{"id":7179,"date":"2021-06-28T18:23:06","date_gmt":"2021-06-28T18:23:06","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.alice.com.br\/uncategorized\/por-que-esquecemos-detalhes-de-algumas-lembrancas\/"},"modified":"2023-09-18T19:12:28","modified_gmt":"2023-09-18T22:12:28","slug":"por-que-esquecemos-detalhes-de-algumas-lembrancas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/sua-saude\/por-que-esquecemos-detalhes-de-algumas-lembrancas\/","title":{"rendered":"Por que esquecemos detalhes de algumas lembran\u00e7as"},"content":{"rendered":"<html><body><p>&ldquo;Quem conta um conto aumenta um ponto.&rdquo; &Eacute; capaz que voc&ecirc; j&aacute; tenha ouvido esse velho ditado por a&iacute;. Apesar de n&atilde;o sabermos exatamente a sua origem e autoria, ele traz algumas verdades. De acordo com a Ci&ecirc;ncia, existe um vi&eacute;s do nosso c&eacute;rebro ao narrar algo que foi vivido no passado. <\/p>\n\n\n\n<p>A nossa mem&oacute;ria &eacute; considerada um processo altamente reconstrutivo e, de acordo com os especialistas, o seu conte&uacute;do pode mudar cada vez que revisitamos determinada experi&ecirc;ncia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o quanto as nossas mem&oacute;rias diferem das experi&ecirc;ncias originais? E como elas s&atilde;o transformadas ao longo do tempo? <\/p>\n\n\n\n<p>At&eacute; agora, in&uacute;meros experimentos cient&iacute;ficos tentaram medir essa transforma&ccedil;&atilde;o, mas um estudo recente das universidades de Glasgow, na Esc&oacute;cia, e Birmingham, na Inglaterra, mergulhou no tema para trazer algumas respostas.<\/p>\n\n\n\n<p>Publicado na revista acad&ecirc;mica <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41467-021-23288-5\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Nature<\/a>, o trabalho buscava medir aquilo que permanece de detalhes e informa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas quando revisitamos algo do passado, e qual a diferen&ccedil;a entre o que lembramos de informa&ccedil;&otilde;es e dados mais gen&eacute;ricos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de um experimento por meio da ativa&ccedil;&atilde;o da mem&oacute;ria visual com um grupo de adultos, os pesquisadores conclu&iacute;ram que s&atilde;o os detalhes das nossas mem&oacute;rias que desaparecem, mesmo que a gente revisite e repita essas informa&ccedil;&otilde;es mais espec&iacute;ficas. <\/p>\n\n\n\n<p>A nossa tend&ecirc;ncia, em geral, &eacute; guardar apenas o conceito e a ess&ecirc;ncia do que foi vivido.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O estudo sobre mem&oacute;ria<\/h2>\n\n\n\n<p>D&eacute;cadas de an&aacute;lises sobre o funcionamento da nossa mem&oacute;ria j&aacute; comprovaram o efeito protetor da repeti&ccedil;&atilde;o contra o esquecimento. <\/p>\n\n\n\n<p>Ao repetirmos continuamente uma lembran&ccedil;a, ela &eacute; processada pelo nosso c&eacute;rebro como uma informa&ccedil;&atilde;o rec&eacute;m-adquirida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O que os pesquisadores das universidades de Glasgow e Birmingham decidiram investigar &eacute; se todos os aspectos de uma mem&oacute;ria seriam beneficiados igualmente a partir da recorda&ccedil;&atilde;o ativa. <\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa, ent&atilde;o, tratou de analisar as mudan&ccedil;as qualitativas nas mem&oacute;rias que ocorrem com o passar do tempo, mesmo que exista a repeti&ccedil;&atilde;o da lembran&ccedil;a.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para esse estudo, os pesquisadores desenvolveram uma atividade com ajuda de um computador que mede a velocidade com que as pessoas recordam determinadas caracter&iacute;sticas das mem&oacute;rias visuais. Os participantes foram expostos a tabelas com pares de imagens e palavras. <\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, em uma tabela, estava a palavra &ldquo;cora&ccedil;&atilde;o&rdquo; e o desenho de um coelho. Algumas das ilustra&ccedil;&otilde;es tinham cores, outras eram apenas cinza e branca.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em seguida, os participantes foram solicitados a indicar, o mais r&aacute;pido poss&iacute;vel, se a imagem era colorida ou em tons de cinza (ou seja, eram testados se lembravam de um detalhe perceptivo), ou se o computador mostrava um objeto desenhado ou uma palavra escrita (ou seja, se os participantes seriam capazes de lembrar do elemento sem&acirc;ntico). <\/p>\n\n\n\n<p>O teste foi realizado imediatamente ap&oacute;s a exposi&ccedil;&atilde;o das tabelas e repetido 48 horas depois ao mesmo grupo.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nos resultados, os pesquisadores entenderam que as caracter&iacute;sticas mais gerais das figuras s&atilde;o fixadas mesmo no decorrer do&nbsp; tempo, enquanto os detalhes mais espec&iacute;ficos n&atilde;o s&atilde;o lembrados. <\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, a lacuna dessas informa&ccedil;&otilde;es foi menor no grupo que foi exposto &agrave;s tabelas das figuras diversas vezes, ou seja, o grupo em que houve repeti&ccedil;&atilde;o da mem&oacute;ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o estudo, essa &eacute; mais uma evid&ecirc;ncia de como o nosso c&eacute;rebro tem um vi&eacute;s em rela&ccedil;&atilde;o ao conte&uacute;do da mem&oacute;ria e tende a esquecer aquelas cenas muito ricas em detalhes para guardar apenas as mem&oacute;rias baseadas em conceitos mais essenciais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Maria Wimber, pesquisadora em neuroci&ecirc;ncia e principal autora do estudo, o fato de as nossas mem&oacute;rias mudarem ao longo do tempo &eacute; algo positivo e faz parte da adapta&ccedil;&atilde;o da nossa esp&eacute;cie, uma vez que queremos que o nosso c&eacute;rebro retenha apenas aquilo que for &uacute;til no futuro.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Wimber, os resultados do trabalho podem trazer implica&ccedil;&otilde;es em diversas &aacute;reas: desde a melhor compreens&atilde;o de como lidar com as mem&oacute;rias em um <a href=\"https:\/\/alice.com.br\/blog\/sua-saude\/resiliencia-estresse\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">evento de estresse e trauma<\/a>, ou at&eacute; mesmo em como o sistema judicial lida com o depoimento de testemunhas, ou, ainda, em como estudantes podem construir metodologias de aprendizagem e ensino, por exemplo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que &eacute; a mem&oacute;ria?<\/h2>\n\n\n\n<p>&Eacute; a nossa capacidade de adquirir, armazenar e recuperar informa&ccedil;&otilde;es com que tivemos contato. Tamb&eacute;m &eacute; a base da nossa produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela &eacute; dividida entre mem&oacute;ria declarativa (ou mem&oacute;ria expl&iacute;cita) e a mem&oacute;ria n&atilde;o declarativa (impl&iacute;cita).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Mem&oacute;ria declarativa<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Mem&oacute;ria de curto prazo<\/h4>\n\n\n\n<p>&Eacute; aquela que pode declarada e a mas f&aacute;cil de ser adquirida. Tem rela&ccedil;&atilde;o com o processo de reten&ccedil;&atilde;o e consolida&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es novas e depende do sistema l&iacute;mbico. S&atilde;o fatos, acontecimentos, nomes, dados que guardamos em nosso c&eacute;rebro e temos consci&ecirc;ncia disso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na estrutura cerebral, esse sistema de mem&oacute;ria est&aacute; associado com as regi&otilde;es de hipocampo e am&iacute;gdala.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Mem&oacute;ria sem&acirc;ntica<\/h4>\n\n\n\n<p>Faz parte da mem&oacute;ria declarativa, mas &eacute; uma mem&oacute;ria mais de longo prazo. &Eacute; a mem&oacute;ria gen&eacute;rica. Refere-se &agrave; mem&oacute;ria dos significados compartilhados e n&atilde;o a algo subjetivo e individual. Esse tipo de mem&oacute;ria depende de estruturas do lobo temporal medial.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Mem&oacute;ria epis&oacute;dica<\/h4>\n\n\n\n<p>Tem rela&ccedil;&atilde;o com acontecimentos espec&iacute;ficos. S&atilde;o os detalhes, os acontecimentos autobiogr&aacute;ficos, o conjunto de emo&ccedil;&otilde;es, lembran&ccedil;as e experi&ecirc;ncias pessoais. O termo &ldquo;mem&oacute;ria epis&oacute;dica&rdquo; foi elaborado em 1972, pelo psic&oacute;logo Endel Tulving.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao conceitu&aacute;-la, Tulving faz a distin&ccedil;&atilde;o entre o &ldquo;conhecer&rdquo; e o &ldquo;recordar&rdquo;. O primeiro estaria relacionado a algo mais factual (sem&acirc;ntico), enquanto o segundo pode ser associado a um sentimento ou sensa&ccedil;&atilde;o que ocorreu no passado (epis&oacute;dico).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Mem&oacute;ria n&atilde;o declarativa<\/h3>\n\n\n\n<p>Tamb&eacute;m conhecida como mem&oacute;ria impl&iacute;cita, inclui processos e aprendizados passados que nos auxiliam em atividades sem que necessariamente se tenha consci&ecirc;ncia do acesso a essas informa&ccedil;&otilde;es. Como por exemplo, os aprendizados motores. <\/p>\n\n\n\n<p>&Eacute; uma mem&oacute;ria que requer mais tempo para ser adquirida, por&eacute;m, &eacute; mais dif&iacute;cil de ser esquecida. Pode ser dividida em tr&ecirc;s subcategorias:<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Mem&oacute;ria priming ou de pr&eacute;-ativa&ccedil;&atilde;o<\/h4>\n\n\n\n<p>&Eacute; a mem&oacute;ria que ativamos por meio de &ldquo;dicas&rdquo;. Por exemplo, ao enxergarmos um objeto, ou um fragmento de uma imagem, compreendemos o que ele significa antes de acessarmos qual a sua altitude.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Mem&oacute;ria associativa e n&atilde;o associativa<\/h4>\n\n\n\n<p>Est&atilde;o relacionadas a um comportamento. &Eacute; a mem&oacute;ria utilizada quando come&ccedil;amos a salivar somente por observar um alimento que gostamos, por exemplo. <\/p>\n\n\n\n<p>J&aacute; a n&atilde;o associativa est&aacute; relacionada a repeti&ccedil;&atilde;o de est&iacute;mulos. Ao ouvirmos um latido de cachorro, entendemos que ele quer aten&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o necessariamente se trata de um perigo para n&oacute;s.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Mem&oacute;ria processual ou motora<\/h4>\n\n\n\n<p>Est&aacute; ligada aos nosso h&aacute;bitos e tarefas. Nos auxilia nas atividades cotidianas, seja amarrar um t&ecirc;nis ou correr pelas ruas sem que seja necess&aacute;rio ter consci&ecirc;ncia de todas as etapas da atividade.<\/p>\n\n\n\n<html><body><h2>Alice tem o plano de sa&uacute;de certo para a sua empresa!<\/h2>\n<p>Alice &eacute; uma empresa de tecnologia que oferece planos de sa&uacute;de empresarial e tem a miss&atilde;o de tornar o mundo mais saud&aacute;vel. 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