<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivo de Development - Blog da Alice Tech</title>
	<atom:link href="https://alice.com.br/tech/development/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://alice.com.br/tech/development/</link>
	<description>Acompanhe conteúdos sobre tecnologia, IA e inovação na saúde e descubra como a Alice transforma o cuidado diário em uma rotina mais humanizada.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 24 Jun 2026 19:00:37 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
		<item>
		<title>Ada: IA como produto da engenharia na Alice</title>
		<link>https://alice.com.br/tech/ada-ia-como-produto-da-engenharia-na-alice/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 19:00:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Development]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://alice.com.br/tech/?p=271</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Alice trata IA na engenharia como um produto que o time inteiro usa. Chamamos de Ada.</p>
<p>O post <a href="https://alice.com.br/tech/ada-ia-como-produto-da-engenharia-na-alice/">Ada: IA como produto da engenharia na Alice</a> apareceu primeiro em <a href="https://alice.com.br/tech">Blog da Alice Tech</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na Alice, acreditamos que inteligência artificial tem o potencial de aumentar drasticamente a velocidade de entrega de produtos. Mas fluência em IA não escala por boa vontade. Distribuir licenças de ferramentas de IA pro time inteiro e esperar que cada pessoa descubra sozinha como usá-la bem produz resultados desiguais: alguns devs viram referência, a maioria fica na superfície e o conhecimento não circula.</p>
<p>A nossa resposta foi tratar IA na engenharia como um produto de plataforma, com um framework que o time inteiro usa, a Ada. Este post é sobre o que a Ada é, as decisões de arquitetura que a sustentam e onde estamos na adoção.</p>
<h3>De onde vem o nome</h3>
<p>Ada é sigla de <strong>Alice Development Approach</strong>, a forma como a Alice desenvolve software. O nome também homenageia Ada Lovelace, que escreveu o primeiro algoritmo da história em 1843, descrevendo um fluxo para uma máquina executar. É exatamente o que a plataforma sistematiza hoje: a forma como descrevemos trabalho para o Claude Code (ou qualquer outro coding agent) executar.</p>
<h3><b>O que é a Ada</b></h3>
<p>Desde o início do ano, o time de engenharia não escreve mais código à mão: descreve o que precisa, revisa e decide, e quem escreve o código é o Claude Code. A Ada é um plugin do Claude Code, no marketplace privado da Alice, que distribui para o time um conjunto de fluxos de trabalho versionados. Todos os desenvolvedores instalam com um comando, rodam os mesmos comandos sobre as mesmas regras, e recebem atualizações de forma centralizada.</p>
<p>A Ada cobre o ciclo de desenvolvimento de ponta a ponta, onde uma feature passa por uma sequência de etapas bem definidas. Há fluxos paralelos para investigação de bugs com análise de causa raiz, revisão de Pull Request e correções pequenas que não justificam a cerimônia completa.</p>
<p>O que importa aqui é menos em cada comando isolado e mais o fato de que todo o time roda os mesmos. Quando refinamos o fluxo de review, ele melhora para todo mundo na próxima atualização do plugin. Quando um padrão de teste se firma, ele entra no <strong>/execute</strong> e deixa de depender de quem está codando. É isso que transforma um conjunto de prompts num produto: a melhoria fica centralizada e a distribuição acontece de forma automática.</p>
<h3><b>O que a Ada faz</b></h3>
<p>A Ada organiza o trabalho em comandos. Cada um cobre uma etapa, e /feature costura o caminho completo de ponta a ponta. Por baixo, os comandos acionam subagentes especialistas (mapeamento de módulo, revisores por dimensão, detecção de squad), mas o dev interage só com os comandos abaixo.</p>
<p><figure class="wp-attachment-274" ><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-274" src="https://alice.com.br/tech/wp-content/uploads/2026/06/2026-06-16-ciclo-de-feature-ada.png" alt="" width="3240" height="810" srcset="https://alice.com.br/tech/wp-content/uploads/2026/06/2026-06-16-ciclo-de-feature-ada.png 3240w, https://alice.com.br/tech/wp-content/uploads/2026/06/2026-06-16-ciclo-de-feature-ada-300x75.png 300w, https://alice.com.br/tech/wp-content/uploads/2026/06/2026-06-16-ciclo-de-feature-ada-768x192.png 768w" sizes="(max-width: 3240px) 100vw, 3240px" /></figure></p>
<h4>Ciclo de desenvolvimento de uma feature</h4>
<ul>
<li><strong>/feature</strong> orquestra o caminho completo, com um gate entre cada etapa.</li>
<li><strong>/spec</strong> transforma um brief em especificação, com user stories, critérios de aceite e requisitos. É o início de qualquer trabalho novo.</li>
<li><strong>/plan</strong> lê a spec, gera um plano de implementação e todas as tasks que o agente deverá executar.</li>
<li><strong>/execute</strong> implementa o plano com TDD, atualiza as tasks conforme avança e verifica a cada fase.</li>
<li><strong>/verify</strong> roda lint, typecheck, testes e build no escopo do que mudou, e devolve aprovado ou rejeitado.</li>
<li><strong>/deploy-dev</strong> verifica e sobe a branch para os ambientes de dev para validação.</li>
<li><strong>/ship</strong> gera a descrição do PR a partir da spec e do plano, abre o PR e dispara o review.</li>
</ul>
<h4><strong>Gates opcionais, quando a feature ainda tem incerteza</strong></h4>
<ul>
<li><strong>/brainstorm</strong> explora o problema e propõe abordagens quando a ideia ainda está vaga. Roda antes da spec.</li>
<li><strong>/research</strong> dispara pesquisa em paralelo sobre APIs, exemplos e padrões do código quando a feature mexe com algo desconhecido. Roda antes do plano.</li>
<li><strong>/discuss</strong> varre a spec atrás de ambiguidade, edge cases e integrações indefinidas, e faz perguntas ao desenvolvedor para melhorar a spec. Roda entre a spec e o plano.</li>
</ul>
<h4><strong>Bugs e suporte</strong></h4>
<ul>
<li><strong>/bug</strong> investiga um ticket de suporte de ponta a ponta: define a squad responsável, faz a análise da causa raiz, valida as hipóteses contra os dados no Metabase e devolve um veredito.</li>
</ul>
<h4><strong>Review de PR</strong></h4>
<ul>
<li><strong>/review</strong> roda o review canônico da Alice, com classificação simples ou complexo, revisores especialistas em paralelo, calibração de severidade e um veredito explícito. É o que sustenta o auto review.</li>
<li><strong>/pr-review-digest</strong> resume os comentários de review (Ada, PR-Agent e pessoas) numa tabela do que ainda está em aberto.</li>
</ul>
<h4><strong>Atalho e apoio</strong></h4>
<ul>
<li><strong>/quick</strong> é o fast-track para mudanças triviais, um fix pequeno ou um ajuste de config, que não justificam a cerimônia de spec e plan.</li>
<li><strong>/feedback</strong> registra fricção na sessão com o usuário ou capacidade faltante da própria Ada, abre automaticamente um issue no github que alimenta o roadmap das próximas versões.</li>
<li><strong>/scan-pii</strong> adiciona uma camada extra de verificação de dados pessoais nos dados de avaliação de um PR.</li>
</ul>
<h3>Onde mora cada regra</h3>
<p>É mais difícil decidir onde cada regra deve viver do que escolher o que automatizar. Uma instrução escrita no lugar errado ou vira ruído (aparece em contextos onde não se aplica) ou vira lixo (ninguém a encontra quando precisa).</p>
<p>A Ada resolve isso por meio de duas perguntas:</p>
<ol>
<li><strong>A regra é específica a um repositório?</strong> Se sim, ela mora no próprio repositório, num arquivo de convenções local. A Ada lê esse arquivo quando trabalha ali. Exemplo: a convenção de nomenclatura de migrations de um repositório backend não tem por que estar no plugin, ela pertence ao repositório backend.</li>
<li><strong>A regra é agnóstica de repositório e envolve código executável?</strong> Se sim, ela mora na Ada como capacidade compartilhada. Senão, vai pra camada de helpers genéricos.</li>
</ol>
<p>Essa separação é o que mantém a Ada enxuta. O plugin carrega o que é genuinamente transversal, como revisar um PR ou estruturar uma spec, e delega ao repositório tudo que é local àquele código. Cada repo continua dono das suas próprias regras, e a Ada não tenta saber tudo sobre todos.</p>
<p>Há uma consequência de design importante aqui: a Ada é stack-aware. A Alice tem backend em Kotlin e vários frontends em Vue e React. O mesmo comando <strong>/spec</strong> ou <strong>/verify</strong> funciona nos dois mundos porque a Ada resolve a stack ativa a partir de um registro e aplica os comandos de verificação certos pra cada uma. O dev não precisa saber qual mecanismo roda por baixo. Ele roda <strong>/verify</strong> e a Ada sabe se chama o build do backend, frontend, mobile ou outras stacks.</p>
<h3>Como construímos</h3>
<p>Em vez de adotar um framework fechado, combinamos o que funcionava melhor de seis referências do mercado numa abordagem própria, desenhada pro nosso contexto.</p>
<p>A Ada não tem uma squad dedicada. Ela é construída por um grupo transversal de staff engineers e engineering managers que não saem das próprias squads, e isso funcionou melhor do que concentrar tudo num time só pra isso. Quem desenha os fluxos é quem sente a dor deles entregando produto todo dia.</p>
<p>A Ada captura fricção do próprio uso, com um <strong>feedback loop embutido</strong>. Quando um fluxo falha ou frustra, isso vira um registro estruturado via github issue que alimenta a próxima iteração do plugin. O produto melhora a partir de como ele é usado de verdade.</p>
<h3>Onde estamos</h3>
<p>Acompanhamos a adoção por três indicadores.</p>
<ul>
<li><strong>Código escrito com o Claude Code: 100%.</strong> O time de engenharia não escreve mais código à mão. Todos os devs têm commits feitos com o Claude Code, e essa é a forma padrão de trabalhar.</li>
<li><strong>Adoção da Ada: 90%.</strong> A maioria dos devs já roda os fluxos da Ada, além do Claude Code padrão. Os restantes são os que codam em alguma stack que a Ada ainda não reconhece.</li>
<li><strong>Review automático de PR.</strong> Um agente revisa os PRs, acelerando o processo de code review para evitar gargalos, dado o maior volume de código sendo produzido.</li>
</ul>
<p>Chegar a 100% de uso de IA é relativamente fácil quando a ferramenta está disponível. Chegar a 90% de uso de um produto de plataforma, com fluxos versionados e compartilhados, é o sinal de um ganho organizacional, que circula pelo time inteiro em vez de ficar concentrado em alguns devs.</p>
<h3>Remote Agents</h3>
<p>Além disso, construímos agentes que atuam diretamente no fluxo de pull requests e bug report. Um revisa cada PR automaticamente. O outro avalia se a mudança está apta a ir pro ar. Outro investiga e resolve bugs reportados.</p>
<h4>Auto Review</h4>
<p>Assim que um PR é aberto, a Ada lê o código inteiro e devolve uma revisão estruturada em cerca de quatro minutos. Classifica a complexidade da mudança, sinaliza o que é crítico e sugere melhorias, com o código pronto para corrigir em cada ponto. São recomendações, e o autor decide o que aplicar. O ganho está em toda PR receber esse olhar, sempre. Hoje o auto review roda em 100% dos PRs de backend, frontend e mobile.</p>
<h4>Auto-merge</h4>
<p>O auto-merge é uma camada mais rígida, voltada para a segurança. Ele roda uma checklist de doze critérios antes de dizer se a PR pode ser mergeado: não ser rascunho, apontar pra main, não ter migração de banco, mudanças restritas a um único domínio, revisão aprovada, autor é codeowner, e assim por diante. O sinal verde só aparece quando todos passam e o PR é mergeado. Estamos sendo bem conservadores nesse primeiro momento, a maioria das nossas mudanças ainda pedem o olhar de uma pessoa antes do merge.</p>
<h4>Bug-triage</h4>
<p>O bug-triage é o primeiro a olhar um ticket de suporte. Ele lê o que foi reportado, identifica qual squad é responsável e consulta a base de conhecimento daquela squad pra entender se aquilo já apareceu antes. No fim, classifica o ticket em uma de cinco categorias: bug conhecido, bug novo, dúvida, não pertinente ou inconclusivo. É essa decisão que define o que acontece a seguir. O resultado da triagem são dois comentários no próprio ticket: um técnico, escrito para a squad responsável, e outro em português claro para a pessoa que reportou com a explicação que ela precisa. Se for um bug já conhecido, o usuário recebe o workaround na mesma hora. Se for algo que precisa de mais contexto, o agente pergunta. O ganho é que o ticket deixa de esperar dias até alguém de engenharia ter tempo de olhar — a primeira resposta sai em minutos.</p>
<h4>Bug-solver</h4>
<p>O bug-solver entra só quando o bug-triage diz que é um bug novo. A ideia é simples: se o bug é genuíno, não é necessário esperar um agente humano começar a investigar. Ele clona o repositório certo, lê as convenções daquele código e investiga a causa do bug vasculhando arquivos, procurando padrões, montando uma hipótese. Quando chega a uma conclusão, propõe a correção em forma de pull request, com a explicação do que mudou e por quê. Antes de o PR ir pro ar, passa pelo review automático da Ada e por uma checagem de dados sensíveis. Só depois disso o PR aparece no GitHub, pronto para o squad revisar, testar e decidir o que fazer.</p>
<p><strong>Ada como remote agent.</strong> Esses agentes rodam como remote agents: o próprio evento de abertura do PR dispara a Ada remotamente, sem ninguém precisar iniciar nada. Alertas no Datadog e tickets de report de bugs no JIRA disparam os agentes de bug. Além de viver como plugin no terminal de cada dev, a Ada opera de forma autônoma dentro do fluxo de código, no momento exato em que o trabalho acontece. É o tipo de automação de IA em produção que aumenta drasticamente a capacidade de entrega do time de engenharia da Alice.</p>
<h3>Como medimos o uso</h3>
<p>Os números de adoção vêm de três fontes: os commits e PRs no GitHub, incluindo os trailers que marcam quando o Claude Code ou a Ada participaram de cada mudança; e o volume por dev. Isso dá uma leitura confiável, mas depende de coleta manual e de juntar as fontes a cada rodada.</p>
<p>O próximo passo é tornar essa medição contínua. Estamos construindo o ada-mcp, um servidor interno de Developer Experience que funciona como ponto único de entrada para métricas geradas por qualquer coding agent. Ele cobre duas frentes:</p>
<ul>
<li><strong>Telemetria de uso.</strong> Cada vez que alguém roda um fluxo da Ada, o evento vai pro ada-mcp, que encaminha pro Datadog, sem depender de coleta manual.</li>
<li><strong>Métricas do próprio dev.</strong> Cada pessoa consulta o que rodou, por exemplo quantos <strong>/spec</strong> fez na semana.</li>
</ul>
<p>Tem um detalhe que fecha o ciclo: o ada-mcp está sendo construído com a própria Ada, passando por <strong>/spec</strong>, <strong>/plan</strong>, <strong>/execute</strong>, <strong>/verify</strong> e <strong>/ship</strong>. Ada constrói Ada.</p>
<h3>O que isso significa</h3>
<p>Tratar IA como produto de engenharia significa assumir que o trabalho não acaba quando a ferramenta está disponível. Ele apenas começa. As decisões de onde cada regra mora, de quem constrói, e de como medimos uso real são o que separa &#8220;ter IA&#8221; de &#8220;fazer engenharia com IA&#8221;. É isso que a Ada é pra Alice, e seguimos construindo.</p>
<p>O post <a href="https://alice.com.br/tech/ada-ia-como-produto-da-engenharia-na-alice/">Ada: IA como produto da engenharia na Alice</a> apareceu primeiro em <a href="https://alice.com.br/tech">Blog da Alice Tech</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Braze: como o CRM melhora a saúde dos membros</title>
		<link>https://alice.com.br/tech/braze-como-uma-ferramenta-de-crm-ajuda-na-saude-dos-membros-da-alice/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bruno Federowski]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Jul 2024 20:23:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Development]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://alice.com.br/tech/sem-categoria/braze-como-uma-ferramenta-de-crm-ajuda-na-saude-dos-membros-da-alice/</guid>

					<description><![CDATA[<p>Na Alice, além de construir nossas próprias ferramentas, utilizamos parceiros de mercado mega qualificados (e HIPAA compliant, claro) para nossa entrega de saúde.</p>
<p>O post <a href="https://alice.com.br/tech/braze-como-uma-ferramenta-de-crm-ajuda-na-saude-dos-membros-da-alice/">Braze: como o CRM melhora a saúde dos membros</a> apareceu primeiro em <a href="https://alice.com.br/tech">Blog da Alice Tech</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A missão da Alice é tornar o mundo mais saudável.</strong> Esse é o desafio diário centenas de pitayas (<a href="https://www.alice.com.br/artigo/quem-trabalha-na-alice-e-pitaya">como chamamos quem trabalha na Alice</a>), que pensam criativamente em protocolos, processos e ferramentas para melhorar a qualidade de vida dos nossos membros. Tornar o MUNDO mais saudável implica em conseguir escalar nossas soluções, e pra isso a tecnologia é nossa melhor aliada. Mas construir tecnologia do zero em uma startup também é um desafio.</p>
<p>Por isso, na Alice, além de construir nossas próprias ferramentas, utilizamos parceiros de mercado mega qualificados (e <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Health_Insurance_Portability_and_Accountability_Act">HIPAA compliant</a>, claro) para nossa entrega de saúde. Um desses é o <a href="https://www.braze.com/">Braze</a>, um CRM (customer relationship manager) focado em engajamento, que nos possibilita diversas oportunidades de contato com nossos membros, promovendo o cuidado e a saúde.</p>
<p>Nesse artigo, traremos alguns cases sobre como utilizamos o Braze para promover o engajamento dos nossos users com sua saúde.</p>
<h2><strong>Como a Alice funciona e qual o papel do aplicativo?</strong></h2>
<p>Antes de detalhar como usamos o Braze por aqui, um rápido recap do que é a Alice e como nosso app funciona: A Alice é uma gestora de saúde, ou seja, estamos com nossos membros não só quando eles estão doentes, mas também ajudando com que eles se tornem cada vez mais saudáveis.</p>
<p>Todo membro tem acesso ao app da Alice (já disponível em uma versão gratuita para qualquer pessoa na <a href="https://apps.apple.com/br/app/alice-sa%C3%BAde-como-deve-ser/id1502142535">Apple Store</a> ou <a href="https://play.google.com/store/apps/details?id=com.alicesaude&amp;hl=en&amp;gl=US">Google Play</a>), que é por onde ele se comunica com seu Time de Saúde, acessa o atendimento digital 24h, faz agendamentos de consulta, vê resultados de exames, entre várias outras coisas.</p>
<p>No entanto, nós não queremos que o nosso membro fique restrito a cuidar da sua saúde só em momentos em que ele esteja em consultas ou fazendo exame. Isso é apenas uma parte do cuidado. Nós queremos empoderar o membro para que ele realmente seja um agente ativo em melhorar sua qualidade de vida e possa fazer isso sozinho. E queremos que nosso app seja um verdadeiro parceiro nessa jornada. É aí que o Braze entra.</p>
<h2><strong>O que é o Braze e como nós usamos essa ferramenta no dia a dia?</strong></h2>
<p>O Braze é uma ferramenta de CRM focada em aumentar o engajamento dos usuários. Por meio do Braze é possível enviar campanhas de push, pop ups, cards no app e e-mail, utilizando-se de dados de interação do usuário — no nosso caso, usamos dados como agendamentos, cancelamentos, interação com campanhas enviadas, entre outros. Nosso objetivo é <strong>ajudar o membro a cuidar da sua saúde</strong>, assim nossas comunicações são sempre guiadas por isso (nada de cupons ou promoções, aqui o foco é em saúde mesmo).</p>
<p>Para garantir isso, restringimos o acesso ao Braze para algumas pessoas do time de produto e operações de saúde, e temos uma governança para garantir que não “floodamos” nossos usuários com excesso de notificações. Integramos o Braze com nosso app e construímos uma série de features que são “powered by Braze”. Dessa forma, temos uma máquina autônoma de comunicações com nossos membros, algo que hoje é normal e tem alto valor mas nem sempre foi assim.</p>
<h2><strong>Evolução do uso Braze dentro da Alice</strong></h2>
<p>Quando entrei na Alice, em janeiro de 2021, ainda usávamos o Braze de forma incipiente. Enviávamos campanhas esporádicas e manuais, como férias da médica do Time de Saúde ou campanhas de setembro amarelo. Nós não tínhamos réguas estruturadas e automatizadas para o envio de comunicações. Isso se devia, em parte, por que o Braze necessita de <em>inputs</em> de dados que dependem do time de Engenharia para estruturar e, também, por que nós ainda estávamos nos familiarizando com a ferramenta.</p>
<p>Ao longo do tempo, fomos explorando melhor o Braze e vimos um potencial muito grande na estruturação das campanhas automáticas, <em>triggadas</em> por eventos enviados diretamente à ferramenta pelo nosso back-end. Além de não pararmos alguém para enviar essas campanhas, poderíamos estruturar réguas de comunicação que fossem <em>tailor made</em> para o usuário, acompanhando de pertinho sua jornada na Alice. Assim, fizemos uma força tarefa para trazer esses dados de interação e status para o Braze.</p>
<p>Hoje conseguimos acompanhar de perto cada usuário e enviar comunicações como questionários de saúde pré consulta (onde as nutris e preparadores físicos conseguem conhecer o membro melhor e se preparar antes), CSAT e NPS, lembretes para realização de tarefas do Plano de Ação (ex: marcar consultas atrasadas) entre outros. <strong>Enxergamos essas comunicações como aliadas importantes na missão de tornar nossos membros mais saudáveis</strong>, já que gerir a própria saúde é algo complexo e que nem sempre lembramos no dia a dia.</p>
<p>Feita essa breve introdução, vamos <strong>detalhar três <em>use cases</em> do Braze que fizemos aqui na Alice</strong>: a criação do Notification Center, customização do envio das matérias das Pílulas de Saúde e os desafios de saúde promovidos.</p>
<h2>Casos de uso do Braze aqui na Alice</h2>
<figure><img decoding="async" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*8EJgyZBwtOKxd_6PpLQ8mg.png" alt="" /></figure>
<h3><strong>1. Notification Center e comunicações rotineiras</strong></h3>
<p>O Notification Center foi a primeira grande entrega que fizemos usando o Braze. Mesmo depois de termos estruturado algumas réguas e comunicações automáticas, percebemos que o engajamento não havia aumentado substancialmente. Isso nos pareceu estranho já que estávamos garantindo que a comunicação fosse feita muito próxima ao evento (ex: um lembrete para uma consulta).</p>
<p>Nesse momento, tentamos modificar os textos das notificações e fazer testes A/B com horários distintos de envio, mas nada parecia aumentar o engajamento. Nesse meio tempo, era muito comum recebermos relatos de membros que perdiam as notificações. Não demorou muito para conectarmos os dois pontos.</p>
<p>A causa-raiz era que parte das comunicações eram enviadas por push notifications. E, apesar de ela ser boa por aparecer instantaneamente no celular do membro, é um tipo de comunicação perdida facilmente, dado que basta o usuário limpar as notificações do celular ou simplesmente não olhá-las. Vimos aí um grande gargalo na nossa estratégia: provavelmente nossos membros não estavam nem vendo as notificações, muito menos engajando com elas.</p>
<p>Dessa hipótese, surgiu a solução de criamos um Notification Center no app. Um repositório de todas as comunicações enviadas, que armazenasse isso para que o usuário consultasse a qualquer momento, evitando que o desengajamento fosse por perda da notificação. Mas como implementar isso? Como “guardar” as notificações por push enviadas?</p>
<p>Ao investigar opções, encontramos os <a href="https://www.braze.com/product/content-cards">Content Cards</a> do Braze, um produto com cards customizáveis que ficam no aplicativo por até 30 dias. Uma das grandes vantagens é que os cards são entregues silenciosamente, ou seja, não há pop up ou push atrelados, evitando que se atrapalhe a experiência do usuário no app. Os<a href="https://www.braze.com/resources/articles/adding-content-cards-to-your-cross-channel-strategy"> principais usos</a>, de acordo com o próprio Braze, são feed de notícias para aplicativos de jornais, repositório de notificações e central de descontos e promoções. Além disso, o processo de implementação seria simples, dado que já tínhamos o SDK do Braze integrado.</p>
<p>Em duas semanas, criamos um Notification Center no app operado via Content Cards. Cerca de um mês depois, comprovamos a nossa hipótese: Vimos nosso <strong>engajamento e taxa de conversão das campanhas dobrar</strong>, e o número de pedidos de reenvio de notificações cair substancialmente.</p>
<figure><img decoding="async" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/564/1*jHHiwbrpx1fUeCXKWvzcFQ.gif" alt="" /><figcaption>Exemplo de notificações que armazenamos no Notification Center</figcaption></figure>
<p>Hoje nosso Notification Center armazena todas as notificações que enviamos e <strong>se mostrou uma ótima ferramenta para ajudar na gestão de saúde do membro</strong>, já que reúne as pesquisas de NPS, CSAT de consulta, lembretes de tarefas de saúde em atraso, convite para rodas de conversa sobre temas de nutrição, e outros.</p>
<p>O Notification Center foi nossa primeira implementação dos cards. Em seguida, aproveitamos o recurso e passamos a utilizar os cards para mandar as pílulas de saúde aos nossos membros, como veremos a seguir.</p>
<h3><strong>2. Customização das Pílulas de Saúde com base nos interesses dos membros</strong></h3>
<p>Aqui na Alice a gente ama falar sobre saúde. Dessa vontade de contar pro mundo mais do que estudamos sobre bem estar e qualidade de vida, criamos o<a href="https://www.timedesaude.com.br/"> Portal Time de Saúde</a>, com matérias bem legais e interessantes sobre corpo, mente, comportamento, sono e alimentação.</p>
<p>Além de informativas, as matérias geralmente trazem dicas práticas sobre o tema tratado, tendo um alto potencial de ajudar as pessoas a mudarem hábitos. Assim, fazia muito sentido introduzirmos esse conteúdo no app, visando principalmente fornecer materiais de qualidade e informativos aos nossos membros e, dessa forma, empoderá-los cada vez mais para cuidarem da sua saúde.</p>
<p>Para isso, utilizamos os <a href="https://www.braze.com/product/content-cards">Content Cards</a> do Braze (o mesmo que utilizamos para o Notification Center) e passamos a fazer um envio semanal das novas matérias publicadas no blog. Geralmente enviávamos uma matéria de cada vertical do Portal, tentando contemplar todos os interesses.</p>
<p>Após cerca de 2 meses dessa rotina, paramos para analisar o engajamento e estava mais baixo do que esperávamos. Não tínhamos um benchmark específico para nos basear mas acreditávamos que havia um potencial de melhoria.</p>
<p>Nesse momento, em um fórum com o time de Design, levantou-se a hipótese que um <strong>maior engajamento estaria atrelado a uma possibilidade de customização dos conteúdos a serem recebidos</strong>. Se o membro pudesse escolher exatamente quais assuntos receber no app, possivelmente isso geraria um maior engajamento com as matérias e o aplicativo.</p>
<blockquote><p>E como perguntar ao membro o que ele gostaria de ler?</p></blockquote>
<p>Recentemente o Braze lançou uma feature de <a href="https://www.braze.com/docs/user_guide/message_building_by_channel/in-app_messages/templates/simple_survey/">s<em>urvey in app</em></a>, que possibilita enviar questionários com uma pergunta de múltipla escolha e salvar as respostas do usuário como um atributo do mesmo. Posteriormente, é possível utilizar essas informações de atributos do usuário para triggar campanhas.</p>
<p>O que fizemos no caso das Pílulas de Saúde foi exatamente isso. Enviamos a campanha abaixo para <strong>perguntar para os nossos membros o que eles gostariam de ler sobre saúde</strong> e, ao responder, essas informações eram salvas como atributos deles</p>
<figure><img decoding="async" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/480/1*g8GKuJ8tL-yViS25YwSAWg.gif" alt="" /></figure>
<figure><img decoding="async" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/540/1*dmaE7p1WecmFkXpmUrr_rQ.gif" alt="" /><figcaption>Campanha que enviamos aos nossos membros perguntando o que gostariam de ler no app</figcaption></figure>
<p>Depois da seleção dos interesses, os membros conseguem visualizar somente matérias dos assuntos que eles curtem. Enviamos os conteúdos semanalmente e, depois de 7 dias, paramos para analisar o resultado. E sabe qual foi?</p>
<p>Depois da customização, <strong>triplicamos o engajamento</strong> (medido pela taxa de clique) dos nossos membros com as Pílulas de Saúde. Ficamos muito felizes com o resultado, porque além de trazer uma melhor experiência aos usuários do app da Alice, também damos mais visibilidade a conteúdos de qualidade sobre saúde, gerando informação e conhecimento.</p>
<h3><strong>3. Desafios de Saúde</strong></h3>
<p>Aqui na Alice sabemos que mudar hábitos não é algo fácil. Seja introduzir água no seu dia a dia ou adotar estratégias para dormir melhor,<a href="https://www.timedesaude.com.br/artigo/estagios-motivacao-mudanca-comportamento"> a mudança de comportamento não é linear</a> e requer muito foco.</p>
<p>Por isso, sempre queremos ajudar ao máximo os membros que estão passando por essa jornada. Mas como ficar perto do membro e criar um programa de incentivo à mudança de hábito?</p>
<p>Desse problema surgiu uma iniciativa de engajamento de realizar esse programa via <a href="https://www.braze.com/docs/user_guide/message_building_by_channel/in-app_messages/templates/simple_survey/"><em>surveys in app</em></a>,<em> push, pop ups</em> e cards no Notification Center. Criamos dois desafios: beber mais água e dormir melhor, e fizemos o convite aos membros que quisessem participar. Com a ferramenta <a href="https://www.braze.com/product/braze-canvas">Canvas</a> do Braze, que permite criar trilhas e réguas de envio de notificações, estruturamos caminhos altamente customizados que o membro poderia percorrer durante o desafio, a depender das respostas dele.</p>
<figure><img decoding="async" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/540/1*1NgWX4dsEKXzErVJHmrHIQ.gif" alt="" /></figure>
<figure><img decoding="async" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/750/1*sQeyEuWQJaoD-EKfm0FtHw.png" alt="" /></figure>
<figure><img decoding="async" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/750/1*MZY1US2bDYbWXq8CrKrRfQ.png" alt="" /><figcaption>Na primeira imagem temos o convite feito do desafio feito aos membros. Na segunda e terceira imagem temos as notificações do desafio de beber água</figcaption></figure>
<p>Durante o desafio, que dura cerca de 4–6 dias após o <em>opt in</em> do usuário, o membro recebe várias comunicações com dicas, conteúdo e lembretes. Um dos exemplos legais é uma notificação de push programada para às 17h, um horário comum para um cafezinho, explicando que a cafeína demora cerca de 7h para sair do corpo, o que pode prejudicar o sono. Outro exemplo é uma notificação enviada perto das 20h, explicando que não há problema em fazer atividades físicas antes de dormir, desde que haja um intervalo de 2h, para permitir o corpo voltar à temperatura normal.</p>
<figure><img decoding="async" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/540/1*yrj1nvQPZXkH7O40kY5Gxg.gif" alt="" /></figure>
<figure><img decoding="async" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/750/1*Pxmwh0rQf9nyzxO-hH50XQ.png" alt="" /></figure>
<figure><img decoding="async" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/750/1*_DhVIDXcDB7PaiZz-YamUw.png" alt="" /><figcaption>Notificações enviadas no desafio de dormir melhor</figcaption></figure>
<p>Já no desafio de beber água, as comunicações centraram-se em dicas de como introduzir o hábito no dia a dia, seja criando “regras” (ex: toda vez que for à cozinha) ou misturando água com frutas para dar sabor. Ao final dos dois primeiros dias de desafio, 67% dos membros disseram estar conseguindo beber mais água do que de costume.</p>
<p>A implementação dos desafios foi 100% via Braze por parte do time de Produto, sem precisar de nenhum <em>input</em> por parte Engenharia. A criação do conteúdo foi feita em conjunto com o Time de Saúde, pensando em como trazer a melhor experiência ao membro. E, bom, podemos dizer que os resultados foram bem animadores.</p>
<p>De todos que participaram do desafio de dormir melhor, <strong>37% afirmaram que a qualidade do sono melhorou depois do programa</strong>. Já no desafio de beber mais água, <strong>58% disseram que a ingestão de fluídos está melhor que antes</strong>. Ficamos bem felizes com estes números, já que o bem estar está diretamente ligado com esses hábitos, e mesmo pequenas mudanças já podem ter grandes impactos.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Aqui na Alice continuamos sempre expandindo o uso do Braze para cada vez mais ser uma ferramenta que efetivamente ajude nossos membros a cuidarem da sua saúde. Trabalhamos conjuntamente — Produto, Engenharia, Operações e Time de Saúde — para sempre criar e entregar conteúdos relevantes ao usuário com a melhor experiência possível via aplicativo. Ficamos felizes de olhar para trás e ver nossa evolução utilizando o Braze, e esperamos que seu papel aqui na Alice só cresça.</p>
<p>Em tempo: Esse post apresenta a nossa opinião sobre a ferramenta e suas utilidades. Gostamos muito dela e acreditamos que boas ideias merecem ser compartilhadas 😉</p>
<p><em>Curtiu o conteúdo e também quer tornar o mundo mais saudável? Veja nossas vagas em aberto </em><a href="https://www.alice.com.br/vagas"><em>aqui</em></a><em>.</em></p>
<p>O post <a href="https://alice.com.br/tech/braze-como-uma-ferramenta-de-crm-ajuda-na-saude-dos-membros-da-alice/">Braze: como o CRM melhora a saúde dos membros</a> apareceu primeiro em <a href="https://alice.com.br/tech">Blog da Alice Tech</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Discovery: a forma de descobrir da Alice</title>
		<link>https://alice.com.br/tech/discovery-a-forma-de-descobrir-da-alice/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bruno Federowski]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Jul 2024 20:23:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Development]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://alice.com.br/tech/sem-categoria/discovery-a-forma-de-descobrir-da-alice/</guid>

					<description><![CDATA[<p>E então perguntei: vocês sabem o que é discovery?</p>
<p>O post <a href="https://alice.com.br/tech/discovery-a-forma-de-descobrir-da-alice/">Discovery: a forma de descobrir da Alice</a> apareceu primeiro em <a href="https://alice.com.br/tech">Blog da Alice Tech</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Café Legal</strong></h2>
<figure><img decoding="async" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/400/1*t0_9EPYSGJhHhXC0Z0Fh6w.png" alt="" /></figure>
<p>Certo dia fui surpreendida por um evento na minha agenda: “Café Legal.”</p>
<p>Era um convite de duas pessoas do Time de <em>Legal</em> da Alice para um café. Dentre outras coisas, elas queriam entender mais sobre a Área de Produto e como elas poderiam contribuir de forma ativa com as nossas tomadas de decisão.</p>
<p>Falamos sobre amenidades, eu expliquei um pouco sobre as Áreas de Produto e Tecnologia e quando me questionaram sobre como poderiam ser mais participativas nos nossos processos, eu inconscientemente respondi: “precisamos inserir vocês nos nossos <em>discoveries</em>.”</p>
<p>Falei isso com certa naturalidade e fiz uma pausa. Elas me olharam com cara de “quê?”. E então perguntei: <strong>vocês sabem o que é <em>discovery</em>?</strong></p>
<p>Elas não sabiam. E isso, de forma alguma, é um demérito. Nós, que trabalhamos com produtos digitais, estamos muito acostumados com determinados termos, que acabamos utilizando com pessoas que não lidam diretamente com o nosso universo.</p>
<p>Expliquei para elas o que vou resumir aqui:</p>
<p><em>Discovery</em>, como o nome já indica<em>, </em>é um <strong>processo de <em>descoberta</em>: </strong>existe um problema, existem hipóteses de como resolver esse problema e, baseado nessas hipóteses, existem as possíveis soluções.</p>
<p>No <em>discovery</em>, buscamos encontrar a melhor solução para um problema sob três pilares: <strong>usuário</strong> (UX), <strong>tecnologia</strong> (viabilidade) e <strong>negócios</strong> (alinhamento estratégico).</p>
<figure><img decoding="async" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*EohLLpe-GqmPLa9TKeV2wg.png" alt="" /></figure>
<p>E, embora o <em>discovery</em> seja, muitas vezes, liderado por uma pessoa de produto (PM), ele é executado em conjunto com Product Designers e pessoas de desenvolvimento (tech), que têm papel fundamental para se obter um bom resultado.</p>
<h2><strong>Como estamos descobrindo a melhor forma de “descobrir” na Alice</strong></h2>
<p>Somos uma empresa <em>early stage</em> e sempre estamos descobrindo a melhor forma de fazer alguma coisa.</p>
<p>Uma das nossas virtudes é: <strong>“Subimos a barra, evoluímos todos os dias”</strong>. E para o processo de <em>discovery</em> não é diferente.</p>
<figure><img decoding="async" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/250/1*lMWGPx6QJKPoCzPPv05dDw.gif" alt="" /></figure>
<p>Iniciamos no melhor modelo <em>free style</em>.</p>
<p>Cada PM, com sua experiência e bagagem de aprendizados, iniciou e concluiu diversos processos de <em>discovery</em>. E os resultados, naturalmente, tiveram méritos, falhas e novos aprendizados.</p>
<p>Decidimos nos reunir para unificar esse processo, juntar nossas forças para preencher as lacunas de cada processo individualizado.</p>
<p>E chegamos a um <em>framework</em> que vou detalhar a seguir.</p>
<h2><strong><em>Framework</em> de <em>Discovery</em> da Alice</strong></h2>
<p>Para apresentar o <em>framework</em>, vamos usar um suposto problema como exemplo:</p>
<p>Muitas pessoas do Time de Saúde estão reportando baixa adesão dos membros ao plano de ação.</p>
<blockquote><p>Plano de ação é uma lista de tarefas que o Time de Saúde estabelece com o membro com o objetivo de tornar sua vida mais saudável. As tarefas podem variar entre: iniciar uma atividade física, realizar um exame, se consultar com um especialista, tomar um medicamento, fazer acompanhamento com Nutricionista, entre outras coisas.</p></blockquote>
<p>Esse <em>framework</em> está dividido em <strong>2 grandes etapas</strong>:</p>
<ol>
<li>Entendimento do <strong>problema</strong> e levantamento de <strong>hipóteses</strong>;</li>
<li><strong>Validação</strong> ou redução do grau de incerteza das hipóteses e proposta de <strong>solução</strong>;</li>
</ol>
<p>Cada uma dessas etapas é marcada por um evento que reúne as pessoas envolvidas com o tema central do <em>discovery</em>.</p>
<h3><strong>1ª Etapa: entendimento do problema e levantamento de hipóteses</strong></h3>
<p>Ser PM é fazer escolhas, sempre —<strong> </strong>ser humano é fazer escolhas<strong>, </strong>sempre!</p>
<p>Como PM precisamos escolher <strong>qual problema resolver primeiro</strong>. Isso porque existem recursos limitados para desenvolver soluções. Essa etapa tem dois objetivos principais:</p>
<ol>
<li>Responder se o problema é relevante (qual é o impacto dele) e se existe alinhamento estratégico para priorizar a solução desse problema;</li>
<li>Levantar hipóteses para solucionar esse problema;</li>
</ol>
<p>É sempre importante frisar que <strong>hipóteses não são soluções</strong>. As hipóteses estão mais relacionadas a “o que deve ser feito” para se obter determinado resultado, enquanto as soluções estão relacionadas a <strong>“como isso deve ser feito”</strong>.</p>
<p>Eu sugiro escrever as hipóteses utilizando esse modelo<strong>: se [<em>variável</em>], então [<em>resultado</em>], porque [<em>racional</em>]</strong>.</p>
<p><strong>Utilizando o problema de exemplo:</strong> se [<em>as pessoas tivessem uma maneira mais fácil de agendar seus exames</em>], então [<em>o engajamento delas com o plano iria aumentar</em>], porque [<em>verificamos que + de 45% das pessoas demoram mais de 15 dias para agendar seus exames e aproximadamente 25% das pessoas não realizam o agendamento</em>].</p>
<p>A hipótese aqui: as pessoas têm dificuldades para agendar exames.</p>
<p>A solução a gente deixa para a segunda etapa.</p>
<figure><img decoding="async" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/304/1*tKDCtUduKpDtO4QM0d3KTQ.gif" alt="" /></figure>
<p>Nessa primeira etapa vamos a fundo no <strong>entendimento do problema</strong>. Entre outras coisas, fazemos entrevistas com as pessoas envolvidas, <em>shadowings</em> (passar um tempo acompanhando a rotina dessas pessoas ou, até mesmo, assumir esses papéis), análise de dados, análise da evolução do produto, etc…</p>
<p>Como resultado dessas ações, temos um documento contendo:</p>
<p>[x] Descrição do problema<br />
[x] Descrição do impacto do problema<br />
[x] Evidências (quali/quanti) do problema a ser resolvido<br />
[x] Impacto no OKR<br />
[x] Proposta de hipóteses</p>
<p>Essa etapa é marcada pelo evento <em>Discovery</em> <em>Kick-off</em>, onde reunimos os principais <em>stakeholders</em> para <strong>apresentar o problema e as hipóteses de solução</strong>. Nesse evento buscamos o <em>buy-in</em> dos envolvidos para seguir para próxima etapa.</p>
<p>Ou seja<strong>,</strong> baseado no que sabemos até aqui: podemos afirmar que o problema é relevante, e o desenvolvimento de uma solução — agora — está alinhado estrategicamente com a empresa?</p>
<p><strong>Se sim, <em>next </em></strong>(se não, re-prioriza)</p>
<h3><strong>2ª Etapa: validação das hipóteses e proposta de solução</strong></h3>
<p>Ótimo. Já conhecemos a fundo o problema e já temos em mãos algumas hipóteses de como solucioná-lo. Mas como saber se essas são hipóteses válidas? Existem algumas formas.</p>
<p><strong>Vamos usar como exemplo a hipótese descrita na primeira etapa:</strong> se [<em>as pessoas tivessem uma maneira mais fácil de agendar seus exames</em>], então [<em>o engajamento delas com o plano iria aumentar</em>], porque [<em>verificamos que + de 45% das pessoas demoram mais de 15 dias para agendar seus exames, e aproximadamente 25% das pessoas não realizam o agendamento</em>].</p>
<p>Aqui o problema é o baixo engajamento ao plano e a hipótese é que isso se deve à dificuldade de agendamento de exames.</p>
<figure><img decoding="async" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/320/1*G6SdMHqkJYdhw5P46ynq6A.gif" alt="" /></figure>
<p>Uma das formas de validar as hipóteses é <strong>entrevistar as pessoas</strong> que possuem baixa adesão ao plano. Nessas entrevistas, perguntamos a elas se aumentaria a probabilidade de adesão ao plano se houvesse uma forma mais fácil de agendar os exames.</p>
<p>Perguntamos também sobre outras hipóteses de solução a fim de entender quais são mais aderentes.</p>
<p>Outra forma complementar a essa, é <strong>simular um cenário</strong> onde enviamos um formulário para o membro para coletar informações sobre o melhor dia/horário de realização de exames e fazemos o agendamento pela pessoa.</p>
<p>Ao final desta simulação, comparamos se o engajamento ao plano dessas pessoas aumentou em comparação às demais.</p>
<p><strong>Sim? Sinal de que estamos no caminho certo!<br />
</strong>Entrevistas, cenários simulados e <em>benchmarks</em> são algumas formas de reduzir incertezas em relação às hipóteses.</p>
<p>Nesse momento algumas hipóteses serão validadas, outras terão seu grau de incerteza reduzido, e outras cairão.</p>
<p>Com base nas hipóteses validadas, partimos para o desenho da solução.</p>
<figure><img decoding="async" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*33khN9zpFCMWnF8pLqeVTQ.png" alt="" /></figure>
<p>Utilizando o mesmo exemplo, o que fazemos aqui é propor qual é a melhor forma de facilitar o agendamento de exames.</p>
<p>Podemos ter como solução, uma funcionalidade de agendamento de exames no app da Alice. Sendo assim, criamos um protótipo dessa funcionalidade e selecionamos pessoas para testarem a solução.</p>
<p>Minha sugestão é, se possível, desenvolver <strong>protótipos navegáveis de alta fidelidade</strong>.</p>
<p>Isso ajuda muito a ter resultados de testes mais assertivos, e, não menos importante, é uma documentação bastante robusta para posterior alinhamento com todos os envolvidos.</p>
<p>Com o protótipo em mãos, partimos para os testes, e inicia-se o famoso ciclo — teste &gt; feedback &gt; iteração — até chegarmos à solução final.</p>
<p>Aqui na Alice usamos e abusamos do <a href="https://maze.co/"><strong>Maze</strong></a> para testes de usabilidade. É uma ferramenta incrível, que nos ajuda a ter mais alcance, e resultados mais estruturados.</p>
<p>Ah, e sabe o Time de <em>Legal</em>?</p>
<p>Então, esse é um ótimo momento para envolvê-lo se você entender que a solução proposta pode ter algum <strong>impacto jurídico</strong>.</p>
<figure><img decoding="async" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/200/1*f59vUogpdf9FA8MVIPb49g.gif" alt="" /></figure>
<p>Ou apenas para pegar a opinião deles, porque eles são “legal” — (<em>tudumtss</em>).</p>
<p>Ao final dessa etapa complementamos nosso documento de <em>discovery</em> com mais esse checklist preenchido.</p>
<p><strong>[x]</strong> Descrição da solução (fluxograma, protótipo, casos de uso, etc.)<br />
<strong>[x]</strong> Evidências de validação / invalidação das hipóteses<br />
<strong>[x]</strong> Validação da solução com <em>users<br />
</em><strong>[x]</strong> <em>Roadmap<br />
</em><strong>[x]</strong> Métricas de sucesso<br />
<strong>[ ]</strong> Alinhamento com <em>stakeholders</em></p>
<p>Para coroar, convidamos os <em>stakeholders</em> envolvidos para um evento que chamamos de <em>Discovery Sign-off</em>, apresentamos a <strong>solução final</strong> e nos alinhamos sobre os <strong>próximos passos</strong>.</p>
<p><strong>[x]</strong> Alinhamento com <em>stakeholders</em></p>
<figure><img decoding="async" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/400/1*fkpeTX3xgb25idItqUh20A.png" alt="" /></figure>
<h2><strong>Para finalizar…</strong></h2>
<p>Todo esse <em>framework</em> pode dar, à primeira vista, a impressão de excesso de burocracia. Mas ele é só uma trilha, e não um trilho — parafraseando o Time de Saúde da Alice em relação aos protocolos de saúde. Cumprir todas essas etapas, ou apenas parte delas, depende da complexidade e impacto do problema e do grau de incerteza em relação às hipóteses.</p>
<p>O <em>discovery</em> ajuda a validar hipóteses, mas dificilmente será possível reduzir a zero o grau de incerteza em relação a elas.</p>
<p><strong>Muitas vezes é importante arriscar</strong>. A verdade é que uma hipótese somente será 100% validada quando a solução derivada dela estiver em uso.</p>
<p>Muito embora o <em>discovery</em> seja uma importante ferramenta para <strong>evitar custos que são evitáveis</strong> com a implementação de uma solução que tem grandes chances de não funcionar, ele é, também, um processo que custa caro. <strong>É preciso escolher quais batalhas lutar!</strong></p>
<p>O post <a href="https://alice.com.br/tech/discovery-a-forma-de-descobrir-da-alice/">Discovery: a forma de descobrir da Alice</a> apareceu primeiro em <a href="https://alice.com.br/tech">Blog da Alice Tech</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>JSON: integrando Back-end e Front-end na prática</title>
		<link>https://alice.com.br/tech/json-como-integrar-back-end-e-front-end-com-padroes-diferentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bruno Federowski]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Jul 2024 20:23:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Development]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://alice.com.br/tech/sem-categoria/json-como-integrar-back-end-e-front-end-com-padroes-diferentes/</guid>

					<description><![CDATA[<p>Como padrão, no Javascript utilizamos o camelCase para nomenclatura de variáveis ​​e funções. E aqui na Alice, nós também seguimos esse padrão para os projetos de Front-end.</p>
<p>O post <a href="https://alice.com.br/tech/json-como-integrar-back-end-e-front-end-com-padroes-diferentes/">JSON: integrando Back-end e Front-end na prática</a> apareceu primeiro em <a href="https://alice.com.br/tech">Blog da Alice Tech</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3>O Problema</h3>
<p>Como padrão, no Javascript utilizamos o <strong>camelCase </strong>para nomenclatura de variáveis ​​e funções, e é possível encontrar essa definição nos principais guias de estilo de JS, como o <a href="https://standardjs.com/rules.html">standardjs</a> ou o <a href="https://github.com/airbnb/javascript#naming--camelCase">airbnb</a>. E aqui na <a href="https://alice.com.br/carreiras">Alice</a>, nós também seguimos esse padrão para os projetos de Front-end.</p>
<p>Uma das <a href="https://medium.com/alice-tech/como-tomamos-decis%C3%B5es-860121def07f">decisões que tomamos</a> ao definir o padrão para nossas APIs é que usaríamos JSON com <strong>snake_case </strong>pois consideramos que para a leitura de logs por humanos, esse formato é mais legível do que <strong>camelCase</strong>. No nosso Back-end, feito em <a href="https://kotlinlang.org/">Kotlin</a>, utilizamos a biblioteca em java, <a href="https://github.com/google/gson">GSON</a>. Ela transforma os objetos JAVA em uma representação em JSON e vice-versa. Para que a serialização/deserialização funcionasse com <strong>snake_case</strong> foi necessário passar o parâmetro <em>FieldNamingPolicy</em> com o valor <em>LOWER_CASE_WITH_UNDERSCORES </em>na configuração do client do GSON. (Imagem abaixo)</p>
<figure><img decoding="async" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/840/1*8xkzcdPXNLHMqnJOgwI2dw.png" alt="" /></figure>
<p>Dessa forma ficamos com o padrão <strong>snake_case</strong> no Back-end em todas as nossas APIs e <strong>camelCase</strong> em todos os projetos de Front-end, ou seja, o corpo de nossas requisições e respostas HTTP são formados por um <strong>JSON com padrão snake_case</strong>.</p>
<p>Com isso temos o seguinte problema: Como utilizar <strong>camelCase</strong> no Front-end, sendo que todas as solicitação para as nossas APIs HTTP teriam que ser feitas com <strong>snake_case</strong>?</p>
<h3>A Solução</h3>
<p>Para realizar nossas chamadas HTTP no Front-end, utilizamos a <a href="https://github.com/sindresorhus/ky">biblioteca ky</a> ( ), que adiciona algumas funcionalidades da <a href="https://developer.mozilla.org/pt-BR/docs/Web/API/Fetch_API">fetch API</a>, entre elas, os <a href="https://github.com/sindresorhus/ky#hooks">hooks</a> que permitem modificações da requisição e de seu <em>payload</em> durante o ciclo de vida dessa chamada.</p>
<p>Conseguimos então, resolver esse problema criando um conversor, antes das requisições e após as respostas, utilizando os hooks <strong>beforeRequest</strong> (que permite modificar a requisição antes dela ser enviada) e <strong>afterResponse </strong>(que permite alterar a resposta da requisição):</p>
<ul>
<li><strong>beforeRequest: </strong>Vamos converter o corpo da nossa requisição de <strong>camelCase</strong> para <strong>snake_case</strong><em>.</em></li>
<li><strong>afterResponse: </strong>Vamos converter o corpo da nossa resposta de <strong>snake_case</strong> para <strong>camelCase</strong><em>.</em></li>
</ul>
<p>O código JS ficaria da seguinte forma:</p>
<p><iframe src="" width="0" height="0" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/c6890799daa387f4bc862d605eae4e86/href">https://medium.com/media/c6890799daa387f4bc862d605eae4e86/href</a></iframe></p>
<h3>Esse código é open source</h3>
<p>Criamos um pacote para permitir essa e outras alterações de <em>case </em>em nossas requisições, e decidimos abrir o código dessa solução:</p>
<p><a href="https://github.com/alice-health/ky-hooks-change-case">alice-health/ky-hooks-change-case</a></p>
<p>Inclusive, esse pacote foi adicionado como biblioteca relacionada no <a href="https://github.com/sindresorhus/ky#related">repositório oficial do KY</a>. Sinta-se a vontade para abrir <em>pull requests</em> com melhorias, correções ou mandar qualquer comentário. Já utilizou o <em>ky </em>e/ou<em> hooks</em> para outros casos de uso? Compartilhe com a gente aqui nos comentários quais  .</p>
<p>Kudos e agradecimentos à <a href="https://medium.com/u/da63b77d6dcb">Diego Leme</a> pela contribuição na biblioteca e início desse post.</p>
<h3>Que tal fazer parte desse time?</h3>
<p>Estamos buscando pessoas que topem o desafio de transformar a saúde no Brasil através da tecnologia. <a href="https://www.alice.com.br/carreiras">Clica aqui</a> para saber mais das vagas que temos em aberto!</p>
<p>O post <a href="https://alice.com.br/tech/json-como-integrar-back-end-e-front-end-com-padroes-diferentes/">JSON: integrando Back-end e Front-end na prática</a> apareceu primeiro em <a href="https://alice.com.br/tech">Blog da Alice Tech</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Privacidade em healthtechs: como a Alice garante segurança</title>
		<link>https://alice.com.br/tech/construindo-uma-healthtech-que-coloca-a-privacidade-de-seus-usuarios-em-primeiro-lugar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bruno Federowski]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Jul 2024 20:23:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Development]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://alice.com.br/tech/sem-categoria/construindo-uma-healthtech-que-coloca-a-privacidade-de-seus-usuarios-em-primeiro-lugar/</guid>

					<description><![CDATA[<p>Quando entrei na Alice para ajudar a desenhar o programa de Data Privacy da empresa, eu mal sabia o que dizia a LGPD e como ela iria impactar praticamente todas as empresas do Bras</p>
<p>O post <a href="https://alice.com.br/tech/construindo-uma-healthtech-que-coloca-a-privacidade-de-seus-usuarios-em-primeiro-lugar/">Privacidade em healthtechs: como a Alice garante segurança</a> apareceu primeiro em <a href="https://alice.com.br/tech">Blog da Alice Tech</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando entrei na Alice para ajudar a desenhar o programa de Data Privacy da empresa, 5 meses atrás, eu mal sabia o que dizia a <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/L13709compilado.htm">Lei Geral de Proteção de Dados</a> e como ela iria impactar praticamente todas as empresas do Brasil quando entrasse em vigor.</p>
<p>Pode até não parecer, mas eu fiz questão de deixar isso claro durante todo o meu processo de contratação, e o fato da Alice ter me dado esse voto de confiança já diz muito sobre a empresa: aqui, estamos mais interessados no brilho nos olhos e na vontade de aprender de cada um do que nas qualificações técnicas ou o conhecimento de ferramentas específicas.</p>
<p>Logo no começo da minha jornada por aqui, entrei para o <em>squad</em> de Privacidade que temos, que envolve pessoas das mais diversas áreas dentro da empresa <em>{como Produto, Engenharia, Jurídico, TI, Financeiro…}</em> e marquei conversas individuais com cada um como forma de entender um pouco sobre o que já tínhamos feito até o momento e qual a nossa visão para o futuro. Foi assim que tive dimensão do desafio e de sua importância para a Alice.</p>
<h2>A importância da privacidade para a Alice</h2>
<p>Aqui na Alice, a gente lida com dados muito sensíveis sobre a saúde dos nossos membros, o que inclui nossos funcionários e o que chamamos de membros “externos”, que são as pessoas que compraram nosso produto <em>{e são apaixonadas por ele}</em>.</p>
<p>Para uma empresa como a nossa, não preciso nem dizer o quão importante é conseguirmos garantir a segurança e a privacidade dos dados que coletamos.</p>
<p>Um possível ataque ou vazamento de dados, como vimos recentemente acontecer com o STJ <em>{que </em><a href="https://thehack.com.br/stj-e-vitima-de-ransomware-e-tem-seus-dados-e-os-backups-criptografados/"><em>teve seus sistemas criptografados por um ransomware</em></a><em>} </em>ou com o Ministério da Saúde <em>{que acabou tendo a </em><a href="https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,nova-falha-do-ministerio-da-saude-expoe-dados-pessoais-de-mais-de-200-milhoes,70003536340"><em>chave para acesso a dados de mais de 200 milhões de brasileiros divulgada</em></a><em>}</em> pode prejudicar não só a reputação e marca da Alice, como acarretar em multas e, pior, na perda da confiança dos nossos membros.</p>
<p>Para aumentar o tamanho do desafio <em>{ainda bem, porque se fosse fácil eu nem estaria aqui pra contar essa história}</em>, o produto oferecido pela Alice é um produto que depende do compartilhamento de dados de saúde entre diferentes profissionais e instituições.</p>
<p>Esse compartilhamento existe para que possamos fazer o que chamamos de “coordenação de cuidados”, que nada mais é que um termo bonito para dizer que, aqui, queremos que nossos membros tenham experiências mágicas, do tipo:</p>
<ul>
<li>Chegar numa consulta com um especialista que já te recebe pelo nome, sabe todo o seu histórico e o motivo do atendimento</li>
<li>Depois da consulta, conversar com o seu Time de Saúde <em>{o time de médicos, enfermeiros, preparadores físicos e nutricionistas que cuida de cada membro Alice}</em> e perceber que eles já sabem o que foi discutido e quais foram as recomendações do especialista</li>
<li>Ir ao laboratório fazer um exame e, ao se identificar <em>{só com o CPF, nada de códigos e carteirinhas}</em>, já ser atendido por alguém que tem todo o seu encaminhamento e contexto dos pedidos</li>
</ul>
<p>Por esse motivo, desde a sua concepção, a Alice tem a privacidade dos membros como um dos seus pilares. Mas como fazemos isso quando dependemos tanto justamente do compartilhamento de informações sensíveis para entregarmos mais saúde aos nossos membros?</p>
<h2>Cultura e tecnologia como ferramentas para entregar privacidade</h2>
<p>A resposta para essa pergunta <em>{como garantir privacidade em uma empresa cujo business model parte da premissa do compartilhamento de dados sensíveis?}</em> passa por duas principais alavancas: a criação de uma forte cultura de segurança de dados e respeito à privacidade dos membros e a utilização da tecnologia como ferramenta viabilizadora para a execução de melhorias nos produtos e processos da empresa.</p>
<h3>Cultura</h3>
<figure class="wp-attachment-165" ><img decoding="async" class="wp-image-165 size-large" src="https://alice.com.br/tech/wp-content/uploads/2024/07/construindo-uma-healthtech-que-coloca-a-privacidade-de-seus-usuarios-em-primeiro-lugar-2-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" srcset="https://alice.com.br/tech/wp-content/uploads/2024/07/construindo-uma-healthtech-que-coloca-a-privacidade-de-seus-usuarios-em-primeiro-lugar-2-1024x768.jpg 1024w, https://alice.com.br/tech/wp-content/uploads/2024/07/construindo-uma-healthtech-que-coloca-a-privacidade-de-seus-usuarios-em-primeiro-lugar-2-300x225.jpg 300w, https://alice.com.br/tech/wp-content/uploads/2024/07/construindo-uma-healthtech-que-coloca-a-privacidade-de-seus-usuarios-em-primeiro-lugar-2-768x576.jpg 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
<p>Um dos conceitos mais importantes que temos como mantra aqui na Alice é o de <em>Privacy by Design</em>. De forma bem simplificada, <em>Privacy by Design</em> é uma forma de abordar e resolver desafios de privacidade logo na concepção de um produto, e não após o produto ser lançado e o risco ser identificado.</p>
<p>Isso significa, por exemplo, que os PMs <em>{Product Managers}</em> e desenvolvedores da Alice têm uma atuação proativa para entender a melhor forma de criar uma nova ferramenta que já nasça adequada à proteção da privacidade dos nossos membros. Não preciso nem dizer que essa forma de desenvolver produtos é muito mais eficiente e segura do que se, no futuro, tivéssemos que adaptar ferramentas já existentes para adequá-las do ponto de vista de privacidade.</p>
<p>Inclusive, para uma empresa que cresce de forma tão acelerada, como é o caso da Alice, lançando novos produtos e funcionalidades semanalmente, ter os conceitos de <em>Privacy by Design</em> embutidos na cultura dos times é essencial para garantir que não estejamos sempre correndo atrás do prejuízo e fazendo remendos em nossas ferramentas e produtos, e consigamos manter a agilidade necessária e esperada de uma startup com ambições tão grandes quanto as nossas.</p>
<p>Além dos princípios do <em>Privacy by Design</em>, uma forte cultura de privacidade ajuda a garantir que os funcionários da Alice sigam outras boas práticas de privacidade, como por exemplo:</p>
<ul>
<li>A não exposição de dados pessoais de membros em canais de comunicação internos com muitos colaboradores <em>{por aqui, usamos o Slack}</em></li>
<li>A utilização da mínima quantidade de dados pessoais possível em determinado processo ou fluxo de informações</li>
<li>A garantia de que softwares utilizados para o tratamento de dados pessoais possuam determinados requisitos de segurança e proteção à privacidade <em>{no caso de dados de saúde, temos também a exigência de que todos os softwares sejam </em><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Health_Insurance_Portability_and_Accountability_Act"><em>HIPAA</em></a><em>-compliant}</em></li>
</ul>
<p>Ainda falando sobre a importância da cultura nesse processo, uma das principais virtudes que temos na Alice é a <em>transparência</em> com nossos membros, parceiros e também entre nossos times. A união da transparência com a cultura de privacidade da Alice resultou na <a href="https://www.alice.com.br/footer/politica-de-privacidade">Política de Privacidade</a> mais incrível desse Brasilzão — nela, nossos membros podem tirar todas as suas dúvidas a respeito do que fazemos com seus dados e quais são seus direitos sobre eles.</p>
<p>Para se manter e fortalecer essa cultura de proteção à privacidade de dados, não existe atalho ou segredo: é muito importante que existam sessões de treinamento recorrentes, com o suporte das lideranças da empresa, e que o assunto seja sempre abordado em fóruns públicos em que todos poderão se educar e tirar suas dúvidas sobre o tema.</p>
<h3>Tecnologia</h3>
<figure class="wp-attachment-167" ><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-167" src="https://alice.com.br/tech/wp-content/uploads/2024/07/construindo-uma-healthtech-que-coloca-a-privacidade-de-seus-usuarios-em-primeiro-lugar-3-1024x684.jpg" alt="" width="1024" height="684" srcset="https://alice.com.br/tech/wp-content/uploads/2024/07/construindo-uma-healthtech-que-coloca-a-privacidade-de-seus-usuarios-em-primeiro-lugar-3-1024x684.jpg 1024w, https://alice.com.br/tech/wp-content/uploads/2024/07/construindo-uma-healthtech-que-coloca-a-privacidade-de-seus-usuarios-em-primeiro-lugar-3-300x200.jpg 300w, https://alice.com.br/tech/wp-content/uploads/2024/07/construindo-uma-healthtech-que-coloca-a-privacidade-de-seus-usuarios-em-primeiro-lugar-3-768x513.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
<p>A Alice é, antes de mais nada, uma <em>healthtech</em>. Aqui, acreditamos que a tecnologia é fundamental para conseguirmos entregar mais saúde aos nossos membros.</p>
<p>É graças a ela que conseguimos escalar soluções de coordenação de cuidados <em>{como eu expliquei lá atrás}</em>, realizar o contato proativo com os nossos membros exatamente nos momentos adequados ou garantir que estejamos sempre a um clique de distância através do Alice Agora <em>{nossa ferramenta de chat instantâneo entre o membro e nossos Times de Saúde}.</em></p>
<p>Além de acreditarmos na tecnologia para a entrega de saúde, entendemos que ela é também peça essencial para a promoção da privacidade dos membros. Através dela, nós implementamos medidas como:</p>
<ul>
<li>A separação entre os dados de saúde <em>{não identificados}</em> e os dados pessoais dos nossos membros em duas estruturas de bases de dados separadas, com uma terceira base <em>{guardada a sete chaves}</em> funcionando como a chave para identificar os dados de saúde. Assim, protegemos a identidade dos nossos membros caso ocorra um possível vazamento <em>{toc, toc, toc}</em> da base com dados sensíveis</li>
<li>A de-identificação dos dados dos nossos membros <em>{o uso de um código interno nas nossas rotinas operacionais, ao invés de usarmos nomes ou CPFs}</em></li>
<li>A automatização do envio e recebimento de dados de saúde para/dos nossos especialistas <em>{lembra que, ao realizarem um atendimento, eles já têm todo o contexto e histórico médico de quem estão atendendo?}</em></li>
<li>A disponibilização dos resultados de exames diretamente no nosso app <em>{assim, os membros não precisam ficar enviando PDFs por e-mail para o seu Time de Saúde, que consegue acessar os resultados de forma automática}</em></li>
<li>A restrição do acesso às nossas bases e sistemas apenas às pessoas essenciais</li>
</ul>
<h2>E agora? O que vem a seguir?</h2>
<p><figure class="wp-attachment-168" ><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-168" src="https://alice.com.br/tech/wp-content/uploads/2024/07/construindo-uma-healthtech-que-coloca-a-privacidade-de-seus-usuarios-em-primeiro-lugar-4-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" srcset="https://alice.com.br/tech/wp-content/uploads/2024/07/construindo-uma-healthtech-que-coloca-a-privacidade-de-seus-usuarios-em-primeiro-lugar-4-1024x683.jpg 1024w, https://alice.com.br/tech/wp-content/uploads/2024/07/construindo-uma-healthtech-que-coloca-a-privacidade-de-seus-usuarios-em-primeiro-lugar-4-300x200.jpg 300w, https://alice.com.br/tech/wp-content/uploads/2024/07/construindo-uma-healthtech-que-coloca-a-privacidade-de-seus-usuarios-em-primeiro-lugar-4-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></p>
<p>Apesar de já termos percorrido um bom caminho para chegarmos até aqui, sabemos que o trabalho de promoção da segurança e privacidade dos dados na Alice <em>{e em qualquer empresa}</em> é um que nunca acabará: sempre teremos novos fluxos de dados para serem mapeados <em>{já contei que é muito importante termos um mapa de tudo o que acontece com os dados pessoais na empresa? só assim podemos priorizar o desenvolvimento de melhorias nos diferentes fluxos}</em>, novos colaboradores com quem compartilharmos nossa visão de como executar privacidade <em>{e aprendermos no processo!}</em> e novas demandas de funcionalidades para quebrarmos a cabeça durante seu desenho <em>{lembra do Privacy by Design?}</em>.</p>
<p>Dito isso, tenho confiança de que a Alice já é, e será cada vez mais, referência na forma como pensamos em privacidade em saúde. E fico muito feliz de fazer parte de tudo isso.</p>
<h2>Que tal fazer parte desse time?</h2>
<p>Estamos buscando pessoas que topem o desafio de transformar a saúde no Brasil através da tecnologia. <a href="https://www.alice.com.br/carreiras">Clica aqui</a> para saber mais das vagas que temos em aberto!</p>
<p>O post <a href="https://alice.com.br/tech/construindo-uma-healthtech-que-coloca-a-privacidade-de-seus-usuarios-em-primeiro-lugar/">Privacidade em healthtechs: como a Alice garante segurança</a> apareceu primeiro em <a href="https://alice.com.br/tech">Blog da Alice Tech</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
