{"id":7343,"date":"2022-06-27T14:42:17","date_gmt":"2022-06-27T17:42:17","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.alice.com.br\/?p=3284"},"modified":"2026-02-09T15:22:24","modified_gmt":"2026-02-09T18:22:24","slug":"saude-lgbtqi-o-que-precisa-ser-lembrado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/sua-saude\/saude-lgbtqi-o-que-precisa-ser-lembrado\/","title":{"rendered":"Sa\u00fade LGBTQIA+: o que precisa ser lembrado?"},"content":{"rendered":"<html><body><p>As regras para uma vida saud&aacute;vel s&atilde;o, de forma geral, alimenta&ccedil;&atilde;o balanceada, exerc&iacute;cios f&iacute;sicos regulares e bons h&aacute;bitos.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Para as pessoas da comunidade <strong>LGBTQI+<\/strong> (l&eacute;sbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, transg&ecirc;neros, queer, intersexuais e outras identidades de g&ecirc;nero e orienta&ccedil;&atilde;o sexual), esse cuidado pode incluir particularidades e desafios, j&aacute; que o acesso &agrave; sa&uacute;de nem sempre &eacute; f&aacute;cil, e a discrimina&ccedil;&atilde;o e o preconceito s&atilde;o barreiras ainda comuns.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Entre as pessoas trans &ndash; que apresentam uma identidade de g&ecirc;nero diferente daquela designada ao nascer &ndash;, h&aacute; outro fator. O rastreamento para doen&ccedil;as como <a href=\"https:\/\/alice.com.br\/blog\/sua-saude\/outubro-rosa-cancer-mama-comunidade-trans\/\">c&acirc;ncer de mama<\/a> e de pr&oacute;stata n&atilde;o pode ser esquecido e, embora nem todas optem por receber horm&ocirc;nios que modifiquem suas caracter&iacute;sticas corporais, aquelas que escolhem a hormoniza&ccedil;&atilde;o (tamb&eacute;m conhecida por terapia hormonal) precisam redobrar a aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de do f&iacute;gado, dos rins e do cora&ccedil;&atilde;o, por exemplo.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>O Portal <strong>Time de Sa&uacute;de <\/strong>separou alguns dos principais cuidados, confira.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sa&uacute;de Mental<\/h2>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>As experi&ecirc;ncias de discrimina&ccedil;&atilde;o, homofobia\/transfobia, rejei&ccedil;&atilde;o e isolamento social vividos pela popula&ccedil;&atilde;o LGBTQI+ aumentam o risco de problemas de sa&uacute;de mental. Isso n&atilde;o significa que ter uma identidade de g&ecirc;nero ou orienta&ccedil;&atilde;o sexual dentro da sigla levar&aacute; a uma&nbsp; depress&atilde;o ou ansiedade, mas que &eacute; preciso ter um cuidado maior.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Segundo informa&ccedil;&otilde;es da <a href=\"https:\/\/www.mentalhealth.org.uk\/statistics\/mental-health-statistics-lgbtiq-people\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Funda&ccedil;&atilde;o para a Sa&uacute;de Mental, do Reino Unido<\/a>, metade das pessoas LGBTQI+ teve experi&ecirc;ncias de depress&atilde;o e 60% delas relataram ansiedade. Al&eacute;m disso, 12,5% das pessoas entre 18 e 24 anos tentaram suic&iacute;dio. Na popula&ccedil;&atilde;o trans, essa taxa chega a quase 50%.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Durante a pandemia da covid-19, a preocupa&ccedil;&atilde;o aumentou. Em um <a href=\"https:\/\/static1.squarespace.com\/static\/5b310b91af2096e89a5bc1f5\/t\/60db6a3e00bb0444cdf6e8b4\/1624992334484\/%5Bvote%2Blgbt%2B%2B%2Bbox1824%5D%2Bdiagno%CC%81stico%2BLGBT%2B2021+b+%281%29.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">estudo conduzido pelo coletivo #VoteLGBT<\/a>, em parceria com a especialista em pesquisa de mercado BOX1824, mais de 7.000 pessoas LGBT+ responderam um question&aacute;rio sobre os impactos da pandemia na pr&oacute;pria sa&uacute;de entre abril e maio de 2021.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Entre as respostas, o agravamento dos casos da doen&ccedil;a, al&eacute;m do isolamento social, favoreceu perdas de renda e de familiares, com o aumento da solid&atilde;o, falta de espa&ccedil;o f&iacute;sico e de perspectivas. &ldquo;Todos esses fatores se traduzem no agravamento da sa&uacute;de mental da maior parte dos respondentes&rdquo;, destacam os autores da pesquisa.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Prevenir esse cen&aacute;rio come&ccedil;a cedo, como demonstrar apoio e aceita&ccedil;&atilde;o por parte dos pais ou respons&aacute;veis. De acordo com os resultados de um question&aacute;rio conduzido pelo <a href=\"https:\/\/www.thetrevorproject.org\/research-briefs\/behaviors-of-supportive-parents-and-caregivers-for-lgbtq-youth-may-2022\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">The Trevor Project<\/a>, organiza&ccedil;&atilde;o para preven&ccedil;&atilde;o de suic&iacute;dio e interven&ccedil;&atilde;o de crises da comunidade LGBTQI+, esse tipo de atitude, mesmo que por meio de a&ccedil;&otilde;es simples, j&aacute; favorece a sa&uacute;de mental.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Outro fator protetor &eacute; aceitar-se como LGBTQI+. &ldquo;[Isso] pode significar que eles t&ecirc;m mais confian&ccedil;a, senso de pertencimento a uma comunidade, sentimento de al&iacute;vio e autoaceita&ccedil;&atilde;o, e relacionamentos melhores com amigos e familiares&rdquo;, de acordo com a Funda&ccedil;&atilde;o para a Sa&uacute;de Mental.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sa&uacute;de sexual<\/h2>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Dados do <a href=\"http:\/\/www.aids.gov.br\/pt-br\/pub\/2021\/boletim-epidemiologico-de-sifilis-2021\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">boletim epidemiol&oacute;gico do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de<\/a>, divulgado no fim do ano passado, alertam para o aumento nos casos de s&iacute;filis no Brasil. Entre 2010 e 2020, o n&uacute;mero passou de 3,9 mil para 115 mil diagn&oacute;sticos. Ao todo, a pasta calcula que cerca de 1 milh&atilde;o de pessoas contra&iacute;ram infec&ccedil;&otilde;es sexualmente transmiss&iacute;veis (ISTs) no pa&iacute;s, em 2019. Na lista, al&eacute;m da s&iacute;filis, est&atilde;o a gonorreia, herpes genital, HIV\/aids, HPV (Papilomav&iacute;rus Humano), clam&iacute;dia, tricomon&iacute;ase e hepatites virais B e C.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>O alerta n&atilde;o &eacute; exclusivo para a popula&ccedil;&atilde;o LGBTQI+, &eacute; claro, mas os cuidados devem ser refor&ccedil;ados neste grupo. Especialmente o uso do preservativo, de&nbsp; acordo com Alexandre Hohl, presidente do departamento de Endocrinologia Feminina, Andrologia e Transgeneridade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem).&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Hohl acredita que a chegada do <a href=\"https:\/\/alice.com.br\/blog\/sua-saude\/prevencao-combinada-hiv-sem-tabus\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PrEP, ou a Profilaxia Pr&eacute;-Exposi&ccedil;&atilde;o ao HIV<\/a> fez com que as pessoas achassem que s&oacute; ela j&aacute; seria suficiente. Embora o medicamento aumente a prote&ccedil;&atilde;o do organismo contra o v&iacute;rus HIV, n&atilde;o previne as outras ISTs.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>&ldquo;Infelizmente temos visto um aumento nos casos de s&iacute;filis e gonorreia em popula&ccedil;&otilde;es heterossexuais, homossexuais e bissexuais, porque parece que se desistiu de usar o preservativo&rdquo;, destaca o m&eacute;dico.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Para a popula&ccedil;&atilde;o trans, falar em sa&uacute;de sexual tamb&eacute;m perpassa os cuidados contraceptivos. Murilo Ferreira, t&eacute;cnico de enfermagem da Alice, lembra que homens trans, ainda que fa&ccedil;am uso do horm&ocirc;nio testosterona, n&atilde;o est&atilde;o isentos de engravidar &ndash; caso n&atilde;o usem nenhuma prote&ccedil;&atilde;o.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>&ldquo;H&aacute; casos de homens trans que engravidaram porque achavam que o uso da testosterona os deixariam est&eacute;reis, mas n&atilde;o &eacute; assim que funciona e n&atilde;o &eacute; com todo mundo. Normalmente, o &uacute;tero continua funcionando e, se tiver uma rela&ccedil;&atilde;o sexual sem camisinha, h&aacute; o risco&rdquo;, destaca o profissional, que tamb&eacute;m &eacute; homem trans.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<h2 class=\"wp-block-heading\">PrEP e PEP: para que serve cada uma?&nbsp;<\/h2>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Para prevenir o HIV\/aids, h&aacute; uma s&eacute;rie de medidas que podem ser combinadas. A PrEP e a PEP fazem parte dessas estrat&eacute;gias.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O que &eacute; a PrEP?<\/h3>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>PrEP &eacute; a sigla para Profilaxia Pr&eacute;-Exposi&ccedil;&atilde;o ao HIV, e se trata de um comprimido, tomado diariamente, que prepara o organismo para uma poss&iacute;vel exposi&ccedil;&atilde;o ao v&iacute;rus.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Por meio da combina&ccedil;&atilde;o de dois medicamentos (tenofovir e entricitabina), o tratamento bloqueia o percurso do v&iacute;rus HIV nas c&eacute;lulas humanas.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A estrat&eacute;gia s&oacute; tem efeito se a pessoa fizer uso do medicamento todos os dias. Caso haja falha e entre em contato com o v&iacute;rus, o organismo pode n&atilde;o ter uma concentra&ccedil;&atilde;o suficiente das subst&acirc;ncias para evitar a circula&ccedil;&atilde;o do HIV.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Al&eacute;m disso, a PrEP protege apenas contra o v&iacute;rus HIV. Para as demais ISTs, &eacute; preciso combinar outras estrat&eacute;gias, como o uso do preservativo.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O que &eacute; a PEP?<\/h3>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>No caso da PEP, cuja sigla significa Profilaxia P&oacute;s-Exposi&ccedil;&atilde;o ao HIV, a preven&ccedil;&atilde;o &eacute; mais urgente, pois o contato com o v&iacute;rus possivelmente j&aacute; ocorreu. A profilaxia deve ser feita o mais cedo poss&iacute;vel, de prefer&ecirc;ncia nas primeiras duas horas depois da exposi&ccedil;&atilde;o de risco e, no m&aacute;ximo, em 72 horas.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Ao contr&aacute;rio da PrEP, que deve ser ingerida diariamente, a PEP &eacute; realizada por 28 dias, com acompanhamento da equipe de sa&uacute;de.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Al&eacute;m do HIV, h&aacute; PEP para hepatite B e outras ISTs. Quem faz uso frequente da PEP pode ser indicado a receber a PrEP.&nbsp;<strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quem deve receber a PrEP e a PEP?<\/h3>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Com objetivos diferentes, cada estrat&eacute;gia &eacute; indicada para situa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas, de acordo com o risco de exposi&ccedil;&atilde;o ao v&iacute;rus HIV. Confira abaixo quando &eacute; indicada a PrEP e a PEP:&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<h4 class=\"wp-block-heading\">PrEP: Profilaxia Pr&eacute;-Exposi&ccedil;&atilde;o ao HIV<\/h4>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>De acordo com o <a href=\"http:\/\/www.aids.gov.br\/pt-br\/publico-geral\/prevencao-combinada\/profilaxia-pre-exposicao-prep\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de<\/a>, o comprimido da PrEP &eacute; indicado a pessoas com maior risco de contato com o HIV, como por exemplo:&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<ul class=\"wp-block-list\">\r\n<li>Quem n&atilde;o usa camisinha nas rela&ccedil;&otilde;es sexuais;&nbsp;<\/li>\r\n\r\n\r\n\r\n<li>Quem faz sexo com algu&eacute;m HIV positivo e que n&atilde;o est&aacute; passando por tratamento;&nbsp;<\/li>\r\n\r\n\r\n\r\n<li>Quem faz uso repetido da PEP (Profilaxia P&oacute;s-Exposi&ccedil;&atilde;o ao HIV);<\/li>\r\n\r\n\r\n\r\n<li>Quem tem epis&oacute;dios frequentes de Infec&ccedil;&otilde;es Sexualmente Transmiss&iacute;veis.&nbsp;<\/li>\r\n<\/ul>\r\n\r\n\r\n\r\n<h4 class=\"wp-block-heading\">PEP: Profilaxia P&oacute;s-Exposi&ccedil;&atilde;o ao HIV<\/h4>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Caso a pessoa j&aacute; tenha passado por qualquer situa&ccedil;&atilde;o em que haja o risco de contato com o v&iacute;rus HIV, pode ser indicada a PEP. Segundo o <a href=\"http:\/\/www.aids.gov.br\/pt-br\/pep-profilaxia-pos-exposicao-ao-hiv-0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de<\/a>, s&atilde;o consideradas situa&ccedil;&otilde;es de risco:<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<ul class=\"wp-block-list\">\r\n<li>Viol&ecirc;ncia sexual;<\/li>\r\n\r\n\r\n\r\n<li>Rela&ccedil;&atilde;o sexual sem prote&ccedil;&atilde;o: sem camisinha ou com o rompimento do preservativo;<\/li>\r\n\r\n\r\n\r\n<li>Acidente ocupacional, com o contato com instrumentos perfurocortantes ou contato direto com material biol&oacute;gico, especialmente se estiver contaminado.&nbsp;<\/li>\r\n<\/ul>\r\n\r\n\r\n\r\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pessoas LGBTQI+ e o cigarro&nbsp;<\/h2>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Em compara&ccedil;&atilde;o &agrave; popula&ccedil;&atilde;o heterossexual, as pessoas da comunidade LGBTQI+ tendem a fumar mais, de acordo com estudo compartilhado pelo Centro de Controle e Preven&ccedil;&atilde;o de Doen&ccedil;as dos Estados Unidos (CDC, na sigla em ingl&ecirc;s). A preval&ecirc;ncia do uso do cigarro entre a popula&ccedil;&atilde;o LGBTQI+, em 2020, seria de 16,1%. Entre os heterossexuais, 12,3%.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Essa diferen&ccedil;a acontece porque, segundo os pesquisadores, os preconceitos e discrimina&ccedil;&otilde;es vivenciados pela popula&ccedil;&atilde;o aumentam os n&iacute;veis de estresse, o que favorece a busca por h&aacute;bitos n&atilde;o saud&aacute;veis, como o tabagismo.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Al&eacute;m disso, a exposi&ccedil;&atilde;o das pessoas a propagandas e mensagens relacionadas ao uso do cigarro via redes sociais &eacute; maior, o que tamb&eacute;m facilita o uso.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>O mesmo vale para o uso do cigarro eletr&ocirc;nico. A partir de um question&aacute;rio online realizado com mais de 34 mil indiv&iacute;duos, pesquisadores dos Estados Unidos perceberam que, enquanto 34,7% dos participantes LGBT tinham sido expostos, no m&ecirc;s anterior, a conte&uacute;dos sobre cigarro eletr&ocirc;nico, menos participantes n&atilde;o LGBT (29,3%) receberam as mesmas mensagens.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Ainda, 15,5% das pessoas LGBT disseram terem recebido cupons ou descontos para a compra de produtos de tabaco. Entre os participantes n&atilde;o LGBT, foram 11,1%. Os resultados foram publicados na <a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pmc\/articles\/PMC6472708\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">revista cient&iacute;fica Nicotine and Tobacco Research<\/a>.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Fator de risco para diferentes tipos de c&acirc;ncer, sendo o mais conhecido o de pulm&atilde;o, o uso do cigarro tamb&eacute;m aumenta a incid&ecirc;ncia de Acidente Vascular Cerebral (AVC), infartos, &uacute;lcera gastrointestinal, infec&ccedil;&otilde;es respirat&oacute;rias, entre outras condi&ccedil;&otilde;es, de acordo com dados do Instituto Nacional do C&acirc;ncer (INCA). Embora <a href=\"https:\/\/alice.com.br\/blog\/sua-saude\/como-parar-de-fumar-dicas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">parar de fumar<\/a> n&atilde;o seja simples, h&aacute; programas e dicas que ajudam.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Cuidados com a popula&ccedil;&atilde;o trans<\/h2>\r\n\r\n\r\n\r\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Hormoniza&ccedil;&atilde;o&nbsp;<\/h3>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Quando as pessoas trans optam pela hormoniza&ccedil;&atilde;o &ndash; o uso de horm&ocirc;nios para modificar as caracter&iacute;sticas externas do corpo &ndash;, o acompanhamento da sa&uacute;de deve ser refor&ccedil;ado. Isso porque, segundo lembra Pedro Brasil, enfermeiro de acolhimento dos times de sa&uacute;de da Alice, todas as respostas sist&ecirc;micas do organismo mudam quando h&aacute; uma adi&ccedil;&atilde;o hormonal.&nbsp;&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>&ldquo;No in&iacute;cio &eacute; mais intenso, porque voc&ecirc; recebe uma alta dose de algo que seu corpo est&aacute; habituado a produzir menos, e o corpo reage de forma brusca. Eu costumo comparar com uma puberdade tardia&rdquo;, explica Brasil, que tamb&eacute;m &eacute; um homem trans.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Como os horm&ocirc;nios s&atilde;o metabolizados pelo f&iacute;gado &ndash; e h&aacute; outras medica&ccedil;&otilde;es e subst&acirc;ncias consumidas no dia a dia que passam pelo mesmo &oacute;rg&atilde;o &ndash; o acompanhamento com os profissionais de sa&uacute;de &eacute; mais frequente, a cada dois ou tr&ecirc;s meses, no in&iacute;cio da transi&ccedil;&atilde;o.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>&ldquo;Essa aten&ccedil;&atilde;o mais rigorosa acontece, em geral, no primeiro ano para aqueles que hormonizam. Depois, fica mais espa&ccedil;ado, a cada seis ou oito meses&rdquo;, detalha o enfermeiro, que &eacute; especialista em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e p&oacute;s-graduando em Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia pelo Hospital Israelita Albert Einstein.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Embora os horm&ocirc;nios exijam prescri&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica para serem comprados, &eacute; comum que as pessoas trans fa&ccedil;am uso deles sem buscar a orienta&ccedil;&atilde;o de profissionais da sa&uacute;de. Os riscos desta pr&aacute;tica v&atilde;o desde uma trombose pelo uso exagerado de anticoncepcionais orais sem acompanhamento (especialmente quando associado ao tabagismo) &agrave; perda da massa &oacute;ssea, problemas cardiovasculares, infartos e AVCs.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>&ldquo;A hormoniza&ccedil;&atilde;o &eacute; segura, do ponto de vista cient&iacute;fico, mas &eacute; importante que se fa&ccedil;a com um acompanhamento da sa&uacute;de em geral&rdquo;, refor&ccedil;a &Iacute;sis Gois, mulher trans, coordenadora e docente do NutriDiversidade, e doutoranda em endocrinologia pela Universidade Federal de S&atilde;o Paulo (Unifesp), al&eacute;m de volunt&aacute;ria no N&uacute;cleo TransUnifesp.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A profissional lembra que o acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, em geral, &eacute; mais dif&iacute;cil para a popula&ccedil;&atilde;o trans, por quest&otilde;es de viol&ecirc;ncia. Mesmo com uma automedica&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via, as orienta&ccedil;&otilde;es dos profissionais s&atilde;o fundamentais para que a pessoa alcance o que ela deseja &ndash; ainda que com adapta&ccedil;&otilde;es.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>&ldquo;Pessoas com casos de tromboembolismo, AVC ou infartos n&atilde;o teriam a indica&ccedil;&atilde;o de uma hormoniza&ccedil;&atilde;o, mas pensar&iacute;amos em outras modifica&ccedil;&otilde;es corporais poss&iacute;veis. Por exemplo, para uma mulher trans ou uma travesti que tem um risco aumentado de AVC e gostaria de reduzir os pelos, poderia ser indicada uma depila&ccedil;&atilde;o a laser. Ao organizar a sa&uacute;de cardiovascular de uma pessoa com hipertens&atilde;o, podemos usar uma medica&ccedil;&atilde;o anti-hipertensiva e com a&ccedil;&atilde;o antiandrog&ecirc;nica tamb&eacute;m&rdquo;, explica Gois.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Exames ginecol&oacute;gicos e proctol&oacute;gicos&nbsp;<\/h3>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A depender da decis&atilde;o da pessoa trans, h&aacute; diferentes cirurgias de redesigna&ccedil;&atilde;o sexual que podem ser feitas &ndash; e que v&atilde;o orientar os cuidados de sa&uacute;de.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Segundo explica &Iacute;sis Gois, um homem trans pode optar pela retirada do &uacute;tero, por meio da histerectomia, para deixar de ter ciclos menstruais, por exemplo, ou pode escolher fazer a retirada dos ov&aacute;rios tamb&eacute;m, pois n&atilde;o quer a produ&ccedil;&atilde;o dos horm&ocirc;nios.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Nesses casos, a reposi&ccedil;&atilde;o ser&aacute; total. &ldquo;Para as mulheres trans, &eacute; poss&iacute;vel fazer a cirurgia genital, com a retirada dos test&iacute;culos. H&aacute; quem queira manter a genit&aacute;lia, mas sem ter a produ&ccedil;&atilde;o hormonal, que ocorre nos test&iacute;culos&rdquo;, exemplifica Gois.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Em geral, a pr&oacute;stata n&atilde;o &eacute; retirada, o que demanda aten&ccedil;&atilde;o nos cuidados com a gl&acirc;ndula com o passar dos anos, pelo risco do c&acirc;ncer. Da mesma forma, homens trans que n&atilde;o fizeram a mamoplastia (ou a retirada do tecido mam&aacute;rio) precisam ficar atentos &agrave; preven&ccedil;&atilde;o ao c&acirc;ncer de mama a partir dos 50 anos.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>&ldquo;Isso vale tamb&eacute;m para as mulheres trans que passaram pela hormoniza&ccedil;&atilde;o [com aumento da gl&acirc;ndula mam&aacute;ria]. O risco &eacute; baixo, mesmo com a hormoniza&ccedil;&atilde;o, mas &eacute; preciso fazer os exames&rdquo;, alerta a profissional. &Eacute; preciso lembrar que homens cisg&ecirc;nero tamb&eacute;m t&ecirc;m risco de c&acirc;ncer de mama, justamente pela presen&ccedil;a da gl&acirc;ndula mam&aacute;ria.&nbsp;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>&ldquo;Tem muita gente com tabu, principalmente com rela&ccedil;&atilde;o aos exames ginecol&oacute;gicos e proctol&oacute;gicos, porque ainda &eacute; muito comum associar quem vai ao ginecologista com uma mulher. Mas as pessoas esquecem que a figura masculina n&atilde;o est&aacute; mais associada ao p&ecirc;nis, e os exames ginecol&oacute;gicos devem ser feitos anualmente&rdquo;, refor&ccedil;a Murilo Ferreira, t&eacute;cnico de enfermagem.<\/p>\r\n<html><body><div class=\"cta cta--post--slim_withlogo\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/alice.com.br\/\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"logo\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img src=\"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-content\/themes\/arada\/dist\/images\/alice.svg\" width=\"288\" height=\"150\" aria-label=\"hidden\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"title\">Conhe&ccedil;a a Alice<\/span><span class=\"icon icon--arrow_right\"><\/span><\/a>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div><\/body><\/html><\/body><\/html>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Al\u00e9m da alimenta\u00e7\u00e3o e exerc\u00edcios, pessoas LGBTQI+ precisam ficar atentas ao uso do cigarro, sa\u00fade mental, sexual e horm\u00f4nios.","protected":false},"author":21,"featured_media":7451,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[92,142,131,79],"class_list":["post-7343","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sua-saude","tag-bem-estar","tag-prevencao","tag-qualidade-de-vida","tag-saude-mental"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7343","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/21"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7343"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7343\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20421,"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7343\/revisions\/20421"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7451"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7343"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7343"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alice.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7343"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}