{"id":4571,"date":"2022-09-22T09:00:00","date_gmt":"2022-09-22T12:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.alice.com.br\/?p=4571"},"modified":"2023-09-18T19:11:39","modified_gmt":"2023-09-18T22:11:39","slug":"cade-a-pilula-anticoncepcional-masculina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/sua-saude\/cade-a-pilula-anticoncepcional-masculina\/","title":{"rendered":"Cad\u00ea a p\u00edlula anticoncepcional masculina?"},"content":{"rendered":"<html><body><p>Em agosto de 1960, a FDA (a ag&ecirc;ncia sanit&aacute;ria dos EUA, que tem papel semelhante ao da nossa Anvisa) aprovou a primeira <a href=\"https:\/\/alice.com.br\/blog\/sua-saude\/anticoncepcionais-vem-que-a-gente-te-explica-tudo-sobre-eles\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">p&iacute;lula anticoncepcional feminina<\/a>, que revolucionaria de forma definitiva a vida sexual e o processo de emancipa&ccedil;&atilde;o das mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>Por ser considerada altamente eficaz (quase 99% de sucesso) e simples de ser usada, a p&iacute;lula passou a ser amplamente usada ao redor do mundo. No Brasil, ali&aacute;s, &eacute; o m&eacute;todo mais adotado pelas mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>E as mulheres t&ecirc;m ainda <a href=\"https:\/\/alice.com.br\/blog\/sua-saude\/anticoncepcionais-vem-que-a-gente-te-explica-tudo-sobre-eles\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">muitas outras op&ccedil;&otilde;es<\/a> para prevenir gesta&ccedil;&otilde;es, como o <a href=\"https:\/\/alice.com.br\/blog\/sua-saude\/o-que-e-e-como-funciona-o-diu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">DIU (dispositivo intrauterino)<\/a>, o implante hormonal, o diafragma, o anel vaginal, a camisinha feminina e at&eacute; os m&eacute;todos mais definitivos, como a laqueadura.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, as formas de contracep&ccedil;&atilde;o voltadas para os homens se resumem a apenas duas at&eacute; hoje: camisinha e vasectomia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais s&atilde;o os m&eacute;todos contraceptivos masculinos?<\/h2>\n\n\n\n<p>O preservativo, apesar de tamb&eacute;m proteger contra infec&ccedil;&otilde;es sexualmente transmiss&iacute;veis (ISTs), pode ser ineficaz se n&atilde;o for usado da maneira adequada. Segundo os Centros de Controle e Preven&ccedil;&atilde;o de Doen&ccedil;as dos EUA, em m&eacute;dia 13% das coloca&ccedil;&otilde;es de camisinhas s&atilde;o falhas.<\/p>\n\n\n\n<p>J&aacute; a vasectomia, apesar de ser altamente eficaz, costuma ser indicada apenas para homens que j&aacute; tenham filhos e &eacute; considerada um m&eacute;todo definitivo. Apesar de existir a cirurgia para revert&ecirc;-la, ela pode n&atilde;o funcionar em muitos casos, como quando o procedimento foi feito h&aacute; mais de 15 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, ao mesmo tempo em que a p&iacute;lula e todos os outros m&eacute;todos contraceptivos deram &agrave;s mulheres controle sobre seus corpos, elas acabaram sendo as principais respons&aacute;veis por evitar uma gesta&ccedil;&atilde;o indesejada, observam estudiosos do tema, como Krystale Littlejohn, professora assistente na Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, e autora do livro &ldquo;Just Get on the Pill: The Uneven Burden of Reproductive Politics&rdquo; (em tradu&ccedil;&atilde;o livre para o portugu&ecirc;s, &ldquo;Apenas tome a p&iacute;lula: O peso desigual das pol&iacute;ticas reprodutivas&rdquo;).<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;Socializamos as pessoas que engravidam de uma forma que faz com que elas acreditem que a responsabilidade de prevenir gesta&ccedil;&otilde;es &eacute; delas. Assim, elas s&atilde;o culpabilizadas e estigmatizadas quando n&atilde;o conseguem fazer a preven&ccedil;&atilde;o, ao mesmo tempo em que n&atilde;o atribu&iacute;mos igualmente essa culpa aos seus parceiros&rdquo;, disse Littlejohn ao jornal norte-americano Washington Post.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que a p&iacute;lula masculina ainda n&atilde;o existe?<\/h2>\n\n\n\n<p>Passados mais de 60 anos desde a revolu&ccedil;&atilde;o causada pela p&iacute;lula feminina e com o aumento do entendimento de que a contracep&ccedil;&atilde;o e o <a href=\"https:\/\/timedesaude.com.br\/comportamento\/como-saber-a-hora-certa-de-ter-filhos\/\">planejamento familiar<\/a> devem ser responsabilidades compartilhadas, por que, ent&atilde;o, a ci&ecirc;ncia ainda n&atilde;o inventou uma medica&ccedil;&atilde;o semelhante para os homens?<\/p>\n\n\n\n<p>A resposta a essa pergunta estaria nas diferen&ccedil;as fisiol&oacute;gicas entre homens e mulheres. Ou seja, os alvos dos medicamentos funcionam de forma completamente diferente em cada organismo.<\/p>\n\n\n\n<p>J&aacute; houve, em um passado recente, uma s&eacute;rie de tentativas de se obter uma &ldquo;p&iacute;lula masculina&rdquo; que tamb&eacute;m fosse &agrave; base de horm&ocirc;nio.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos anos 1990, a pr&oacute;pria OMS (<a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/1977002\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de) conduziu estudos<\/a> sobre o <a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pmc\/articles\/PMC6305868\/#B14\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">uso da testosterona para esse objetivo<\/a>, mas as pesquisas foram suspensas ap&oacute;s testes em humanos.<\/p>\n\n\n\n<p>A testosterona de fato se mostrou eficaz para bloquear a produ&ccedil;&atilde;o de espermatozoides, por&eacute;m, como os homens t&ecirc;m uma produ&ccedil;&atilde;o alta e cont&iacute;nua deles, as doses do horm&ocirc;nio precisavam ser muito altas, o que causou uma s&eacute;rie de efeitos adversos, como acne, ganho de peso, oscila&ccedil;&atilde;o de humor e at&eacute; risco aumentado para doen&ccedil;as cardiovasculares.<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;Al&eacute;m disso, n&atilde;o havia uma garantia de retorno ao padr&atilde;o da fertilidade anterior ao uso do medicamento, ou seja, de 4% a 5% dos homens ficariam inf&eacute;rteis no longo prazo. &Eacute; um n&uacute;mero pequeno, mas n&atilde;o &eacute; desprez&iacute;vel&rdquo;, complementa Giuliano Aita, do departamento de reprodu&ccedil;&atilde;o da Sociedade Brasileira de Urologia.<\/p>\n\n\n\n<p>J&aacute; as mulheres, por <a href=\"https:\/\/timedesaude.com.br\/corpo\/ciclo-menstrual-o-que-e-como-calcular\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ovularem uma vez por m&ecirc;s, de forma c&iacute;clica<\/a> e com uma quantidade de &oacute;vulos infinitamente menor, podem receber uma dose reduzida de horm&ocirc;nios.<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;Nas mulheres, as doses hormonais, se considerarmos o longo prazo, s&atilde;o consideradas baixas e n&atilde;o trazem repercuss&otilde;es compar&aacute;veis &agrave;s que acontecem no homem quando o objetivo &eacute; fazer a contracep&ccedil;&atilde;o. E, apesar de algumas mulheres relatarem alguns sintomas adversos, como redu&ccedil;&atilde;o de libido, &eacute; um tratamento, em geral, bem aceito&rdquo;, diz Aita.<\/p>\n\n\n\n<p>Os potenciais efeitos colaterais dos novos contraceptivos masculinos t&ecirc;m sido uma preocupa&ccedil;&atilde;o em especial para as ag&ecirc;ncias reguladoras, explicou Heather Vahdat, diretora executiva da organiza&ccedil;&atilde;o americana <a href=\"https:\/\/www.malecontraceptive.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Male Contraception Initiative<\/a> (MCI), que n&atilde;o s&oacute; advoga pela causa como tamb&eacute;m financia novas frentes de pesquisas em contracep&ccedil;&atilde;o masculina.<\/p>\n\n\n\n<p>H&aacute; uns anos, um teste promissor para uma inje&ccedil;&atilde;o hormonal foi interrompido logo ap&oacute;s os participantes relatarem efeitos colaterais, como acne, dor no local da aplica&ccedil;&atilde;o e altera&ccedil;&otilde;es de humor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A medida suscitou muitas cr&iacute;ticas, na &eacute;poca, pois muitos apontaram que as op&ccedil;&otilde;es de controle de natalidade amplamente utilizadas pelas mulheres podem ter efeitos colaterais semelhantes, quando n&atilde;o mais graves. A p&iacute;lula, por exemplo, tem sido associada a um risco aumentado para trombose, entre outros efeitos adversos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ensaios s&atilde;o conduzidos por comit&ecirc;s independentes de monitoramento de seguran&ccedil;a, que s&atilde;o quem interrompem ou d&atilde;o prosseguimento aos estudos cl&iacute;nicos.<\/p>\n\n\n\n<p>A diferen&ccedil;a est&aacute; no c&aacute;lculo do risco. Aos olhos dos reguladores, os homens normalmente n&atilde;o correm os mesmos riscos dos efeitos graves e potencialmente mortais de uma gesta&ccedil;&atilde;o ou de um parto, que podem superar os poss&iacute;veis efeitos colaterais do controle de natalidade. Esse c&aacute;lculo, portanto, aumentaria os limites dos riscos aos quais as mulheres, em tese, poderiam se submeter ao utilizarem a p&iacute;lula hormonal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, segundo Vahdat, embora um homem cisg&ecirc;nero n&atilde;o possa engravidar, isso n&atilde;o significa que ele n&atilde;o esteja disposto a tolerar uma dor de cabe&ccedil;a ou acne ou outros poss&iacute;veis efeitos colaterais.<\/p>\n\n\n\n<p>Fato &eacute; que outros estudos com horm&ocirc;nios em homens tamb&eacute;m n&atilde;o foram pra frente pelos mesmos motivos: fortes efeitos colaterais que inviabilizariam seu uso amplo na popula&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso explicaria por que algumas tentativas de se criar m&eacute;todos contraceptivos hormonais para homens fracassaram no passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a quest&atilde;o n&atilde;o &eacute; apenas biol&oacute;gica. Ela tamb&eacute;m tem seu componente social, segundo estudiosos do assunto.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com MCI, esse tema &eacute; historicamente subfinanciado e subpesquisado ao redor do mundo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para a organiza&ccedil;&atilde;o, h&aacute; muitos entraves, como uma percep&ccedil;&atilde;o equivocada da sociedade e dos financiadores de que n&atilde;o haveria uma demanda para novos m&eacute;todos contraceptivos, al&eacute;m do fato de as farmac&ecirc;uticas n&atilde;o investirem em tais pesquisas, deixando esse problema nas m&atilde;os da filantropia e de &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado desse desinteresse &eacute; uma sobrecarga para a mulher, que acaba sendo a maior respons&aacute;vel pelo assunto, quando o modelo ideal seria o duplo uso de contraceptivos (pelos dois lados do casal), afirma a MCI.<\/p>\n\n\n\n<p>A recente onda de banimento do aborto nos Estados Unidos elevou a temperatura do assunto. A busca por vasectomias naquele pa&iacute;s aumentou, assim como o interesse p&uacute;blico por novas formas de contracep&ccedil;&atilde;o masculina.<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;A ideia de que isso &eacute; uma responsabilidade somente da mulher &eacute; uma ideia ultrapassada&rdquo;, afirma o urologista Giuliano Aita, da Sociedade Brasileira de Urologia, para quem j&aacute; existiu, sim, uma resist&ecirc;ncia dos homens de dividirem as responsabilidades sobre o controle de natalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;J&aacute; houve, sim, uma barreira cultural, mas ela vem gradativamente sendo superada. E, hoje, me arrisco a dizer que n&atilde;o h&aacute; barreiras, sobretudo na gera&ccedil;&atilde;o que est&aacute; no pico da fertilidade (at&eacute; os 40 anos), ela est&aacute; aberta a essas novidades. Tenho observado, inclusive, adultos jovens que n&atilde;o querem ter filhos e buscam fazer uma vasectomia&rdquo;, diz Aita.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como est&atilde;o as pesquisas?<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">P&iacute;lula masculina<\/h3>\n\n\n\n<p>Um dos estudos financiados pela MCI trouxe boas not&iacute;cias no come&ccedil;o deste ano. Em mar&ccedil;o, um grupo de pesquisadores da Universidade de Minnesota, nos EUA, anunciou <a href=\"https:\/\/www.acs.org\/content\/acs\/en\/pressroom\/newsreleases\/2022\/march\/non-hormonal-pill-could-soon-expand-mens-birth-control-options.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">resultados muito positivos de uma pesquisa<\/a>, ainda em fase de testes em animais, de uma p&iacute;lula masculina.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O contraceptivo tem como alvo uma prote&iacute;na envolvida no processo de produ&ccedil;&atilde;o de esperma. Durante quatro semanas, os ratos machos que receberam, via oral, um composto chamado YCT529 tiveram sua produ&ccedil;&atilde;o de espermatozoides reduzida drasticamente (com taxa de efici&ecirc;ncia de 99%) sem apresentar efeitos colaterais, mesmo quando recebiam altas doses. E, em quatro ou seis semanas depois do uso, os animais voltaram aos seus n&iacute;veis de fertilidade anteriores.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que falte uma etapa decisiva &ndash;do teste em seres humanos, programada para come&ccedil;ar ainda neste ano&ndash;, o fato de a p&iacute;lula n&atilde;o mexer no eixo hormonal &eacute; algo inovador e traz boas perspectivas para sua ampla aceita&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Inje&ccedil;&atilde;o de longa dura&ccedil;&atilde;o<\/h3>\n\n\n\n<p>Outra iniciativa vem sendo desenvolvida por uma empresa americana de biotecnologia, a&nbsp; <a href=\"http:\/\/www.contraline.com\/\">Contraline<\/a>. Chamada de &ldquo;DIU para os homens&rdquo;, o projeto batizado de &ldquo;Adam&rdquo; consiste em injetar uma esp&eacute;cie de gel no &oacute;rg&atilde;o reprodutor masculino para bloquear mecanicamente a passagem dos espermatozoides pelos canais deferentes, que os levam at&eacute; o s&ecirc;men, sem impactar a ejacula&ccedil;&atilde;o. A ideia &eacute; que seu efeito dure at&eacute; um ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Na &Iacute;ndia h&aacute; uma linha de pesquisa semelhante. Chamado de &ldquo;vasectomia n&atilde;o cir&uacute;rgica&rdquo;, o contraceptivo tamb&eacute;m &eacute; em forma de inje&ccedil;&atilde;o local, mas o efeito prometido &eacute; bem mais duradouro, de at&eacute; 10 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>O gel aplicado localmente danifica parte da estrutura do espermatozoide, que, por sua vez, fica impedido de fecundar o &oacute;vulo. Assim como no DIU das mulheres, o procedimento da aplica&ccedil;&atilde;o das inje&ccedil;&otilde;es nos ductos deferentes &eacute; feito em consult&oacute;rio m&eacute;dico depois de uma anestesia local.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os <a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pmc\/articles\/PMC7851472\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">cientistas do Instituto Indiano de Tecnologia<\/a>, que est&atilde;o desenvolvendo o Risug (sigla em ingl&ecirc;s para &ldquo;Inibi&ccedil;&atilde;o Revers&iacute;vel do Esperma Sob Controle&rdquo;), o m&eacute;todo obteve 97% de taxa de efic&aacute;cia em testes com 300 volunt&aacute;rios e foi considerado menos doloroso, al&eacute;m de poder ser revertido a qualquer momento, o que provaria sua superioridade em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; vasectomia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o urologista Giuliano Aita, esses m&eacute;todos &agrave; base de inje&ccedil;&atilde;o, que tamb&eacute;m n&atilde;o s&atilde;o&nbsp; hormonais, foram pensados para integrar a categoria de contracep&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria, mas podem ser considerados invasivos por alguns homens.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;O homem que vai se submeter a uma inje&ccedil;&atilde;o de canal deferente pode acabar optando pela vasectomia&rdquo;, pondera Rog&eacute;rio Bonassi, presidente da Comiss&atilde;o Nacional Especializada em Anticoncep&ccedil;&atilde;o da Febrasgo (Federa&ccedil;&atilde;o Brasileira das Associa&ccedil;&otilde;es de Ginecologia e Obstetr&iacute;cia).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Gel contraceptivo<\/h3>\n\n\n\n<p>Outra frente de pesquisa est&aacute; sendo patrocinada pelos <a href=\"https:\/\/www.nih.gov\/news-events\/news-releases\/nih-evaluate-effectiveness-male-contraceptive-skin-gel\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Institutos Nacionais de Sa&uacute;de (os NIH) americanos<\/a>: um estudo cl&iacute;nico avalia a efic&aacute;cia de um gel hormonal contraceptivo chamado NES\/T. Este produto, que est&aacute; na fase 2 de testes, seria aplicado diariamente pelo homem nos ombros e bra&ccedil;os e tem em sua composi&ccedil;&atilde;o a testosterona.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A estimativa dos pesquisadores &eacute; que, em uma previs&atilde;o otimista, ele esteja dispon&iacute;vel em cinco anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar das iniciativas promissoras, Heather Vahdat, da organiza&ccedil;&atilde;o Male Contraceptive Initiative, j&aacute; disse em entrevistas que ainda levar&aacute; pelo menos 10 anos para que o mundo conhe&ccedil;a um anticoncepcional masculino.<\/p>\n\n\n\n<html><body><h2>Alice tem o plano de sa&uacute;de certo para a sua empresa!<\/h2>\n<p>Alice &eacute; uma empresa de tecnologia que oferece planos de sa&uacute;de empresarial e tem a miss&atilde;o de tornar o mundo mais saud&aacute;vel. 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