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	<title>Arquivo de Ala Médica - Blog da Alice</title>
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	<description>Tenha acesso a conteúdos baseados em evidências científicas produzidos e revisados pelos profissionais que fazem parte do plano de saúde da Alice</description>
	<lastBuildDate>Thu, 06 Aug 2026 15:40:48 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Ala Médica - Blog da Alice</title>
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	<item>
		<title>47% dos partos com time de retaguarda da Alice são via vaginal</title>
		<link>https://alice.com.br/blog/ala-medica/parto-vaginal-gestacao-alice/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Time Alice]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 15:40:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ala Médica]]></category>
		<category><![CDATA[gestora de saúde]]></category>
		<category><![CDATA[plano de saúde]]></category>
		<category><![CDATA[plano de saúde empresarial]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://alice.com.br/blog/?p=21457</guid>

					<description><![CDATA[<p>Health Report Alice 2025 detalha os dados de gestação na Alice, além de destacar como se dá o acompanhamento por obstetra e obstetriz. </p>
<p>O post <a href="https://alice.com.br/blog/ala-medica/parto-vaginal-gestacao-alice/">47% dos partos com time de retaguarda da Alice são via vaginal</a> apareceu primeiro em <a href="https://alice.com.br/blog">Blog da Alice</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="index"><div class="title">Índice</div><ol><li><a href="#como-funciona-o-acompanhamento-obstetrico-da-alice-ao-longo-da-gestacao">Como funciona o acompanhamento obstétrico da Alice ao longo da gestação?</a><ol><li><a href="#quantas-gestantes-alice-fazem-a-primeira-consulta-com-obstetra-ate-a-12a-semana-de-gestacao">Quantas gestantes Alice fazem a primeira consulta com obstetra até a 12ª semana de gestação?</a></li><li><a href="#quantas-consultas-de-pre-natal-as-gestantes-alice-completam-ate-o-parto">Quantas consultas de pré-natal as gestantes Alice completam até o parto?</a></li></ol></li><li><a href="#como-a-taxa-de-parto-vaginal-da-alice-se-compara-a-parametros-internacionais">Como a taxa de parto vaginal da Alice se compara a parâmetros internacionais?</a></li><li><a href="#o-que-esses-dados-significam-para-quem-esta-gestando-na-alice">O que esses dados significam para quem está gestando na Alice?</a></li><li><a href="#perguntas-frequentes-sobre-gestacao-no-plano-de-saude-da-alice">Perguntas frequentes sobre gestação no plano de saúde da Alice</a><ol><li><a href="#quais-profissionais-acompanham-a-gestacao-no-plano-de-saude-da-alice">Quais profissionais acompanham a gestação no plano de saúde da Alice?</a></li><li><a href="#ate-quando-devo-fazer-a-primeira-consulta-com-o-obstetra-na-gravidez">Até quando devo fazer a primeira consulta com o obstetra na gravidez?</a></li><li><a href="#o-plano-de-saude-da-alice-cobre-parto-normal-e-cesarea">O plano de saúde da Alice cobre parto normal e cesárea?</a></li><li><a href="#o-que-e-a-regua-de-consultas-pre-natal-da-alice">O que é a régua de consultas pré-natal da Alice?</a></li></ol></li></ol></div><html><body><p>A Alice registra que 47% dos partos realizados com retaguarda obst&eacute;trica da operadora s&atilde;o partos vaginais &mdash; acima dos 40% observados no total de nascimentos no Brasil, segundo o Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Nascidos Vivos (<a class="underline underline underline-offset-2 decoration-1 decoration-current/40 hover:decoration-current focus:decoration-current" href="https://svs.aids.gov.br/daent/centrais-de-conteudos/paineis-de-monitoramento/natalidade/nascidos-vivos/" target="_blank" rel="noopener">SINASC</a>). O n&uacute;mero consta no <a href="https://alice.com.br/health-report" target="_blank" rel="noopener">Health Report Alice 2025</a>.</p>
<p>Sem considerar exclusivamente os partos com retaguarda obst&eacute;trica da operadora, a taxa geral de parto vaginal entre as membras Alice &eacute; de 41%, segundo o mesmo relat&oacute;rio. A diferen&ccedil;a entre os dois n&uacute;meros &mdash; 41% no total da base e 47% nos partos com retaguarda da Alice &mdash; indica que o acompanhamento direto da operadora durante o parto est&aacute; associado a uma propor&ccedil;&atilde;o maior de partos vaginais.</p>
<p>Ao longo das 40 semanas de gesta&ccedil;&atilde;o, cada membra Alice &eacute; acompanhada por pelo menos tr&ecirc;s profissionais: obstetra, obstetriz ou enfermeiro obst&eacute;trico &mdash; profissional de enfermagem especializado em partos e pr&eacute;-natal &mdash; e o time de enfermagem de monitoramento. Quando o quadro cl&iacute;nico exige, endocrinologistas e fisioterapeutas s&atilde;o adicionados &agrave; jornada.</p>
<p>O <a href="https://alice.com.br/health-report">Health Report Alice</a> &eacute; o primeiro demonstrativo de resultados cl&iacute;nicos publicado por uma operadora de sa&uacute;de privada no Brasil, com dados de aproximadamente 80 mil membros organizados em oito jornadas de sa&uacute;de. Os indicadores completos da jornada de gestantes est&atilde;o dispon&iacute;veis no <a class="underline underline underline-offset-2 decoration-1 decoration-current/40 hover:decoration-current focus:decoration-current" href="https://alice.com.br/health-report" target="_blank" rel="noopener">Health Report Alice</a>.</p>
<h2 id="como-funciona-o-acompanhamento-obstetrico-da-alice-ao-longo-da-gestacao">Como funciona o acompanhamento obst&eacute;trico da Alice ao longo da gesta&ccedil;&atilde;o?</h2>
<p>Mais do que agendar exames e consultas, o acompanhamento da Alice tem como objetivo cuidar da m&atilde;e e do beb&ecirc; do in&iacute;cio da gesta&ccedil;&atilde;o ao nascimento. O modelo recomenda consultas regulares com obstetra e obstetriz, intercaladas conforme a fase da gesta&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m do acesso &agrave; enfermagem de monitoramento pelo app para d&uacute;vidas e intercorr&ecirc;ncias entre as consultas presenciais.</p>
<p>Quando necess&aacute;rio, a jornada incorpora outros especialistas &mdash; como endocrinologistas, em casos de diabetes gestacional, ou fisioterapeutas, para preparo do assoalho p&eacute;lvico e queixas musculoesquel&eacute;ticas da gravidez. Essa amplia&ccedil;&atilde;o da equipe &eacute; uma recomenda&ccedil;&atilde;o baseada no quadro cl&iacute;nico de cada gestante, n&atilde;o uma etapa obrigat&oacute;ria do plano.</p>
<h3 id="quantas-gestantes-alice-fazem-a-primeira-consulta-com-obstetra-ate-a-12a-semana-de-gestacao">Quantas gestantes Alice fazem a primeira consulta com obstetra at&eacute; a 12&ordf; semana de gesta&ccedil;&atilde;o?</h3>
<p>Em 2025, 51% das membras gestantes da Alice com at&eacute; 12 semanas de gesta&ccedil;&atilde;o tiveram ao menos uma consulta com m&eacute;dico obstetra, segundo o <a href="https://alice.com.br/health-report">Health Report Alice 2025</a>. O percentual est&aacute; abaixo dos 89% registrados pela Pesquisa Nacional de Sa&uacute;de para o Brasil, conforme <a class="underline underline underline-offset-2 decoration-1 decoration-current/40 hover:decoration-current focus:decoration-current" href="https://www.scielosp.org/article/csp/2025.v41n5/e00143424/pt/" target="_blank" rel="noopener">an&aacute;lise publicada na Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica</a>, e dos 96% da Finl&acirc;ndia, segundo o <a class="underline underline underline-offset-2 decoration-1 decoration-current/40 hover:decoration-current focus:decoration-current" href="https://www.europeristat.com/wp-content/uploads/2012/03/european-perinatal-health-report.pdf" target="_blank" rel="noopener">European Perinatal Health Report</a>, produzido pela rede europeia Euro-Peristat com financiamento da Comiss&atilde;o Europeia.</p>
<p>A primeira consulta obst&eacute;trica no in&iacute;cio da gesta&ccedil;&atilde;o &eacute; o momento em que se define a data prov&aacute;vel do parto, se inicia a triagem de risco gestacional e se organiza o calend&aacute;rio de exames dos primeiros meses. Um in&iacute;cio mais tardio do acompanhamento reduz a janela de tempo dispon&iacute;vel para identificar e intervir sobre fatores de risco antes do segundo trimestre.</p>
<h3 id="quantas-consultas-de-pre-natal-as-gestantes-alice-completam-ate-o-parto">Quantas consultas de pr&eacute;-natal as gestantes Alice completam at&eacute; o parto?</h3>
<p>48% das membras Alice chegaram ao final do segundo trimestre de gesta&ccedil;&atilde;o com quatro ou mais consultas com obstetra e uma ou mais consultas com obstetriz, segundo o <a href="https://alice.com.br/health-report">Health Report Alice 2025</a> &mdash; a meta interna da Alice &eacute; de 75% a 90% de ader&ecirc;ncia nesse indicador.</p>
<p>Ao longo de toda a gesta&ccedil;&atilde;o, 36% das membras Alice completaram a r&eacute;gua completa de consultas &mdash; definida como sete ou mais consultas com obstetra e tr&ecirc;s ou mais com obstetriz. Outras 39% completaram apenas a r&eacute;gua de obstetriz, 11% completaram apenas a r&eacute;gua de obstetra, e 14% n&atilde;o atingiram nenhuma das duas r&eacute;guas, segundo o mesmo relat&oacute;rio. Para a r&eacute;gua de consultas com obstetra, o comparativo usado pela Alice &eacute; de 90%, segundo o <a class="underline underline underline-offset-2 decoration-1 decoration-current/40 hover:decoration-current focus:decoration-current" href="https://imdsbrasil.org/en/home-en/" target="_blank" rel="noopener">Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS)</a>; para a r&eacute;gua de obstetriz, a pr&oacute;pria meta interna da Alice, de 75% a 90%.</p>
<p>Esses indicadores de ader&ecirc;ncia refletem o modelo de acompanhamento da jornada de gestantes vigente ao longo da maior parte de 2025, antes de uma revis&atilde;o implementada pela Alice na metade do ano. Dados preliminares do per&iacute;odo seguinte &agrave; revis&atilde;o j&aacute; mostram aumento na ades&atilde;o &agrave;s consultas em diferentes etapas da gesta&ccedil;&atilde;o, segundo a Alice. O Health Report Alice de 2026 deve apresentar uma s&eacute;rie mais consolidada e alinhada ao modelo atual de acompanhamento.</p>
<h2 id="como-a-taxa-de-parto-vaginal-da-alice-se-compara-a-parametros-internacionais">Como a taxa de parto vaginal da Alice se compara a par&acirc;metros internacionais?</h2>
<p>A taxa de parto vaginal de 47% entre as gestantes com retaguarda obst&eacute;trica da Alice supera a m&eacute;dia nacional de 40%, mas ainda n&atilde;o alcan&ccedil;a os 84% registrados na Noruega, segundo o relat&oacute;rio <a class="underline underline underline-offset-2 decoration-1 decoration-current/40 hover:decoration-current focus:decoration-current" href="https://www.oecd.org/en/publications/health-at-a-glance-2019_4dd50c09-en.html" target="_blank" rel="noopener">Health at a Glance da OCDE</a>. A dist&acirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o ao par&acirc;metro noruegu&ecirc;s reflete tanto diferen&ccedil;as estruturais entre os sistemas de sa&uacute;de dos dois pa&iacute;ses quanto o perfil de maior complexidade cl&iacute;nica das gestantes atendidas pela Alice.</p>
<p>Compara&ccedil;&otilde;es internacionais de taxa de parto vaginal precisam considerar o perfil de risco da popula&ccedil;&atilde;o de refer&ecirc;ncia: pa&iacute;ses com menor preval&ecirc;ncia de gesta&ccedil;&atilde;o de alto risco tendem a registrar taxas de parto vaginal mais altas, independentemente do modelo de acompanhamento pr&eacute;-natal adotado.</p>
<h2 id="o-que-esses-dados-significam-para-quem-esta-gestando-na-alice">O que esses dados significam para quem est&aacute; gestando na Alice?</h2>
<p>Se voc&ecirc; &eacute; membra Alice e est&aacute; gestando, os n&uacute;meros do <a href="https://alice.com.br/health-report" target="_blank" rel="noopener">Health Report 2025</a> mostram um retrato do in&iacute;cio desta etapa: uma taxa de parto vaginal que j&aacute; supera a m&eacute;dia nacional quando h&aacute; retaguarda obst&eacute;trica da Alice durante o parto, e uma ader&ecirc;ncia a consultas de pr&eacute;-natal que a pr&oacute;pria Alice reconhece estar abaixo da meta &mdash; mas que j&aacute; mostra sinais de melhora ap&oacute;s a revis&atilde;o da jornada em 2025.</p>
<p>Fazer a primeira consulta com obstetra o quanto antes, comparecer &agrave;s consultas com obstetra e obstetriz ao longo da gesta&ccedil;&atilde;o, e manter contato com a enfermagem de monitoramento pelo app s&atilde;o as a&ccedil;&otilde;es mais associadas, segundo os pr&oacute;prios crit&eacute;rios da Alice, a um acompanhamento mais completo da gesta&ccedil;&atilde;o &mdash; independentemente do tipo de parto que se espera ao final.</p>
<h2 id="perguntas-frequentes-sobre-gestacao-no-plano-de-saude-da-alice">Perguntas frequentes sobre gesta&ccedil;&atilde;o no plano de sa&uacute;de da Alice</h2>
<h3 id="quais-profissionais-acompanham-a-gestacao-no-plano-de-saude-da-alice"><strong>Quais profissionais acompanham a gesta&ccedil;&atilde;o no plano de sa&uacute;de da Alice?</strong></h3>
<p>Na Alice, a gestante &eacute; acompanhada por pelo menos tr&ecirc;s profissionais: obstetra, obstetriz ou enfermeiro obst&eacute;trico, e o time de enfermagem de monitoramento. Quando o quadro cl&iacute;nico exige, endocrinologistas e fisioterapeutas tamb&eacute;m entram na jornada. O objetivo &eacute; cuidar da m&atilde;e e do beb&ecirc; do in&iacute;cio da gesta&ccedil;&atilde;o at&eacute; o parto.</p>
<h3 id="ate-quando-devo-fazer-a-primeira-consulta-com-o-obstetra-na-gravidez"><strong>At&eacute; quando devo fazer a primeira consulta com o obstetra na gravidez?</strong></h3>
<p>N&atilde;o h&aacute; um prazo fixo, mas quanto mais cedo, melhor: a primeira consulta define a data prov&aacute;vel do parto e inicia a triagem de risco gestacional. Em 2025, 51% das gestantes Alice fizeram essa consulta at&eacute; a 12&ordf; semana.</p>
<h3 id="o-plano-de-saude-da-alice-cobre-parto-normal-e-cesarea"><strong>O plano de sa&uacute;de da Alice cobre parto normal e ces&aacute;rea?</strong></h3>
<p>Sim, ambos os tipos de parto s&atilde;o cobertos. A decis&atilde;o entre parto vaginal e ces&aacute;rea &eacute; cl&iacute;nica, tomada pelo obstetra com base na evolu&ccedil;&atilde;o da gestante e do beb&ecirc;, nunca por prefer&ecirc;ncia isolada da operadora. Em 2025, 47% dos partos com retaguarda obst&eacute;trica da Alice foram vaginais, acima da m&eacute;dia nacional de 40%.</p>
<h3 id="o-que-e-a-regua-de-consultas-pre-natal-da-alice"><strong>O que &eacute; a r&eacute;gua de consultas pr&eacute;-natal da Alice?</strong></h3>
<p>&Eacute; o n&uacute;mero m&iacute;nimo de consultas que a Alice recomenda ao longo da gesta&ccedil;&atilde;o: sete ou mais com obstetra e tr&ecirc;s ou mais com obstetriz. Em 2025, 36% das gestantes Alice completaram essa r&eacute;gua integralmente, indicador que a pr&oacute;pria Alice j&aacute; registra em melhora ap&oacute;s revis&atilde;o da jornada feita na metade do ano.</p>
<html><body><div class="cta cta--post--slim_withlogo">
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Entrevista com Vinícius Marchi: nutrição, análogos de GLP-1 e os erros mais comuns no acompanhamento</title>
		<link>https://alice.com.br/blog/ala-medica/entrevista-marchi-nutricao-glp1/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Time Alice]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 13:41:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ala Médica]]></category>
		<category><![CDATA[plano de saúde]]></category>
		<category><![CDATA[plano de saúde empresarial]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://alice.com.br/blog/?p=21415</guid>

					<description><![CDATA[<p>Líder de Nutrição da Alice detalha os erros nutricionais mais frequentes e como o acompanhamento evita riscos no uso de análogos de GLP-1.</p>
<p>O post <a href="https://alice.com.br/blog/ala-medica/entrevista-marchi-nutricao-glp1/">Entrevista com Vinícius Marchi: nutrição, análogos de GLP-1 e os erros mais comuns no acompanhamento</a> apareceu primeiro em <a href="https://alice.com.br/blog">Blog da Alice</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="index"><div class="title">Índice</div><ol><li><a href="#o-que-de-fato-muda-na-conduta-nutricional-com-o-uso-da-medicacao">O que de fato muda na conduta nutricional com o uso da medicação?</a><ol><li><a href="#o-que-muda-numa-conduta-nutricional-de-um-membro-que-inicia-essas-medicacoes-e-o-que-as-pessoas-imaginam-que-muda-mas-nao-muda">O que muda numa conduta nutricional de um membro que inicia essas medicações — e o que as pessoas imaginam que muda, mas não muda?</a></li></ol></li><li><a href="#qual-e-o-erro-nutricional-mais-comum-entre-quem-usa-a-medicacao-sem-acompanhamento">Qual é o erro nutricional mais comum entre quem usa a medicação sem acompanhamento?</a><ol><li><a href="#existe-um-erro-nutricional-recorrente-em-pacientes-sem-acompanhamento-adequado-qual-o-risco-disso">Existe um erro nutricional recorrente em pacientes sem acompanhamento adequado? Qual o risco disso?</a></li></ol></li><li><a href="#a-reducao-do-apetite-e-um-aliado-ou-um-risco-nutricional">A redução do apetite é um aliado ou um risco nutricional?</a><ol><li><a href="#isso-pode-ser-aliado-e-risco-ao-mesmo-tempo">Isso pode ser aliado e risco ao mesmo tempo?</a></li></ol></li><li><a href="#como-e-a-conduta-nutricional-padrao-da-alice-para-quem-usa-a-medicacao">Como é a conduta nutricional padrão da Alice para quem usa a medicação?</a><ol><li><a href="#trazendo-para-a-alice-como-funciona-esse-acompanhamento">Trazendo para a Alice: como funciona esse acompanhamento?</a></li></ol></li><li><a href="#comorbidades-associadas-mudam-a-conduta-nutricional">Comorbidades associadas mudam a conduta nutricional?</a><ol><li><a href="#e-quando-o-membro-tambem-tem-diabetes-tipo-2-hipertensao-ou-dislipidemia">E quando o membro também tem diabetes tipo 2, hipertensão ou dislipidemia?</a></li></ol></li><li><a href="#como-funciona-a-comunicacao-entre-nutricao-medicina-de-familia-e-endocrinologia">Como funciona a comunicação entre nutrição, medicina de família e endocrinologia?</a><ol><li><a href="#como-voce-ve-essa-comunicacao-dentro-da-alice">Como você vê essa comunicação dentro da Alice?</a></li></ol></li><li><a href="#o-que-muda-para-membros-que-ja-chegam-com-acompanhamento-nutricional-integrado">O que muda para membros que já chegam com acompanhamento nutricional integrado?</a><ol><li><a href="#o-que-voce-observa-de-diferente-nesses-membros-comparado-a-quem-chega-sem-esse-historico">O que você observa de diferente nesses membros, comparado a quem chega sem esse histórico?</a></li></ol></li><li><a href="#perguntas-frequentes-sobre-nutricao-e-analogos-de-glp-1">Perguntas frequentes sobre nutrição e análogos de GLP-1</a><ol><li><a href="#qual-e-o-erro-nutricional-mais-comum-em-quem-usa-analogos-de-glp-1">Qual é o erro nutricional mais comum em quem usa análogos de GLP-1?</a></li><li><a href="#a-medicacao-substitui-o-acompanhamento-nutricional">A medicação substitui o acompanhamento nutricional?</a></li><li><a href="#existe-uma-dieta-padrao-para-quem-usa-analogos-de-glp-1">Existe uma dieta padrão para quem usa análogos de GLP-1?</a></li><li><a href="#comer-pouco-durante-o-tratamento-e-sinal-de-que-esta-funcionando-bem">Comer pouco durante o tratamento é sinal de que está funcionando bem?</a></li><li><a href="#quando-devo-comecar-o-acompanhamento-nutricional-ao-iniciar-a-medicacao">Quando devo começar o acompanhamento nutricional ao iniciar a medicação?</a></li></ol></li></ol></div><html><body><p><b>Vin&iacute;cius Marchi &eacute; l&iacute;der do Time de Nutri&ccedil;&atilde;o da Alice.</b></p>
<p><span>A Alice conversou com Vin&iacute;cius Marchi sobre o que muda &mdash; e o que n&atilde;o muda &mdash; na conduta nutricional de membros em uso de an&aacute;logos de GLP-1, e sobre os erros mais comuns observados na pr&aacute;tica cl&iacute;nica.</span></p>
<h2 id="o-que-de-fato-muda-na-conduta-nutricional-com-o-uso-da-medicacao"><span>O que de fato muda na conduta nutricional com o uso da medica&ccedil;&atilde;o?</span></h2>
<h3 id="o-que-muda-numa-conduta-nutricional-de-um-membro-que-inicia-essas-medicacoes-e-o-que-as-pessoas-imaginam-que-muda-mas-nao-muda"><b>O que muda numa conduta nutricional de um membro que inicia essas medica&ccedil;&otilde;es &mdash; e o que as pessoas imaginam que muda, mas n&atilde;o muda?</b></h3>
<p><span>O que muda &eacute; que o medicamento se torna um grande facilitador: ele reduz ou chega a eliminar a fome fisiol&oacute;gica, ajudando no controle de por&ccedil;&otilde;es que antes estava desequilibrado. O que n&atilde;o muda &eacute; a necessidade de uma alimenta&ccedil;&atilde;o equilibrada &mdash; em micronutrientes, vitaminas, minerais e principalmente fibras, cujo d&eacute;ficit est&aacute; ligado &agrave; constipa&ccedil;&atilde;o, um dos efeitos colaterais mais comuns. O erro que vejo com frequ&ecirc;ncia &eacute; a pessoa achar que precisa comer s&oacute; prote&iacute;na &ldquo;para n&atilde;o perder massa muscular&rdquo; e, com isso, comer muito mal em todos os outros aspectos.</span></p>
<h2 id="qual-e-o-erro-nutricional-mais-comum-entre-quem-usa-a-medicacao-sem-acompanhamento"><span>Qual &eacute; o erro nutricional mais comum entre quem usa a medica&ccedil;&atilde;o sem acompanhamento?</span></h2>
<h3 id="existe-um-erro-nutricional-recorrente-em-pacientes-sem-acompanhamento-adequado-qual-o-risco-disso"><b>Existe um erro nutricional recorrente em pacientes sem acompanhamento adequado? Qual o risco disso?</b></h3>
<p><span>O mais comum &eacute; a pessoa comer cada vez menos, achando que isso &eacute; o &ldquo;correto&rdquo;, e criar a cren&ccedil;a de que precisa manter esse padr&atilde;o de restri&ccedil;&atilde;o para sempre. N&atilde;o &eacute; incomum a pessoa pular o caf&eacute; da manh&atilde; ou um lanche intermedi&aacute;rio e, quando come, escolher s&oacute; um ovo &ldquo;porque tem prote&iacute;na&rdquo;. Existem estudos ainda preliminares tentando relacionar o uso prolongado dessas medica&ccedil;&otilde;es a futuros transtornos alimentares &mdash; a evid&ecirc;ncia ainda &eacute; rasa, mas &eacute; um sinal de alerta que refor&ccedil;a por que o acompanhamento nutricional importa desde o in&iacute;cio, n&atilde;o s&oacute; quando o problema j&aacute; apareceu.</span></p>
<h2 id="a-reducao-do-apetite-e-um-aliado-ou-um-risco-nutricional"><span>A redu&ccedil;&atilde;o do apetite &eacute; um aliado ou um risco nutricional?</span></h2>
<h3 id="isso-pode-ser-aliado-e-risco-ao-mesmo-tempo"><b>Isso pode ser aliado e risco ao mesmo tempo?</b></h3>
<p><span>Exatamente. &Eacute; um aliado real &mdash; temos resultados muito bons com a maioria das pessoas que faz acompanhamento nutricional junto &agrave; medica&ccedil;&atilde;o. Mas quem n&atilde;o faz esse acompanhamento corre o risco de transformar a falta de fome em uma cren&ccedil;a de que &ldquo;n&atilde;o pode comer&rdquo;, o que pode evoluir para padr&otilde;es alimentares restritivos e, em alguns casos, para comportamentos como exagero na atividade f&iacute;sica como forma de compensa&ccedil;&atilde;o &mdash; uma din&acirc;mica que lembra padr&otilde;es como ortorexia.</span></p>
<h2 id="como-e-a-conduta-nutricional-padrao-da-alice-para-quem-usa-a-medicacao"><span>Como &eacute; a conduta nutricional padr&atilde;o da Alice para quem usa a medica&ccedil;&atilde;o?</span></h2>
<h3 id="trazendo-para-a-alice-como-funciona-esse-acompanhamento"><b>Trazendo para a Alice: como funciona esse acompanhamento?</b></h3>
<p><span>N&atilde;o existe um padr&atilde;o &uacute;nico, porque o grupo de membros que usa a medica&ccedil;&atilde;o &eacute; muito heterog&ecirc;neo &mdash; desde pessoas com obesidade grau 3 sedent&aacute;rias a vida toda, at&eacute; pessoas com obesidade grau 2 que j&aacute; foram atletas. A conduta depende da hist&oacute;ria de cada uma. Um ponto pr&aacute;tico recorrente: se fazemos um c&aacute;lculo nutricional convencional, o plano alimentar pode ter mais comida do que a pessoa consegue comer sob efeito da medica&ccedil;&atilde;o &mdash; ent&atilde;o preparamos o membro para isso e reavaliamos ao longo do processo, em vez de aplicar uma dieta fixa.</span></p>
<h2 id="comorbidades-associadas-mudam-a-conduta-nutricional"><span>Comorbidades associadas mudam a conduta nutricional?</span></h2>
<h3 id="e-quando-o-membro-tambem-tem-diabetes-tipo-2-hipertensao-ou-dislipidemia"><b>E quando o membro tamb&eacute;m tem diabetes tipo 2, hipertens&atilde;o ou dislipidemia?</b></h3>
<p><span>Sim, todas as comorbidades entram na equa&ccedil;&atilde;o. Uma pessoa em quadro de pr&eacute;-diabetes, por exemplo, recebe aten&ccedil;&atilde;o nutricional maior do que algu&eacute;m sem esse risco. S&atilde;o condutas variadas &mdash; n&atilde;o existe um caminho &uacute;nico a seguir, nem mesmo entre pessoas com o mesmo grau de obesidade.</span></p>
<h2 id="como-funciona-a-comunicacao-entre-nutricao-medicina-de-familia-e-endocrinologia"><span>Como funciona a comunica&ccedil;&atilde;o entre nutri&ccedil;&atilde;o, medicina de fam&iacute;lia e endocrinologia?</span></h2>
<h3 id="como-voce-ve-essa-comunicacao-dentro-da-alice"><b>Como voc&ecirc; v&ecirc; essa comunica&ccedil;&atilde;o dentro da Alice?</b></h3>
<p><span>A conversa direta entre especialidades ainda &eacute; um ponto de desenvolvimento &mdash; n&atilde;o &eacute; algo que acontece de forma sistem&aacute;tica hoje. O que funciona muito bem &eacute; o prontu&aacute;rio eletr&ocirc;nico compartilhado: consigo ver quem fez o encaminhamento, o que o endocrinologista registrou, a dosagem prescrita. Isso ajuda muito, mesmo sem uma conversa direta constante. Um espa&ccedil;o com mais intera&ccedil;&atilde;o acontece no acompanhamento de membros com obesidade grau 2 com comorbidades ou grau 3, no IPU de obesidade.</span></p>
<h2 id="o-que-muda-para-membros-que-ja-chegam-com-acompanhamento-nutricional-integrado"><span>O que muda para membros que j&aacute; chegam com acompanhamento nutricional integrado?</span></h2>
<h3 id="o-que-voce-observa-de-diferente-nesses-membros-comparado-a-quem-chega-sem-esse-historico"><b>O que voc&ecirc; observa de diferente nesses membros, comparado a quem chega sem esse hist&oacute;rico?</b></h3>
<p><span>A maioria dos membros da Alice j&aacute; inicia o acompanhamento nutricional desde cedo &mdash; muitos, inclusive, esperam a consulta com a nutri&ccedil;&atilde;o antes mesmo de come&ccedil;ar a medica&ccedil;&atilde;o. Isso faz diferen&ccedil;a real: o pr&oacute;prio M&eacute;dico de Fam&iacute;lia e Comunidade costuma abordar fatores psicol&oacute;gicos envolvidos, o que cria uma prepara&ccedil;&atilde;o melhor do que normalmente vejo fora da Alice, onde a pessoa &agrave;s vezes s&oacute; busca acompanhamento nutricional depois de meses de uso e j&aacute; com dificuldades instaladas.</span></p>
<h2 id="perguntas-frequentes-sobre-nutricao-e-analogos-de-glp-1"><span>Perguntas frequentes sobre nutri&ccedil;&atilde;o e an&aacute;logos de GLP-1</span></h2>
<h3 id="qual-e-o-erro-nutricional-mais-comum-em-quem-usa-analogos-de-glp-1"><b>Qual &eacute; o erro nutricional mais comum em quem usa an&aacute;logos de GLP-1?</b></h3>
<p><span>Concentrar a alimenta&ccedil;&atilde;o em prote&iacute;na e reduzir drasticamente o volume de comida, acreditando que isso &eacute; o padr&atilde;o saud&aacute;vel esperado do tratamento. Isso pode gerar defici&ecirc;ncias de fibras, vitaminas e minerais, al&eacute;m de refor&ccedil;ar cren&ccedil;as restritivas de longo prazo.</span></p>
<h3 id="a-medicacao-substitui-o-acompanhamento-nutricional"><b>A medica&ccedil;&atilde;o substitui o acompanhamento nutricional?</b></h3>
<p><span>N&atilde;o. A medica&ccedil;&atilde;o reduz a fome fisiol&oacute;gica, mas n&atilde;o orienta o que comer com a fome que resta. O acompanhamento nutricional &eacute; o que ajusta por&ccedil;&otilde;es, previne efeitos colaterais como constipa&ccedil;&atilde;o, evita desequil&iacute;brios alimentares ao longo do tratamento e auxilia numa mudan&ccedil;a de estilo de vida criando uma estrutura alimentar que fa&ccedil;a sentido mesmo ap&oacute;s a parte de perda de peso do tratamento.</span></p>
<h3 id="existe-uma-dieta-padrao-para-quem-usa-analogos-de-glp-1"><b>Existe uma dieta padr&atilde;o para quem usa an&aacute;logos de GLP-1?</b></h3>
<p><span>N&atilde;o existe protocolo &uacute;nico. A conduta &eacute; individualizada, considerando hist&oacute;rico de peso, comorbidades associadas e tentativas anteriores de tratamento &mdash; incluindo casos de cirurgia bari&aacute;trica pr&eacute;via com reganho de peso.</span></p>
<h3 id="comer-pouco-durante-o-tratamento-e-sinal-de-que-esta-funcionando-bem"><b>Comer pouco durante o tratamento &eacute; sinal de que est&aacute; funcionando bem?</b></h3>
<p><span>N&atilde;o necessariamente. Comer muito pouco pode indicar desequil&iacute;brio nutricional, n&atilde;o sucesso do tratamento. O acompanhamento nutricional ajuda a diferenciar redu&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel de apetite de um padr&atilde;o alimentar restritivo que pode trazer riscos.</span></p>
<h3 id="quando-devo-comecar-o-acompanhamento-nutricional-ao-iniciar-a-medicacao"><b>Quando devo come&ccedil;ar o acompanhamento nutricional ao iniciar a medica&ccedil;&atilde;o?</b></h3>
<p><span>O ideal &eacute; come&ccedil;ar antes ou junto ao in&iacute;cio do tratamento, n&atilde;o depois que dificuldades j&aacute; apareceram. Isso permite calibrar expectativas sobre volume de comida, prevenir efeitos colaterais e identificar cedo qualquer padr&atilde;o alimentar restritivo.</span></p>
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<p>O post <a href="https://alice.com.br/blog/ala-medica/entrevista-marchi-nutricao-glp1/">Entrevista com Vinícius Marchi: nutrição, análogos de GLP-1 e os erros mais comuns no acompanhamento</a> apareceu primeiro em <a href="https://alice.com.br/blog">Blog da Alice</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Entrevista com Daniel Knupp: coordenação de cuidado e o médico de família na era dos análogos de GLP-1</title>
		<link>https://alice.com.br/blog/ala-medica/entrevista-knupp-familia-glp1-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Time Alice]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 13:35:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ala Médica]]></category>
		<category><![CDATA[plano de saúde]]></category>
		<category><![CDATA[plano de saúde empresarial]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://alice.com.br/blog/?p=21411</guid>

					<description><![CDATA[<p>Médico de família da Alice fala sobre fluxo de cuidado, acesso mais barato à semaglutida e o diferencial da coordenação na obesidade.</p>
<p>O post <a href="https://alice.com.br/blog/ala-medica/entrevista-knupp-familia-glp1-2/">Entrevista com Daniel Knupp: coordenação de cuidado e o médico de família na era dos análogos de GLP-1</a> apareceu primeiro em <a href="https://alice.com.br/blog">Blog da Alice</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="index"><div class="title">Índice</div><ol><li><a href="#qual-e-o-papel-do-medico-de-familia-no-cuidado-da-obesidade">Qual é o papel do médico de família no cuidado da obesidade?</a><ol><li><a href="#a-obesidade-nao-e-uma-doenca-isolada-e-multifatorial-como-voce-enxerga-o-papel-da-medicina-de-familia-nesse-cuidado-especialmente-agora-com-os-analogos-de-glp-1">A obesidade não é uma doença isolada — é multifatorial. Como você enxerga o papel da medicina de família nesse cuidado, especialmente agora com os análogos de GLP-1?</a></li></ol></li><li><a href="#o-que-muda-na-relacao-medico-membro-quando-comeca-o-uso-da-medicacao">O que muda na relação médico-membro quando começa o uso da medicação?</a><ol><li><a href="#o-que-muda-na-relacao-quando-um-membro-inicia-um-analogo-de-glp-1-o-que-voce-monitora-que-talvez-o-especialista-nao-acompanhe-tao-de-perto">O que muda na relação quando um membro inicia um análogo de GLP-1? O que você monitora que talvez o especialista não acompanhe tão de perto?</a></li></ol></li><li><a href="#como-funciona-o-fluxo-de-cuidado-do-membro-que-usa-a-medicacao">Como funciona o fluxo de cuidado do membro que usa a medicação?</a><ol><li><a href="#de-forma-pratica-qual-e-o-fluxo-hoje-o-membro-passa-direto-com-o-medico-de-familia-com-o-endocrinologista-como-se-da-essa-conexao">De forma prática, qual é o fluxo hoje? O membro passa direto com o médico de família, com o endocrinologista? Como se dá essa conexão?</a></li></ol></li><li><a href="#a-queda-de-patente-muda-o-acesso-ao-tratamento">A queda de patente muda o acesso ao tratamento?</a><ol><li><a href="#recentemente-em-maio-houve-a-queda-da-patente-e-ja-existem-versoes-mais-acessiveis-isso-amplia-o-acesso">Recentemente, em maio, houve a queda da patente e já existem versões mais acessíveis. Isso amplia o acesso?</a></li></ol></li><li><a href="#o-que-a-coordenacao-de-cuidado-muda-para-membros-com-obesidade-em-uso-de-glp-1">O que a coordenação de cuidado muda para membros com obesidade em uso de GLP-1?</a><ol><li><a href="#como-voce-ve-a-diferenca-que-o-cuidado-coordenado-da-alice-faz-para-membros-com-obesidade-em-uso-dessas-medicacoes">Como você vê a diferença que o cuidado coordenado da Alice faz para membros com obesidade em uso dessas medicações?</a></li></ol></li><li><a href="#perguntas-frequentes-sobre-coordenacao-de-cuidado-e-analogos-de-glp-1">Perguntas frequentes sobre coordenação de cuidado e análogos de GLP-1</a><ol><li><a href="#existe-um-fluxo-obrigatorio-para-acessar-analogos-de-glp-1-na-alice">Existe um fluxo obrigatório para acessar análogos de GLP-1 na Alice?</a></li><li><a href="#o-que-o-medico-de-familia-monitora-que-o-endocrinologista-pode-nao-acompanhar-de-perto">O que o médico de família monitora que o endocrinologista pode não acompanhar de perto?</a></li><li><a href="#por-que-o-cuidado-coordenado-importa-especialmente-na-obesidade">Por que o cuidado coordenado importa especialmente na obesidade?</a></li><li><a href="#analogos-de-glp-1-tem-indicacao-aprovada-oficialmente-para-obesidade-no-brasil">Análogos de GLP-1 têm indicação aprovada oficialmente para obesidade no Brasil?</a></li></ol></li></ol></div><html><body><p>A Alice conversou com Daniel Knupp sobre o papel da aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria no acompanhamento de membros com obesidade que fazem uso de an&aacute;logos de GLP-1 &mdash; e sobre como a coordena&ccedil;&atilde;o entre especialidades muda esse cuidado na pr&aacute;tica.</p>
<h2 id="qual-e-o-papel-do-medico-de-familia-no-cuidado-da-obesidade">Qual &eacute; o papel do m&eacute;dico de fam&iacute;lia no cuidado da obesidade?</h2>
<h3 id="a-obesidade-nao-e-uma-doenca-isolada-e-multifatorial-como-voce-enxerga-o-papel-da-medicina-de-familia-nesse-cuidado-especialmente-agora-com-os-analogos-de-glp-1"><b>A obesidade n&atilde;o &eacute; uma doen&ccedil;a isolada &mdash; &eacute; multifatorial. Como voc&ecirc; enxerga o papel da medicina de fam&iacute;lia nesse cuidado, especialmente agora com os an&aacute;logos de GLP-1?</b></h3>
<p>A obesidade &eacute; uma condi&ccedil;&atilde;o social, ligada &agrave; forma como a sociedade vive hoje &mdash; acesso ao alimento, ind&uacute;stria aliment&iacute;cia, rotina. O papel do m&eacute;dico de fam&iacute;lia vai de um extremo a outro: do olhar mais amplo poss&iacute;vel sobre o contexto da pessoa at&eacute; o manejo farmacol&oacute;gico direto. N&atilde;o &eacute; uma etapa isolada &mdash; &eacute; um espectro de cuidado que cabe inteiramente &agrave; medicina de fam&iacute;lia.</p>
<h2 id="o-que-muda-na-relacao-medico-membro-quando-comeca-o-uso-da-medicacao">O que muda na rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico-membro quando come&ccedil;a o uso da medica&ccedil;&atilde;o?</h2>
<h3 id="o-que-muda-na-relacao-quando-um-membro-inicia-um-analogo-de-glp-1-o-que-voce-monitora-que-talvez-o-especialista-nao-acompanhe-tao-de-perto"><b>O que muda na rela&ccedil;&atilde;o quando um membro inicia um an&aacute;logo de GLP-1? O que voc&ecirc; monitora que talvez o especialista n&atilde;o acompanhe t&atilde;o de perto?</b></h3>
<p>A medica&ccedil;&atilde;o tem um custo que vai al&eacute;m do financeiro: ela muda a rela&ccedil;&atilde;o da pessoa com o alimento, e o alimento &eacute; parte importante de como nos relacionamos em sociedade, com a fam&iacute;lia, com as emo&ccedil;&otilde;es. &Eacute; importante ter sensibilidade para dialogar sobre isso &mdash; n&atilde;o s&oacute; sobre o benef&iacute;cio objetivo da medica&ccedil;&atilde;o, mas sobre o que muda na rotina, para que o membro tenha a melhor experi&ecirc;ncia poss&iacute;vel, sem surpresa e sem frustra&ccedil;&atilde;o.</p>
<h2 id="como-funciona-o-fluxo-de-cuidado-do-membro-que-usa-a-medicacao">Como funciona o fluxo de cuidado do membro que usa a medica&ccedil;&atilde;o?</h2>
<h3 id="de-forma-pratica-qual-e-o-fluxo-hoje-o-membro-passa-direto-com-o-medico-de-familia-com-o-endocrinologista-como-se-da-essa-conexao"><b>De forma pr&aacute;tica, qual &eacute; o fluxo hoje? O membro passa direto com o m&eacute;dico de fam&iacute;lia, com o endocrinologista? Como se d&aacute; essa conex&atilde;o?</b></h3>
<p>Do ponto de vista regulat&oacute;rio, os an&aacute;logos de GLP-1 e GIP s&atilde;o medicamentos controlados, mas qualquer profissional do nosso time est&aacute; habilitado a emitir a receita. N&atilde;o existe um fluxo espec&iacute;fico obrigat&oacute;rio. O membro pode acessar o tratamento diretamente com o especialista ou diretamente com o m&eacute;dico de fam&iacute;lia &mdash; em ambos os casos, se houver indica&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e a pessoa optar, numa decis&atilde;o compartilhada, por seguir esse caminho.</p>
<h2 id="a-queda-de-patente-muda-o-acesso-ao-tratamento">A queda de patente muda o acesso ao tratamento?</h2>
<h3 id="recentemente-em-maio-houve-a-queda-da-patente-e-ja-existem-versoes-mais-acessiveis-isso-amplia-o-acesso"><b>Recentemente, em maio, houve a queda da patente e j&aacute; existem vers&otilde;es mais acess&iacute;veis. Isso amplia o acesso?</b></h3>
<p>Existe hoje uma semaglutida sint&eacute;tica registrada na Anvisa, comercializada oficialmente para o manejo do diabetes. Por ser a primeira medica&ccedil;&atilde;o registrada ap&oacute;s a quebra de patente, tanto o laborat&oacute;rio quanto a pr&oacute;pria Anvisa tiveram todo o interesse em garantir seguran&ccedil;a nessa primeira experi&ecirc;ncia &mdash; &eacute; um ponto que considero tranquilo do ponto de vista de efic&aacute;cia e seguran&ccedil;a. O pre&ccedil;o fica em torno da metade do valor anterior, o que representa, sim, uma amplia&ccedil;&atilde;o de acesso &mdash; ainda que a indica&ccedil;&atilde;o oficial atual seja para diabetes, e n&atilde;o obesidade.</p>
<h2 id="o-que-a-coordenacao-de-cuidado-muda-para-membros-com-obesidade-em-uso-de-glp-1">O que a coordena&ccedil;&atilde;o de cuidado muda para membros com obesidade em uso de GLP-1?</h2>
<h3 id="como-voce-ve-a-diferenca-que-o-cuidado-coordenado-da-alice-faz-para-membros-com-obesidade-em-uso-dessas-medicacoes"><b>Como voc&ecirc; v&ecirc; a diferen&ccedil;a que o cuidado coordenado da Alice faz para membros com obesidade em uso dessas medica&ccedil;&otilde;es?</b></h3>
<p>&Eacute; um baita diferencial. A obesidade carrega estigma, e em sistemas de sa&uacute;de fragmentados as pessoas se perdem &mdash; muitas vezes nem buscam ajuda, porque encontram julgamento pelo caminho. Ter um time de profissionais que se conversa e se alinha em torno de uma vis&atilde;o comum &mdash; aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria, especialista, nutri&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de mental &mdash; coloca o membro em outro patamar de cuidado, com uma jornada mais definida do que o padr&atilde;o do sistema de sa&uacute;de em geral.</p>
<h2 id="perguntas-frequentes-sobre-coordenacao-de-cuidado-e-analogos-de-glp-1">Perguntas frequentes sobre coordena&ccedil;&atilde;o de cuidado e an&aacute;logos de GLP-1</h2>
<h3 id="existe-um-fluxo-obrigatorio-para-acessar-analogos-de-glp-1-na-alice"><b>Existe um fluxo obrigat&oacute;rio para acessar an&aacute;logos de GLP-1 na Alice?</b></h3>
<p>N&atilde;o. O membro pode buscar o tratamento diretamente com o m&eacute;dico de fam&iacute;lia ou com o endocrinologista, sempre que houver indica&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e decis&atilde;o compartilhada. N&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio passar pela aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria antes de chegar ao especialista.</p>
<h3 id="o-que-o-medico-de-familia-monitora-que-o-endocrinologista-pode-nao-acompanhar-de-perto"><b>O que o m&eacute;dico de fam&iacute;lia monitora que o endocrinologista pode n&atilde;o acompanhar de perto?</b></h3>
<p>O impacto social e comportamental da medica&ccedil;&atilde;o &mdash; como ela muda a rela&ccedil;&atilde;o do membro com o alimento, com a fam&iacute;lia e com a rotina &mdash;, al&eacute;m do risco de o tratamento farmacol&oacute;gico virar um atalho que afasta a pessoa do restante do cuidado necess&aacute;rio.</p>
<h3 id="por-que-o-cuidado-coordenado-importa-especialmente-na-obesidade"><b>Por que o cuidado coordenado importa especialmente na obesidade?</b></h3>
<p>Porque &eacute; uma condi&ccedil;&atilde;o cercada de estigma, o que faz muitas pessoas evitarem buscar ajuda em sistemas fragmentados. Um time que se comunica e compartilha uma vis&atilde;o do caso &mdash; aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria, especialista, nutri&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de mental &mdash; reduz barreiras e sustenta a jornada de tratamento com mais consist&ecirc;ncia.</p>
<h3 id="analogos-de-glp-1-tem-indicacao-aprovada-oficialmente-para-obesidade-no-brasil"><b>An&aacute;logos de GLP-1 t&ecirc;m indica&ccedil;&atilde;o aprovada oficialmente para obesidade no Brasil?</b></h3>
<p>A indica&ccedil;&atilde;o varia por mol&eacute;cula e por registro sanit&aacute;rio espec&iacute;fico junto &agrave; Anvisa. Algumas vers&otilde;es, incluindo lan&ccedil;amentos recentes p&oacute;s-quebra de patente, est&atilde;o registradas oficialmente para diabetes, ainda que a efic&aacute;cia da mesma mol&eacute;cula no tratamento da obesidade seja reconhecida clinicamente.</p>
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<p>O post <a href="https://alice.com.br/blog/ala-medica/entrevista-knupp-familia-glp1-2/">Entrevista com Daniel Knupp: coordenação de cuidado e o médico de família na era dos análogos de GLP-1</a> apareceu primeiro em <a href="https://alice.com.br/blog">Blog da Alice</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O que muda na conduta nutricional quando o membro usa análogos de GLP-1</title>
		<link>https://alice.com.br/blog/ala-medica/conduta-nutricional-glp1-obesidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Time Alice]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 21:05:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ala Médica]]></category>
		<category><![CDATA[plano de saúde]]></category>
		<category><![CDATA[plano de saúde empresarial]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://alice.com.br/blog/?p=21326</guid>

					<description><![CDATA[<p>Líder de Nutrição da Alice explica erros comuns, cuidados com fibras e por que o acompanhamento nutricional deve começar antes da medicação.</p>
<p>O post <a href="https://alice.com.br/blog/ala-medica/conduta-nutricional-glp1-obesidade/">O que muda na conduta nutricional quando o membro usa análogos de GLP-1</a> apareceu primeiro em <a href="https://alice.com.br/blog">Blog da Alice</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="index"><div class="title">Índice</div><ol><li><a href="#qual-e-o-erro-nutricional-mais-comum-entre-pessoas-que-usam-analogos-de-glp-1">Qual é o erro nutricional mais comum entre pessoas que usam análogos de GLP-1?</a></li><li><a href="#a-reducao-de-apetite-causada-pelo-glp-1-e-um-aliado-ou-um-risco-nutricional">A redução de apetite causada pelo GLP-1 é um aliado ou um risco nutricional?</a></li><li><a href="#como-e-a-conduta-nutricional-padrao-da-alice-para-membros-em-uso-de-analogos-de-glp-1">Como é a conduta nutricional padrão da Alice para membros em uso de análogos de GLP-1?</a></li><li><a href="#em-que-momento-o-nutricionista-entra-no-cuidado-de-um-membro-que-vai-usar-a-medicacao">Em que momento o nutricionista entra no cuidado de um membro que vai usar a medicação?</a></li><li><a href="#como-funciona-a-comunicacao-entre-nutricao-medicina-de-familia-e-endocrinologia-dentro-da-alice">Como funciona a comunicação entre nutrição, medicina de família e endocrinologia dentro da Alice?</a></li><li><a href="#o-que-muda-para-membros-que-chegam-a-alice-ja-em-acompanhamento-nutricional-integrado">O que muda para membros que chegam à Alice já em acompanhamento nutricional integrado?</a></li><li><a href="#perguntas-frequentes-sobre-nutricao-e-analogos-de-glp-1">Perguntas frequentes sobre nutrição e análogos de GLP-1</a><ol><li><a href="#o-que-muda-na-alimentacao-de-quem-comeca-a-usar-analogos-de-glp-1">O que muda na alimentação de quem começa a usar análogos de GLP-1?</a></li><li><a href="#analogos-de-glp-1-podem-causar-constipacao">Análogos de GLP-1 podem causar constipação?</a></li><li><a href="#existe-um-protocolo-nutricional-padrao-para-quem-usa-a-medicacao-como-existe-na-cirurgia-bariatrica">Existe um protocolo nutricional padrão para quem usa a medicação, como existe na cirurgia bariátrica?</a></li><li><a href="#reduzir-muito-a-alimentacao-durante-o-tratamento-e-saudavel">Reduzir muito a alimentação durante o tratamento é saudável?</a></li><li><a href="#em-que-momento-devo-procurar-um-nutricionista-ao-iniciar-um-analogo-de-glp-1">Em que momento devo procurar um nutricionista ao iniciar um análogo de GLP-1?</a></li></ol></li><li><a href="#o-papel-da-nutricao-na-fase-que-a-medicacao-sozinha-nao-resolve">O papel da nutrição na fase que a medicação sozinha não resolve</a></li></ol></div><html><body><p><b>Por Vin&iacute;cius Marchi, l&iacute;der do Time de Nutri&ccedil;&atilde;o da Alice</b></p>
<p><span>Um an&aacute;logo de GLP-1 reduz ou elimina a fome fisiol&oacute;gica &mdash; e isso o torna, na pr&aacute;tica, um facilitador do plano alimentar. Mas essa mesma redu&ccedil;&atilde;o de apetite pode se tornar um risco quando n&atilde;o h&aacute; acompanhamento nutricional junto ao tratamento. &Eacute; esse equil&iacute;brio entre benef&iacute;cio e risco que orienta a conduta nutricional da Alice para membros em uso dessa medica&ccedil;&atilde;o.</span></p>
<p><span>O que n&atilde;o muda &eacute; a necessidade de equil&iacute;brio nutricional &mdash; prote&iacute;na, micronutrientes, vitaminas, minerais e, principalmente, fibras, cujo consumo insuficiente est&aacute; diretamente ligado &agrave; constipa&ccedil;&atilde;o, um dos efeitos colaterais mais comuns do tratamento. O que muda &eacute; a intensidade da fome, e &eacute; justamente a&iacute; que nascem os erros mais frequentes: pessoas que, sentindo menos fome, passam a comer quase s&oacute; alimentos fonte de prote&iacute;na, evitando qualquer outro grupo alimentar por medo de perder massa muscular ou por acreditar que est&atilde;o fazendo a escolha &ldquo;mais saud&aacute;vel&rdquo;.</span></p>
<p><span>Diferente da cirurgia bari&aacute;trica, o uso de an&aacute;logos de GLP-1 n&atilde;o segue um protocolo nutricional padronizado, com progress&atilde;o definida de dieta l&iacute;quida para s&oacute;lida e suplementa&ccedil;&atilde;o estabelecida. Cada pessoa desenvolve seu pr&oacute;prio padr&atilde;o de restri&ccedil;&atilde;o, o que torna o acompanhamento individualizado ainda mais necess&aacute;rio &mdash; n&atilde;o porque exista uma regra a seguir, mas porque n&atilde;o existe.</span></p>
<h2 id="qual-e-o-erro-nutricional-mais-comum-entre-pessoas-que-usam-analogos-de-glp-1"><span>Qual &eacute; o erro nutricional mais comum entre pessoas que usam an&aacute;logos de GLP-1?</span></h2>
<p><span>O erro mais recorrente &eacute; a pessoa comer muito pouco e de forma desequilibrada, concentrando toda a alimenta&ccedil;&atilde;o em prote&iacute;na &mdash; carne, ovo, peixe, frango, l&aacute;cteos, etc &mdash; e deixando de lado alimentos que sejam fonte de carboidratos, fibras e outros grupos alimentares. Isso costuma vir acompanhado de uma cren&ccedil;a perigosa: a de que comer pouco &eacute;, em si, sin&ocirc;nimo de saud&aacute;vel, e que esse padr&atilde;o deveria ser mantido indefinidamente, mesmo depois de atingir a meta de peso. Existem ainda estudos preliminares &mdash; ainda pouco conclusivos &mdash; investigando uma poss&iacute;vel rela&ccedil;&atilde;o entre o uso prolongado dessas medica&ccedil;&otilde;es e o desenvolvimento de transtornos alimentares, o que refor&ccedil;a a import&acirc;ncia de acompanhamento nutricional desde o in&iacute;cio do tratamento, e n&atilde;o apenas quando problemas j&aacute; apareceram.</span></p>
<h2 id="a-reducao-de-apetite-causada-pelo-glp-1-e-um-aliado-ou-um-risco-nutricional"><span>A redu&ccedil;&atilde;o de apetite causada pelo GLP-1 &eacute; um aliado ou um risco nutricional?</span></h2>
<p><span>Pode ser as duas coisas. &Eacute; um aliado quando ajuda a pessoa a reorganizar por&ccedil;&otilde;es e reduzir o interesse excessivo por comida associado &agrave; fome emocional. &Eacute; um risco quando refor&ccedil;a a cren&ccedil;a de que comer pouco &eacute; o objetivo do tratamento, em vez de um efeito tempor&aacute;rio a ser usado com orienta&ccedil;&atilde;o. O padr&atilde;o de sucesso mais consistente observado entre membros da Alice em uso dessa medica&ccedil;&atilde;o &eacute; justamente o acompanhamento nutricional desde o in&iacute;cio &mdash; n&atilde;o depois que o desequil&iacute;brio j&aacute; se instalou.</span></p>
<h2 id="como-e-a-conduta-nutricional-padrao-da-alice-para-membros-em-uso-de-analogos-de-glp-1"><span>Como &eacute; a conduta nutricional padr&atilde;o da Alice para membros em uso de an&aacute;logos de GLP-1?</span></h2>
<p><span>N&atilde;o existe protocolo &uacute;nico, porque o perfil de quem usa a medica&ccedil;&atilde;o &eacute; heterog&ecirc;neo: h&aacute; membros com obesidade grau 3 sedent&aacute;rios ao longo da vida, outros com obesidade grau 2 que j&aacute; foram atletas, e outros que fizeram cirurgia bari&aacute;trica anteriormente e reganharam peso. A conduta depende da hist&oacute;ria de cada pessoa. Um cuidado recorrente &eacute; ajustar a expectativa em rela&ccedil;&atilde;o ao plano alimentar: um c&aacute;lculo nutricional convencional pode gerar um plano com mais comida do que a pessoa consegue efetivamente ingerir sob efeito da medica&ccedil;&atilde;o, o que exige reavalia&ccedil;&atilde;o frequente, n&atilde;o a aplica&ccedil;&atilde;o de uma dieta fixa.</span></p>
<p><span>Comorbidades associadas &mdash; diabetes tipo 2, hipertens&atilde;o, dislipidemia &mdash; tamb&eacute;m mudam a conduta: a aten&ccedil;&atilde;o nutricional cresce proporcionalmente ao risco metab&oacute;lico, ainda que a l&oacute;gica de acompanhamento individualizado permane&ccedil;a a mesma.</span></p>
<h2 id="em-que-momento-o-nutricionista-entra-no-cuidado-de-um-membro-que-vai-usar-a-medicacao"><span>Em que momento o nutricionista entra no cuidado de um membro que vai usar a medica&ccedil;&atilde;o?</span></h2>
<p><span>O ideal &eacute; que a nutri&ccedil;&atilde;o entre desde o in&iacute;cio do tratamento &mdash; inclusive antes da primeira dose, sempre que poss&iacute;vel. Na pr&aacute;tica, ainda h&aacute; casos em que o membro chega ao Time de Nutri&ccedil;&atilde;o depois de tr&ecirc;s ou quatro meses de uso, j&aacute; enfrentando dificuldades. Quando o acompanhamento come&ccedil;a cedo, &eacute; poss&iacute;vel evitar boa parte desses desequil&iacute;brios antes que eles se instalem: orientar sobre fibras e hidrata&ccedil;&atilde;o para prevenir constipa&ccedil;&atilde;o, calibrar expectativas sobre o volume da dieta e identificar precocemente sinais de restri&ccedil;&atilde;o excessiva.</span></p>
<h2 id="como-funciona-a-comunicacao-entre-nutricao-medicina-de-familia-e-endocrinologia-dentro-da-alice"><span>Como funciona a comunica&ccedil;&atilde;o entre nutri&ccedil;&atilde;o, medicina de fam&iacute;lia e endocrinologia dentro da Alice?</span></h2>
<p><span>O prontu&aacute;rio eletr&ocirc;nico compartilhado &eacute; a principal ferramenta de integra&ccedil;&atilde;o hoje: o Time de Nutri&ccedil;&atilde;o consegue ver o encaminhamento, a conduta registrada pelo endocrinologista, a dosagem prescrita e a evolu&ccedil;&atilde;o do caso, mesmo sem uma conversa direta e recorrente entre as especialidades. Essa visibilidade cruzada ajuda a entender o hist&oacute;rico do membro sem depender de repeti&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o. Um espa&ccedil;o de comunica&ccedil;&atilde;o mais direta acontece no acompanhamento de membros com obesidade grau 2 com comorbidades ou grau 3, dentro do IPU de obesidade, o que representa uma oportunidade de aprofundar essa integra&ccedil;&atilde;o para os demais perfis de membros tamb&eacute;m.</span></p>
<h2 id="o-que-muda-para-membros-que-chegam-a-alice-ja-em-acompanhamento-nutricional-integrado"><span>O que muda para membros que chegam &agrave; Alice j&aacute; em acompanhamento nutricional integrado?</span></h2>
<p><span>A maioria dos membros que inicia um an&aacute;logo de GLP-1 j&aacute; vem fazendo acompanhamento nutricional &mdash; muitos, inclusive, aguardam a consulta com o Time de Nutri&ccedil;&atilde;o antes de come&ccedil;ar a medica&ccedil;&atilde;o. Essa prepara&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via &mdash; somada ao fato de que o pr&oacute;prio M&eacute;dico de Fam&iacute;lia e Comunidade frequentemente j&aacute; conversa sobre fatores psicol&oacute;gicos envolvidos &mdash; reduz a chance de o membro chegar &agrave; fase de dificuldade nutricional sem suporte. &Eacute; incomum, na Alice, encontrar algu&eacute;m que iniciou o tratamento h&aacute; meses e s&oacute; ent&atilde;o busca orienta&ccedil;&atilde;o nutricional pela primeira vez &mdash; um padr&atilde;o mais frequente fora do acompanhamento coordenado.</span></p>
<h2 id="perguntas-frequentes-sobre-nutricao-e-analogos-de-glp-1"><span>Perguntas frequentes sobre nutri&ccedil;&atilde;o e an&aacute;logos de GLP-1</span></h2>
<h3 id="o-que-muda-na-alimentacao-de-quem-comeca-a-usar-analogos-de-glp-1"><b>O que muda na alimenta&ccedil;&atilde;o de quem come&ccedil;a a usar an&aacute;logos de GLP-1?</b></h3>
<p><span>A fome fisiol&oacute;gica diminui, o que facilita o controle de por&ccedil;&otilde;es, mas n&atilde;o elimina a necessidade de equil&iacute;brio nutricional. O erro mais comum &eacute; substituir a alimenta&ccedil;&atilde;o variada por dietas hiperproteicas restritivas, o que pode gerar defici&ecirc;ncias de fibras, vitaminas e minerais.</span></p>
<h3 id="analogos-de-glp-1-podem-causar-constipacao"><b>An&aacute;logos de GLP-1 podem causar constipa&ccedil;&atilde;o?</b></h3>
<p><span>Sim, &eacute; um dos efeitos colaterais mais comuns, geralmente ligado tanto ao pr&oacute;prio medicamento quanto &agrave; mudan&ccedil;a no padr&atilde;o alimentar. O manejo nutricional inclui ajuste de fibras na dieta e melhora da hidrata&ccedil;&atilde;o, com suplementa&ccedil;&atilde;o quando necess&aacute;rio.</span></p>
<h3 id="existe-um-protocolo-nutricional-padrao-para-quem-usa-a-medicacao-como-existe-na-cirurgia-bariatrica"><b>Existe um protocolo nutricional padr&atilde;o para quem usa a medica&ccedil;&atilde;o, como existe na cirurgia bari&aacute;trica?</b></h3>
<p><span>N&atilde;o. Diferente da bari&aacute;trica, que segue uma progress&atilde;o definida de dieta l&iacute;quida a s&oacute;lida, o uso de an&aacute;logos de GLP-1 n&atilde;o tem protocolo &uacute;nico. A conduta nutricional &eacute; individualizada, conforme a hist&oacute;ria e o perfil de cada membro.</span></p>
<h3 id="reduzir-muito-a-alimentacao-durante-o-tratamento-e-saudavel"><b>Reduzir muito a alimenta&ccedil;&atilde;o durante o tratamento &eacute; saud&aacute;vel?</b></h3>
<p><span>N&atilde;o necessariamente. A redu&ccedil;&atilde;o de apetite &eacute; um efeito da medica&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o um objetivo em si. Comer muito pouco por per&iacute;odo prolongado pode gerar defici&ecirc;ncias nutricionais e refor&ccedil;ar cren&ccedil;as alimentares restritivas que persistem mesmo ap&oacute;s o fim do tratamento.</span></p>
<h3 id="em-que-momento-devo-procurar-um-nutricionista-ao-iniciar-um-analogo-de-glp-1"><b>Em que momento devo procurar um nutricionista ao iniciar um an&aacute;logo de GLP-1?</b></h3>
<p><span>O ideal &eacute; buscar acompanhamento nutricional antes ou no in&iacute;cio do tratamento, n&atilde;o depois que dificuldades j&aacute; apareceram. Esse acompanhamento ajuda a calibrar expectativas sobre a quantidade de comida, prevenir efeitos colaterais e sustentar um padr&atilde;o alimentar equilibrado ao longo do processo.</span></p>
<h2 id="o-papel-da-nutricao-na-fase-que-a-medicacao-sozinha-nao-resolve"><span>O papel da nutri&ccedil;&atilde;o na fase que a medica&ccedil;&atilde;o sozinha n&atilde;o resolve</span></h2>
<p><span>Os an&aacute;logos de GLP-1 mudam a intensidade da fome, mas n&atilde;o decidem o que a pessoa vai comer com a fome que resta. Esse espa&ccedil;o &mdash; entre o efeito farmacol&oacute;gico e a escolha alimentar do dia a dia &mdash; &eacute; onde a conduta nutricional individualizada faz diferen&ccedil;a real, evitando tanto a desnutri&ccedil;&atilde;o por restri&ccedil;&atilde;o excessiva quanto o reganho de peso por desequil&iacute;brio alimentar n&atilde;o corrigido a tempo.</span></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O papel do médico de família no acompanhamento longitudinal da obesidade na era dos análogos de GLP-1</title>
		<link>https://alice.com.br/blog/ala-medica/medico-familia-glp1-obesidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Knupp]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 20:52:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ala Médica]]></category>
		<category><![CDATA[plano de saúde]]></category>
		<category><![CDATA[plano de saúde empresarial]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://alice.com.br/blog/?p=21317</guid>

					<description><![CDATA[<p>Líder médico da Alice explica por que a coordenação entre atenção primária, endocrinologia e nutrição sustenta o tratamento da obesidade com GLP-1.</p>
<p>O post <a href="https://alice.com.br/blog/ala-medica/medico-familia-glp1-obesidade/">O papel do médico de família no acompanhamento longitudinal da obesidade na era dos análogos de GLP-1</a> apareceu primeiro em <a href="https://alice.com.br/blog">Blog da Alice</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="index"><div class="title">Índice</div><ol><li><a href="#o-que-muda-na-relacao-medico-membro-quando-um-analogo-de-glp-1-entra-em-cena">O que muda na relação médico-membro quando um análogo de GLP-1 entra em cena?</a></li><li><a href="#como-funciona-o-fluxo-de-cuidado-de-um-membro-alice-que-tem-indicacao-de-analogo-de-glp-1">Como funciona o fluxo de cuidado de um membro Alice que tem indicação de análogo de GLP-1?</a></li><li><a href="#o-que-a-integracao-entre-medico-de-familia-e-comunidade-endocrinologia-e-nutricao-muda-na-pratica">O que a integração entre Médico de Família e Comunidade, endocrinologia e nutrição muda na prática?</a></li><li><a href="#o-que-um-modelo-de-cuidado-coordenado-permite-que-a-medicina-de-familia-faca-e-que-um-plano-tradicional-nao-permite">O que um modelo de cuidado coordenado permite que a medicina de família faça — e que um plano tradicional não permite?</a></li><li><a href="#para-um-medico-de-familia-avaliando-trabalhar-num-modelo-como-o-da-alice-o-que-muda-na-pratica">Para um médico de família avaliando trabalhar num modelo como o da Alice, o que muda na prática?</a></li><li><a href="#perguntas-frequentes-sobre-medicina-de-familia-obesidade-e-analogos-de-glp-1">Perguntas frequentes sobre medicina de família, obesidade e análogos de GLP-1</a><ol><li><a href="#qual-e-o-papel-do-medico-de-familia-no-tratamento-da-obesidade-com-analogos-de-glp-1">Qual é o papel do médico de família no tratamento da obesidade com análogos de GLP-1</a></li><li><a href="#como-funciona-a-coordenacao-de-cuidado-para-obesidade-dentro-de-um-plano-de-saude-corporativo">Como funciona a coordenação de cuidado para obesidade dentro de um plano de saúde corporativo?</a></li><li><a href="#o-medico-de-familia-pode-prescrever-analogos-de-glp-1-ou-so-o-endocrinologista-faz-isso">O médico de família pode prescrever análogos de GLP-1, ou só o endocrinologista faz isso</a></li><li><a href="#o-que-muda-no-acompanhamento-longitudinal-quando-o-membro-suspende-o-analogo-de-glp-1">O que muda no acompanhamento longitudinal quando o membro suspende o análogo de GLP-1?</a></li><li><a href="#como-a-atencao-primaria-evita-o-cuidado-fragmentado-na-obesidade">Como a atenção primária evita o cuidado fragmentado na obesidade?</a></li></ol></li><li><a href="#o-que-a-coordenacao-de-cuidado-realmente-resolve-na-obesidade">O que a coordenação de cuidado realmente resolve na obesidade</a></li></ol></div><html><body><p>A obesidade n&atilde;o &eacute; uma doen&ccedil;a isolada, mas uma condi&ccedil;&atilde;o multifatorial, ligada a mudan&ccedil;as sociais no acesso e no consumo de alimento, que exige olhar amplo antes de qualquer manejo farmacol&oacute;gico. Esse &eacute; o ponto de partida para entender o papel da medicina de fam&iacute;lia e comunidade no cuidado de membros com obesidade, especialmente agora que os an&aacute;logos de GLP-1 mudaram o que a medica&ccedil;&atilde;o consegue entregar.</p>
<p>O papel do M&eacute;dico de Fam&iacute;lia e Comunidade cobre dois extremos: vai do olhar mais amplo poss&iacute;vel sobre o contexto de vida da pessoa at&eacute; o manejo farmacol&oacute;gico direto, incluindo a indica&ccedil;&atilde;o de an&aacute;logos de GLP-1 quando pertinente. Na Alice, esse m&eacute;dico n&atilde;o &eacute; uma etapa intermedi&aacute;ria no caminho at&eacute; o especialista &mdash; &eacute; quem acompanha o membro do in&iacute;cio ao fim da jornada de tratamento da obesidade.</p>
<p>Isso importa porque o in&iacute;cio de um tratamento com an&aacute;logo de GLP-1 muda a rela&ccedil;&atilde;o entre o membro e a pr&oacute;pria alimenta&ccedil;&atilde;o &mdash; e essa mudan&ccedil;a tem dimens&atilde;o social, n&atilde;o apenas cl&iacute;nica. O alimento organiza rotinas familiares, rela&ccedil;&otilde;es afetivas e momentos de conv&iacute;vio. Reconhecer esse impacto, e conversar sobre ele antes que vire frustra&ccedil;&atilde;o, &eacute; parte do que diferencia um acompanhamento longitudinal de uma simples prescri&ccedil;&atilde;o.</p>
<h2 id="o-que-muda-na-relacao-medico-membro-quando-um-analogo-de-glp-1-entra-em-cena">O que muda na rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico-membro quando um an&aacute;logo de GLP-1 entra em cena?</h2>
<p>A medica&ccedil;&atilde;o tem custo financeiro e tamb&eacute;m custo relacional: muda a forma como a pessoa se relaciona com a comida, com a fam&iacute;lia, com momentos sociais constru&iacute;dos em torno de refei&ccedil;&otilde;es. Por isso, o M&eacute;dico de Fam&iacute;lia e Comunidade monitora algo que o especialista, focado no desfecho metab&oacute;lico, pode n&atilde;o acompanhar de perto: como essa mudan&ccedil;a est&aacute; afetando a rotina do membro, sua rela&ccedil;&atilde;o com quem convive e sua ades&atilde;o ao tratamento no m&eacute;dio prazo.</p>
<p>Existe tamb&eacute;m um risco relacional pontual: o de o an&aacute;logo de GLP-1 virar um atalho que afasta a pessoa do restante do cuidado &mdash; como se, ao alcan&ccedil;ar a saciedade, o membro deixasse de buscar acompanhamento sobre os outros fatores que sustentam mudan&ccedil;a de peso duradoura. Reconhecer esse risco cedo, no encontro cl&iacute;nico, &eacute; parte do papel do m&eacute;dico de fam&iacute;lia.</p>
<h2 id="como-funciona-o-fluxo-de-cuidado-de-um-membro-alice-que-tem-indicacao-de-analogo-de-glp-1">Como funciona o fluxo de cuidado de um membro Alice que tem indica&ccedil;&atilde;o de an&aacute;logo de GLP-1?</h2>
<p>Do ponto de vista regulat&oacute;rio, os an&aacute;logos de GLP-1 e GIP s&atilde;o medicamentos controlados, mas qualquer m&eacute;dico do Time de Sa&uacute;de da Alice est&aacute; habilitado a prescrev&ecirc;-los. N&atilde;o existe um fluxo obrigat&oacute;rio em que o membro precise passar primeiro pela aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria para depois ser encaminhado ao endocrinologista. O acesso pode acontecer por qualquer uma das duas portas &mdash; diretamente com o M&eacute;dico de Fam&iacute;lia e Comunidade ou com o endocrinologista &mdash;, sempre que houver indica&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e decis&atilde;o compartilhada com o membro sobre o tratamento.</p>
<p>Essa aus&ecirc;ncia de fluxo r&iacute;gido n&atilde;o significa aus&ecirc;ncia de coordena&ccedil;&atilde;o: significa que a coordena&ccedil;&atilde;o acontece depois do primeiro contato, por meio do prontu&aacute;rio compartilhado entre as especialidades &mdash; n&atilde;o por uma etapa de aprova&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via.</p>
<h2 id="o-que-a-integracao-entre-medico-de-familia-e-comunidade-endocrinologia-e-nutricao-muda-na-pratica">O que a integra&ccedil;&atilde;o entre M&eacute;dico de Fam&iacute;lia e Comunidade, endocrinologia e nutri&ccedil;&atilde;o muda na pr&aacute;tica?</h2>
<p>Em modelos fragmentados, &eacute; comum que o m&eacute;dico de fam&iacute;lia nunca veja o que o endocrinologista prescreveu, e vice-versa &mdash; cada consulta acontece em uma bolha de informa&ccedil;&atilde;o. Na Alice, essa integra&ccedil;&atilde;o acontece via prontu&aacute;rio eletr&ocirc;nico compartilhado: &eacute; poss&iacute;vel acompanhar o encaminhamento, ler a conduta registrada por outro profissional e entender a dosagem e a evolu&ccedil;&atilde;o do tratamento sem depender de o pr&oacute;prio membro repetir a hist&oacute;ria a cada consulta. Isso reduz a chance de orienta&ccedil;&otilde;es contradit&oacute;rias e permite que o m&eacute;dico de fam&iacute;lia intervenha cedo quando percebe, por exemplo, sinais de mudan&ccedil;a extrema no padr&atilde;o alimentar do membro.</p>
<h2 id="o-que-um-modelo-de-cuidado-coordenado-permite-que-a-medicina-de-familia-faca-e-que-um-plano-tradicional-nao-permite">O que um modelo de cuidado coordenado permite que a medicina de fam&iacute;lia fa&ccedil;a &mdash; e que um plano tradicional n&atilde;o permite?</h2>
<p>Permite acompanhar a pessoa antes, durante e depois do in&iacute;cio do tratamento farmacol&oacute;gico, com acesso ao que os demais profissionais est&atilde;o registrando sobre o caso. Em vez de um encontro pontual, focado apenas na prescri&ccedil;&atilde;o, o m&eacute;dico de fam&iacute;lia consegue sustentar a rela&ccedil;&atilde;o de cuidado ao longo de toda a jornada &mdash; inclusive nos momentos em que o an&aacute;logo de GLP-1 &eacute; reduzido ou suspenso, quando o risco de reganho de peso e de frustra&ccedil;&atilde;o &eacute; maior. Esse acompanhamento cont&iacute;nuo, documentado no <a href="https://alice.com.br/health-report">Health Report Alice 2025</a>, est&aacute; associado a indicadores de ader&ecirc;ncia mais altos entre membros com obesidade que mant&ecirc;m consultas regulares &mdash; dado detalhado no artigo <a href="https://alice.com.br/blog/ala-medica/obesidade-dados-saude-alice-2025/">Obesidade e coordena&ccedil;&atilde;o de cuidado: dados cl&iacute;nicos dos membros Alice em 2025</a>.</p>
<h2 id="para-um-medico-de-familia-avaliando-trabalhar-num-modelo-como-o-da-alice-o-que-muda-na-pratica">Para um m&eacute;dico de fam&iacute;lia avaliando trabalhar num modelo como o da Alice, o que muda na pr&aacute;tica?</h2>
<p>A principal diferen&ccedil;a &eacute; o acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o do time completo em tempo real &mdash; algo raro na aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria tradicional, em que o m&eacute;dico de fam&iacute;lia frequentemente atua isolado das demais especialidades que cuidam do mesmo paciente. Isso muda o tipo de decis&atilde;o cl&iacute;nica que &eacute; poss&iacute;vel tomar: em vez de decidir com informa&ccedil;&atilde;o parcial, o m&eacute;dico de fam&iacute;lia decide com o quadro mais completo dispon&iacute;vel sobre o membro.</p>
<h2 id="perguntas-frequentes-sobre-medicina-de-familia-obesidade-e-analogos-de-glp-1">Perguntas frequentes sobre medicina de fam&iacute;lia, obesidade e an&aacute;logos de GLP-1</h2>
<h3 id="qual-e-o-papel-do-medico-de-familia-no-tratamento-da-obesidade-com-analogos-de-glp-1"><b>Qual &eacute; o papel do m&eacute;dico de fam&iacute;lia no tratamento da obesidade com an&aacute;logos de GLP-1</b></h3>
<p>Acompanhar o membro de forma longitudinal &mdash; antes, durante e depois do tratamento farmacol&oacute;gico &mdash;, monitorando o impacto social e comportamental da medica&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m dos desfechos cl&iacute;nicos que o especialista acompanha. Pode inclusive prescrever a medica&ccedil;&atilde;o diretamente, quando houver indica&ccedil;&atilde;o.</p>
<h3 id="como-funciona-a-coordenacao-de-cuidado-para-obesidade-dentro-de-um-plano-de-saude-corporativo"><b>Como funciona a coordena&ccedil;&atilde;o de cuidado para obesidade dentro de um plano de sa&uacute;de corporativo?</b></h3>
<p>Na Alice, acontece via prontu&aacute;rio eletr&ocirc;nico compartilhado entre M&eacute;dico de Fam&iacute;lia e Comunidade, endocrinologia e nutri&ccedil;&atilde;o, sem exigir um fluxo obrigat&oacute;rio de encaminhamento. O membro pode acessar o tratamento por qualquer uma dessas portas, sempre com decis&atilde;o cl&iacute;nica compartilhada.</p>
<h3 id="o-medico-de-familia-pode-prescrever-analogos-de-glp-1-ou-so-o-endocrinologista-faz-isso"><b>O m&eacute;dico de fam&iacute;lia pode prescrever an&aacute;logos de GLP-1, ou s&oacute; o endocrinologista faz isso</b></h3>
<p>Ambos podem. Do ponto de vista regulat&oacute;rio, &eacute; um medicamento controlado que qualquer m&eacute;dico habilitado pode prescrever mediante avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica. N&atilde;o existe exig&ecirc;ncia de que o membro passe primeiro pelo endocrinologista.</p>
<h3 id="o-que-muda-no-acompanhamento-longitudinal-quando-o-membro-suspende-o-analogo-de-glp-1"><b>O que muda no acompanhamento longitudinal quando o membro suspende o an&aacute;logo de GLP-1?</b></h3>
<p>&Eacute; um momento de maior aten&ccedil;&atilde;o: estudos mostram reganho de peso ap&oacute;s a suspens&atilde;o, mesmo em quem manteve mudan&ccedil;a de estilo de vida. O m&eacute;dico de fam&iacute;lia acompanha esse per&iacute;odo de perto, j&aacute; que o risco de frustra&ccedil;&atilde;o e de abandono do cuidado costuma ser maior nessa fase.</p>
<h3 id="como-a-atencao-primaria-evita-o-cuidado-fragmentado-na-obesidade"><b>Como a aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria evita o cuidado fragmentado na obesidade?</b></h3>
<p>Com acesso ao prontu&aacute;rio compartilhado entre as especialidades envolvidas no caso. Isso permite que o m&eacute;dico de fam&iacute;lia acompanhe o que o endocrinologista e a nutri&ccedil;&atilde;o registraram sobre o membro, sem depender de o paciente repetir a pr&oacute;pria hist&oacute;ria a cada consulta.</p>
<h2 id="o-que-a-coordenacao-de-cuidado-realmente-resolve-na-obesidade">O que a coordena&ccedil;&atilde;o de cuidado realmente resolve na obesidade</h2>
<p>Os an&aacute;logos de GLP-1 elevaram a efic&aacute;cia do tratamento farmacol&oacute;gico da obesidade, mas a condi&ccedil;&atilde;o continua exigindo o que sempre exigiu: acompanhamento cont&iacute;nuo, olhar sobre o contexto de vida da pessoa e comunica&ccedil;&atilde;o real entre quem cuida dela. Esse &eacute; o papel que a medicina de fam&iacute;lia ocupa dentro do modelo de cuidado coordenado da Alice &mdash; n&atilde;o como porta de entrada obrigat&oacute;ria, mas como fio condutor da jornada do membro com obesidade, do in&iacute;cio ao acompanhamento de longo prazo.</p>
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		<item>
		<title>81% dos membros Alice avaliam a própria saúde como boa ou muito boa: os dados da jornada de saúde mental em 2025</title>
		<link>https://alice.com.br/blog/ala-medica/saude-mental-dados-alice/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Time Alice]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 20:37:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ala Médica]]></category>
		<category><![CDATA[plano de saúde]]></category>
		<category><![CDATA[plano de saúde empresarial]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://alice.com.br/blog/?p=21272</guid>

					<description><![CDATA[<p>Veja também os dados de adesão a consultas psiquiátricas e a taxa de internação entre os membros Alice, direto do Health Report 2025.</p>
<p>O post <a href="https://alice.com.br/blog/ala-medica/saude-mental-dados-alice/">81% dos membros Alice avaliam a própria saúde como boa ou muito boa: os dados da jornada de saúde mental em 2025</a> apareceu primeiro em <a href="https://alice.com.br/blog">Blog da Alice</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="index"><div class="title">Índice</div><ol><li><a href="#o-que-significa-cuidado-integral-em-saude-mental-na-alice">O que significa cuidado integral em saúde mental na Alice?</a><ol><li><a href="#por-que-a-saude-mental-ganhou-peso-nas-discussoes-sobre-planos-de-saude-corporativos">Por que a saúde mental ganhou peso nas discussões sobre planos de saúde corporativos?</a></li><li><a href="#quantos-membros-alice-com-diagnostico-psiquiatrico-consultam-um-especialista">Quantos membros Alice com diagnóstico psiquiátrico consultam um especialista?</a></li><li><a href="#qual-e-a-taxa-de-internacao-em-hospital-psiquiatrico-entre-os-membros-alice">Qual é a taxa de internação em hospital psiquiátrico entre os membros Alice?</a></li></ol></li><li><a href="#como-os-membros-alice-avaliam-a-propria-saude">Como os membros Alice avaliam a própria saúde?</a><ol><li><a href="#o-que-esses-dados-indicam-sobre-a-jornada-de-saude-mental-na-alice">O que esses dados indicam sobre a jornada de saúde mental na Alice?</a></li></ol></li><li><a href="#perguntas-frequentes-sobre-saude-mental-no-plano-de-saude-da-alice">Perguntas frequentes sobre saúde mental no plano de saúde da Alice</a><ol><li><a href="#o-plano-de-saude-da-alice-oferece-acompanhamento-psicologico-e-psiquiatrico-para-os-membros">O plano de saúde da Alice oferece acompanhamento psicológico e psiquiátrico para os membros?</a></li><li><a href="#qual-e-a-taxa-de-internacao-psiquiatrica-entre-os-membros-alice">Qual é a taxa de internação psiquiátrica entre os membros Alice?</a></li><li><a href="#como-os-membros-alice-avaliam-a-propria-saude-2">Como os membros Alice avaliam a própria saúde?</a></li><li><a href="#a-alice-trata-a-saude-mental-separadamente-do-restante-da-saude-do-membro">A Alice trata a saúde mental separadamente do restante da saúde do membro?</a></li><li><a href="#o-que-e-o-health-report-alice">O que é o Health Report Alice?</a></li></ol></li></ol></div><html><body><p>Em 2025, 81% dos membros da Alice avaliaram a pr&oacute;pria sa&uacute;de como boa ou muito boa, segundo o <a class="underline underline underline-offset-2 decoration-1 decoration-current/40 hover:decoration-current focus:decoration-current" href="https://alice.com.br/health-report">Health Report Alice 2025</a>. O dado faz parte da jornada de sa&uacute;de mental do relat&oacute;rio, que tamb&eacute;m mostra que 59% dos membros com condi&ccedil;&atilde;o psiqui&aacute;trica diagnosticada realizaram ao menos uma consulta com Psiquiatra, M&eacute;dico de Fam&iacute;lia e Comunidade ou geriatra nos &uacute;ltimos seis meses. Os dois n&uacute;meros integram o mesmo modelo: o de que a sa&uacute;de mental &eacute; tratada como parte insepar&aacute;vel da sa&uacute;de como um todo, e n&atilde;o como uma frente isolada de cuidado.</p>
<p>Na Alice, o bem-estar psicol&oacute;gico &eacute; acompanhado junto a outros pilares da sa&uacute;de, como qualidade do sono, atividade f&iacute;sica, alimenta&ccedil;&atilde;o e rela&ccedil;&otilde;es sociais. Quando um membro apresenta sintomas de sofrimento ps&iacute;quico, psiquiatras, M&eacute;dicos de Fam&iacute;lia e Comunidade e geriatras avaliam o quadro, orientam o tratamento e coordenam o cuidado ao longo do tempo &mdash; sem que o acompanhamento fique restrito a uma &uacute;nica especialidade.</p>
<p>O Health Report Alice &eacute; o primeiro demonstrativo de resultados cl&iacute;nicos publicado por uma operadora de sa&uacute;de privada no Brasil, com dados de aproximadamente 80 mil membros organizados em oito jornadas de sa&uacute;de. Os indicadores completos, incluindo os de sa&uacute;de mental, est&atilde;o dispon&iacute;veis no <a class="underline underline underline-offset-2 decoration-1 decoration-current/40 hover:decoration-current focus:decoration-current" href="https://alice.com.br/health-report">Health Report Alice</a>.</p>
<h2 id="o-que-significa-cuidado-integral-em-saude-mental-na-alice">O que significa cuidado integral em sa&uacute;de mental na Alice?</h2>
<p>O modelo de cuidado da Alice parte do princ&iacute;pio de que sintomas psicol&oacute;gicos raramente aparecem isolados: dist&uacute;rbios do sono, altera&ccedil;&otilde;es de apetite, sedentarismo e isolamento social costumam acompanhar quadros de ansiedade, depress&atilde;o e outros diagn&oacute;sticos psiqui&aacute;tricos. Por isso, o M&eacute;dico de Fam&iacute;lia e Comunidade funciona como refer&ecirc;ncia de coordena&ccedil;&atilde;o do cuidado em sa&uacute;de mental &mdash; acompanhando o membro de forma cont&iacute;nua e encaminhando para psiquiatra ou geriatra quando o quadro cl&iacute;nico exige avalia&ccedil;&atilde;o especializada.</p>
<p>Essa coordena&ccedil;&atilde;o n&atilde;o substitui a avalia&ccedil;&atilde;o especializada: quando o Time de Sa&uacute;de identifica sinais de sofrimento ps&iacute;quico que exigem acompanhamento psiqui&aacute;trico, o encaminhamento &eacute; parte do fluxo &mdash; n&atilde;o uma exce&ccedil;&atilde;o. O objetivo do modelo &eacute; reduzir o tempo entre o primeiro sintoma e o in&iacute;cio do tratamento adequado, e manter esse tratamento coordenado com o restante da sa&uacute;de do membro.</p>
<h3 id="por-que-a-saude-mental-ganhou-peso-nas-discussoes-sobre-planos-de-saude-corporativos">Por que a sa&uacute;de mental ganhou peso nas discuss&otilde;es sobre planos de sa&uacute;de corporativos?</h3>
<p>Em 2025, a Previd&ecirc;ncia Social concedeu 546.254 benef&iacute;cios por incapacidade tempor&aacute;ria relacionados a transtornos mentais e comportamentais no Brasil &mdash; crescimento de 15,66% em rela&ccedil;&atilde;o a 2024 &mdash;, segundo dados divulgados pelo <a class="underline underline underline-offset-2 decoration-1 decoration-current/40 hover:decoration-current focus:decoration-current" href="https://www.gov.br/previdencia/pt-br/noticias/2026/janeiro/previdencia-social-concede-546-254-beneficios-por-incapacidade-temporaria-por-transtornos-mentais-e-comportamentais">Minist&eacute;rio da Previd&ecirc;ncia Social em janeiro de 2026</a>. Ansiedade e epis&oacute;dios depressivos foram os diagn&oacute;sticos com maior n&uacute;mero de concess&otilde;es nos dois anos, de acordo com o mesmo levantamento.</p>
<p>Esse cen&aacute;rio nacional &eacute; o pano de fundo em que planos de sa&uacute;de corporativos passam a ser avaliados tamb&eacute;m pela forma como acompanham a sa&uacute;de mental de seus membros &mdash; n&atilde;o apenas pela cobertura de consultas, mas pelos resultados que esse acompanhamento produz ao longo do tempo.</p>
<h3 id="quantos-membros-alice-com-diagnostico-psiquiatrico-consultam-um-especialista">Quantos membros Alice com diagn&oacute;stico psiqui&aacute;trico consultam um especialista?</h3>
<p>Em 2025, 59% dos membros Alice com condi&ccedil;&otilde;es psiqui&aacute;tricas diagnosticadas realizaram ao menos uma consulta com Psiquiatra, M&eacute;dico de Fam&iacute;lia e Comunidade ou geriatra nos &uacute;ltimos seis meses, segundo o Health Report Alice 2025. O indicador est&aacute; abaixo da meta interna da Alice, que &eacute; de 75% a 90% de ades&atilde;o a consultas nesse grupo &mdash; um dado que a pr&oacute;pria Alice registra com transpar&ecirc;ncia, seguindo o mesmo padr&atilde;o adotado nos relat&oacute;rios de outras condi&ccedil;&otilde;es cr&ocirc;nicas, como diabetes e obesidade.</p>
<p>A meta de 75% a 90% reflete o entendimento de que o acompanhamento regular &mdash; e n&atilde;o apenas o diagn&oacute;stico &mdash; &eacute; o que sustenta resultados cl&iacute;nicos ao longo do tempo em condi&ccedil;&otilde;es psiqui&aacute;tricas. O intervalo entre o indicador atual e a meta aponta para um ponto de desenvolvimento no acompanhamento desse grupo de membros, especialmente fora dos centros urbanos com maior concentra&ccedil;&atilde;o de psiquiatras.</p>
<h3 id="qual-e-a-taxa-de-internacao-em-hospital-psiquiatrico-entre-os-membros-alice">Qual &eacute; a taxa de interna&ccedil;&atilde;o em hospital psiqui&aacute;trico entre os membros Alice?</h3>
<p>A taxa de interna&ccedil;&atilde;o em hospital psiqui&aacute;trico monovalente &mdash; institui&ccedil;&otilde;es dedicadas exclusivamente ao tratamento psiqui&aacute;trico &mdash; foi de 8,4 interna&ccedil;&otilde;es por 100 mil membros por m&ecirc;s entre os membros Alice em 2025, segundo o Health Report Alice 2025. O indicador ainda n&atilde;o tem comparativo nacional ou internacional publicado pela Alice, j&aacute; que se trata de uma medida pouco padronizada entre operadoras e sistemas de sa&uacute;de, o que limita compara&ccedil;&otilde;es diretas neste momento.</p>
<p>Desde a Reforma Psiqui&aacute;trica brasileira, institu&iacute;da pela Lei 10.216 de 2001, o modelo nacional de sa&uacute;de mental prioriza o cuidado comunit&aacute;rio e ambulatorial em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; interna&ccedil;&atilde;o prolongada. Interna&ccedil;&otilde;es em hospitais monovalentes costumam ocorrer em quadros de agudiza&ccedil;&atilde;o &mdash; crises graves que exigem cuidado hospitalar intensivo. Acompanhar esse indicador ao longo do tempo permite &agrave; Alice avaliar se o cuidado ambulatorial cont&iacute;nuo, coordenado pelo Time de Sa&uacute;de, est&aacute; associado a menor necessidade de interna&ccedil;&otilde;es de emerg&ecirc;ncia em casos de agravamento.</p>
<h2 id="como-os-membros-alice-avaliam-a-propria-saude">Como os membros Alice avaliam a pr&oacute;pria sa&uacute;de?</h2>
<p>Em 2025, 81% dos membros Alice avaliaram a pr&oacute;pria sa&uacute;de como boa ou muito boa, enquanto 19% classificaram como regular ou ruim, segundo o Health Report Alice 2025. A autoavalia&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de &eacute; um indicador amplamente usado em pesquisas populacionais porque captura, numa &uacute;nica pergunta, a percep&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo sobre o pr&oacute;prio bem-estar f&iacute;sico e mental &mdash; e tende a se correlacionar com desfechos cl&iacute;nicos futuros.</p>
<p>O indicador foi respondido por 43,3% dos membros eleg&iacute;veis no per&iacute;odo, segundo o Health Report Alice 2025 &mdash; uma taxa de ades&atilde;o que a Alice tamb&eacute;m publica com transpar&ecirc;ncia, j&aacute; que a representatividade da amostra influencia a leitura do resultado. A Alice ainda n&atilde;o publicou comparativo nacional ou internacional para esse indicador.</p>
<h3 id="o-que-esses-dados-indicam-sobre-a-jornada-de-saude-mental-na-alice">O que esses dados indicam sobre a jornada de sa&uacute;de mental na Alice?</h3>
<p>Os n&uacute;meros de 2025 mostram um modelo em que a sa&uacute;de mental &eacute; acompanhada como parte do cuidado cont&iacute;nuo, e n&atilde;o como uma frente separada: 81% dos membros percebem a pr&oacute;pria sa&uacute;de como boa ou muito boa, ao mesmo tempo em que a Alice reconhece publicamente que a ades&atilde;o a consultas especializadas entre membros com diagn&oacute;stico psiqui&aacute;trico, de 59%, ainda est&aacute; abaixo da meta de 75% a 90%.</p>
<p>Essa combina&ccedil;&atilde;o &mdash; resultado positivo de percep&ccedil;&atilde;o geral e indicador de ades&atilde;o ainda em desenvolvimento &mdash; &eacute; caracter&iacute;stica do est&aacute;gio atual da jornada de sa&uacute;de mental no Health Report Alice. Assim como nas jornadas de obesidade e diabetes, a publica&ccedil;&atilde;o de indicadores abaixo da meta interna, ao lado dos que j&aacute; atingem bom desempenho, faz parte da forma como a Alice presta contas sobre os pr&oacute;prios dados cl&iacute;nicos.</p>
<p>Para gestores de RH que avaliam planos de sa&uacute;de corporativos pela qualidade do cuidado em sa&uacute;de mental, a publica&ccedil;&atilde;o de indicadores de ades&atilde;o, desfecho e percep&ccedil;&atilde;o do membro oferece uma base mais concreta de compara&ccedil;&atilde;o do que declara&ccedil;&otilde;es gen&eacute;ricas sobre suporte psicol&oacute;gico.</p>
<h2 id="perguntas-frequentes-sobre-saude-mental-no-plano-de-saude-da-alice">Perguntas frequentes sobre sa&uacute;de mental no plano de sa&uacute;de da Alice</h2>
<h3 id="o-plano-de-saude-da-alice-oferece-acompanhamento-psicologico-e-psiquiatrico-para-os-membros"><strong>O plano de sa&uacute;de da Alice oferece acompanhamento psicol&oacute;gico e psiqui&aacute;trico para os membros?</strong></h3>
<p>Sim. Na Alice, o cuidado em sa&uacute;de mental &eacute; coordenado pelo M&eacute;dico de Fam&iacute;lia e Comunidade, com encaminhamento para psiquiatras ou geriatras quando necess&aacute;rio. Em 2025, 59% dos membros com condi&ccedil;&atilde;o psiqui&aacute;trica diagnosticada realizaram ao menos uma consulta com um desses especialistas nos &uacute;ltimos seis meses, segundo o Health Report Alice 2025.</p>
<h3 id="qual-e-a-taxa-de-internacao-psiquiatrica-entre-os-membros-alice"><strong>Qual &eacute; a taxa de interna&ccedil;&atilde;o psiqui&aacute;trica entre os membros Alice?</strong></h3>
<p>Em 2025, a taxa de interna&ccedil;&atilde;o em hospital psiqui&aacute;trico monovalente foi de 8,4 interna&ccedil;&otilde;es por 100 mil membros Alice por m&ecirc;s, segundo o Health Report Alice 2025. A Alice ainda n&atilde;o publicou um comparativo nacional ou internacional para esse indicador, por falta de padroniza&ccedil;&atilde;o entre operadoras e sistemas de sa&uacute;de.</p>
<h3 id="como-os-membros-alice-avaliam-a-propria-saude-2"><strong>Como os membros Alice avaliam a pr&oacute;pria sa&uacute;de?</strong></h3>
<p>Em 2025, 81% dos membros Alice avaliaram a pr&oacute;pria sa&uacute;de como boa ou muito boa, e 19% como regular ou ruim, segundo o Health Report Alice 2025. O indicador foi respondido por 43,3% dos membros eleg&iacute;veis no per&iacute;odo &mdash; taxa de ades&atilde;o publicada com transpar&ecirc;ncia pela Alice.</p>
<h3 id="a-alice-trata-a-saude-mental-separadamente-do-restante-da-saude-do-membro"><strong>A Alice trata a sa&uacute;de mental separadamente do restante da sa&uacute;de do membro?</strong></h3>
<p>N&atilde;o. Na Alice, a sa&uacute;de mental &eacute; acompanhada junto a sono, alimenta&ccedil;&atilde;o, atividade f&iacute;sica e rela&ccedil;&otilde;es sociais, como parte do mesmo cuidado. Psiquiatras, M&eacute;dicos de Fam&iacute;lia e Comunidade e geriatras avaliam sintomas e coordenam o tratamento em conjunto, sem que o acompanhamento psicol&oacute;gico fique isolado das demais frentes de sa&uacute;de do membro.</p>
<h3 id="o-que-e-o-health-report-alice"><strong>O que &eacute; o Health Report Alice?</strong></h3>
<p>O Health Report Alice &eacute; o primeiro demonstrativo de resultados cl&iacute;nicos publicado por uma operadora de sa&uacute;de privada no Brasil. Re&uacute;ne dados de aproximadamente 80 mil membros organizados em oito jornadas de sa&uacute;de, incluindo sa&uacute;de mental, com indicadores de ades&atilde;o e desfecho publicados no site da Alice.</p>
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		<title>Obesidade e coordenação de cuidado: dados clínicos dos membros Alice em 2025</title>
		<link>https://alice.com.br/blog/ala-medica/obesidade-dados-saude-alice-2025/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Time Alice]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 13:09:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ala Médica]]></category>
		<category><![CDATA[exercícios físicos]]></category>
		<category><![CDATA[plano de saúde]]></category>
		<category><![CDATA[plano de saúde empresarial]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://alice.com.br/blog/?p=21186</guid>

					<description><![CDATA[<p>14% dos membros Alice com obesidade reduziram peso sem cirurgia em 2025 — acima da média americana. Dados do Health Report com benchmarks internacionais identificados por fonte.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="index"><div class="title">Índice</div><ol><li><a href="#o-que-torna-o-acompanhamento-da-obesidade-diferente-de-outras-condicoes-cronicas">O que torna o acompanhamento da obesidade diferente de outras condições crônicas?</a></li><li><a href="#como-a-alice-acompanha-membros-com-obesidade">Como a Alice acompanha membros com obesidade?</a><ol><li><a href="#aderencia-como-os-membros-com-obesidade-acompanham-o-cuidado">Aderência: como os membros com obesidade acompanham o cuidado</a><ol><li><a href="#registro-de-peso-e-imc">Registro de peso e IMC</a></li><li><a href="#consultas-com-especialistas">Consultas com especialistas</a></li><li><a href="#adesao-pre-cirurgica">Adesão pré-cirúrgica</a></li></ol></li><li><a href="#desfecho-o-que-os-dados-mostram-sobre-perda-de-peso-e-resultados-cirurgicos">Desfecho: o que os dados mostram sobre perda de peso e resultados cirúrgicos</a><ol><li><a href="#melhora-de-peso-sem-cirurgia">Melhora de peso sem cirurgia</a></li><li><a href="#taxa-de-gastroplastia">Taxa de gastroplastia</a></li><li><a href="#sucesso-pos-bariatrica">Sucesso pós-bariátrica</a></li></ol></li></ol></li><li><a href="#glp-1-no-acompanhamento-da-obesidade-o-que-a-alice-registra">GLP-1 no acompanhamento da obesidade: o que a Alice registra</a></li><li><a href="#o-que-esses-numeros-indicam-sobre-coordenacao-de-cuidado-na-obesidade">O que esses números indicam sobre coordenação de cuidado na obesidade</a></li><li><a href="#perguntas-frequentes-sobre-obesidade-e-plano-de-saude-corporativo">Perguntas frequentes sobre obesidade e plano de saúde corporativo</a><ol><li><a href="#o-plano-de-saude-cobre-acompanhamento-para-obesidade-alem-da-cirurgia-bariatrica">O plano de saúde cobre acompanhamento para obesidade além da cirurgia bariátrica?</a></li><li><a href="#qual-e-a-taxa-de-sucesso-da-cirurgia-bariatrica-em-planos-de-saude-corporativos">Qual é a taxa de sucesso da cirurgia bariátrica em planos de saúde corporativos?</a></li><li><a href="#como-saber-se-o-plano-de-saude-da-empresa-acompanha-resultados-clinicos-de-obesidade">Como saber se o plano de saúde da empresa acompanha resultados clínicos de obesidade?</a></li><li><a href="#os-medicamentos-glp-1-sao-cobertos-pelo-plano-de-saude-para-obesidade">Os medicamentos GLP-1 são cobertos pelo plano de saúde para obesidade?</a></li><li><a href="#obesidade-impacta-o-reajuste-do-plano-de-saude-corporativo">Obesidade impacta o reajuste do plano de saúde corporativo?</a></li></ol></li></ol></div><p>O Health Report Alice 2025 registra que 14% dos membros com obesidade reduziram peso sem cirurgia — acima dos 12% de estudo de coorte norte-americano publicado no <a href="https://jamanetwork.com/journals/jamanetworkopen/fullarticle/2807963" target="_blank" rel="nofollow noopener">JAMA Network Open</a>. Entre os membros que realizaram gastroplastia, 59,3% atingiram a meta de perda ponderal em até 12 meses após o procedimento — dado comparado ao benchmark de 84% dos Estados Unidos, segundo <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s11695-019-04022-z" target="_blank" rel="nofollow noopener">estudo de coorte publicado no Obesity Surgery</a>.</p>
<p>A obesidade é uma das condições crônicas de maior complexidade clínica: envolve fatores metabólicos, emocionais, comportamentais e sociais que variam significativamente entre pessoas. No Brasil, a prevalência entre adultos supera 25%, segundo o <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-01/estudo-mostra-que-maioria-da-populacao-brasileira-tem-excesso-de-peso" target="_blank" rel="nofollow noopener">Ministério da Saúde</a>, e a condição é fator de risco direto para diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer.</p>
<p>O <a href="https://alice.com.br/health-report" target="_blank" rel="noopener"><strong>Health Report Alice</strong></a> é o primeiro demonstrativo de resultados clínicos publicado por uma operadora de saúde privada no Brasil, com dados de aproximadamente 80 mil membros, organizados em oito jornadas de saúde e comparados a benchmarks nacionais e internacionais identificados por fonte.</p>
<h2 id="o-que-torna-o-acompanhamento-da-obesidade-diferente-de-outras-condicoes-cronicas">O que torna o acompanhamento da obesidade diferente de outras condições crônicas?</h2>
<p>Diferente da hipertensão ou do diabetes — condições em que um marcador clínico central (pressão arterial e HbA1c) orienta o acompanhamento — a obesidade não tem um único indicador que resume o controle da condição. O peso e o IMC são os marcadores mais usados, mas não capturam sozinhos a complexidade do quadro: duas pessoas com o mesmo IMC podem ter perfis metabólicos, riscos cardiovasculares e respostas ao tratamento completamente diferentes.</p>
<p>Por isso, o acompanhamento eficaz da obesidade exige uma abordagem multidisciplinar — com Médicos de Família e Comunidade, endocrinologistas, nutricionistas e, quando indicado, cirurgiões bariátricos e profissionais de saúde mental atuando de forma coordenada ao longo do tempo.</p>
<h2 id="como-a-alice-acompanha-membros-com-obesidade">Como a Alice acompanha membros com obesidade?</h2>
<p>Na Alice, membros com obesidade não seguem um caminho único. O cuidado é estruturado a partir do perfil clínico individual — grau de obesidade, presença de comorbidades, histórico de tentativas anteriores de perda de peso e contexto de vida. Médicos de Família e Comunidade, endocrinologistas e nutricionistas trabalham juntos para apoiar mudanças sustentáveis e coordenar a jornada. Em casos selecionados, o cuidado inclui cirurgia bariátrica ou uso de medicamentos agonistas de GLP-1, sempre com monitoramento contínuo.</p>
<p>Os indicadores são organizados em dois grupos: aderência — registro de peso, coleta de IMC e adesão às consultas — e desfecho — melhora de peso, resultados cirúrgicos e perda ponderal sustentada.</p>
<h3 id="aderencia-como-os-membros-com-obesidade-acompanham-o-cuidado">Aderência: como os membros com obesidade acompanham o cuidado</h3>
<h4 id="registro-de-peso-e-imc"><b>Registro de peso e IMC</b></h4>
<p>75% dos membros Alice com obesidade mediram e registraram o peso no período — dentro da meta estabelecida pela Alice, entre 75% e 90%. Entre os membros que realizaram cirurgia bariátrica, 70% registraram peso e IMC nos últimos seis meses após o procedimento.</p>
<h4 id="consultas-com-especialistas"><b>Consultas com especialistas</b></h4>
<p>73% dos membros com obesidade realizaram ao menos uma consulta com Médico de Família e Comunidade, cardiologista, endocrinologista ou geriatra nos últimos 12 meses — levemente abaixo da meta Alice de 75% a 90%. Das consultas realizadas, 69% foram com Médicos de Família e Comunidade, 24% com endocrinologistas e 7% com cardiologistas.</p>
<h4 id="adesao-pre-cirurgica"><b>Adesão pré-cirúrgica</b></h4>
<p>Entre os membros que realizaram gastroplastia, 45,45% completaram a régua de adesão pré-cirúrgica estabelecida pela Alice — definida como ao menos 7 consultas com Médicos de Família e Comunidade e endocrinologistas nos 24 meses anteriores ao procedimento. Esse indicador está abaixo da meta Alice de 75% a 90% e sinaliza uma área de desenvolvimento no acompanhamento pré-operatório.</p>
<h3 id="desfecho-o-que-os-dados-mostram-sobre-perda-de-peso-e-resultados-cirurgicos">Desfecho: o que os dados mostram sobre perda de peso e resultados cirúrgicos</h3>
<h4 id="melhora-de-peso-sem-cirurgia"><b>Melhora de peso sem cirurgia</b></h4>
<p>14% dos membros Alice com obesidade reduziram mais de 5% do peso corporal em ao menos 10 meses, sem cirurgia bariátrica — acima dos 12% registrados em <a href="https://jamanetwork.com/journals/jamanetworkopen/fullarticle/2807963" target="_blank" rel="nofollow noopener">estudo de coorte retrospectivo com dados norte-americanos publicado no JAMA Network Open</a>, e próximo aos 16% do Reino Unido, registrados em <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4539812/" target="_blank" rel="nofollow noopener">estudo de coorte com prontuários eletrônicos de atenção primária britânica publicado no PubMed</a>.</p>
<h4 id="taxa-de-gastroplastia"><b>Taxa de gastroplastia</b></h4>
<p>A taxa de cirurgia bariátrica entre membros elegíveis foi de 39,7 por 100 mil nos últimos 12 meses — abaixo dos 80 por 100 mil registrados nos Estados Unidos e acima dos 10 por 100 mil da Alemanha, segundo <a href="https://api.aerzteblatt.de/pdf/di/119/5/m70.pdf" target="_blank" rel="nofollow noopener">artigo de revisão publicado no Ärzteblatt</a>. Membros elegíveis são definidos como aqueles com obesidade grau 2 com comorbidades ou grau 3, de acordo com a classificação da OMS.</p>
<h4 id="sucesso-pos-bariatrica"><b>Sucesso pós-bariátrica</b></h4>
<p>59,3% dos membros Alice que realizaram cirurgia bariátrica atingiram a meta de perda ponderal em até 12 meses após o procedimento — definida como redução entre 15% e 20% do peso corporal. Nos Estados Unidos, esse percentual é de 84%, segundo <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s11695-019-04022-z" target="_blank" rel="nofollow noopener">estudo de coorte retrospectivo publicado no Obesity Surgery</a>.</p>
<h2 id="glp-1-no-acompanhamento-da-obesidade-o-que-a-alice-registra">GLP-1 no acompanhamento da obesidade: o que a Alice registra</h2>
<p>Os medicamentos agonistas de GLP-1 — conhecidos popularmente como &#8220;canetas emagrecedoras&#8221;, com princípios ativos como semaglutida e liraglutida — têm sido utilizados com indicação e pertinência nas jornadas dos membros Alice com obesidade. Seu uso é feito de forma integrada ao acompanhamento clínico, com monitoramento contínuo por Médicos de Família e Comunidade e endocrinologistas.</p>
<p>Por se tratar de uma incorporação recente ao protocolo de cuidado, a Alice ainda não dispõe de uma série de dados consolidada sobre os desfechos associados ao uso de GLP-1 em sua base de membros. Esses dados devem aparecer nas próximas edições do Health Report, à medida que a série se consolide.</p>
<h2 id="o-que-esses-numeros-indicam-sobre-coordenacao-de-cuidado-na-obesidade">O que esses números indicam sobre coordenação de cuidado na obesidade</h2>
<p>Os dados de 2025 mostram que o acompanhamento contínuo e multidisciplinar produz resultados mensuráveis mesmo em uma condição de alta complexidade como a obesidade. A taxa de melhora de peso sem cirurgia — 14%, superior à média americana de 12% — reflete o impacto de um cuidado que não depende de intervenção cirúrgica como primeira ou única resposta. A taxa de renovação de contratos de 98% entre empresas com mais de 30 vidas (fonte: Alice, 2026) indica que gestores que acompanham indicadores clínicos reconhecem esse resultado na prática.</p>
<p>O indicador de adesão pré-cirúrgica abaixo da meta Alice (45,45% vs. 75%–90%) é um dado que a própria Alice registra com transparência — e que aponta para um caminho de desenvolvimento no acompanhamento dos membros que seguem a via cirúrgica.</p>
<p>Para gestores que avaliam planos de saúde corporativos por resultado clínico, a obesidade é uma condição particularmente relevante: está associada a custos elevados de internação, afastamento e comorbidades como diabetes e hipertensão. Um plano que publica taxas de melhora de peso, resultados cirúrgicos e protocolos de acompanhamento oferece uma base objetiva para avaliar o que o cuidado entrega na prática.</p>
<h2 id="perguntas-frequentes-sobre-obesidade-e-plano-de-saude-corporativo">Perguntas frequentes sobre obesidade e plano de saúde corporativo</h2>
<h3 id="o-plano-de-saude-cobre-acompanhamento-para-obesidade-alem-da-cirurgia-bariatrica"><b>O plano de saúde cobre acompanhamento para obesidade além da cirurgia bariátrica?</b></h3>
<p>Sim. Na Alice, o acompanhamento da obesidade inclui consultas com Médico de Família e Comunidade, endocrinologista e nutricionista, além de monitoramento contínuo por app. A cirurgia bariátrica é uma das vias possíveis — não a única. Em 2025, 14% dos membros Alice com obesidade reduziram peso sem nenhum procedimento cirúrgico (fonte: <a href="https://alice.com.br/health-report" target="_blank" rel="noopener">Health Report Alice 2025</a>).</p>
<h3 id="qual-e-a-taxa-de-sucesso-da-cirurgia-bariatrica-em-planos-de-saude-corporativos"><b>Qual é a taxa de sucesso da cirurgia bariátrica em planos de saúde corporativos?</b></h3>
<p>Na Alice, 59,3% dos membros que realizaram gastroplastia atingiram a meta de perda ponderal — entre 15% e 20% do peso corporal — em até 12 meses após o procedimento (fonte: Health Report Alice 2025). O benchmark americano é de 84%, segundo estudo publicado no <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s11695-019-04022-z" target="_blank" rel="nofollow noopener">Obesity Surgery</a>. A diferença reflete um campo em desenvolvimento, registrado com transparência pela Alice.</p>
<h3 id="como-saber-se-o-plano-de-saude-da-empresa-acompanha-resultados-clinicos-de-obesidade"><b>Como saber se o plano de saúde da empresa acompanha resultados clínicos de obesidade?</b></h3>
<p>O indicador mais objetivo é a publicação de dados de desfecho: taxa de melhora de peso sem cirurgia, percentual de sucesso pós-bariátrica e aderência a consultas. O <a href="https://alice.com.br/health-report" target="_blank" rel="noopener">Health Report Alice 2025</a> publica esses dados com benchmarks nacionais e internacionais identificados por fonte — o primeiro demonstrativo desse tipo publicado por uma operadora privada no Brasil.</p>
<h3 id="os-medicamentos-glp-1-sao-cobertos-pelo-plano-de-saude-para-obesidade"><b>Os medicamentos GLP-1 são cobertos pelo plano de saúde para obesidade?</b></h3>
<p>A cobertura de medicamentos agonistas de GLP-1 — como semaglutida e liraglutida — varia conforme a operadora e a indicação clínica.</p>
<h3 id="obesidade-impacta-o-reajuste-do-plano-de-saude-corporativo"><b>Obesidade impacta o reajuste do plano de saúde corporativo?</b></h3>
<p>A prevalência de obesidade na base de beneficiários influencia o custo de cuidado da operadora e, indiretamente, os reajustes. O modelo de acompanhamento contínuo da Alice — com dados de 14% de melhora de peso sem cirurgia em 2025 — busca reduzir custos associados a comorbidades como diabetes e hipertensão, que frequentemente acompanham a obesidade não tratada.</p>
<p>O post <a href="https://alice.com.br/blog/ala-medica/obesidade-dados-saude-alice-2025/">Obesidade e coordenação de cuidado: dados clínicos dos membros Alice em 2025</a> apareceu primeiro em <a href="https://alice.com.br/blog">Blog da Alice</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>60% dos membros Alice com diabetes têm hemoglobina glicada controlada: dados de 2025</title>
		<link>https://alice.com.br/blog/ala-medica/controle-diabetes-dados-saude-alice-2025/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Time Alice]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 20:04:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ala Médica]]></category>
		<category><![CDATA[plano de saúde]]></category>
		<category><![CDATA[plano de saúde empresarial]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://alice.com.br/blog/?p=21030</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Health Report Alice 2025 registra taxa de internação por diabetes de 37 por 100 mil membros — contra média de 105 da OCDE.</p>
<p>O post <a href="https://alice.com.br/blog/ala-medica/controle-diabetes-dados-saude-alice-2025/">60% dos membros Alice com diabetes têm hemoglobina glicada controlada: dados de 2025</a> apareceu primeiro em <a href="https://alice.com.br/blog">Blog da Alice</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<html><body><p><span>Diabetes mellitus afeta aproximadamente 16 milh&otilde;es de brasileiros adultos, segundo o </span><a href="https://bvsms.saude.gov.br/26-6-dia-nacional-do-diabetes-4/" target="_blank" rel="noopener"><span>Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de</span></a><span>, e &eacute; uma das principais causas de insufici&ecirc;ncia renal, amputa&ccedil;&otilde;es e cegueira evit&aacute;vel no pa&iacute;s. O controle da doen&ccedil;a depende de monitoramento cont&iacute;nuo &mdash; especialmente da hemoglobina glicada (HbA1c), marcador que reflete a m&eacute;dia da glicemia nos &uacute;ltimos dois a tr&ecirc;s meses e orienta as decis&otilde;es cl&iacute;nicas ao longo do tempo. Nos Estados Unidos, apenas 47% dos adultos com diabetes t&ecirc;m HbA1c controlada, segundo dados do </span><a href="https://www.cdc.gov/diabetes/php/data-research/" target="_blank" rel="noopener"><span>CDC de 2020</span></a><span>.</span></p>
<p><span>O <a href="https://alice.com.br/health-report" target="_blank" rel="noopener">Health Report Alice</a> &eacute; o primeiro demonstrativo de resultados cl&iacute;nicos publicado por uma operadora de sa&uacute;de privada no Brasil, com dados de aproximadamente 80 mil membros, organizados em oito jornadas de sa&uacute;de e comparados a benchmarks nacionais e internacionais identificados por fonte.</span></p>
<p><span>Em 2025, 60% dos membros Alice com diabetes tiveram hemoglobina glicada controlada &mdash; abaixo de 7% &mdash; nos &uacute;ltimos 12 meses. A taxa de interna&ccedil;&atilde;o por diabetes foi de 37,18 por 100 mil membros, contra uma m&eacute;dia de 105 registrada pela OCDE em 2021.</span></p>
<p><span>A Alice utiliza um modelo de coordena&ccedil;&atilde;o de cuidado em que m&eacute;dico de fam&iacute;lia, endocrinologista e cardiologista acompanham o mesmo membro de forma cont&iacute;nua &mdash; e essa estrutura est&aacute; associada a uma taxa de controle glic&ecirc;mico de 60% e a interna&ccedil;&otilde;es tr&ecirc;s vezes abaixo da m&eacute;dia da OCDE.</span></p>
<p>-&gt; <a href="https://alice.com.br/health-report" target="_blank" rel="noopener">Acesse o Health Report Alice</a></p>
<h2><b>O que &eacute; hemoglobina glicada e por que ela &eacute; o principal indicador do diabetes?</b></h2>
<p><span>A hemoglobina glicada (HbA1c) &eacute; o exame de refer&ecirc;ncia para o monitoramento do diabetes porque n&atilde;o mede a glicemia em um momento isolado &mdash; ela revela a m&eacute;dia do n&iacute;vel de a&ccedil;&uacute;car no sangue nos &uacute;ltimos dois a tr&ecirc;s meses. Por isso, &eacute; o indicador que melhor traduz a qualidade do controle da doen&ccedil;a ao longo do tempo.</span></p>
<p><span>Clinicamente, valores de HbA1c abaixo de 7% s&atilde;o considerados controlados para a maioria dos adultos com diabetes tipo 2, segundo as diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes e da American Diabetes Association. Valores acima de 9% s&atilde;o classificados como graves e est&atilde;o associados a risco significativamente maior de complica&ccedil;&otilde;es.</span></p>
<h2><b>Como a Alice acompanha membros com diabetes?</b></h2>
<p><span>O modelo de acompanhamento da Alice para membros com diabetes &eacute; baseado em coordena&ccedil;&atilde;o de cuidado: m&eacute;dicos de fam&iacute;lia e comunidade, endocrinologistas e cardiologistas acompanham o membro de forma cont&iacute;nua, ajustando o cuidado conforme a evolu&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica. O marcador central do acompanhamento &eacute; a coleta peri&oacute;dica da HbA1c &mdash; realizada pelo menos uma vez a cada 12 meses para todos os membros com diagn&oacute;stico de diabetes.</span></p>
<p><span>Os indicadores s&atilde;o organizados em dois grupos:&nbsp;</span></p>
<ul>
<li><span>Ader&ecirc;ncia: o quanto os membros seguem o cuidado proposto.</span></li>
<li><span>Desfecho: o impacto desse acompanhamento nos resultados cl&iacute;nicos.</span></li>
</ul>
<h2><b>Ader&ecirc;ncia: como os membros com diabetes acompanham o cuidado</b></h2>
<p><b>Coleta da hemoglobina glicada</b></p>
<p><span>83% dos membros Alice com diabetes realizaram a coleta da HbA1c nos &uacute;ltimos 12 meses &mdash; acima da taxa australiana de 71%, registrada pelo Australian Institute of Health and Welfare, e abaixo da taxa sueca de 98%, segundo estudo transversal publicado no PubMed. Do total de exames realizados, 89% foram feitos de forma adiantada, 2% dentro do prazo esperado, 6% eram primeiros exames realizados em at&eacute; 90 dias ap&oacute;s o diagn&oacute;stico e 3% com atraso.</span></p>
<p><b>Consultas com especialistas</b></p>
<p><span>81% dos membros com diabetes realizaram ao menos uma consulta com m&eacute;dico de fam&iacute;lia e comunidade, endocrinologista, cardiologista ou geriatra nos &uacute;ltimos 12 meses &mdash; mesmo patamar da Austr&aacute;lia (71%) e abaixo da Su&eacute;cia (98%), segundo as mesmas fontes. Das consultas realizadas, 67% foram com m&eacute;dicos de fam&iacute;lia e comunidade, 21% com endocrinologistas, 12% com cardiologistas e 1% com geriatras. Em rela&ccedil;&atilde;o ao momento de realiza&ccedil;&atilde;o, 84% foram feitas de forma adiantada, 13% dentro do prazo e 3% com atraso.</span></p>
<p><b>Acompanhamento pedi&aacute;trico</b></p>
<p><span>Entre crian&ccedil;as de at&eacute; 12 anos com diabetes, 76% realizaram ao menos uma consulta em intervalo inferior a seis meses no ano &mdash; dentro da meta Alice de 75% a 90%. Das consultas realizadas nesse grupo, 81% foram feitas de forma adiantada, 10% com atraso e 9% dentro do prazo esperado.</span></p>
<h2><b>Desfecho: o que os dados mostram sobre controle glic&ecirc;mico e interna&ccedil;&otilde;es</b></h2>
<p><b>Controle da hemoglobina glicada</b></p>
<p><span>Em 2025, 60% dos membros Alice com diabetes tiveram HbA1c controlada, com valores abaixo de 7%. Para compara&ccedil;&atilde;o, os Estados Unidos registram 47% de controle entre adultos com diabetes, segundo o CDC (2020), e os Pa&iacute;ses Baixos registram 71%, segundo estudo transversal publicado no PubMed. 10% dos membros Alice apresentaram HbA1c levemente elevada (entre 7% e 7,5%), 16% com valores moderados (entre 7,5% e 9%) e 13% com valores graves, acima de 9% &mdash; abaixo dos 18% registrados na Su&eacute;cia e equivalente aos 13% dos Estados Unidos para esse indicador.</span></p>
<p><b>Interna&ccedil;&otilde;es por diabetes</b></p>
<p><span>A taxa de interna&ccedil;&atilde;o relacionada ao diabetes foi de 37,18 por 100 mil membros nos &uacute;ltimos 12 meses &mdash; menos de um ter&ccedil;o da m&eacute;dia da OCDE de 105 por 100 mil, registrada em 2021, e pr&oacute;xima &agrave; It&aacute;lia, que registrou 31 por 100 mil em 2023, segundo relat&oacute;rio da OCDE.</span></p>
<p><b>Reinterna&ccedil;&atilde;o em 30 dias</b></p>
<p><span>A taxa de reinterna&ccedil;&atilde;o relacionada ao diabetes ap&oacute;s 30 dias foi de 6% entre os membros Alice em 2025. A American Diabetes Association registra taxas entre 14% e 20% como refer&ecirc;ncia nos Estados Unidos &mdash; o que posiciona o dado Alice abaixo do piso inferior desse intervalo.</span></p>
<h2><b>O que esses n&uacute;meros indicam sobre coordena&ccedil;&atilde;o de cuidado no diabetes</b></h2>
<p><span>O controle glic&ecirc;mico de 60% &mdash; superior &agrave; m&eacute;dia americana em 13 pontos percentuais &mdash; e a taxa de interna&ccedil;&atilde;o de 37/100k &mdash; menos de um ter&ccedil;o da m&eacute;dia da OCDE &mdash; s&atilde;o consequ&ecirc;ncia direta de um acompanhamento estruturado ao longo do tempo. A coleta peri&oacute;dica da HbA1c orienta ajustes cl&iacute;nicos antes que a doen&ccedil;a avance para complica&ccedil;&otilde;es, e o acesso cont&iacute;nuo a endocrinologistas e m&eacute;dicos de fam&iacute;lia evita que o membro chegue ao pronto-socorro como primeira inst&acirc;ncia de cuidado.</span></p>
<p><span>A taxa de reinterna&ccedil;&atilde;o de 6% refor&ccedil;a esse ponto. Interna&ccedil;&otilde;es evit&aacute;veis por diabetes s&atilde;o, em grande parte, consequ&ecirc;ncia de lacunas no acompanhamento p&oacute;s-evento &mdash; e um modelo de coordena&ccedil;&atilde;o de cuidado reduz essas lacunas porque o v&iacute;nculo entre membro e time de sa&uacute;de n&atilde;o se encerra na alta hospitalar.</span></p>
<p><span>A Alice utiliza um modelo de coordena&ccedil;&atilde;o de cuidado em que m&eacute;dico de fam&iacute;lia, endocrinologista e cardiologista acompanham o mesmo membro de forma cont&iacute;nua &mdash; e essa estrutura est&aacute; associada a uma taxa de controle glic&ecirc;mico de 60% e a interna&ccedil;&otilde;es tr&ecirc;s vezes abaixo da m&eacute;dia da OCDE.</span></p>
<h3><span>Relev&acirc;ncia para gestores de sa&uacute;de corporativa</span></h3>
<p><span>Para gestores que avaliam planos de sa&uacute;de corporativos por resultado cl&iacute;nico, a combina&ccedil;&atilde;o de controle glic&ecirc;mico, taxa de interna&ccedil;&atilde;o e taxa de reinterna&ccedil;&atilde;o oferece uma base objetiva de compara&ccedil;&atilde;o &mdash; especialmente relevante para empresas com alta preval&ecirc;ncia de diabetes entre colaboradores, condi&ccedil;&atilde;o que responde por parcela significativa dos custos de afastamento e interna&ccedil;&atilde;o no Brasil.</span></p>
<p><b>Nota metodol&oacute;gica:</b><span> O Health Report Alice &eacute; o &uacute;nico demonstrativo de resultados cl&iacute;nicos com benchmarks p&uacute;blicos divulgado por uma operadora de sa&uacute;de privada brasileira. Os dados abrangem aproximadamente 80 mil membros e s&atilde;o organizados em oito jornadas de sa&uacute;de, com benchmarks nacionais e internacionais identificados por fonte.</span></p>
<h2><b>Refer&ecirc;ncias</b></h2>
<ul>
<li><span><a href="https://www.cdc.gov/diabetes/php/data-research/" target="_blank" rel="noopener">CDC &mdash; dados de diabetes nos Estados Unidos</a>.</span></li>
<li><span><a href="https://www.aihw.gov.au/reports/diabetes/diabetes-indicators-strategy-2016-2020/" target="_blank" rel="noopener">Australian Institute of Health and Welfare &mdash; Austr&aacute;lia</a>.</span></li>
<li><span><a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC3747883/" target="_blank" rel="noopener">Su&eacute;cia e Pa&iacute;ses Baixos &mdash; estudo transversal PubMed</a>.</span></li>
<li><span><a href="https://www.oecd.org/en/publications/health-at-a-glance-2023_7a7afb35-en/" target="_blank" rel="noopener">OCDE 2021 &mdash; interna&ccedil;&otilde;es por diabetes</a>.</span></li>
<li><span><a href="https://www.oecd.org/en/publications/health-at-a-glance-2025_8f9e3f98-en/" target="_blank" rel="noopener">It&aacute;lia 2023 &mdash; OCDE</a>.</span></li>
<li><span>American Diabetes Association &mdash; reinterna&ccedil;&atilde;o: refer&ecirc;ncia institucional ADA.</span></li>
</ul>
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<p>O post <a href="https://alice.com.br/blog/ala-medica/controle-diabetes-dados-saude-alice-2025/">60% dos membros Alice com diabetes têm hemoglobina glicada controlada: dados de 2025</a> apareceu primeiro em <a href="https://alice.com.br/blog">Blog da Alice</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Health Report da Alice: como cuidamos dos membros com hipertensão?</title>
		<link>https://alice.com.br/blog/ala-medica/health-report-da-alice-como-cuidamos-dos-membros-com-hipertensao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Time Alice]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2026 18:10:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ala Médica]]></category>
		<category><![CDATA[plano de saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://alice.com.br/blog/?p=20949</guid>

					<description><![CDATA[<p>O primeiro relatório de resultados clínicos de uma operadora brasileira, com dados reais de quase 80 mil membros em oito jornadas de saúde.</p>
<p>O post <a href="https://alice.com.br/blog/ala-medica/health-report-da-alice-como-cuidamos-dos-membros-com-hipertensao/">Health Report da Alice: como cuidamos dos membros com hipertensão?</a> apareceu primeiro em <a href="https://alice.com.br/blog">Blog da Alice</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<html><body><p>Voc&ecirc; sabe se o seu plano de sa&uacute;de est&aacute; fazendo diferen&ccedil;a na sua sa&uacute;de?</p>
<p>N&atilde;o se trata de apenas autorizar exames ou reembolsar consultas e procedimentos, mas se est&aacute;, de fato, contribuindo para que voc&ecirc; fique mais saud&aacute;vel ao longo do tempo.</p>
<p>Na <b>Alice</b>, acreditamos que essa pergunta merece uma resposta. Por isso, apresentamos os nossos dados cl&iacute;nicos, divididos em oito cen&aacute;rios de sa&uacute;de e comparados a benchmarks nacionais e internacionais &ndash; para destacar o que estamos indo bem, e o que ainda precisamos aprimorar.</p>
<p><b>[<a href="https://alice.com.br/health-report" target="_blank" rel="noopener">Acesse o Health Report completo</a>]</b></p>
<h3>O que &eacute; o Health Report?</h3>
<p>O Health Report &eacute; o relat&oacute;rio anual de sa&uacute;de da Alice. Enquanto as empresas publicam seus DREs (Demonstrativos de Resultados de Exerc&iacute;cio), a Alice publica o DRS, Demonstrativo de Resultados de Sa&uacute;de.</p>
<p>Nele, publicamos os dados de sa&uacute;de dos nossos membros, organizados em oito diferentes cen&aacute;rios, com indicadores de ader&ecirc;ncia e desfecho, e comparados a benchmarks nacionais e internacionais quando dispon&iacute;veis.</p>
<p>N&atilde;o h&aacute; uma obriga&ccedil;&atilde;o legal de publicar essas informa&ccedil;&otilde;es, mas fazemos porque entendemos que n&atilde;o se transforma um sistema de sa&uacute;de sem transpar&ecirc;ncia real &mdash; baseada em resultados concretos e na honestidade de reconhecer o que ainda precisa evoluir.</p>
<h3>O que est&aacute; dentro do Health Report?</h3>
<p>Em 2025, acompanhamos quase 80 mil membros em jornadas que cobrem algumas das condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de mais prevalentes entre adultos no Brasil:</p>
<ul>
<li><b>Hipertens&atilde;o</b> &mdash; controle da press&atilde;o arterial e ades&atilde;o ao acompanhamento</li>
<li><b>Diabetes</b> &mdash; controle da glicemia e o rastreamento de complica&ccedil;&otilde;es</li>
<li><b>Obesidade</b> &mdash; evolu&ccedil;&atilde;o de peso, com e sem cirurgia bari&aacute;trica</li>
<li><b>Gesta&ccedil;&atilde;o</b> &mdash; pr&eacute;-natal, tipo de parto e sa&uacute;de perinatal</li>
<li><b>Pediatria</b> &mdash; puericultura e desenvolvimento nos primeiros anos de vida</li>
<li><b>Endometriose</b> &mdash; acesso a especialistas e manejo da dor</li>
<li><b>Rastreamento de c&acirc;ncer</b> &mdash; mamografia, Papanicolau e colonoscopia</li>
<li><b>Sa&uacute;de mental</b> &mdash; acesso a cuidado e evolu&ccedil;&atilde;o dos membros em acompanhamento</li>
</ul>
<p>Para cada jornada, olhamos para dois tipos de indicadores:</p>
<p><b>Ader&ecirc;ncia:</b> o quanto os membros est&atilde;o seguindo o cuidado proposto por meio de consultas realizadas, exames feitos e planos terap&ecirc;uticos em dia.</p>
<p><b>Desfecho:</b> o impacto desse acompanhamento na sa&uacute;de, por meio da press&atilde;o controlada (no caso dos membros com hipertens&atilde;o), glicemia est&aacute;vel (membros com diabetes), diagn&oacute;stico precoce, etc.</p>
<p>N&uacute;meros isolados nem sempre contam a hist&oacute;ria completa. Por isso, apresentamos os dois juntos.</p>
<h3>Hipertens&atilde;o: quando o acompanhamento faz diferen&ccedil;a</h3>
<p>As doen&ccedil;as cardiovasculares s&atilde;o a <a href="https://bvsms.saude.gov.br/cerca-de-400-mil-pessoas-morreram-em-2022-no-brasil-por-problemas-cardiovasculares/#:~:text=Embora%20a%20hipertens%C3%A3o%20seja%20o,os%20estados%20brasileiros%2C%20explica%20a">principal causa de morte no Brasil</a>, e a hipertens&atilde;o est&aacute; na raiz de boa parte delas. Estima-se que mais de 30% dos adultos brasileiros vivem com press&atilde;o alta, mas apenas metade tem o quadro controlado. A dist&acirc;ncia entre o diagn&oacute;stico e o controle efetivo &eacute;, em grande medida, resultado de uma falha de acompanhamento.</p>
<p>Na <b>Alice</b>, a jornada da hipertens&atilde;o &eacute; constru&iacute;da em cima de um cuidado cont&iacute;nuo: registros peri&oacute;dicos de press&atilde;o arterial, consultas regulares com o Time de Sa&uacute;de e acesso a especialistas &mdash; cardiologistas, endocrinologistas, geriatras e M&eacute;dicos de Fam&iacute;lia e Comunidade &mdash; sempre que necess&aacute;rio.</p>
<p>Os dados do Health Report mostram o impacto desse modelo:</p>
<ul>
<li>69% dos membros com hipertens&atilde;o mantiveram a press&atilde;o controlada nos &uacute;ltimos 12 meses, contra 54% na m&eacute;dia nacional, segundo a Pesquisa Nacional de Sa&uacute;de de 2025.</li>
<li>92% dos membros registraram a press&atilde;o arterial dentro do prazo ou antes &rarr; 67% dentro do per&iacute;odo esperado e 25% adiantados. Apenas 8% estavam atrasados, e nenhum membro deixou de realizar o registro.</li>
<li>Nas consultas, 78% dos membros tiveram ao menos um atendimento com cardiologistas, m&eacute;dicos de fam&iacute;lia e comunidade, endocrinologistas ou geriatras nos &uacute;ltimos 12 meses &mdash; dentro da meta Alice, que &eacute; de 75% a 90%.</li>
<li>A maior parte desse acompanhamento acontece com M&eacute;dicos de Fam&iacute;lia e Comunidade (71%), que coordenam o cuidado e acionam especialistas conforme a necessidade.</li>
</ul>
<p>Esses s&atilde;o apenas alguns dos indicadores que acompanhamos. No Health Report completo, voc&ecirc; encontra os dados de ader&ecirc;ncia, desfecho e os benchmarks nacionais e internacionais para todas as oito jornadas de sa&uacute;de.</p>
<p><b>[<a href="https://alice.com.br/health-report" target="_blank" rel="noopener">Acesse o Health Report completo</a>]</b></p>
<h3>Um primeiro passo, n&atilde;o o &uacute;ltimo</h3>
<p>Este &eacute; o nosso primeiro Health Report. E n&atilde;o ser&aacute; o &uacute;ltimo.</p>
<p>A cada ano, vamos atualizar os nossos dados, ampliar as jornadas acompanhadas e aumentar o n&iacute;vel de detalhe.</p>
<p>Acreditamos que um sistema de sa&uacute;de melhor come&ccedil;a quando os resultados deixam de ser invis&iacute;veis. Este relat&oacute;rio &eacute; a nossa contribui&ccedil;&atilde;o para isso.</p>
<p><b>[<a href="https://alice.com.br/health-report" target="_blank" rel="noopener">Acesse o Health Report completo</a>]</b></p>
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<p>O post <a href="https://alice.com.br/blog/ala-medica/health-report-da-alice-como-cuidamos-dos-membros-com-hipertensao/">Health Report da Alice: como cuidamos dos membros com hipertensão?</a> apareceu primeiro em <a href="https://alice.com.br/blog">Blog da Alice</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O mundo chegou ao seu consultório — e você talvez não tenha percebido</title>
		<link>https://alice.com.br/blog/ala-medica/o-mundo-chegou-ao-seu-consultorio-e-voce-talvez-nao-tenha-percebido/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Time Alice]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2026 18:03:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ala Médica]]></category>
		<category><![CDATA[saúde dos funcionários]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://alice.com.br/blog/?p=20946</guid>

					<description><![CDATA[<p>Neste Dia Mundial da Saúde, saiba como a data se conecta, de fato, com o seu dia a dia no consultório.</p>
<p>O post <a href="https://alice.com.br/blog/ala-medica/o-mundo-chegou-ao-seu-consultorio-e-voce-talvez-nao-tenha-percebido/">O mundo chegou ao seu consultório — e você talvez não tenha percebido</a> apareceu primeiro em <a href="https://alice.com.br/blog">Blog da Alice</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<html><body><p>Existe uma dist&acirc;ncia imagin&aacute;ria entre as pol&iacute;ticas globais de sa&uacute;de e a pr&aacute;tica cl&iacute;nica real.</p>
<p>De um lado, as grandes metas da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS), os relat&oacute;rios das revistas cient&iacute;ficas e acordos clim&aacute;ticos assinados em c&uacute;pulas internacionais. Do outro, a consulta, as queixas concretas dos membros e o tempo curto.</p>
<p>S&oacute; que essa dist&acirc;ncia n&atilde;o existe, na verdade.</p>
<p>O que as organiza&ccedil;&otilde;es globais discutem hoje chega ao consult&oacute;rio (quando j&aacute; n&atilde;o est&aacute;) em algum momento &mdash; &agrave;s vezes em anos ou meses e, &agrave;s vezes, na pr&oacute;xima semana.</p>
<p>O problema &eacute; que essa chegada costuma ser silenciosa. O m&eacute;dico atende, faz o diagn&oacute;stico e conduz o tratamento, mas raramente se pergunta: <i>de onde veio isso?</i></p>
<p>O Dia Mundial da Sa&uacute;de de 2026, celebrado no dia 07/04, tem um tema que vale a pena levar a s&eacute;rio. <i>&ldquo;</i><a href="https://www.who.int/india/news-room/events/detail/2026/04/07/default-calendar/world-health-day-2026#:~:text=On%20World%20Health%20Day%202026,Stand%20with%20science.%E2%80%9D"><i>Together for health. Stand with science</i></a><i>&ldquo;</i> &eacute; uma convoca&ccedil;&atilde;o &agrave; Ci&ecirc;ncia como base das decis&otilde;es em sa&uacute;de, em todas as escalas. &Eacute; um bom pretexto para uma pergunta que raramente aparece na forma&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica: <b>como o mundo global se traduz no consult&oacute;rio?</b></p>
<h3>A dengue que se alastrou pelo Sul</h3>
<p>Em 2024, o Brasil registrou mais de<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/saude/audio/2024-12/casos-de-dengue-no-brasil-aumentam-quase-300-em-2024#:~:text=O%20Brasil%20j%C3%A1%20registrou%20mais,Com%20informa%C3%A7%C3%B5es%20da%20Ag%C3%AAncia%20Brasil."> 6,5 milh&otilde;es</a> de casos prov&aacute;veis de dengue e quase seis mil &oacute;bitos confirmados. O n&uacute;mero chamou aten&ccedil;&atilde;o, mas o que passou quase despercebido foi a mudan&ccedil;a geogr&aacute;fica.</p>
<p>Paran&aacute;, Santa Catarina e estados do Centro-Oeste <a href="https://butantan.gov.br/noticias/temporada-de-dengue-chegada-do-mosquito-a-novas-regioes-e-circulacao-dos-sorotipos-3-e-4-mantem-alerta-para-2025-">lideraram o ranking </a>de incid&ecirc;ncia por 100 mil habitantes, ultrapassando os tradicionais focos litor&acirc;neos.</p>
<p>Segundo o <a href="https://marcozero.org/pesquisa-da-fiocruz-confirma-quanto-mais-calor-mais-dengue/#:~:text=Pesquisa%20da%20Fiocruz%20confirma:%20quanto,%2D%20Marco%20Zero%20Conte%C3%BAdo">Observat&oacute;rio de Clima e Sa&uacute;de da Fiocruz</a>, os mapas de ondas de calor e anomalias de temperatura coincidem diretamente com as &aacute;reas de maior incid&ecirc;ncia da doen&ccedil;a nas regi&otilde;es onde ela antes raramente aparecia.</p>
<p>O relat&oacute;rio <a href="https://lancetcountdown.org/wp-content/uploads/2024/10/Data-sheet-Brasil-.pdf">Lancet Countdown para a Am&eacute;rica do Sul</a> destaca que o potencial de transmiss&atilde;o da dengue pelo <i>Aedes aegypti</i> aumentou 54% quando se comparam as d&eacute;cadas de 1950 com 2013&ndash;2022.</p>
<p>&Eacute; o clima se materializando em queixa no consult&oacute;rio.</p>
<p>Para a OMS, as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas s&atilde;o hoje um dos fatores cruciais na dissemina&ccedil;&atilde;o da dengue para regi&otilde;es onde ela anteriormente n&atilde;o ocorria. Afinal, temperaturas mais altas aceleram a multiplica&ccedil;&atilde;o do mosquito <i>e</i> do pr&oacute;prio v&iacute;rus dentro do vetor. O resultado chega ao m&eacute;dico na forma de febre, mialgia (dor muscular) e plaquetopenia (redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de plaquetas), em pessoas de cidades que, h&aacute; cinco anos, sequer tinham casos registrados.</p>
<p>A pergunta que os dados colocam para o cl&iacute;nico n&atilde;o &eacute; s&oacute; &ldquo;qual o sorotipo circulante?&rdquo;, mas tamb&eacute;m &ldquo;onde essa pessoa mora? Como &eacute; o clima l&aacute;? O que mudou?&rdquo;.</p>
<h3>Ansiedade finalmente virou tema de consult&oacute;rio</h3>
<p>Mais de um bilh&atilde;o de pessoas vivem hoje com algum transtorno mental no mundo, segundo dados divulgados pela <a href="https://news.un.org/pt/story/2025/09/1850854#:~:text=OMS%20alerta%20que%20mais%20de%201%20bilh%C3%A3o%20de%20pessoas%20vivem%20com%20transtornos%20mentais,-3%20Setembro%202025&amp;text=Ansiedade%20e%20depress%C3%A3o%20s%C3%A3o%20as,em%20na%C3%A7%C3%B5es%20de%20alta%20renda.">OMS </a>em setembro de 2025. Ansiedade e depress&atilde;o s&atilde;o as condi&ccedil;&otilde;es mais prevalentes, e a segunda maior causa de incapacidade a longo prazo no planeta.</p>
<p>No Brasil, o retrato &eacute; igualmente pesado: s&oacute; em 2024, quase meio milh&atilde;o de afastamentos por quest&otilde;es de sa&uacute;de mental foram registrados pelo <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2025-03/afastamentos-por-transtornos-mentais-dobram-em-dez-anos-chegam-440-mil">Minist&eacute;rio da Previd&ecirc;ncia Social</a>, o maior n&uacute;mero da &uacute;ltima d&eacute;cada. Desses, mais de 141 mil por ansiedade e 113 mil por depress&atilde;o.</p>
<p>Esses n&uacute;meros t&ecirc;m uma causa estrutural que vai al&eacute;m do biol&oacute;gico. A OMS aponta que as desigualdades socioecon&ocirc;micas, emerg&ecirc;ncias de sa&uacute;de p&uacute;blica, guerra e crise clim&aacute;tica est&atilde;o entre as amea&ccedil;as estruturais globais &agrave; sa&uacute;de mental. A pandemia acelerou esse processo &mdash; depress&atilde;o e ansiedade cresceram mais de 25% s&oacute; no primeiro ano.</p>
<p>O que isso significa na consulta? Que a pessoa que finalmente chegou ao m&eacute;dico para falar sobre ansiedade n&atilde;o est&aacute; apenas trazendo uma queixa individual. Est&aacute; trazendo o produto de um sintoma global que, aos poucos, transformou o sofrimento ps&iacute;quico como uma pauta leg&iacute;tima de sa&uacute;de.</p>
<h3>As cr&ocirc;nicas que todo consult&oacute;rio j&aacute; conhece, mas n&atilde;o v&ecirc; dessa forma</h3>
<p>As doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis (DCNT) matam 41 milh&otilde;es de pessoas por ano no mundo &mdash; cerca de 74% de todas as mortes globais, segundo a <a href="https://brasil.un.org/pt-br/80003-oms-controle-de-doen%C3%A7as-cr%C3%B4nicas-n%C3%A3o-transmiss%C3%ADveis-gera-retornos-financeiros-e-de-sa%C3%BAde">OMS</a>. No Brasil, o n&uacute;mero &eacute; proporcionalmente parecido: aproximadamente <a href="https://ieps.org.br/panorama-ieps-02/">75% dos &oacute;bitos t&ecirc;m uma DCNT</a> como causa. Mais de <a href="https://www.unasus.gov.br/noticia/574-milhoes-de-brasileiros-tem-pelo-menos-uma-doenca-cronica">57 milh&otilde;es de brasileiros</a> convivem com pelo menos uma dessas condi&ccedil;&otilde;es.</p>
<p>Hipertens&atilde;o, diabetes, Doen&ccedil;a Pulmonar Obstrutiva Cr&ocirc;nica (DPOC) e insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca formam uma lista que qualquer m&eacute;dico reconhece. Mas h&aacute; algo que os dados mostram, e que raramente entra na consulta, que &eacute;: essas doen&ccedil;as n&atilde;o s&atilde;o apenas biol&oacute;gicas, mas, em larga medida, o resultado f&iacute;sico de como o mundo est&aacute; organizado.</p>
<p>O m&eacute;dico que trata hipertens&atilde;o n&atilde;o est&aacute; apenas ajustando a dose do anti-hipertensivo. Est&aacute; no front de uma das maiores crises silenciosas de sa&uacute;de p&uacute;blica do planeta.</p>
<h3>O que muda quando o m&eacute;dico percebe isso</h3>
<p>A pessoa com crise asm&aacute;tica que mora em um bairro de alta polui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; s&oacute; um caso de inflama&ccedil;&atilde;o br&ocirc;nquica. &Eacute; tamb&eacute;m o produto de uma cidade que n&atilde;o reduziu emiss&otilde;es, e de um sistema de sa&uacute;de que ainda n&atilde;o aprendeu a integrar determinantes ambientais no prontu&aacute;rio. A <a href="https://brasil.un.org/pt-br/89801-polui%C3%A7%C3%A3o-do-ar-provoca-7-milh%C3%B5es-de-mortes-prematuras-todos-os-anos-alerta-onu">OMS </a>documenta que 7 milh&otilde;es de mortes prematuras, por ano, est&atilde;o associadas &agrave; polui&ccedil;&atilde;o do ar.</p>
<p>A pessoa com dengue grave no interior do Paran&aacute; n&atilde;o &eacute; uma exce&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica, mas uma evid&ecirc;ncia de que os mapas epidemiol&oacute;gicos mudaram, e que o m&eacute;dico precisa atualizar o pr&oacute;prio mapa mental.</p>
<p>A pessoa que pede &ldquo;s&oacute; um encaminhamento para psiquiatra&rdquo; carrega consigo uma epidemia global de sofrimento que ainda recebe, globalmente, menos de 2% dos or&ccedil;amentos nacionais de sa&uacute;de.</p>
<p>O Dia Mundial da Sa&uacute;de n&atilde;o &eacute; uma data para ser celebrada, mas para parar e reconhecer que a medicina nunca foi uma pr&aacute;tica isolada do mundo. O consult&oacute;rio sempre foi &mdash; e ser&aacute; cada vez mais &mdash; o ponto onde as grandes for&ccedil;as globais se encontram.</p>
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