{"id":6817,"date":"2021-09-09T10:30:00","date_gmt":"2021-09-09T13:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.alice.com.br\/?p=6817"},"modified":"2025-08-21T09:20:49","modified_gmt":"2025-08-21T12:20:49","slug":"ansiedade-e-atrofia-social-pos-isolamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/sua-saude\/ansiedade-e-atrofia-social-pos-isolamento\/","title":{"rendered":"Ansiedade e atrofia social: Como retomar rela\u00e7\u00f5es p\u00f3s-isolamento"},"content":{"rendered":"<html><body><p>Dos dias passados inteiramente de pijamas &agrave; necessidade de tirar os jeans do arm&aacute;rio para ir at&eacute; a esquina e perceber se ainda lhe servem. Das infinitas reuni&otilde;es via Zoom para alguns caf&eacute;s presenciais, ainda com a m&aacute;scara no rosto e apenas uma vez por semana.&nbsp; De pauta &uacute;nica &ndash; e principal! &ndash; de qualquer conversa para a necessidade absoluta de silenciar as not&iacute;cias e respirar, literalmente, com um pouco de distanciamento.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>O avan&ccedil;o da vacina&ccedil;&atilde;o em diversas cidades do Brasil tem nos obrigado a entender o &ldquo;novo normal&rdquo; como uma possibilidade de vida h&iacute;brida. &Eacute; um misto de otimismo e esperan&ccedil;a ao ver a pandemia de covid-19 entrar em uma fase de maior controle em diversos pa&iacute;ses, mas tamb&eacute;m de in&uacute;meras incertezas diante das novas variantes do coronav&iacute;rus e as infec&ccedil;&otilde;es decorrentes delas.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A pandemia n&atilde;o acabou e segue cobrando da popula&ccedil;&atilde;o medidas de cuidado, como evitar aglomera&ccedil;&otilde;es e manter o uso de equipamentos de prote&ccedil;&atilde;o. Mas a fase de reabertura das cidades e servi&ccedil;os tem impulsionado o desejo de vivenciar uma certa retomada das atividades que marcavam nosso cotidiano antes de a covid-19 entrar na nossa vida.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Como seres humanos, essa nova realidade nos exige adapta&ccedil;&atilde;o, paci&ecirc;ncia e flexibilidade. Mas para algumas pessoas ela n&atilde;o vem sem preju&iacute;zos: o tempo passado em isolamento social causou uma certa &ldquo;atrofia&rdquo; em nossos m&uacute;sculos sociais, e s&oacute; pensar em uma reuni&atilde;o presencial com um pouco mais de pessoas, para alguns, j&aacute; &eacute; <a href=\"https:\/\/alice.com.br\/blog\/sua-saude\/crise-de-ansiedade-sinais-e-como-lidar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">motivo de ansiedade<\/a>.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Os meses em isolamento e os reflexos em nossa sa&uacute;de mental<\/h2>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A necessidade do distanciamento social como estrat&eacute;gia para conter a dissemina&ccedil;&atilde;o do coronav&iacute;rus fez com que muitas pessoas precisassem se ajustar a um novo n&iacute;vel de intera&ccedil;&atilde;o social. Para algumas, o per&iacute;odo diminuiu quest&otilde;es como o FOMO (&ldquo;Fear of Missing Out&rdquo;, ou &ldquo;medo de estar perdendo algo&rdquo; em tradu&ccedil;&atilde;o literal). Para outras, a solid&atilde;o abriu espa&ccedil;o para uma tristeza profunda.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>&ldquo;N&oacute;s fomos surpreendidos pela pandemia. Foi uma mudan&ccedil;a muito brusca na nossa forma de viver e tem durado por muitos meses. O medo em rela&ccedil;&atilde;o ao v&iacute;rus e &agrave; doen&ccedil;a &eacute; real, mas al&eacute;m disso existe todo o impacto que o isolamento causou em nossa rotina, em nossa conviv&ecirc;ncia e na nossa socializa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, explica Jainan Barretto, <a href=\"https:\/\/alice.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">psic&oacute;loga da Alice<\/a>.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Alguns relacionamentos se deterioraram com a conviv&ecirc;ncia ininterrupta sob o mesmo teto. J&aacute; outras rela&ccedil;&otilde;es nem sequer sobreviveram, uma vez que dependiam de um determinado contexto para existir.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>O fato &eacute; que passamos a nos preocupar diariamente com os nossos entes queridos, e mais: com a nossa situa&ccedil;&atilde;o financeira e com o nosso futuro como sociedade.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>&ldquo;&Eacute; uma s&eacute;rie de camadas muito complexas que estamos acessando agora, e &eacute; normal que a gente tenha reflexos disso no nosso emocional. N&atilde;o d&aacute; pra fingir que nada aconteceu&rdquo;, explica a psic&oacute;loga.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong> <a href=\"https:\/\/alice.com.br\/blog\/sua-saude\/estagios-motivacao-mudanca-comportamento\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Os 6 est&aacute;gios de motiva&ccedil;&atilde;o para a mudan&ccedil;a de comportamento<\/a><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ansiedade p&oacute;s-pandemia e atrofia social&nbsp;<\/h2>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>E &eacute; justamente por n&atilde;o sabermos ao certo por quanto tempo vamos conviver com a presen&ccedil;a do v&iacute;rus que algumas pessoas t&ecirc;m relatado <a href=\"https:\/\/alice.com.br\/blog\/sua-saude\/crise-de-ansiedade-sinais-e-como-lidar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">sintomas de ansiedade<\/a>, ang&uacute;stia, medo exacerbado e picos de estresse com a possibilidade da retomada da socializa&ccedil;&atilde;o.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>&ldquo;Presenciamos um aumento de casos de pessoas com depress&atilde;o, ansiedade, estresse p&oacute;s-traum&aacute;tico, p&acirc;nico. Nunca se falou tanto de sa&uacute;de mental. Mas na verdade essas quest&otilde;es sempre existiram, s&oacute; que o momento estressante que a gente est&aacute; vivendo trouxe isso &agrave; tona e fez que a gente precisasse falar abertamente sobre as nossas dificuldades&rdquo;, avalia a psic&oacute;loga.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Ao mesmo tempo em que desejamos o conv&iacute;vio com outras pessoas e sentimos falta das nossas rela&ccedil;&otilde;es, a inseguran&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; possibilidade de cont&aacute;gio traz certo receio em deixarmos a rotina que foi constru&iacute;da nos meses dentro de casa.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Esse medo, de acordo com a especialista, est&aacute; diretamente ligado &agrave; nossa ang&uacute;stia em ter que abrir m&atilde;o de algum controle, ou seja, daquilo que entendemos como a nossa zona segura.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>&ldquo;Foi preciso muita energia para fazermos da nossa casa o nosso espa&ccedil;o seguro. O ambiente restrito foi compreendido como o nosso maior fator protetivo e sair daquilo que eu estipulei como a minha zona segura vai causar muito desconforto&rdquo;, ela explica.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A ansiedade surge exatamente da&iacute;. O ser humano precisa da ideia de que consegue delimitar o que est&aacute; ao seu alcance. Mas a pandemia inverteu essa l&oacute;gica de que temos algum controle. Por algum tempo, a gente n&atilde;o soube exatamente o que iria acontecer. E, a partir disso, perdemos a refer&ecirc;ncia de como agir.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>&ldquo;Respeitar os protocolos, cuidar de si e cuidar do outro passou, ent&atilde;o, a ser a nossa express&atilde;o de controle, a forma que encontramos de atuar de algum jeito nessa crise. Por isso &eacute; natural que a gente se sinta aflita com a reabertura&rdquo;, argumenta Barretto.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>O que fazer para lidar com tudo isso? De acordo com a psic&oacute;loga, precisamos lembrar que somos adapt&aacute;veis, mas que isso demanda tempo. &ldquo;O novo s&oacute; causa medo porque &eacute; desconhecido. Quando eu entro em contato [com o novo], eu passo a me sentir mais confort&aacute;vel com a minha nova realidade.&rdquo;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como retomar a socializa&ccedil;&atilde;o de forma segura<\/h2>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>O primeiro passo, e o mais importante, &eacute; lembrar sempre que n&atilde;o existe uma f&oacute;rmula m&aacute;gica, ou uma &uacute;nica maneira, de lidar com essa retomada da socializa&ccedil;&atilde;o.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Com respeito e paci&ecirc;ncia, aos poucos, vamos entendendo que nem todas as pessoas podem ter a mesma r&eacute;gua de sociabilidade, e que tudo bem n&atilde;o se sentir preparado para esse momento.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Muita coisa mudou, mas permanece a necessidade de cuidarmos da nossa sa&uacute;de f&iacute;sica e mental. Isso significa continuar respeitando os protocolos de seguran&ccedil;a e tamb&eacute;m entender que cada um vai se adaptar a essa nova rotina de uma forma diferente.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<h2 class=\"wp-block-heading\">4 dicas para trabalhar a atrofia social<\/h2>\r\n\r\n\r\n\r\n<h3 class=\"wp-block-heading\">1) &Eacute; preciso ficar atento ao momento e pedir ajuda profissional<\/h3>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Se, por um lado, a ansiedade, o medo e a tristeza s&atilde;o emo&ccedil;&otilde;es inerentes ao momento em que estamos vivendo, &eacute; preciso estar atento ao momento de pedir ajuda profissional. Quando essas emo&ccedil;&otilde;es se tornam complexas demais ou passam a afetar a nossa rotina, n&atilde;o hesite em procurar ajuda.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<h3 class=\"wp-block-heading\">2) Aten&ccedil;&atilde;o aos sinais de alerta<\/h3>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Respeitar as nossas quest&otilde;es e as dos outros significa ter aten&ccedil;&atilde;o aos nossos sinais de alerta, como os nossos pensamentos disfuncionais (aqueles que nos levam para cen&aacute;rios catastr&oacute;ficos e depreciativos), bem como evitar fazer julgamento do outro (se a gente est&aacute; falando de respeito, precisamos entender o ritmo de cada um e a mudan&ccedil;a que cada um viveu).<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<h3 class=\"wp-block-heading\">3) Pense em acolher mais e punir menos<\/h3>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Precisamos estabelecer conversas assertivas e n&atilde;o ter medo de expressar os nossos limites. Da mesma forma, temos que procurar entender o jeito do outro de lidar com essa readapta&ccedil;&atilde;o.&nbsp; &Eacute; sobre acolher mais e punir menos as atitudes diferentes das suas, desde que isso n&atilde;o te cause sofrimento.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<h3 class=\"wp-block-heading\">4) Construa pequenas &Acirc;ncoras<\/h3>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Entenda o seu momento e enfrente os seus limites da mesma maneira. V&aacute; com calma, mas tenha claro que &eacute; preciso enfrentar certas situa&ccedil;&otilde;es e, sobretudo, tentar trazer um olhar mais racional em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s emo&ccedil;&otilde;es.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Para isso, construa pequenas &ldquo;&acirc;ncoras&rdquo; ao imaginar como seria a sua vida fora do isolamento social: prefira encontros ao ar livre; mantenha sempre o uso de m&aacute;scaras; fa&ccedil;a caminhadas sozinho ou acompanhado; se achar necess&aacute;rio, estabele&ccedil;a quantidade de tempo fora de casa; n&atilde;o tenha medo de negar convites ou encontros e v&aacute; retomando as suas atividades aos poucos.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<html><body><h2>Alice tem o plano de sa&uacute;de certo para a sua empresa!<\/h2>\n<p>Alice &eacute; uma empresa de tecnologia que oferece planos de sa&uacute;de empresarial e tem a miss&atilde;o de tornar o mundo mais saud&aacute;vel. 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