{"id":18367,"date":"2024-10-15T09:34:55","date_gmt":"2024-10-15T12:34:55","guid":{"rendered":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/?p=18367"},"modified":"2024-10-21T13:38:22","modified_gmt":"2024-10-21T16:38:22","slug":"transformacao-e-cultura-como-o-rh-assume-papel-estrategico-no-negocio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/empresas\/transformacao-e-cultura-como-o-rh-assume-papel-estrategico-no-negocio\/","title":{"rendered":"Transforma\u00e7\u00e3o e cultura: como o RH assume papel estrat\u00e9gico no neg\u00f3cio"},"content":{"rendered":"<html><body><p>Para quem v&ecirc; de fora uma empresa com cultura forte e crescimento acelerado, pode parecer que o trabalho para chegar at&eacute; ali foi simples e natural. Mas sabemos que geralmente n&atilde;o &eacute; assim. &Eacute;rica Vasconcelos, People Director da Merama, empresa integradora de marcas digitais da Am&eacute;rica Latina, conhece bem os desafios de estruturar a &aacute;rea de RH de uma companhia que, em um ano de exist&ecirc;ncia, j&aacute; era considerada unic&oacute;rnio.<\/p>\n<p>A palavra-chave aqui &eacute; transforma&ccedil;&atilde;o. Isso porque a opera&ccedil;&atilde;o da Merama trouxe um desafio a mais para a mesa: al&eacute;m de desenvolver a &aacute;rea de People, &Eacute;rica precisou planejar a integra&ccedil;&atilde;o de diferentes marcas, com culturas singulares. Para assumir essa miss&atilde;o, ela juntou habilidades e estrat&eacute;gias complementares.<\/p><html><body><div class=\"cta cta--post--slim_withlogo\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/alice.com.br\/\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"logo\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img src=\"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/arada\/dist\/images\/alice.svg\" width=\"288\" height=\"150\" aria-label=\"hidden\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"title\">Conhe&ccedil;a a Alice<\/span><span class=\"icon icon--arrow_right\"><\/span><\/a>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div><\/body><\/html>\n<p>&ldquo;Essa &eacute; uma caracter&iacute;stica muito forte da empresa, at&eacute; hoje. Estamos passando por uma revis&atilde;o de cultura, por conta dessa fase de integra&ccedil;&atilde;o, mas esse continua sendo o pilar mais marcante da Merama: o de fazer as coisas acontecerem&rdquo;, afirma &Eacute;rica.<\/p>\n<p>Entre rodadas de investimentos e crescimento acelerado, a &aacute;rea de People da Merama mostra que o tradicional setor de Recursos Humanos n&atilde;o se resume ao gerenciamento de processos, recrutamento ou pol&iacute;ticas de benef&iacute;cios. &Eacute; poss&iacute;vel ser muito mais estrat&eacute;gico, de forma a impactar diretamente o neg&oacute;cio.<\/p>\n<p>&ldquo;O valor da &aacute;rea [de RH] tem sido percebido cada vez mais porque, no fim das contas, envolve processos e mudan&ccedil;as que geram valor&rdquo;, defende &Eacute;rica.<\/p>\n<p>Em entrevista ao Blog da Alice, &Eacute;rica Vasconcelos compartilha os detalhes dessa jornada e quais s&atilde;o as estrat&eacute;gias para transformar a &aacute;rea de People em um agente ativo de mudan&ccedil;as e integra&ccedil;&atilde;o dentro de ambientes din&acirc;micos.<\/p>\n<h2><b>Voc&ecirc; est&aacute; na &aacute;rea de <\/b><b>People<\/b><b> desde 2017. Antes disso, voc&ecirc; trabalhava na &aacute;rea de projetos e eventos. Como foi essa transi&ccedil;&atilde;o de carreira?<\/b><\/h2>\n<p>Essa &eacute; uma hist&oacute;ria engra&ccedil;ada. Na faculdade, eu tinha certeza de que nunca trabalharia com RH e afins, porque eu n&atilde;o gostava muito dessa coisa de &ldquo;lidar com gente&rdquo;. Eu era mais para o lado das ci&ecirc;ncias exatas, sou formada em Administra&ccedil;&atilde;o, ent&atilde;o trabalhei com consultoria para empresas e eventos. Depois de voltar de uma temporada fora do pa&iacute;s, comecei a pensar em como eu gostaria de construir minha carreira, em que tipo de empresa trabalharia.<\/p>\n<p>Resolvi participar de alguns processos seletivos e eu n&atilde;o me achava muito boa em entrevistas, achava que n&atilde;o me sa&iacute;a bem. Ent&atilde;o, comecei a fazer algumas para testar. Na &eacute;poca, eu morava em Salvador, tinha uma startup come&ccedil;ando por l&aacute; e eu me candidatei para uma vaga de log&iacute;stica.<\/p>\n<p>Na minha primeira entrevista, falei com o CEO, ele me disse, de cara, que tinha duas not&iacute;cias para me dar: a primeira era que eu n&atilde;o iria passar para a vaga de log&iacute;stica, pois n&atilde;o tinha nada a ver com o que ele precisava; mas havia uma outra vaga aberta que tinha exatamente o meu perfil.<\/p>\n<p>Era uma vaga de RH em uma empresa que, na &eacute;poca, tinha 20 pessoas e n&atilde;o tinha nenhum processo estruturado. Ent&atilde;o, ele me perguntou: &lsquo;Voc&ecirc; topa avan&ccedil;ar no processo?&rsquo;.<\/p>\n<p>Eu topei porque eu queria treinar para entrevistas e fui passando, avan&ccedil;ando nas etapas e no fim passei para a vaga. N&atilde;o sabia o que era uma startup, n&atilde;o sabia onde eu estava me metendo. Mas nunca mais sa&iacute; [dessa &aacute;rea].<\/p>\n<h2><b>Sendo uma pessoa de exatas, como voc&ecirc; disse, como sentiu que foi seu desenvolvimento pessoal e profissional em uma &aacute;rea t&atilde;o diferente?<\/b><\/h2>\n<p>Ent&atilde;o, existe uma parte minha, de ser comunicativa e de gostar de estar perto das pessoas, que complementa um pouco esse meu lado mais pragm&aacute;tica. Eu sempre tive isso na vida pessoal, e consegui trazer mais para o profissional. Acho que a parte de gostar um pouco mais dos n&uacute;meros e dos processos me ajudou a complementar bem um perfil que faz sentido nessa &aacute;rea.<\/p>\n<p>Eu, hoje, me considero uma <i>pessoa de pessoas<\/i>, mas trago mais do que isso. Apesar de ter esse lado da empatia e do cuidado desde pequena, na minha vida pessoal, consegui misturar essas vis&otilde;es, e fui descobrindo isso ao longo do caminho.<\/p>\n<h2><b>Voc&ecirc; est&aacute; vendo uma evolu&ccedil;&atilde;o dentro da &aacute;rea de RH tamb&eacute;m? Que mudan&ccedil;as voc&ecirc; tem visto ao longo do seu desenvolvimento?<\/b><\/h2>\n<p>Acho que o RH vem passando por essa transforma&ccedil;&atilde;o, sim &ndash; inclusive de n&atilde;o querer mais ser chamado de RH, porque parece que remete a um termo retr&oacute;grado. Parece que estou em um epis&oacute;dio de <i>The Office<\/i> quando falo em RH. Mas eu acho que a &aacute;rea de Pessoas, no geral, tem evolu&iacute;do muito e ocupado um espa&ccedil;o mais importante e estrat&eacute;gico.<\/p>\n<p>No final das contas, as pessoas s&atilde;o o bem mais importante da empresa. Os clientes s&atilde;o pessoas, os funcion&aacute;rios s&atilde;o pessoas, os stakeholders, fornecedores, todos s&atilde;o pessoas. Se a gente n&atilde;o olhar para isso com um car&aacute;ter mais estrat&eacute;gico, a empresa pode sair perdendo.<\/p>\n<h2><b>Acredita que a &aacute;rea se tornou mais reconhecida na empresa?<\/b><\/h2>\n<p>O valor da &aacute;rea tem sido percebido cada vez mais porque envolve processos e mudan&ccedil;as que geram valor. Se as pessoas est&atilde;o bem, elas geram um valor maior para o neg&oacute;cio. Ent&atilde;o, &eacute; superestrat&eacute;gico falar de pessoas e olhar para essa estrat&eacute;gia dentro da empresa, do neg&oacute;cio, de uma forma estruturada e planejada.<\/p>\n<p>Mas eu acho que ainda h&aacute; um espa&ccedil;o a ser conquistado e ser percebido como estrat&eacute;gico, como o pilar da maioria dos neg&oacute;cios. Olhando para tr&aacute;s, acho que tenho o privil&eacute;gio de ter passado por empresas que valorizam isso e de ter sabido escolher onde entrar na &aacute;rea.<\/p>\n<blockquote><p><strong>As pessoas s&atilde;o o bem mais importante da empresa. Os clientes s&atilde;o pessoas, os funcion&aacute;rios s&atilde;o pessoas, os stakeholders, fornecedores, todos s&atilde;o pessoas. Se a gente n&atilde;o olhar para isso com um car&aacute;ter mais estrat&eacute;gico, a empresa pode sair perdendo<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<h2><b>Como foi, para voc&ecirc;, estruturar a &aacute;rea de RH de uma empresa como a Merama, uma companhia Latam com tantas particularidades? Como o RH deve ver a &aacute;rea nesse tipo de empresa?<\/b><\/h2>\n<p>Eu acho que o RH precisa entender do neg&oacute;cio em que est&aacute; inserido. Acho que esse &eacute; o primeiro ponto de partida. &Eacute; preciso entender qual &eacute; a necessidade do neg&oacute;cio e, consequentemente, quais s&atilde;o as necessidades dos colaboradores, para a&iacute; construir a estrat&eacute;gia da &aacute;rea que vai impactar diretamente a estrat&eacute;gia daquele neg&oacute;cio.<\/p>\n<p>Ter nascido Latam, em dois pa&iacute;ses diferentes [M&eacute;xico e Brasil], no meio da pandemia, trouxe uma complexidade maior para o que est&aacute;vamos construindo na &eacute;poca. Est&aacute;vamos todos trancados em casa, sem saber exatamente o que ia acontecer com o mundo e alinhando culturas muito diferentes.<\/p>\n<p>O primeiro ponto foi entender o que era esse neg&oacute;cio que est&aacute;vamos construindo. Qual era a necessidade naquele momento e quais eram as nossas expectativas? A partir disso, desenhamos os pilares e come&ccedil;amos a elaborar a estrat&eacute;gia da &aacute;rea e cultura da empresa.<\/p>\n<p>Desde o come&ccedil;o, fomos bem proativos e mais intencionais nessa constru&ccedil;&atilde;o da cultura, porque n&atilde;o quer&iacute;amos que a empresa nascesse naturalmente com silos entre os pa&iacute;ses. Portanto, j&aacute; come&ccedil;amos de forma mais intencional nesse sentido.<\/p>\n<h2><b>Isso afetou a constru&ccedil;&atilde;o da cultura da empresa? Foi um desafio ter CEOs de diferentes nacionalidades?<\/b><\/h2>\n<p>A nossa estrutura &eacute; complexa. Temos um CEO que &eacute; americano e, abaixo dele, temos&nbsp; dois CEOs regionais, no Brasil e no M&eacute;xico. Na &eacute;poca que a gente come&ccedil;ou, n&atilde;o existia tanta clareza da estrutura ainda e era tudo uma descoberta, porque a tese da Merama tamb&eacute;m era in&eacute;dita na Am&eacute;rica Latina.<\/p>\n<p>Ent&atilde;o, sim, estar em pa&iacute;ses diferentes foi desafiador. N&oacute;s fal&aacute;vamos ingl&ecirc;s, que n&atilde;o era a l&iacute;ngua nativa de ningu&eacute;m. Isso trouxe um n&iacute;vel de complexidade ainda maior em um momento em que precis&aacute;vamos sair do &ldquo;0 para 1&rdquo; ali e mudar alguns processos que estavam no meio do caminho.<\/p>\n<p>Na &eacute;poca, a gente tinha muita clareza de que as primeiras pessoas que viessem seriam as pessoas para construir essa tese e tirar isso do papel, entendendo exatamente quais eram as necessidades. A gente n&atilde;o tinha ainda o modelo que ia funcionar, a estrutura final. Ent&atilde;o as primeiras pessoas que vieram foram escolhidas com base nos pilares para os quais n&oacute;s precisar&iacute;amos de colabora&ccedil;&atilde;o, com um perfil mais generalista e vi&eacute;s de execu&ccedil;&atilde;o, para a gente tirar juntos as coisas do papel.<\/p>\n<h2><b>Voc&ecirc;s criaram uma estrutura de modo a n&atilde;o ter silos entre M&eacute;xico e Brasil. Hoje, passados mais de 3 anos, voc&ecirc; acha que conseguiram isso?<\/b><\/h2>\n<p>No meio do caminho, teve [silos]. At&eacute; porque o nosso modelo de neg&oacute;cio tem opera&ccedil;&otilde;es locais nos pa&iacute;ses e, em cada um deles, mudam as leis, as regras trabalhistas, o jeito que as empresas operavam&hellip; Ent&atilde;o, isso, por si s&oacute;, j&aacute; cria diferen&ccedil;as e motiva discuss&otilde;es. Mas n&oacute;s conseguimos minimizar bastante no come&ccedil;o.<\/p>\n<p>S&oacute; que a estrat&eacute;gia do neg&oacute;cio &eacute; a que estamos vivendo hoje, no momento atual da Merama. Fomos caminhando para um ponto de ter uma estrutura mais regional, com o cascateamento da estrat&eacute;gia global.<\/p>\n\n<p><figure class=\"wp-attachment-18368\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-18368 size-large\" src=\"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/erica-vasconcelos-1024x683.jpg\" alt=\"Uma mulher est&aacute; sentada em uma cadeira, com as m&atilde;os na perna, olhando para frente\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/erica-vasconcelos-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/erica-vasconcelos-300x200.jpg 300w, https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/erica-vasconcelos-768x512.jpg 768w, https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/erica-vasconcelos-150x100.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><\/figure><\/p>\n\n<h2><b>Voc&ecirc; falou bastante desse processo de constru&ccedil;&atilde;o. Voc&ecirc; entrou e, logo depois, j&aacute; teve <\/b><b>Series B<\/b><b>. Como foi isso para o RH?<\/b><\/h2>\n<p>No primeiro ano de vida da Merama, fizemos o Series A em abril; a&iacute;, em setembro, fizemos o Series B. Foram quatro meses entre as duas rodadas, superintensos. Logo depois, viramos unic&oacute;rnio. T&iacute;nhamos apenas 11 meses de opera&ccedil;&atilde;o na &eacute;poca. Ent&atilde;o, esse foi um ano superintenso de constru&ccedil;&otilde;es, porque passar por essas fases t&atilde;o rapidamente, entre um ciclo e outro, exigia uma maturidade de processo, de governan&ccedil;a e de comunica&ccedil;&atilde;o, que ainda n&atilde;o t&iacute;nhamos.<\/p>\n<blockquote><p><strong>A principal m&eacute;trica que uma pessoa da &aacute;rea de People deve analisar s&atilde;o as m&eacute;tricas do neg&oacute;cio, porque o que as pessoas querem &eacute; estar em um neg&oacute;cio saud&aacute;vel, at&eacute; para elas terem seguran&ccedil;a de crescimento<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>A opera&ccedil;&atilde;o era muito pequena tamb&eacute;m. Entrei para construir as coisas, ent&atilde;o, aconteceu no meio de tudo isso. Acho que essa &eacute; uma caracter&iacute;stica muito forte at&eacute; hoje da empresa. Estamos passando agora por uma revis&atilde;o de cultura, porque estamos numa fase de integra&ccedil;&atilde;o, e isso continua sendo o pilar mais marcante da Merama: de fazer as coisas acontecerem.<\/p>\n<p>Esse &eacute; um valor que mantemos desde o come&ccedil;o, e j&aacute; era uma caracter&iacute;stica minha tamb&eacute;m. Acho que eles enxergaram isso nas minhas entrevistas, porque n&atilde;o funcionaria bem com algu&eacute;m que n&atilde;o tivesse essa caracter&iacute;stica. &Eacute; um tra&ccedil;o muito forte nos fundadores, nas primeiras pessoas e at&eacute; hoje, nas novas contrata&ccedil;&otilde;es e no jeito que operamos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/alice.com.br\/blog\/empresas\/talent-acquisition-os-desafios-de-contratar-em-empresas-tech\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Talent Acquisition: Os desafios de contratar em empresas&nbsp;tech<\/a><\/p>\n<h2><b>Sobre essa fase de integra&ccedil;&atilde;o atual, como a &aacute;rea de Pessoas est&aacute; se preparando para isso?<\/b><\/h2>\n<p>N&oacute;s estamos integrando nossas marcas em unidades de neg&oacute;cio. Nosso modelo de neg&oacute;cio envolve aquisi&ccedil;&otilde;es, inspirado nos modelos de agregadores que j&aacute; existiam em outros pa&iacute;ses, como nos Estados Unidos. L&aacute;, basicamente, o modelo de aquisi&ccedil;&atilde;o consiste em comprar a empresa, tirar o empreendedor e integrar a opera&ccedil;&atilde;o o mais enxuto poss&iacute;vel.<\/p>\n<p>Este ano, estamos trabalhando para integrar 14 marcas em um &uacute;nico ecossistema. Trabalhamos com seis unidades [de neg&oacute;cio], estamos realizando 14 integra&ccedil;&otilde;es simult&acirc;neas.<\/p>\n<p>Desde o ano passado, come&ccedil;amos a desenhar a estrat&eacute;gia de integra&ccedil;&atilde;o. Pensamos bastante em como seria a estrutura final, o modelo que quer&iacute;amos implementar. Realizamos v&aacute;rios treinamentos com a equipe de lideran&ccedil;a e planejamos as ondas de integra&ccedil;&atilde;o para essas 14 marcas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/alice.com.br\/blog\/empresas\/como-crescer-sem-perder-cultura-da-empresa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Cultura da empresa: 5 dicas de como crescer sem&nbsp;perd&ecirc;-la<\/a><\/p>\n<p>Criamos, dentro da Merama, um escrit&oacute;rio de gerenciamento de integra&ccedil;&atilde;o, basicamente um time dedicado que tinha um representante das &aacute;reas principais. E dentro de People, t&iacute;nhamos uma pessoa focada exclusivamente nas integra&ccedil;&otilde;es. Isso nos ajudou a pensar bem na comunica&ccedil;&atilde;o para cada p&uacute;blico, nas mudan&ccedil;as de cada uma das unidades que precisar&iacute;amos implementar, e no que mudaria para cada pessoa. Fomos at&eacute; o n&iacute;vel individual, analisando os impactos em cada colaborador dentro das unidades de neg&oacute;cio, para garantir que est&aacute;vamos transmitindo a mensagem certa.<\/p>\n<p>Esse cuidado com as pessoas tamb&eacute;m foi essencial. Por isso, olhamos para cada mudan&ccedil;a no n&iacute;vel individual, analisando qualquer impacto.<\/p>\n<h2><b>Quais os principais desafios de engajamento de colaboradores nesse setor? Como isso funciona dentro desse contexto que voc&ecirc; trouxe, de muitas empresas e marcas diferentes que est&atilde;o se adaptando a essa cultura da Merama?<\/b><\/h2>\n<p>Os principais desafios de engajamento s&atilde;o sobre clareza de expectativas. Acho que, se as pessoas entendem qual &eacute; o papel esperado, o que est&aacute; mudando e o que n&atilde;o est&aacute; tamb&eacute;m, isso j&aacute; facilita muito. Essa clareza tira um pouco da inseguran&ccedil;a que vem com a percep&ccedil;&atilde;o da mudan&ccedil;a.<\/p>\n<p>E, al&eacute;m disso, a comunica&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m &eacute; importante. Qual &eacute; a linguagem e o meio que devemos utilizar para falar com cada uma dessas pessoas? Como elas est&atilde;o recebendo isso? Como disponibilizamos a mensagem? Algumas empresas que n&oacute;s integramos ainda fazem uso de uma comunica&ccedil;&atilde;o impressa, algo que n&atilde;o acontece na Merama.<\/p>\n<p>Naturalmente, nesse processo de integra&ccedil;&atilde;o, a gente teve uma mudan&ccedil;a de cultura, de jeito de operar. Ent&atilde;o, tamb&eacute;m tem a quest&atilde;o do colaborador avaliar se est&aacute; disposto ou n&atilde;o a aceitar essa mudan&ccedil;a, e tudo bem. Tem pessoas nesse processo que v&atilde;o entender que gostariam de estar em um outro tipo de ambiente. Foi importante, para a gente, entender isso e manter esse canal aberto com o time.<\/p>\n<h2><b>Falando um pouco de m&eacute;tricas de neg&oacute;cios, quais s&atilde;o os dados que voc&ecirc; considera relevantes para impulsionar o desenvolvimento dos seus times? Voc&ecirc; olha algum tipo de m&eacute;trica nesse sentido?<\/b><\/h2>\n<p>A principal <a href=\"https:\/\/alice.com.br\/blog\/empresas\/people-analytics\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">m&eacute;trica<\/a> que uma pessoa da &aacute;rea de People deve analisar s&atilde;o as m&eacute;tricas do neg&oacute;cio, porque o que as pessoas querem &eacute; estar em um neg&oacute;cio saud&aacute;vel, at&eacute; para elas terem seguran&ccedil;a de crescimento.<\/p>\n<p>Inclusive, n&oacute;s convivemos, no meio de tudo isso, com as ondas de layoffs, a bolha das startups estourando e not&iacute;cias megaloman&iacute;acas aparecendo. N&oacute;s passamos bem por isso, mas porque sempre fomos mais seguros nesse aspecto. Mesmo com as capta&ccedil;&otilde;es, olhamos como o neg&oacute;cio estava performando e como conectamos o que o neg&oacute;cio precisa com a estrat&eacute;gia de pessoas.<\/p>\n<p>E n&atilde;o &eacute; natural falarmos, na &aacute;rea de Pessoas, sobre olhar para os indicadores do neg&oacute;cio. Acho que esse &eacute; o primeiro ponto. Depois, temos os indicadores que normalmente analisamos. Olhamos para o crescimento de headcount, para o custo desse headcount tamb&eacute;m. Como estamos trazendo isso para os l&iacute;deres?<\/p>\n<p>Temos na Merama, hoje, um processo de lideran&ccedil;a em amadurecimento. Temos muita lideran&ccedil;a nova, ent&atilde;o analisamos o span e o cumprimento dos processos que temos internamente. Tamb&eacute;m olhamos para o turnover, mas acho que essa &eacute; uma m&eacute;trica que deve ser analisada com cuidado, porque &agrave;s vezes falamos que o turnover est&aacute; alto ou baixo, mas isso n&atilde;o significa necessariamente que as causas s&atilde;o ruins ou que as consequ&ecirc;ncias s&atilde;o muito ruins para a empresa.<\/p>\n<h2><b>H&aacute; a&ccedil;&otilde;es voltadas para a sa&uacute;de e o bem-estar dos colaboradores, tanto os novos como os antigos? Qual o papel do RH nesse sentido?<\/b><\/h2>\n<p>Fazemos a&ccedil;&otilde;es no escrit&oacute;rio, algumas ativa&ccedil;&otilde;es e criamos alguns programas internos tamb&eacute;m. Todas essas iniciativas s&atilde;o puxadas pela &aacute;rea de People, que tem um papel superprotagonista nesse sentido, oferecendo um ambiente que proporciona o acesso para as pessoas.<\/p>\n<p>Temos um programa que j&aacute; realizamos em tr&ecirc;s anos, o <i>Meramathletes<\/i>, que &eacute; uma competi&ccedil;&atilde;o de atividade f&iacute;sica. &Eacute; como se fosse uma &ldquo;mini Olimp&iacute;ada&rdquo; dentro da empresa, com pr&ecirc;mios e uma din&acirc;mica em que a galera compete, incentivando um colaborador a puxar o outro.<\/p>\n<p>No m&ecirc;s passado, tivemos uma a&ccedil;&atilde;o no escrit&oacute;rio com uma nutricionista, que falou sobre alimenta&ccedil;&atilde;o, ensinando algumas receitas pr&aacute;ticas e r&aacute;pidas para fazer em casa. Outro exemplo s&atilde;o as conversas com psic&oacute;logos que n&oacute;s promovemos. No ano passado, durante o m&ecirc;s dos pais, tivemos um bate-papo sobre como gerenciar responsabilidades em casa e no trabalho.<\/p>\n<p>Sempre comemoramos o Dia das Crian&ccedil;as tamb&eacute;m, permitindo que os colaboradores tragam seus filhos para o trabalho. J&aacute; fizemos essa a&ccedil;&atilde;o tr&ecirc;s vezes, o time adora. &Eacute; um jeito de fortalecer o esp&iacute;rito de equipe.<\/p>\n<p>Para finalizar, um ponto importante &eacute; a clareza nas comunica&ccedil;&otilde;es, pois isso ajuda a manter a sa&uacute;de mental em dia. Este ano, com tantas mudan&ccedil;as e inseguran&ccedil;as que surgiram para o time, tentamos trazer calma nas conversas e nos f&oacute;runs que promovemos, mantendo o canal aberto para di&aacute;logo.<\/p>\n<h2><b>Como voc&ecirc;s t&ecirc;m usado Intelig&ecirc;ncia Artificial na &aacute;rea de <\/b><b>People<\/b><b>? Voc&ecirc;s t&ecirc;m feito algum tipo de teste?<\/b><\/h2>\n<p>N&oacute;s usamos, mas acredito que ainda tem espa&ccedil;o para us&aacute;-la melhor. No time de People, usamos o ChatGPT para criar personas durante a integra&ccedil;&atilde;o, at&eacute; para definir o tom de voz e a cultura com que queremos nos comunicar, e tamb&eacute;m o tipo de mensagem que vamos passar. Isso nos ajuda a criar a comunica&ccedil;&atilde;o de um jeito muito mais f&aacute;cil e at&eacute; din&acirc;mico para o time.<\/p>\n<p>Em junho, realizamos um hackathon para os times, aberto, com foco em IA para criar solu&ccedil;&otilde;es para os neg&oacute;cios. N&oacute;s financiamos as ferramentas escolhidas pelo time e disponibilizamos alguns facilitadores do time de tecnologia, o que resultou em solu&ccedil;&otilde;es muito legais, como a automa&ccedil;&atilde;o do SAC e melhorias no <i>supply chain<\/i> em outras unidades.<\/p>\n<blockquote><p><strong>Existe um espa&ccedil;o para o RH se sentar &agrave; mesa das decis&otilde;es de neg&oacute;cio, que n&atilde;o &eacute; natural. E acredito que esse espa&ccedil;o ainda precisa ser ocupado<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>O hackathon foi um marco para incentivar as pessoas a enxergarem a IA como uma parte do dia a dia, gerando solu&ccedil;&otilde;es que, antes, nem imagin&aacute;vamos. Ainda n&atilde;o &eacute; algo institucional, ou seja, n&atilde;o existe uma obrigatoriedade para todos usarem para uma coisa ou outra, mas tem facilitado muito diversas tarefas do dia a dia.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m estamos usando essas ferramentas para an&aacute;lise, constru&ccedil;&atilde;o e para nos comunicarmos com o time de forma integrada. Isso nos ajuda a ser mais estrat&eacute;gicos como profissionais e, com certeza, libera tempo que antes gast&aacute;vamos preparando tarefas mais manuais, como tratar dados, fazer gr&aacute;ficos e construir relat&oacute;rios. Agora, tudo &eacute; mais r&aacute;pido e eficiente.<\/p>\n<h2><b>Pensando em toda essa evolu&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea e pontos ainda a desenvolver, que espa&ccedil;o voc&ecirc; v&ecirc; o RH do futuro ocupando?&nbsp;<\/b><\/h2>\n<p>Existe um espa&ccedil;o para o RH se sentar &agrave; mesa das decis&otilde;es de neg&oacute;cio, que n&atilde;o &eacute; natural. E acredito que esse espa&ccedil;o ainda precisa ser ocupado. Eu sempre fui meio cara de pau para pedir algumas coisas, em experi&ecirc;ncias passadas. Certa vez, pedi para o meu chefe da &eacute;poca para participar de um f&oacute;rum que ele tinha organizado, que era para falar de resultados de neg&oacute;cio. Ele n&atilde;o me incluiu porque achou que seria apenas mais uma reuni&atilde;o para mim e queria me liberar, pensando que estava fazendo algo bom.<\/p>\n<p>Ent&atilde;o, eu expliquei que eu precisava saber o que estava acontecendo no neg&oacute;cio para desenhar uma estrat&eacute;gia que fizesse sentido no final das contas. A &aacute;rea de RH ainda &eacute; vista como um <i>back office<\/i>, apenas executora de processos, sem tanto reconhecimento de sua contribui&ccedil;&atilde;o para os resultados.<\/p>\n<p>Mas tenho certeza de que o RH tem muito a contribuir, e precisamos conectar mais os resultados de neg&oacute;cios com os insights que a &aacute;rea traz. Isso &eacute; uma evolu&ccedil;&atilde;o natural. Alguns anos atr&aacute;s, essa associa&ccedil;&atilde;o era muito distante, mas agora est&aacute; cada vez mais pr&oacute;xima. Ainda assim, precisamos continuar lutando para que essa presen&ccedil;a seja natural.<\/p>\n<p>Estar pr&oacute;ximo ao neg&oacute;cio, entender os resultados, usar bem as ferramentas e a intelig&ecirc;ncia artificial s&atilde;o atitudes que facilitam e ajudam a aproximar o RH do n&uacute;cleo estrat&eacute;gico da empresa. A pessoa de People deve ser o bra&ccedil;o direito do CEO.<\/p>\n<p>Se o CEO conta com esse apoio estrat&eacute;gico do RH, os resultados do neg&oacute;cio mudam para melhor. Ainda n&atilde;o ocupamos 100% esse lugar, mas estamos chegando.<\/p>\n<html><body><h2>Alice tem o plano de sa&uacute;de certo para a sua empresa!<\/h2>\n<p>Alice &eacute; uma empresa de tecnologia que oferece planos de sa&uacute;de empresarial e tem a miss&atilde;o de tornar o mundo mais saud&aacute;vel. Nossa plataforma de cuidado cont&iacute;nuo garante que os nossos membros recebam o cuidado certo, na hora certa e no lugar certo, proporcionando uma experi&ecirc;ncia excepcional para eles.<\/p>\n<p>Nossos planos t&ecirc;m cobertura nacional completa, assim como o atendimento e a experi&ecirc;ncia &uacute;nica do Alice Agora, parceiro de sa&uacute;de confi&aacute;vel para todas as horas, direto no app. Fale com o Time de Sa&uacute;de 24\/7, receba resposta em at&eacute; 60 segundos e, se precisar, j&aacute; fa&ccedil;a uma consulta virtual com nossa equipe m&eacute;dica.<\/p>\n<p>Alice tamb&eacute;m tem suporte completo ao seu RH, com dados estrat&eacute;gicos para sua gest&atilde;o &ndash; desde reports de sa&uacute;de populacional at&eacute; de custo de cuidado &ndash;, onboarding exclusivo e account manager dedicado.<\/p>\n<p>Veja como Alice cuida do seu time e do seu or&ccedil;amento.<\/p>\n<html><body><div class=\"cta cta--post--slim_withlogo\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/alice.com.br\/simulador\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"logo\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img src=\"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/arada\/dist\/images\/alice.svg\" width=\"288\" height=\"150\" aria-label=\"hidden\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"title\">Fa&ccedil;a uma Cota&ccedil;&atilde;o<\/span><span class=\"icon icon--arrow_right\"><\/span><\/a>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div><\/body><\/html><\/body><\/html><\/body><\/html>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u00c9rica Vasconcelos, People Director da Merama, comenta os desafios de estrutura\u00e7\u00e3o da \u00e1rea e oportunidades para o RH do futuro.","protected":false},"author":5,"featured_media":18370,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[94,110,97],"class_list":["post-18367","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-empresas","tag-empresas","tag-lideranca","tag-mercado-de-trabalho"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18367","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18367"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18367\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18422,"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18367\/revisions\/18422"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18370"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18367"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18367"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18367"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}