamos que vamos visualizar e daremos um retorno se fizer sentido. Ent&atilde;o, acho que tudo isso &eacute; um pacote que faz a pessoa se sentir acolhida; a pessoa vai ter feedback, independentemente se ela passou ou n&atilde;o no processo.<\/p>\n<h2>Houve uma mudan&ccedil;a em Talent Acquisition daquele tradicional Banco de CV para algo que hoje &eacute; mais como um funil, um portf&oacute;lio de candidatos?<\/h2>\n<p>Quando fui headhunter, aprendi como &eacute; importante pensar no funil [de aquisi&ccedil;&atilde;o] e em quais indicadores a gente precisa olhar. Mais do que isso, dentro desses indicadores, quais s&atilde;o os principais detratores? Em qual etapa do funil a gente est&aacute; perdendo mais candidatos e por qu&ecirc;? E a gente sempre tenta trabalhar nessa etapa do funil e em cima desses indicadores. Isso ajuda demais.<\/p>\n<p>O RH deixou de ser uma &aacute;rea de achismos, uma &aacute;rea mais administrativa para ser um RH mega data-driven. Hoje tudo o que a gente faz precisa ter uma explica&ccedil;&atilde;o, principalmente em empresas tech. Voc&ecirc; n&atilde;o convence essas equipes a trabalharem de forma colaborativa com voc&ecirc;, a menos que voc&ecirc; explique o porqu&ecirc; de voc&ecirc; estar fazendo aquilo, com base em dados.<\/p>\n<p>Sobre a mudan&ccedil;a de estrat&eacute;gia de aquisi&ccedil;&atilde;o, realmente hoje trabalhamos mais com o portf&oacute;lio de candidatos. A gente faz entrevistas proativas, conhece as pessoas do mercado. Eu incentivo a equipe a fazer benchmarks, ver o que outras empresas est&atilde;o fazendo para a gente construir um roadmap mais robusto para os nossos pr&oacute;ximos projetos. E acho que o portf&oacute;lio para a &aacute;rea tech tende a funcionar bem para candidatos mais seniores.<\/p>\n<h2>E, nessa perspectiva de portf&oacute;lio de candidatos na CRMBonus, &eacute; comum a empresa gostar de um candidato, mas aquela vaga para a qual ele est&aacute; aplicando n&atilde;o ser a certa para ele?<\/h2>\n<p>Numa startup, a gente quer ter as melhores pessoas nas melhores cadeiras para elas. Ent&atilde;o, &eacute; muito menos sobre construir um portf&oacute;lio de candidatos e muito mais sobre quando voc&ecirc; encontra uma pessoa legal, que quer dentro da sua opera&ccedil;&atilde;o, voc&ecirc; achar um espa&ccedil;o para ela. Da&iacute; precisa construir o or&ccedil;amento e levar com dados a motiva&ccedil;&atilde;o para contratar; onde essa pessoa vai se encaixar e por que a gente deveria trazer ela agora? Temos de fazer um papel muito de business partner ali. Ent&atilde;o, existe uma constru&ccedil;&atilde;o de portf&oacute;lio de candidatos, mas hoje, pela din&acirc;mica do mercado tech, que &eacute; muito r&aacute;pido, eu acredito muito mais em:<\/p>\n<ol>\n<li>Conhe&ccedil;a as pessoas;<\/li>\n<li>Entreviste-as, &agrave;s vezes sem ter a vaga aberta;<\/li>\n<li>Se voc&ecirc; entender que aquela pessoa &eacute; interessante para a empresa e vai agregar valor, independentemente da posi&ccedil;&atilde;o que voc&ecirc; tem aberta, converse internamente;<\/li>\n<li>Entenda o que &eacute; poss&iacute;vel fazer em termos de oportunidade e de compensation para ela vir trabalhar na empresa.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&Eacute; assim que fazemos hoje dentro da CRMBonus.<\/p>\n<h2>Voc&ecirc; falou de como o RH agora &eacute; uma &aacute;rea muito mais data-driven e processual. Quais as m&eacute;tricas de Talent Acquisition que voc&ecirc; considera que os RHs devem olhar com maior aten&ccedil;&atilde;o?<\/h2>\n<p>Para mim existe o indicador de SLA (acordo de n&iacute;vel de servi&ccedil;o), que se divide em dois: Time to Fill e Time to Hire. Ent&atilde;o, voc&ecirc; primeiro vai fazer todo o processo de recrutamento e sele&ccedil;&atilde;o e medir o tempo, que &eacute; o Time do Fill. E depois tem o tempo decorrido de quando a pessoa aceitou a oferta at&eacute; o momento que a pessoa come&ccedil;a na empresa, que &eacute; o Time to Hire. Eu gosto de medir com dois SLAs diferentes, mas no fim do dia &eacute; uma coisa s&oacute;. Para mim, esse &eacute; o indicador central e inclusive a minha promessa para a lideran&ccedil;a, que &eacute;: vamos diminuir o SLA para estar mais de acordo com o benchmark de empresas de tecnologia.<\/p>\n<blockquote><p><strong>A gente quer ter as melhores pessoas nas melhores cadeiras para elas. Ent&atilde;o, &eacute; muito menos sobre construir um portf&oacute;lio de candidatos e muito mais sobre quando voc&ecirc; encontra uma pessoa legal, que quer dentro da sua opera&ccedil;&atilde;o, voc&ecirc; achar um espa&ccedil;o para ela.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Hoje, a CRMBonus tem um SLA muito curto para vagas operacionais e de suporte, enquanto que para &aacute;rea de Tech a gente tem um SLA mais longo. Estamos sempre pensando em como deixar o SLA mais curto, em como a gente consegue mais agendas dos gestores e entrevistadores para o processo ser mais r&aacute;pido. Como a gente otimiza esse processo? Faz sentido duas pessoas entrevistarem juntas? Existe algum formato em que ela pode fazer um teste t&eacute;cnico em casa?<\/p>\n<p>A gente mede no funil todas as convers&otilde;es desde o momento de in&iacute;cio. Ent&atilde;o, com quantas pessoas a gente falou e quantas pessoas de fato retornaram para a gente at&eacute; o grau de assertividade na escolha do perfil. Porque n&atilde;o adianta tamb&eacute;m o recrutador mandar milh&otilde;es de mensagens para potenciais candidatos e a&iacute;, desses milh&otilde;es, 50% n&atilde;o fazem sentido para a posi&ccedil;&atilde;o. Ent&atilde;o, a gente vai medindo literalmente passo a passo e olhando como otimizar.<\/p>\n<p>Al&eacute;m de SLA, tamb&eacute;m acompanhamos a quantidade de offers que foram recusadas, volume de mensagens enviadas no LinkedIn, o percentual dessas mensagens que se transformaram em entrevista, quantas pessoas foram entrevistadas na etapa final e, dessas, quantas foram contratadas efetivamente.<\/p>\n<h2>Na CRMBonus voc&ecirc; chegou no per&iacute;odo ap&oacute;s as aquisi&ccedil;&otilde;es da empresa, mas acompanhou a rodada de capta&ccedil;&atilde;o, certo?<\/h2>\n<p>A minha hist&oacute;ria na CRMBonus era para come&ccedil;ar com meu ingresso em janeiro deste ano, mas a head de RH, Camila Porto, ia sair de licen&ccedil;a-maternidade no fim de novembro de 2023. Ent&atilde;o, antecipei a entrada, e ela ficou comigo por 15, 20 dias antes da licen&ccedil;a. A Camila foi meu presente; ela &eacute; muito parceira, a gente n&atilde;o estaria onde est&aacute; sem a m&atilde;o dela e todas as coisas que ela faz. E logo que eu entrei, o assunto era capta&ccedil;&atilde;o [do Series B], e come&ccedil;aram as viagens [para encontrar investidores]. E esse foi um momento que eu participei muito como RH.<\/p>\n<blockquote><p><strong>Al&eacute;m de SLA, tamb&eacute;m acompanhamos a quantidade de offers que foram recusadas, volume de mensagens enviadas no LinkedIn, o percentual dessas mensagens que se transformaram em entrevista, quantas pessoas foram entrevistadas na etapa final e, dessas, quantas foram contratadas efetivamente.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Entrei na empresa depois das quatro aquisi&ccedil;&otilde;es que aconteceram, mas eu n&atilde;o s&oacute; peguei o Series B, como a gente passou por duas due diligence para fazer o Series B sair. No fim, a Bond Capital investiu R$ 400 milh&otilde;es na gente, eles nunca tinham investido em nenhuma empresa no Brasil. Foi uma surpresa incr&iacute;vel para a gente &ndash; e muito trabalho!<\/p>\n<p>A gente fez reuni&atilde;o com fundo, ent&atilde;o eles queriam saber qual era a estrat&eacute;gia de pessoas, quem eram as principais contrata&ccedil;&otilde;es. Ali eu tive uma participa&ccedil;&atilde;o muito grande e foi um desafio, j&aacute; que meu bra&ccedil;o-direito [Camila], que tinha o hist&oacute;rico, estava de licen&ccedil;a maternidade.<\/p>\n<h2><figure class=\"wp-attachment-18207\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-18207 size-large\" src=\"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/entrevista-marcia-denes-3-1024x683.jpg\" alt=\"Marcia Denes est&aacute; sentada com os bra&ccedil;os em cima de uma mesa de madeira. Ela tem cabelos loiros, usa &oacute;culos e est&aacute; com uma roupa branca\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/entrevista-marcia-denes-3-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/entrevista-marcia-denes-3-300x200.jpg 300w, https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/entrevista-marcia-denes-3-768x512.jpg 768w, https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/entrevista-marcia-denes-3-150x100.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><\/figure>Como engajar e reter colaboradores numa empresa t&atilde;o acelerada, que passou por aquisi&ccedil;&otilde;es e agora com essa rodada milion&aacute;ria?<\/h2>\n<p>Acho que todo mundo que est&aacute; em empresas assim est&aacute; se adaptando. N&atilde;o adianta a gente falar que &eacute; tudo lindo e tudo s&atilde;o flores&hellip; N&atilde;o. Ent&atilde;o, como a gente garante o outro lado, o lado humano?<\/p>\n<p>Porque em todas as empresas tech, startups mais maduras, ap&oacute;s aquisi&ccedil;&otilde;es, h&aacute; o desafio de reter e engajar colaboradores. Acho que tem um trabalho profundo aqui do RH e da lideran&ccedil;a do que a empresa quer como cultura, de como a gente vai passar isso para os colaboradores. Porque o trabalho pode ser cansativo, mas, se for legal e se eu estiver aprendendo e vendo valor naquilo, se tenho um plano de carreira, se as pessoas est&atilde;o vendo meu trabalho e estou me sentindo valorizado, se existe uma preocupa&ccedil;&atilde;o com equil&iacute;brio entre trabalho e bem-estar do colaborador, qualidade de vida, a gente consegue cobrar o outro lado [diante de tantas mudan&ccedil;as].<\/p>\n<p>Empresas de hyper growth t&ecirc;m uma cobran&ccedil;a alta porque s&atilde;o empresas com top talents e que querem que as pessoas estejam todas produtivas, felizes e a fim de fazer. E voc&ecirc; s&oacute; vai ter o retorno disso se voc&ecirc; estiver oferecendo para seus colaboradores esse &ldquo;playbook&rdquo; de qualidade de vida, bem-estar, de melhor uso do tempo deles, al&eacute;m da melhor proposta de carreira e remunera&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>A gente, como lideran&ccedil;a, tem que ter na nossa cabe&ccedil;a que top talent &eacute; assediado todos os dias. Ent&atilde;o a gente tem que deixar a pessoa feliz tamb&eacute;m, ela precisa entender se est&aacute; no lugar certo, se o trabalho faz sentido para ela. Quando eu vou ter uma conversa dif&iacute;cil com um colaborador, sempre questiono se a pessoa est&aacute; feliz na empresa.<\/p>\n<h2>Ent&atilde;o, nesse contexto tem sido mais desafiador manter os top talents do que encontr&aacute;-los e contrat&aacute;-los?<\/h2>\n<p>Pensando em indicadores assim, de forma crua, &eacute; mais dif&iacute;cil encontr&aacute;-los, encontrar a pessoa certa para a posi&ccedil;&atilde;o certa, porque voc&ecirc; tem que encaixar o momento da empresa com o momento da pessoa, o timing.<\/p>\n<blockquote><p><strong>Enquanto a empresa tem o mote de clientes sempre felizes e satisfeitos, dentro do RH queremos que nossos colaboradores estejam felizes, engajados, entregando o melhor deles. Por isso preciso entender como engajar as pessoas e fazer que elas tenham equil&iacute;brio.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Agora, pensando no aspecto granular, cada ser humano &eacute; um ser humano, cada pessoa &eacute; &uacute;nica. Ent&atilde;o, independentemente de ser top talent ou n&atilde;o, eu acho mais dif&iacute;cil reter. O top talent &eacute; olhado e assediado todo dia. &Agrave;s vezes oferecem ao profissional uma remunera&ccedil;&atilde;o duas vezes maior e n&atilde;o tem que fazer. E, dependendo do momento de vida da pessoa, &eacute; isso. A pessoa est&aacute; focada em remunera&ccedil;&atilde;o ou em um cargo que voc&ecirc; n&atilde;o consegue dar agora.<\/p>\n<h2>Olhando para o dinamismo das empresas de alta performance, h&aacute; a&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas voltadas para a sa&uacute;de e bem-estar do seu time? Qual &eacute; o papel do RH nesse tipo de iniciativa?<\/h2>\n<p>Enquanto a empresa tem o mote de clientes sempre felizes e satisfeitos, dentro do RH queremos que nossos colaboradores estejam felizes, engajados, entregando o melhor deles. Por isso preciso entender como engajar as pessoas e fazer que elas tenham equil&iacute;brio. Elas v&atilde;o trabalhar melhor, ser mais produtivas, se estiverem indo &agrave; academia, se movimentando, se fumarem menos, se tiverem tempo para hobbies, como ler um livro, escutar um podcast ou algo que n&atilde;o tenha nada a ver com o trabalho. Recentemente, promovemos na empresa uma Semana da Sa&uacute;de, com palestras sobre temas como esses.<\/p>\n<p>E, culturalmente, sempre garantimos que a gente n&atilde;o est&aacute; s&oacute; falando sobre equil&iacute;brio e sa&uacute;de, mas que a gente est&aacute; fazendo tamb&eacute;m. Ent&atilde;o, RH, gestores, a gente fala muito de <i>lead by example<\/i> (liderar pelo exemplo).<\/p>\n<p>Todos os nossos C-levels s&atilde;o muito fam&iacute;lia, eles t&ecirc;m filhos e v&atilde;o pra casa logo depois das 18h. Ent&atilde;o, eles est&atilde;o dispon&iacute;veis, mas n&atilde;o marcam reuni&atilde;o ap&oacute;s esse hor&aacute;rio. Salvo se for muito urgente. Acho que isso d&aacute; uma seguran&ccedil;a para quem &eacute; m&atilde;e tamb&eacute;m. Por exemplo, eu posso buscar meu filho na escola, eu posso ir e voltar, eu posso fazer minhas coisas.<\/p>\n<h2>Para encerrar, como o RH da CRMBonus tem usado intelig&ecirc;ncia artificial?<\/h2>\n<p>A gente implementou o FAQ (Frequently Asked Question, se&ccedil;&atilde;o de perguntas e respostas) de RH para toda a empresa, com o apoio dos times de Data. As pessoas t&ecirc;m muito aquelas perguntas b&aacute;sicas: &ldquo;como eu fa&ccedil;o para agendar f&eacute;rias da minha equipe?&rdquo;. &ldquo;Como eu fa&ccedil;o p&oacute;s admiss&atilde;o?&rdquo; &ldquo;Como &eacute; o programa de Buddy?&rdquo; Ent&atilde;o, a gente colocou 1 milh&atilde;o de conhecimentos na plataforma de IA, e existe uma FAQ em que a pessoa vai e pergunta. Claro que estamos iterando a partir das perguntas que est&atilde;o sendo feitas. Isso &eacute; uma coisa que pro DP (Departamento Pessoal) agrega muito valor, porque 50% do dia deles eu diria que &eacute; atendimento ao cliente interno, tirando suas d&uacute;vidas.<\/p>\n<p>E, para Talent Acquisition, a gente tem usado muito em conjunto com extens&otilde;es do LinkedIn para garantir mais assertividade nos perfis que buscamos. Ent&atilde;o a gente consegue linkar o job description com as palavras-chaves e as buscas ali no LinkedIn, e nossa ferramenta de IA puxa alguns perfis do LinkedIn direto.<\/p>\n<p>Para capacita&ccedil;&atilde;o, estamos utilizando muito para entender o que as pessoas querem, onde elas querem se capacitar e como&nbsp; isso conversa com os cursos que a gente est&aacute; colocando &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o dos colaboradores.<\/p>\n<html><body><div class=\"cta cta--post--slim_withlogo\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/alice.com.br\/simulador\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"logo\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img src=\"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/arada\/dist\/images\/alice.svg\" width=\"288\" height=\"150\" aria-label=\"hidden\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"title\">Simule seu plano<\/span><span class=\"icon icon--arrow_right\"><\/span><\/a>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div><\/body><\/html><\/body><\/html>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Diretora de RH da CRMBonus, Marcia Denes reflete sobre formas assertivas de atra\u00e7\u00e3o e reten\u00e7\u00e3o de top-talents.","protected":false},"author":5,"featured_media":18188,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[110,97],"class_list":["post-18186","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-empresas","tag-lideranca","tag-mercado-de-trabalho"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18186","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18186"}],"version-history":[{"count":19,"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18186\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18261,"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18186\/revisions\/18261"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18188"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18186"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18186"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18186"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}