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	<title>Arquivo de Ala Médica - Blog da Alice</title>
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	<link>https://alice.com.br/blog/ala-medica/</link>
	<description>Tenha acesso a conteúdos baseados em evidências científicas produzidos e revisados pelos profissionais que fazem parte do plano de saúde da Alice</description>
	<lastBuildDate>Wed, 15 Apr 2026 17:19:37 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Ala Médica - Blog da Alice</title>
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	<item>
		<title>Health Report da Alice: como cuidamos dos membros com hipertensão?</title>
		<link>https://alice.com.br/blog/ala-medica/health-report-da-alice-como-cuidamos-dos-membros-com-hipertensao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Time Alice]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2026 18:10:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ala Médica]]></category>
		<category><![CDATA[plano de saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://alice.com.br/blog/?p=20949</guid>

					<description><![CDATA[<p>O primeiro relatório de resultados clínicos de uma operadora brasileira, com dados reais de quase 80 mil membros em oito jornadas de saúde.</p>
<p>O post <a href="https://alice.com.br/blog/ala-medica/health-report-da-alice-como-cuidamos-dos-membros-com-hipertensao/">Health Report da Alice: como cuidamos dos membros com hipertensão?</a> apareceu primeiro em <a href="https://alice.com.br/blog">Blog da Alice</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<html><body><p>Voc&ecirc; sabe se o seu plano de sa&uacute;de est&aacute; fazendo diferen&ccedil;a na sua sa&uacute;de?</p>
<p>N&atilde;o se trata de apenas autorizar exames ou reembolsar consultas e procedimentos, mas se est&aacute;, de fato, contribuindo para que voc&ecirc; fique mais saud&aacute;vel ao longo do tempo.</p>
<p>Na <b>Alice</b>, acreditamos que essa pergunta merece uma resposta. Por isso, apresentamos os nossos dados cl&iacute;nicos, divididos em oito cen&aacute;rios de sa&uacute;de e comparados a benchmarks nacionais e internacionais &ndash; para destacar o que estamos indo bem, e o que ainda precisamos aprimorar.</p>
<p><b>[<a href="https://alice.com.br/health-report" target="_blank" rel="noopener">Acesse o Health Report completo</a>]</b></p>
<h3>O que &eacute; o Health Report?</h3>
<p>O Health Report &eacute; o relat&oacute;rio anual de sa&uacute;de da Alice. Enquanto as empresas publicam seus DREs (Demonstrativos de Resultados de Exerc&iacute;cio), a Alice publica o DRS, Demonstrativo de Resultados de Sa&uacute;de.</p>
<p>Nele, publicamos os dados de sa&uacute;de dos nossos membros, organizados em oito diferentes cen&aacute;rios, com indicadores de ader&ecirc;ncia e desfecho, e comparados a benchmarks nacionais e internacionais quando dispon&iacute;veis.</p>
<p>N&atilde;o h&aacute; uma obriga&ccedil;&atilde;o legal de publicar essas informa&ccedil;&otilde;es, mas fazemos porque entendemos que n&atilde;o se transforma um sistema de sa&uacute;de sem transpar&ecirc;ncia real &mdash; baseada em resultados concretos e na honestidade de reconhecer o que ainda precisa evoluir.</p>
<h3>O que est&aacute; dentro do Health Report?</h3>
<p>Em 2025, acompanhamos quase 80 mil membros em jornadas que cobrem algumas das condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de mais prevalentes entre adultos no Brasil:</p>
<ul>
<li><b>Hipertens&atilde;o</b> &mdash; controle da press&atilde;o arterial e ades&atilde;o ao acompanhamento</li>
<li><b>Diabetes</b> &mdash; controle da glicemia e o rastreamento de complica&ccedil;&otilde;es</li>
<li><b>Obesidade</b> &mdash; evolu&ccedil;&atilde;o de peso, com e sem cirurgia bari&aacute;trica</li>
<li><b>Gesta&ccedil;&atilde;o</b> &mdash; pr&eacute;-natal, tipo de parto e sa&uacute;de perinatal</li>
<li><b>Pediatria</b> &mdash; puericultura e desenvolvimento nos primeiros anos de vida</li>
<li><b>Endometriose</b> &mdash; acesso a especialistas e manejo da dor</li>
<li><b>Rastreamento de c&acirc;ncer</b> &mdash; mamografia, Papanicolau e colonoscopia</li>
<li><b>Sa&uacute;de mental</b> &mdash; acesso a cuidado e evolu&ccedil;&atilde;o dos membros em acompanhamento</li>
</ul>
<p>Para cada jornada, olhamos para dois tipos de indicadores:</p>
<p><b>Ader&ecirc;ncia:</b> o quanto os membros est&atilde;o seguindo o cuidado proposto por meio de consultas realizadas, exames feitos e planos terap&ecirc;uticos em dia.</p>
<p><b>Desfecho:</b> o impacto desse acompanhamento na sa&uacute;de, por meio da press&atilde;o controlada (no caso dos membros com hipertens&atilde;o), glicemia est&aacute;vel (membros com diabetes), diagn&oacute;stico precoce, etc.</p>
<p>N&uacute;meros isolados nem sempre contam a hist&oacute;ria completa. Por isso, apresentamos os dois juntos.</p>
<h3>Hipertens&atilde;o: quando o acompanhamento faz diferen&ccedil;a</h3>
<p>As doen&ccedil;as cardiovasculares s&atilde;o a <a href="https://bvsms.saude.gov.br/cerca-de-400-mil-pessoas-morreram-em-2022-no-brasil-por-problemas-cardiovasculares/#:~:text=Embora%20a%20hipertens%C3%A3o%20seja%20o,os%20estados%20brasileiros%2C%20explica%20a">principal causa de morte no Brasil</a>, e a hipertens&atilde;o est&aacute; na raiz de boa parte delas. Estima-se que mais de 30% dos adultos brasileiros vivem com press&atilde;o alta, mas apenas metade tem o quadro controlado. A dist&acirc;ncia entre o diagn&oacute;stico e o controle efetivo &eacute;, em grande medida, resultado de uma falha de acompanhamento.</p>
<p>Na <b>Alice</b>, a jornada da hipertens&atilde;o &eacute; constru&iacute;da em cima de um cuidado cont&iacute;nuo: registros peri&oacute;dicos de press&atilde;o arterial, consultas regulares com o Time de Sa&uacute;de e acesso a especialistas &mdash; cardiologistas, endocrinologistas, geriatras e M&eacute;dicos de Fam&iacute;lia e Comunidade &mdash; sempre que necess&aacute;rio.</p>
<p>Os dados do Health Report mostram o impacto desse modelo:</p>
<ul>
<li>69% dos membros com hipertens&atilde;o mantiveram a press&atilde;o controlada nos &uacute;ltimos 12 meses, contra 54% na m&eacute;dia nacional, segundo a Pesquisa Nacional de Sa&uacute;de de 2025.</li>
<li>92% dos membros registraram a press&atilde;o arterial dentro do prazo ou antes &rarr; 67% dentro do per&iacute;odo esperado e 25% adiantados. Apenas 8% estavam atrasados, e nenhum membro deixou de realizar o registro.</li>
<li>Nas consultas, 78% dos membros tiveram ao menos um atendimento com cardiologistas, m&eacute;dicos de fam&iacute;lia e comunidade, endocrinologistas ou geriatras nos &uacute;ltimos 12 meses &mdash; dentro da meta Alice, que &eacute; de 75% a 90%.</li>
<li>A maior parte desse acompanhamento acontece com M&eacute;dicos de Fam&iacute;lia e Comunidade (71%), que coordenam o cuidado e acionam especialistas conforme a necessidade.</li>
</ul>
<p>Esses s&atilde;o apenas alguns dos indicadores que acompanhamos. No Health Report completo, voc&ecirc; encontra os dados de ader&ecirc;ncia, desfecho e os benchmarks nacionais e internacionais para todas as oito jornadas de sa&uacute;de.</p>
<p><b>[<a href="https://alice.com.br/health-report" target="_blank" rel="noopener">Acesse o Health Report completo</a>]</b></p>
<h3>Um primeiro passo, n&atilde;o o &uacute;ltimo</h3>
<p>Este &eacute; o nosso primeiro Health Report. E n&atilde;o ser&aacute; o &uacute;ltimo.</p>
<p>A cada ano, vamos atualizar os nossos dados, ampliar as jornadas acompanhadas e aumentar o n&iacute;vel de detalhe.</p>
<p>Acreditamos que um sistema de sa&uacute;de melhor come&ccedil;a quando os resultados deixam de ser invis&iacute;veis. Este relat&oacute;rio &eacute; a nossa contribui&ccedil;&atilde;o para isso.</p>
<p><b>[<a href="https://alice.com.br/health-report" target="_blank" rel="noopener">Acesse o Health Report completo</a>]</b></p>
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		<title>O mundo chegou ao seu consultório — e você talvez não tenha percebido</title>
		<link>https://alice.com.br/blog/ala-medica/o-mundo-chegou-ao-seu-consultorio-e-voce-talvez-nao-tenha-percebido/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Time Alice]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2026 18:03:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ala Médica]]></category>
		<category><![CDATA[saúde dos funcionários]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://alice.com.br/blog/?p=20946</guid>

					<description><![CDATA[<p>Neste Dia Mundial da Saúde, saiba como a data se conecta, de fato, com o seu dia a dia no consultório.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<html><body><p>Existe uma dist&acirc;ncia imagin&aacute;ria entre as pol&iacute;ticas globais de sa&uacute;de e a pr&aacute;tica cl&iacute;nica real.</p>
<p>De um lado, as grandes metas da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS), os relat&oacute;rios das revistas cient&iacute;ficas e acordos clim&aacute;ticos assinados em c&uacute;pulas internacionais. Do outro, a consulta, as queixas concretas dos membros e o tempo curto.</p>
<p>S&oacute; que essa dist&acirc;ncia n&atilde;o existe, na verdade.</p>
<p>O que as organiza&ccedil;&otilde;es globais discutem hoje chega ao consult&oacute;rio (quando j&aacute; n&atilde;o est&aacute;) em algum momento &mdash; &agrave;s vezes em anos ou meses e, &agrave;s vezes, na pr&oacute;xima semana.</p>
<p>O problema &eacute; que essa chegada costuma ser silenciosa. O m&eacute;dico atende, faz o diagn&oacute;stico e conduz o tratamento, mas raramente se pergunta: <i>de onde veio isso?</i></p>
<p>O Dia Mundial da Sa&uacute;de de 2026, celebrado no dia 07/04, tem um tema que vale a pena levar a s&eacute;rio. <i>&ldquo;</i><a href="https://www.who.int/india/news-room/events/detail/2026/04/07/default-calendar/world-health-day-2026#:~:text=On%20World%20Health%20Day%202026,Stand%20with%20science.%E2%80%9D"><i>Together for health. Stand with science</i></a><i>&ldquo;</i> &eacute; uma convoca&ccedil;&atilde;o &agrave; Ci&ecirc;ncia como base das decis&otilde;es em sa&uacute;de, em todas as escalas. &Eacute; um bom pretexto para uma pergunta que raramente aparece na forma&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica: <b>como o mundo global se traduz no consult&oacute;rio?</b></p>
<h3>A dengue que se alastrou pelo Sul</h3>
<p>Em 2024, o Brasil registrou mais de<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/saude/audio/2024-12/casos-de-dengue-no-brasil-aumentam-quase-300-em-2024#:~:text=O%20Brasil%20j%C3%A1%20registrou%20mais,Com%20informa%C3%A7%C3%B5es%20da%20Ag%C3%AAncia%20Brasil."> 6,5 milh&otilde;es</a> de casos prov&aacute;veis de dengue e quase seis mil &oacute;bitos confirmados. O n&uacute;mero chamou aten&ccedil;&atilde;o, mas o que passou quase despercebido foi a mudan&ccedil;a geogr&aacute;fica.</p>
<p>Paran&aacute;, Santa Catarina e estados do Centro-Oeste <a href="https://butantan.gov.br/noticias/temporada-de-dengue-chegada-do-mosquito-a-novas-regioes-e-circulacao-dos-sorotipos-3-e-4-mantem-alerta-para-2025-">lideraram o ranking </a>de incid&ecirc;ncia por 100 mil habitantes, ultrapassando os tradicionais focos litor&acirc;neos.</p>
<p>Segundo o <a href="https://marcozero.org/pesquisa-da-fiocruz-confirma-quanto-mais-calor-mais-dengue/#:~:text=Pesquisa%20da%20Fiocruz%20confirma:%20quanto,%2D%20Marco%20Zero%20Conte%C3%BAdo">Observat&oacute;rio de Clima e Sa&uacute;de da Fiocruz</a>, os mapas de ondas de calor e anomalias de temperatura coincidem diretamente com as &aacute;reas de maior incid&ecirc;ncia da doen&ccedil;a nas regi&otilde;es onde ela antes raramente aparecia.</p>
<p>O relat&oacute;rio <a href="https://lancetcountdown.org/wp-content/uploads/2024/10/Data-sheet-Brasil-.pdf">Lancet Countdown para a Am&eacute;rica do Sul</a> destaca que o potencial de transmiss&atilde;o da dengue pelo <i>Aedes aegypti</i> aumentou 54% quando se comparam as d&eacute;cadas de 1950 com 2013&ndash;2022.</p>
<p>&Eacute; o clima se materializando em queixa no consult&oacute;rio.</p>
<p>Para a OMS, as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas s&atilde;o hoje um dos fatores cruciais na dissemina&ccedil;&atilde;o da dengue para regi&otilde;es onde ela anteriormente n&atilde;o ocorria. Afinal, temperaturas mais altas aceleram a multiplica&ccedil;&atilde;o do mosquito <i>e</i> do pr&oacute;prio v&iacute;rus dentro do vetor. O resultado chega ao m&eacute;dico na forma de febre, mialgia (dor muscular) e plaquetopenia (redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de plaquetas), em pessoas de cidades que, h&aacute; cinco anos, sequer tinham casos registrados.</p>
<p>A pergunta que os dados colocam para o cl&iacute;nico n&atilde;o &eacute; s&oacute; &ldquo;qual o sorotipo circulante?&rdquo;, mas tamb&eacute;m &ldquo;onde essa pessoa mora? Como &eacute; o clima l&aacute;? O que mudou?&rdquo;.</p>
<h3>Ansiedade finalmente virou tema de consult&oacute;rio</h3>
<p>Mais de um bilh&atilde;o de pessoas vivem hoje com algum transtorno mental no mundo, segundo dados divulgados pela <a href="https://news.un.org/pt/story/2025/09/1850854#:~:text=OMS%20alerta%20que%20mais%20de%201%20bilh%C3%A3o%20de%20pessoas%20vivem%20com%20transtornos%20mentais,-3%20Setembro%202025&amp;text=Ansiedade%20e%20depress%C3%A3o%20s%C3%A3o%20as,em%20na%C3%A7%C3%B5es%20de%20alta%20renda.">OMS </a>em setembro de 2025. Ansiedade e depress&atilde;o s&atilde;o as condi&ccedil;&otilde;es mais prevalentes, e a segunda maior causa de incapacidade a longo prazo no planeta.</p>
<p>No Brasil, o retrato &eacute; igualmente pesado: s&oacute; em 2024, quase meio milh&atilde;o de afastamentos por quest&otilde;es de sa&uacute;de mental foram registrados pelo <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2025-03/afastamentos-por-transtornos-mentais-dobram-em-dez-anos-chegam-440-mil">Minist&eacute;rio da Previd&ecirc;ncia Social</a>, o maior n&uacute;mero da &uacute;ltima d&eacute;cada. Desses, mais de 141 mil por ansiedade e 113 mil por depress&atilde;o.</p>
<p>Esses n&uacute;meros t&ecirc;m uma causa estrutural que vai al&eacute;m do biol&oacute;gico. A OMS aponta que as desigualdades socioecon&ocirc;micas, emerg&ecirc;ncias de sa&uacute;de p&uacute;blica, guerra e crise clim&aacute;tica est&atilde;o entre as amea&ccedil;as estruturais globais &agrave; sa&uacute;de mental. A pandemia acelerou esse processo &mdash; depress&atilde;o e ansiedade cresceram mais de 25% s&oacute; no primeiro ano.</p>
<p>O que isso significa na consulta? Que a pessoa que finalmente chegou ao m&eacute;dico para falar sobre ansiedade n&atilde;o est&aacute; apenas trazendo uma queixa individual. Est&aacute; trazendo o produto de um sintoma global que, aos poucos, transformou o sofrimento ps&iacute;quico como uma pauta leg&iacute;tima de sa&uacute;de.</p>
<h3>As cr&ocirc;nicas que todo consult&oacute;rio j&aacute; conhece, mas n&atilde;o v&ecirc; dessa forma</h3>
<p>As doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis (DCNT) matam 41 milh&otilde;es de pessoas por ano no mundo &mdash; cerca de 74% de todas as mortes globais, segundo a <a href="https://brasil.un.org/pt-br/80003-oms-controle-de-doen%C3%A7as-cr%C3%B4nicas-n%C3%A3o-transmiss%C3%ADveis-gera-retornos-financeiros-e-de-sa%C3%BAde">OMS</a>. No Brasil, o n&uacute;mero &eacute; proporcionalmente parecido: aproximadamente <a href="https://ieps.org.br/panorama-ieps-02/">75% dos &oacute;bitos t&ecirc;m uma DCNT</a> como causa. Mais de <a href="https://www.unasus.gov.br/noticia/574-milhoes-de-brasileiros-tem-pelo-menos-uma-doenca-cronica">57 milh&otilde;es de brasileiros</a> convivem com pelo menos uma dessas condi&ccedil;&otilde;es.</p>
<p>Hipertens&atilde;o, diabetes, Doen&ccedil;a Pulmonar Obstrutiva Cr&ocirc;nica (DPOC) e insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca formam uma lista que qualquer m&eacute;dico reconhece. Mas h&aacute; algo que os dados mostram, e que raramente entra na consulta, que &eacute;: essas doen&ccedil;as n&atilde;o s&atilde;o apenas biol&oacute;gicas, mas, em larga medida, o resultado f&iacute;sico de como o mundo est&aacute; organizado.</p>
<p>O m&eacute;dico que trata hipertens&atilde;o n&atilde;o est&aacute; apenas ajustando a dose do anti-hipertensivo. Est&aacute; no front de uma das maiores crises silenciosas de sa&uacute;de p&uacute;blica do planeta.</p>
<h3>O que muda quando o m&eacute;dico percebe isso</h3>
<p>A pessoa com crise asm&aacute;tica que mora em um bairro de alta polui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; s&oacute; um caso de inflama&ccedil;&atilde;o br&ocirc;nquica. &Eacute; tamb&eacute;m o produto de uma cidade que n&atilde;o reduziu emiss&otilde;es, e de um sistema de sa&uacute;de que ainda n&atilde;o aprendeu a integrar determinantes ambientais no prontu&aacute;rio. A <a href="https://brasil.un.org/pt-br/89801-polui%C3%A7%C3%A3o-do-ar-provoca-7-milh%C3%B5es-de-mortes-prematuras-todos-os-anos-alerta-onu">OMS </a>documenta que 7 milh&otilde;es de mortes prematuras, por ano, est&atilde;o associadas &agrave; polui&ccedil;&atilde;o do ar.</p>
<p>A pessoa com dengue grave no interior do Paran&aacute; n&atilde;o &eacute; uma exce&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica, mas uma evid&ecirc;ncia de que os mapas epidemiol&oacute;gicos mudaram, e que o m&eacute;dico precisa atualizar o pr&oacute;prio mapa mental.</p>
<p>A pessoa que pede &ldquo;s&oacute; um encaminhamento para psiquiatra&rdquo; carrega consigo uma epidemia global de sofrimento que ainda recebe, globalmente, menos de 2% dos or&ccedil;amentos nacionais de sa&uacute;de.</p>
<p>O Dia Mundial da Sa&uacute;de n&atilde;o &eacute; uma data para ser celebrada, mas para parar e reconhecer que a medicina nunca foi uma pr&aacute;tica isolada do mundo. O consult&oacute;rio sempre foi &mdash; e ser&aacute; cada vez mais &mdash; o ponto onde as grandes for&ccedil;as globais se encontram.</p>
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									<span class="title">Conhe&ccedil;a a Alice</span><span class="icon icon--arrow_right"></span></a>
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			</item>
		<item>
		<title>Mulheres na saúde: protagonismo que impacta o cuidado</title>
		<link>https://alice.com.br/blog/ala-medica/mulheres-na-saude-protagonismo-que-impacta-o-cuidado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Time Alice]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2026 14:06:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ala Médica]]></category>
		<category><![CDATA[plano de saúde]]></category>
		<category><![CDATA[plano de saúde empresarial]]></category>
		<category><![CDATA[saude-da-mulher]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://alice.com.br/blog/?p=20899</guid>

					<description><![CDATA[<p>Elas são maioria na saúde e os dados mostram que isso impacta a forma de cuidar. No Mês da Mulher, um olhar sobre protagonismo, vieses e o papel da tecnologia na saúde feminina.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<html><body><p>De cada 3 profissionais de sa&uacute;de no mundo, 2 s&atilde;o mulheres, segundo dados da&nbsp;<a href="https://www.who.int/news/item/06-03-2025-building-a-healthier-world-by-women-and-for-women-is-key-to-achieving-gender-equality" target="_blank" rel="nofollow noopener">Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS).</a></p>
<p>No Brasil, quando falamos especificamente de m&eacute;dicos, a probabilidade de uma pessoa ser atendida por uma m&eacute;dica mulher hoje, no pa&iacute;s, j&aacute; &eacute; maior do que por um m&eacute;dico homem.</p>
<p>A diferen&ccedil;a &eacute; pequena &ndash; <b>50,9%</b> dos profissionais da Medicina s&atilde;o mulheres, segundo dados de 2025 da <a href="https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/demografia_medica_brasil_2025.pdf" target="_blank" rel="nofollow noopener">Demografia M&eacute;dica no Brasil</a> (pesquisa conduzida pela FMUSP, CFM e Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de), mas mostra um avan&ccedil;o gradual e significativo.</p>
<ul>
<li>Em 2010, por exemplo, a cada 10 m&eacute;dicos, apenas 4 eram mulheres.</li>
<li>Em 2020, 46,6% eram mulheres.</li>
<li>Em 2023, a propor&ccedil;&atilde;o ficou empatada e, em 2025, elas se tornaram maioria.</li>
</ul>
<p>No futuro, a expectativa &eacute; que a Medicina seja ainda mais feminina, representando <b>56%</b> da for&ccedil;a m&eacute;dica do pa&iacute;s, segundo a previs&atilde;o da mesma pesquisa.</p>
<p>Mas esse protagonismo vai al&eacute;m da presen&ccedil;a num&eacute;rica. Nos &uacute;ltimos anos, estudos t&ecirc;m mostrado que a atua&ccedil;&atilde;o feminina tamb&eacute;m est&aacute; associada a <b>diferen&ccedil;as relevantes na forma de cuidar e nos desfechos de sa&uacute;de.</b></p>
<p>Um dos trabalhos mais robustos sobre o tema, publicado no peri&oacute;dico cient&iacute;fico <i>JAMA Network</i>, analisou mais de <b>770 mil pacientes hospitalizados</b> e encontrou que m&eacute;dicas t&ecirc;m melhores indicadores quando se analisa mortalidade, reinterna&ccedil;&atilde;o e ades&atilde;o ao tratamento dos pacientes.</p>
<p>Os dados &ndash; desse e de outros estudos &ndash; mostram o impacto:</p>
<ul>
<li>Mortalidade: <b>11,07% (m&eacute;dicas) vs 11,49% (m&eacute;dicos)</b>, segundo pesquisa divulgada pela revista cient&iacute;fica <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27992617/" target="_blank" rel="nofollow noopener">JAMA (2017)</a>.</li>
<li>Mortalidade feminina: <b>8,15% com m&eacute;dicas vs 8,38% com m&eacute;dicos</b>, segundo pesquisa divulgada no peri&oacute;dico <a href="https://www.acpjournals.org/doi/10.7326/M23-3163" target="_blank" rel="nofollow noopener">Annals of Internal Medicine (2024)</a>.</li>
<li>Mortalidade: ~<b>5%</b> menor com m&eacute;dicas; Readmiss&otilde;es hospitalares: ~<b>3%</b> menor com m&eacute;dicas, segundo meta-an&aacute;lise que reuniu 35 estudos e mais de 13,4 milh&otilde;es de pacientes, e publicada na revista <a href="https://link.springer.com/article/10.1186/s12913-025-12247-1?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="nofollow noopener">BMC Health Service Research (2025)</a>.</li>
</ul>
<h2><b>O que explica essas diferen&ccedil;as?</b></h2>
<p>Esses resultados n&atilde;o dizem que mulheres s&atilde;o melhores m&eacute;dicas, por si s&oacute;. Mas que a diversidade amplia os repert&oacute;rios do cuidado, e isso tem, sim, impacto no dia a dia.</p>
<p><a href="https://publichealth.jhu.edu/2002/medical-comunication" target="_blank" rel="nofollow noopener">Estudos sugerem</a> que m&eacute;dicas mulheres adotam uma comunica&ccedil;&atilde;o mais centrada no paciente com maior explora&ccedil;&atilde;o de aspectos psicossociais, escuta ativa e constru&ccedil;&atilde;o de parceria durante a consulta. Essas caracter&iacute;sticas est&atilde;o associadas a maior ades&atilde;o ao tratamento e melhores desfechos cl&iacute;nicos.</p>
<p>Al&eacute;m disso, a interpreta&ccedil;&atilde;o dos sintomas pode ser influenciada por vi&eacute;ses, e isso tem impacto direto na sa&uacute;de das mulheres.</p>
<p>Na pr&aacute;tica, isso significa que sinais cl&iacute;nicos podem ser:</p>
<ul>
<li>Subestimados;</li>
<li>Normalizados;</li>
<li>Atribu&iacute;dos a causas menos espec&iacute;ficas.</li>
</ul>
<p>Esse fen&ocirc;meno aparece de forma consistente em estudos sobre diagn&oacute;stico em sa&uacute;de feminina, especialmente em condi&ccedil;&otilde;es marcadas por dor. A <strong>endometriose</strong> &eacute; um dos casos mais bem documentados desse cen&aacute;rio: apesar de afetar muitas mulheres no mundo, o diagn&oacute;stico ainda costuma ser tardio. <a href="https://www.frontiersin.org/journals/medicine/articles/10.3389/fmed.2025.1576490/full" target="_blank" rel="nofollow noopener">Revis&otilde;es internacionais</a> mostram que o tempo entre o in&iacute;cio dos sintomas e a confirma&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a pode levar <b>anos</b>.</p>
<p>Esses estudos apontam a necessidade de mudan&ccedil;a nas pesquisas envolvendo condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de espec&iacute;ficas da mulher. Relat&oacute;rio do <a href="https://www.weforum.org/publications/women-s-health-investment-outlook-2026/?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="nofollow noopener"><b>F&oacute;rum Econ&ocirc;mico Mundial</b></a> de 2026 mostra que ainda h&aacute; um longo caminho: apenas 6% do investimento global em sa&uacute;de &eacute; direcionado &agrave; sa&uacute;de feminina.</p>
<h1><b>Tecnologia e sa&uacute;de da mulher</b></h1>
<p>Se a presen&ccedil;a feminina amplia o olhar cl&iacute;nico, a tecnologia pode ampliar o alcance desse cuidado. A Intelig&ecirc;ncia Artificial j&aacute; est&aacute; sendo aplicada na an&aacute;lise de exames como mamografia, ajudando a identificar padr&otilde;es que podem passar despercebidos. Um estudo publicado na revista cient&iacute;fica <a href="https://www.nature.com/articles/s41586-019-1799-6" target="_blank" rel="nofollow noopener"><i>Nature</i></a> mostrou que sistemas de IA podem <b>melhorar a detec&ccedil;&atilde;o de c&acirc;ncer de mama e reduzir erros diagn&oacute;sticos</b>.</p>
<p>Al&eacute;m disso, aplicativos e plataformas digitais t&ecirc;m mudado a forma como mulheres acompanham a pr&oacute;pria sa&uacute;de com monitoramento de ciclo e sa&uacute;de hormonal; telemedicina para acompanhamento cont&iacute;nuo e organiza&ccedil;&atilde;o de exames preventivos. O resultado &eacute; um cuidado mais acess&iacute;vel, cont&iacute;nuo e integrado &agrave; rotina.</p>
<p>Mas, aqui, vale destacar um ponto cr&iacute;tico: as tecnologias n&atilde;o s&atilde;o neutras. Sistemas de sa&uacute;de e at&eacute; algoritmos podem reproduzir vieses existentes se n&atilde;o forem constru&iacute;dos com diversidade. Isso refor&ccedil;a a import&acirc;ncia de incluir mulheres no desenvolvimento de solu&ccedil;&otilde;es e considerar diferen&ccedil;as biol&oacute;gicas e sociais.</p>
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		<title>Privação de sono pode aumentar o risco de erro clínico em médicos</title>
		<link>https://alice.com.br/blog/ala-medica/sono-medicos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Time Alice]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 16:35:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ala Médica]]></category>
		<category><![CDATA[saúde dos funcionários]]></category>
		<category><![CDATA[sono]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://alice.com.br/blog/?p=20873</guid>

					<description><![CDATA[<p>Desde a residência, o sono virou o primeiro sacrifício da carreira na medicina. Mas o que a ciência mostra é que essa conta sempre chega, e o valor é alto.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<html><body><p>Profissionais de sa&uacute;de com alta priva&ccedil;&atilde;o de sono t&ecirc;m at&eacute; o dobro do risco de relatar um erro cl&iacute;nico. O dado vem de um estudo que acompanhou mais de 11 mil m&eacute;dicos e foi publicado pela <a href="https://jamanetwork.com/journals/jamanetworkopen/fullarticle/2773777" target="_blank" rel="nofollow noopener">revista cient&iacute;fica JAMA</a>, em 2020.</p>
<p>No grupo analisado, 16% dos m&eacute;dicos em treinamento e 7,5% dos assistentes relataram ter cometido um erro m&eacute;dico com dano ao paciente no ano anterior ao da realiza&ccedil;&atilde;o da pesquisa. O estudo tamb&eacute;m mostrou que quanto maior o comprometimento relacionado ao sono, maior o risco de erros.</p>
<p>Para quem vive na linha de frente do cuidado, o sono costuma ser o primeiro item a ser sacrificado. A l&oacute;gica parece inevit&aacute;vel, j&aacute; que a prioridade &eacute; o paciente e o descanso fica para depois. Mas o corpo n&atilde;o costuma aceitar essa negocia&ccedil;&atilde;o por muito tempo.</p>
<p>Mariane Yui, especialista em medicina do sono e m&eacute;dica da Alice, lembra que essa rela&ccedil;&atilde;o come&ccedil;a cedo.</p>
<blockquote><p>&ldquo;A quest&atilde;o do sono na medicina come&ccedil;a ainda na faculdade. Na minha &eacute;poca de resid&ecirc;ncia, n&atilde;o existia per&iacute;odo de descanso no p&oacute;s-plant&atilde;o. Hoje isso est&aacute; mais humanizado em alguns lugares, mas ainda acontece de o m&eacute;dico trabalhar a noite inteira e, no dia seguinte, seguir com consult&oacute;rio, cirurgias ou outros atendimentos. Na pr&aacute;tica, muitos acabam realmente privados de sono&rdquo;, explica Yui, que tamb&eacute;m &eacute; especialista em otorrinolaringologia.</p></blockquote>
<p>Parte do problema, segundo ela, est&aacute; na organiza&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria carreira, com plant&otilde;es noturnos, cirurgias longas e jornadas muito fragmentadas. Mas existe tamb&eacute;m um componente cultural que sustenta tudo isso.</p>
<blockquote><p>&ldquo;Ainda persiste a ideia de que o sono &eacute; algo secund&aacute;rio, e que &eacute; poss&iacute;vel negligenciar. Enquanto as pessoas s&atilde;o jovens, muitas sentem que conseguem levar a vida assim. Mas, com o tempo, o corpo cobra.&rdquo;</p></blockquote>
<h2>Muito al&eacute;m do cansa&ccedil;o</h2>
<p>A falta de descanso n&atilde;o se limita &agrave; sensa&ccedil;&atilde;o de fadiga. Ela atravessa o racioc&iacute;nio, a mem&oacute;ria, o humor e, como o estudo acima mostra, a seguran&ccedil;a de quem est&aacute; sendo cuidado.</p>
<p>Uma revis&atilde;o publicada no <a href="https://www.tandfonline.com/doi/pdf/10.1080/08998280.2005.11928045?utm" target="_blank" rel="nofollow noopener">Baylor University Medical Center Proceedings</a> ajuda a dimensionar o cen&aacute;rio. As jornadas m&eacute;dicas frequentemente variam entre 60 e 90 horas semanais, com consequ&ecirc;ncias que incluem piora na mem&oacute;ria, cogni&ccedil;&atilde;o mais lenta, menor aprendizado e capacidade de resolver problemas.</p>
<blockquote><p>&ldquo;Uma pessoa que n&atilde;o dorme bem por muito tempo tem a aten&ccedil;&atilde;o comprometida. Fica muito mais dif&iacute;cil pensar quando se est&aacute; cansado. Ela tamb&eacute;m tende a ficar mais irritada, mais sens&iacute;vel aos estressores do dia a dia, pode ter menos toler&acirc;ncia &agrave;s queixas dos pacientes e sentir menos empatia&rdquo;, resume a especialista em sono.</p></blockquote>
<p>H&aacute; ainda um aspecto pouco discutido, que s&atilde;o os efeitos da priva&ccedil;&atilde;o de sono para al&eacute;m dos consult&oacute;rios, cl&iacute;nicas e hospitais. Estudos mostram uma associa&ccedil;&atilde;o entre a fadiga e acidentes, inclusive no deslocamento ap&oacute;s jornadas prolongadas.</p>
<h2>Dormir bem n&atilde;o &eacute; bater meta de horas</h2>
<p>Quando o assunto chega &agrave; pr&aacute;tica, a pergunta mais comum &eacute;: quantas horas s&atilde;o suficientes? A resposta &eacute; menos direta do que parece.</p>
<p>&ldquo;&Eacute; importante separar a quantidade de horas e a qualidade do sono. S&atilde;o aspectos diferentes&rdquo;, explica Yui.</p>
<p>A maior parte da popula&ccedil;&atilde;o precisa entre sete e oito horas para acordar restaurada, mas existe uma variabilidade biol&oacute;gica real. H&aacute; dormidores curtos, que funcionam bem com at&eacute; seis horas, e dormidores longos, que precisam de dez horas ou mais. E mesmo quem atinge a &ldquo;meta&rdquo; pode acordar esgotado se o sono for fragmentado.</p>
<blockquote><p>&ldquo;A pergunta mais importante &eacute;: quantas horas voc&ecirc; precisa dormir para acordar restaurado e se sentir bem ao longo do dia?&rdquo;</p></blockquote>
<h2>Sono regula processos essenciais do organismo</h2>
<p>Quando o descanso entra no radar da sa&uacute;de integral, ele deixa de ser apenas um intervalo entre o dia e a noite. A m&eacute;dica usa uma met&aacute;fora para explicar esse papel:</p>
<blockquote><p>&ldquo;O sono &eacute; como o maestro de uma orquestra. Os processos biol&oacute;gicos continuam acontecendo mesmo sem ele, mas ficam descompassados. Quando dormimos bem, tudo funciona de forma mais harmoniosa.&rdquo;</p></blockquote>
<p>Durante o sono, o organismo consolida mem&oacute;rias, regula horm&ocirc;nios e realiza uma esp&eacute;cie de limpeza cerebral. O sono tamb&eacute;m contribui para o controle da glicemia, o metabolismo de gorduras e a estabilidade da press&atilde;o arterial.</p>
<p>S&atilde;o processos que, para m&eacute;dicos, t&ecirc;m uma camada extra de significado, j&aacute; que muitos deles est&atilde;o presentes no dia a dia como desfechos que eles precisam cuidar em outras pessoas.</p>
<h2>Como proteger o sono em uma rotina intensa</h2>
<p>A rotina real da medicina nem sempre permite uma higiene adequada do sono. Ainda assim, algumas estrat&eacute;gias ajudam a reduzir o impacto.</p>
<p>&ldquo;O sono &eacute; um dos pilares da medicina do estilo de vida e n&atilde;o depende apenas da noite. Ele &eacute; resultado de tudo o que fazemos ao longo do dia&rdquo;, lembra a especialista.</p>
<ul>
<li><strong>Manter regularidade sempre que poss&iacute;vel.</strong> Hor&aacute;rios consistentes para dormir e acordar ajudam o organismo a preservar seu ritmo biol&oacute;gico, mesmo em semanas com plant&otilde;es.</li>
<li><strong>Reservar tempo para recupera&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s plant&otilde;es.</strong> Sempre que a agenda permitir, um per&iacute;odo de descanso ap&oacute;s uma noite de trabalho faz diferen&ccedil;a real na recupera&ccedil;&atilde;o.</li>
<li><strong>Usar estimulantes com cautela.</strong> A cafe&iacute;na pode ajudar momentaneamente, mas o consumo excessivo (especialmente &agrave; tarde) atrapalha o sono da noite seguinte.</li>
<li><strong>Cuidar da alimenta&ccedil;&atilde;o e do movimento.</strong> A priva&ccedil;&atilde;o de sono aumenta a vontade por carboidratos e alimentos estimulantes. Uma alimenta&ccedil;&atilde;o equilibrada e atividade f&iacute;sica regular ajudam a reduzir esse impacto.</li>
<li><strong>Conhecer o pr&oacute;prio cronotipo.</strong> Saber se voc&ecirc; &eacute; mais matutino ou vespertino &mdash; e quantas horas realmente precisa dormir &mdash; &eacute; um ponto frequentemente negligenciado. &ldquo;Isso pode at&eacute; influenciar escolhas dentro da carreira m&eacute;dica&rdquo;, diz Mariane.</li>
</ul>
<h2>Priorizar o sono &eacute; parte do cuidado</h2>
<p>Durante muito tempo, dormir pouco foi lido como sinal de dedica&ccedil;&atilde;o. A ci&ecirc;ncia vem mostrando o contr&aacute;rio: quando o sono desaparece da rotina, o desempenho, a sa&uacute;de e a seguran&ccedil;a come&ccedil;am a se deteriorar junto.</p>
<p>Para m&eacute;dicos, cuidar do pr&oacute;prio sono n&atilde;o &eacute; apenas autocuidado. &Eacute; tamb&eacute;m uma forma de preservar o racioc&iacute;nio cl&iacute;nico, o equil&iacute;brio emocional e a capacidade de continuar cuidando de outras pessoas.</p>
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		<title>Carnaval e autocuidado: como priorizar a saúde durante a folia?</title>
		<link>https://alice.com.br/blog/ala-medica/carnaval-e-autocuidado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Time Alice]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Feb 2026 14:48:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ala Médica]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[atividade-fisica]]></category>
		<category><![CDATA[sono]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://alice.com.br/blog/?p=20465</guid>

					<description><![CDATA[<p>Seja um período de festa e celebração; descanso ou continuação do trabalho em plantão, o Carnaval é um momento para rever os cuidados com a própria saúde. </p>
<p>O post <a href="https://alice.com.br/blog/ala-medica/carnaval-e-autocuidado/">Carnaval e autocuidado: como priorizar a saúde durante a folia?</a> apareceu primeiro em <a href="https://alice.com.br/blog">Blog da Alice</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Carnaval altera rotinas de vários profissionais no Brasil, especialmente a de médicos e demais referências da saúde. Entre plantões, com descanso reduzido e, para alguns, momentos de lazer, o período convida ao cuidado com o corpo e a saúde mental.</p>
<p>Dados recentes mostram que, apesar de estarem na linha de frente da saúde, muitos médicos convivem com sinais frequentes de exaustão, dores físicas e distúrbios do sono.</p>
<p>Pesquisa realizada em 2022 pela <a href="https://portugues.medscape.com/verartigo/6510988">Associação Paulista de Medicina</a>, com quase 800 médicos, revelou que 27% não praticam nenhuma atividade física. Além disso:</p>
<ul>
<li>49% relatam dores musculares ou osteomusculares;</li>
<li>44% convivem com distúrbios do sono;</li>
<li>30% têm cefaleias frequentes;</li>
<li>28% apresentam distúrbios gastrointestinais.</li>
</ul>
<p>O impacto vai além do corpo. Segundo o mesmo levantamento, 40% dos médicos relataram desânimo nos últimos dois anos; 31%, impaciência; e 30%, dificuldade de atenção e concentração.</p>
<p>Ser médico não torna ninguém imune ao cansaço, ao excesso ou aos próprios limites. Pelo contrário: quem cuida também é humano, sente, se desgasta, deseja descanso e precisa — de verdade — olhar para si.</p>
<h2>Por onde começar a se cuidar?</h2>
<p>Pequenas decisões no dia a dia podem ajudar a reduzir os riscos e a preservar a saúde física e mental durante a folia — e isso vale tanto para quem vai se dedicar ao trabalho quanto para quem vai descansar.</p>
<p>Algumas recomendações simples que podem contribuir:</p>
<ul>
<li><b>Manter a hidratação ao longo do dia</b>, especialmente em ambientes quentes ou durante longas jornadas, auxilia na disposição, na qualidade do sono e na recuperação do organismo.</li>
<li><b>Buscar uma alimentação minimamente equilibrada</b>, mesmo fora da rotina habitual, ajuda a evitar quedas bruscas de energia e desconfortos gastrointestinais.</li>
<li><b>Preservar o sono sempre que possível</b> é fundamental para a saúde cognitiva e emocional, ainda que os horários não sejam regulares.</li>
<li><b>Observar sinais do corpo</b>, como dores persistentes, fadiga excessiva e irritabilidade, permite intervenções precoces e evita a cronificação de sintomas.</li>
<li><b>Incluir pausas ao longo do dia</b>, com momentos breves de descanso, respiração ou alongamento, pode reduzir os níveis de tensão acumulada.</li>
</ul>
<p>Mais do que um período de exceção, o Carnaval evidencia a necessidade de atenção contínua à própria saúde. Para médicos, que lidam diariamente com o cuidado do outro, reconhecer limites e priorizar o autocuidado é parte essencial da prática profissional.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O que faz um médico de família e por que ele é essencial para o seu cuidado</title>
		<link>https://alice.com.br/blog/ala-medica/medico-de-familia-clinico-geral-diferencas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Time Alice]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Oct 2022 13:29:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ala Médica]]></category>
		<category><![CDATA[bem-estar]]></category>
		<category><![CDATA[plano de saúde]]></category>
		<category><![CDATA[plano de saúde empresarial]]></category>
		<category><![CDATA[saúde dos funcionários]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.alice.com.br/?p=5090</guid>

					<description><![CDATA[<p>Na Alice, o cuidado começa pela Atenção Primária. E isso muda tudo. O médico de família é preparado para acompanhar os membros ao longo do tempo, e não apenas em momentos de crise.</p>
<p>O post <a href="https://alice.com.br/blog/ala-medica/medico-de-familia-clinico-geral-diferencas/">O que faz um médico de família e por que ele é essencial para o seu cuidado</a> apareceu primeiro em <a href="https://alice.com.br/blog">Blog da Alice</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<html><body><p>A Medicina de Fam&iacute;lia e Comunidade &eacute; a especialidade que cuida das pessoas no contexto em que cada uma delas vive, seja qual for sua idade, sexo ou queixa, com foco na<b> Aten&ccedil;&atilde;o Prim&aacute;ria &agrave; Sa&uacute;de</b>.&nbsp;</p>
<p>Isso significa que esses profissionais priorizam a preven&ccedil;&atilde;o e a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, acompanhando cada pessoa em todas as suas condi&ccedil;&otilde;es, ao longo do tempo, e coordenando o cuidado com outros especialistas. Na <b>Alice</b>, o m&eacute;dico de fam&iacute;lia &eacute; o<b> seu m&eacute;dico</b> &ndash; um profissional que te acompanha em todas as fases da vida, conhece sua hist&oacute;ria e cuida de voc&ecirc; de forma personalizada.&nbsp;</p>
<p>Ao contr&aacute;rio de outras especialidades, o m&eacute;dico de fam&iacute;lia n&atilde;o se restringe a uma faixa et&aacute;ria ou g&ecirc;nero, como os geriatras ou pediatras, por exemplo. Ele coordena qualquer cuidado que a pessoa possa precisar.&nbsp;</p>
<p>&ldquo;O m&eacute;dico de fam&iacute;lia nunca pode dizer que &lsquo;esse seu problema n&atilde;o &eacute; comigo&rsquo;. Todos os problemas que a pessoa trouxer ser&atilde;o responsabilidade dele, e o m&eacute;dico de fam&iacute;lia bem treinado est&aacute; apto a tratar e resolver pelo menos 90% das condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de mais frequentes, seja de qual &aacute;rea for&rdquo;, explica Daniel Knupp, m&eacute;dico de fam&iacute;lia e comunidade da Alice.&nbsp;&nbsp;</p>
<p>Entram na lista desde as condi&ccedil;&otilde;es mais cr&ocirc;nicas &ndash; e frequentes &ndash; como hipertens&atilde;o e diabetes at&eacute; as quest&otilde;es chamadas agudas &ndash; que surgem de vez em quando -, como as viroses e acidentes.&nbsp;</p>
<p>Em caso de cirurgia, por exemplo, ele coordena o pr&eacute; e o p&oacute;s-operat&oacute;rio, garantindo continuidade do cuidado. &ldquo;&Eacute; uma especialidade que complementa as demais e faz essa ponte entre elas&rdquo;, completa Knupp.&nbsp;</p>
<h2>Qual &eacute; a forma&ccedil;&atilde;o do M&eacute;dico de Fam&iacute;lia&nbsp;</h2>
<p>Para ser considerado um m&eacute;dico de fam&iacute;lia e comunidade, o profissional precisa passar por um programa de resid&ecirc;ncia m&eacute;dica na &aacute;rea, com dura&ccedil;&atilde;o de dois anos.&nbsp;</p>
<p><i>&ldquo;Com uma vis&atilde;o hol&iacute;stica, os m&eacute;dicos de fam&iacute;lia levam em considera&ccedil;&atilde;o o contexto biol&oacute;gico, psicol&oacute;gico e social, reconhecendo que a doen&ccedil;a est&aacute; fortemente ligada &agrave; personalidade e &agrave; experi&ecirc;ncia de vida da pessoa. Entendem a doen&ccedil;a como parte do processo vital humano, incluindo as dimens&otilde;es relacionais, ambientais e espirituais e reconhecendo a singularidade de cada pessoa em cada contexto&rdquo; &ndash; defini&ccedil;&atilde;o da </i><a href="http://www.sbmfc.org.br/wp-content/uploads/media/file/documentos/perfil_mfc.pdf">Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Associa&ccedil;&otilde;es, Academias e Col&eacute;gios de M&eacute;dicos de Fam&iacute;lia</a> (Wonca, na sigla em ingl&ecirc;s).<i>&nbsp;</i></p>
<p>Em outras palavras: o m&eacute;dico de fam&iacute;lia n&atilde;o olha s&oacute; para o sintoma. Ele considera seu contexto, sua hist&oacute;ria, sua rotina, porque sa&uacute;de n&atilde;o acontece isolada da vida.</p>
<p>Na <b>Alice</b>, os m&eacute;dicos de fam&iacute;lia atendem tanto em consultas presenciais quanto digitais, al&eacute;m de estarem na retaguarda dos atendimentos do Alice Agora &ndash; principal canal de cuidado imediato para nossos membros.&nbsp;&nbsp;</p>
<h2>M&eacute;dico de fam&iacute;lia &eacute; o mesmo que o cl&iacute;nico geral?</h2>
<p>M&eacute;dico de fam&iacute;lia n&atilde;o &eacute; o mesmo que o m&eacute;dico cl&iacute;nico geral, e h&aacute; diferen&ccedil;as importantes entre essas duas especialidades da Medicina.&nbsp;</p>
<p>Para se tornar cl&iacute;nico geral, o m&eacute;dico se especializa em um programa de resid&ecirc;ncia em cl&iacute;nica m&eacute;dica (ou medicina interna), com dura&ccedil;&atilde;o de dois anos e com foco em diagn&oacute;sticos desafiadores.</p>
<p>Na atua&ccedil;&atilde;o, o profissional cuida das pessoas tanto em ambulat&oacute;rios e enfermarias quanto nos hospitais, atendendo aos pacientes internados e em unidades de condi&ccedil;&otilde;es mais graves. Parte dos m&eacute;dicos que atuam nas emerg&ecirc;ncias &eacute; formada por cl&iacute;nicos gerais.&nbsp;</p>
<p>M&eacute;dico de fam&iacute;lia tamb&eacute;m passa por um programa de resid&ecirc;ncia em medicina de fam&iacute;lia, com dura&ccedil;&atilde;o de dois anos, e o foco em Aten&ccedil;&atilde;o Prim&aacute;ria &agrave; Sa&uacute;de. A Medicina de Fam&iacute;lia e Comunidade baseia o cuidado em 4 pilares principais:</p>
<ol>
<li>Abordagem centrada na pessoa, priorizando o contexto biol&oacute;gico, psicol&oacute;gico e social em que cada um est&aacute;;</li>
<li>Longitudinalidade do cuidado, com atua&ccedil;&atilde;o ao longo do tempo, e n&atilde;o apenas em casos espec&iacute;ficos de doen&ccedil;as;</li>
<li>Integralidade do cuidado, se preocupando com a pessoa como um todo;</li>
<li>Coordena&ccedil;&atilde;o do cuidado, conectando a pessoa com outros profissionais, sempre que for necess&aacute;rio.&nbsp;</li>
</ol>
<h3>M&eacute;dico generalista e m&eacute;dico de fam&iacute;lia</h3>
<p>Ao contr&aacute;rio de muitos outros pa&iacute;ses, no Brasil &eacute; poss&iacute;vel encontrar m&eacute;dicos atuando sem uma p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o ou especializa&ccedil;&atilde;o para uma &aacute;rea espec&iacute;fica. Esse &eacute; o <b>m&eacute;dico generalista</b>, que possui gradua&ccedil;&atilde;o em Medicina, mas n&atilde;o completa a resid&ecirc;ncia m&eacute;dica em nenhuma &aacute;rea &ndash; e, por isso, &eacute; diferente do m&eacute;dico de fam&iacute;lia ou do cl&iacute;nico geral, que possuem forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica nas suas &aacute;reas.&nbsp;&nbsp;</p>
<p>O m&eacute;dico generalista recebe o registro no CRM (Conselho Regional de Medicina) e pode atuar em diferentes espa&ccedil;os, como pronto-socorro de hospitais e na aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria do SUS.</p>
<h2>Como o m&eacute;dico de fam&iacute;lia atua na Alice</h2>
<p>Na <b>Alice</b>, a Aten&ccedil;&atilde;o Prim&aacute;ria organiza o modelo de cuidado, e o m&eacute;dico de fam&iacute;lia &eacute; o principal ponto de refer&ecirc;ncia do membro.&nbsp;</p>
<p>Aqui, os m&eacute;dicos de fam&iacute;lia cuidam de forma integral dos membros, considerando a pessoa como um todo. Ou seja, eles atuam n&atilde;o apenas nos per&iacute;odos em que as pessoas adoecem, mas tamb&eacute;m na preven&ccedil;&atilde;o e na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de de cada uma delas.&nbsp;</p>
<p>Na pr&aacute;tica, quando um membro tem alguma queixa ou quer saber mais sobre a pr&oacute;pria sa&uacute;de e aciona o Alice Agora &ndash; principal canal de cuidado imediato da Alice &ndash;, os m&eacute;dicos de fam&iacute;lia da Alice estar&atilde;o do outro lado, atendendo em consultas digitais ou fazendo os encaminhamentos necess&aacute;rios, ao lado de outros profissionais, como o time de Enfermagem.&nbsp;</p>
<p>Se preferir, o membro pode marcar, via app, uma consulta presencial &ndash; ou digital &ndash; com o seu m&eacute;dico de fam&iacute;lia, de forma direta.&nbsp;</p>
<p>&ldquo;A Alice permite trabalhar de forma muito forte com a preven&ccedil;&atilde;o. Aqui, existe um dimensionamento adequado, e isso permite construir uma rela&ccedil;&atilde;o com o membro com base na equidade: para aqueles que mais precisam, eu consigo dar mais aten&ccedil;&atilde;o. N&oacute;s tamb&eacute;m temos uma plataforma tecnol&oacute;gica que favorece o acesso a m&uacute;ltiplas informa&ccedil;&otilde;es, com um prontu&aacute;rio muito bem estruturado, e uma facilidade de comunica&ccedil;&atilde;o com outros m&eacute;dicos de fam&iacute;lia, especialistas e profissionais de sa&uacute;de que permite a coordena&ccedil;&atilde;o do cuidado efetiva&rdquo;, relata Mateus Malta de Moraes, m&eacute;dico de fam&iacute;lia e comunidade da Alice.&nbsp;</p>
<h2>Quando procurar um m&eacute;dico de fam&iacute;lia</h2>
<p>Voc&ecirc; pode procurar o seu m&eacute;dico na Alice sempre que quiser. Por exemplo:</p>
<ul>
<li>Sintomas novos;</li>
<li>Acompanhamento de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas, como hipertens&atilde;o e diabetes;</li>
<li>D&uacute;vidas sobre como se prevenir de doen&ccedil;as;</li>
<li>D&uacute;vidas gerais sobre a pr&oacute;pria sa&uacute;de;</li>
<li>Projetos de sa&uacute;de que voc&ecirc; queira tirar do papel.</li>
</ul>
<p>Para marcar uma consulta com o seu m&eacute;dico de fam&iacute;lia, abra o aplicativo da Alice, busque pelo Seu M&eacute;dico, em Sa&uacute;de, e agende uma consulta &ndash; digital ou presencial.</p>


<html><body><h2>Alice tem o plano de sa&uacute;de certo para a sua empresa!</h2>
<p>Alice &eacute; uma empresa de tecnologia que oferece planos de sa&uacute;de empresarial e tem a miss&atilde;o de tornar o mundo mais saud&aacute;vel. Nossa plataforma de cuidado cont&iacute;nuo garante que os nossos membros recebam o cuidado certo, na hora certa e no lugar certo, proporcionando uma experi&ecirc;ncia excepcional para eles.</p>
<p>Nossos planos t&ecirc;m cobertura nacional completa, assim como o atendimento e a experi&ecirc;ncia &uacute;nica do Alice Agora, parceiro de sa&uacute;de confi&aacute;vel para todas as horas, direto no app. Fale com o Time de Sa&uacute;de 24/7, receba resposta em at&eacute; 60 segundos e, se precisar, j&aacute; fa&ccedil;a uma consulta virtual com nossa equipe m&eacute;dica.</p>
<p>Alice tamb&eacute;m tem suporte completo ao seu RH, com dados estrat&eacute;gicos para sua gest&atilde;o &ndash; desde reports de sa&uacute;de populacional at&eacute; de custo de cuidado &ndash;, onboarding exclusivo e account manager dedicado.</p>
<p>Veja como Alice cuida do seu time e do seu or&ccedil;amento.</p>
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									<span class="title">Conhe&ccedil;a a Alice</span><span class="icon icon--arrow_right"></span></a>
								</div></body></html></body></html></body></html>
<p>O post <a href="https://alice.com.br/blog/ala-medica/medico-de-familia-clinico-geral-diferencas/">O que faz um médico de família e por que ele é essencial para o seu cuidado</a> apareceu primeiro em <a href="https://alice.com.br/blog">Blog da Alice</a>.</p>
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