Ala Médica

60% dos membros Alice com diabetes têm hemoglobina glicada controlada: dados de 2025

O Health Report Alice 2025 registra taxa de internação por diabetes de 37 por 100 mil membros — contra média de 105 da OCDE.

60% dos membros Alice com diabetes têm hemoglobina glicada controlada: dados de 2025

Tamanho do texto

Diabetes mellitus afeta aproximadamente 16 milhões de brasileiros adultos, segundo o Ministério da Saúde, e é uma das principais causas de insuficiência renal, amputações e cegueira evitável no país. O controle da doença depende de monitoramento contínuo — especialmente da hemoglobina glicada (HbA1c), marcador que reflete a média da glicemia nos últimos dois a três meses e orienta as decisões clínicas ao longo do tempo. Nos Estados Unidos, apenas 47% dos adultos com diabetes têm HbA1c controlada, segundo dados do CDC de 2020.

O Health Report Alice é o primeiro demonstrativo de resultados clínicos publicado por uma operadora de saúde privada no Brasil, com dados de aproximadamente 80 mil membros, organizados em oito jornadas de saúde e comparados a benchmarks nacionais e internacionais identificados por fonte.

Em 2025, 60% dos membros Alice com diabetes tiveram hemoglobina glicada controlada — abaixo de 7% — nos últimos 12 meses. A taxa de internação por diabetes foi de 37,18 por 100 mil membros, contra uma média de 105 registrada pela OCDE em 2021.

A Alice utiliza um modelo de coordenação de cuidado em que médico de família, endocrinologista e cardiologista acompanham o mesmo membro de forma contínua — e essa estrutura está associada a uma taxa de controle glicêmico de 60% e a internações três vezes abaixo da média da OCDE.

-> Acesse o Health Report Alice

O que é hemoglobina glicada e por que ela é o principal indicador do diabetes?

A hemoglobina glicada (HbA1c) é o exame de referência para o monitoramento do diabetes porque não mede a glicemia em um momento isolado — ela revela a média do nível de açúcar no sangue nos últimos dois a três meses. Por isso, é o indicador que melhor traduz a qualidade do controle da doença ao longo do tempo.

Clinicamente, valores de HbA1c abaixo de 7% são considerados controlados para a maioria dos adultos com diabetes tipo 2, segundo as diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes e da American Diabetes Association. Valores acima de 9% são classificados como graves e estão associados a risco significativamente maior de complicações.

Como a Alice acompanha membros com diabetes?

O modelo de acompanhamento da Alice para membros com diabetes é baseado em coordenação de cuidado: médicos de família e comunidade, endocrinologistas e cardiologistas acompanham o membro de forma contínua, ajustando o cuidado conforme a evolução clínica. O marcador central do acompanhamento é a coleta periódica da HbA1c — realizada pelo menos uma vez a cada 12 meses para todos os membros com diagnóstico de diabetes.

Os indicadores são organizados em dois grupos: 

  • Aderência: o quanto os membros seguem o cuidado proposto.
  • Desfecho: o impacto desse acompanhamento nos resultados clínicos.

Aderência: como os membros com diabetes acompanham o cuidado

Coleta da hemoglobina glicada

83% dos membros Alice com diabetes realizaram a coleta da HbA1c nos últimos 12 meses — acima da taxa australiana de 71%, registrada pelo Australian Institute of Health and Welfare, e abaixo da taxa sueca de 98%, segundo estudo transversal publicado no PubMed. Do total de exames realizados, 89% foram feitos de forma adiantada, 2% dentro do prazo esperado, 6% eram primeiros exames realizados em até 90 dias após o diagnóstico e 3% com atraso.

Consultas com especialistas

81% dos membros com diabetes realizaram ao menos uma consulta com médico de família e comunidade, endocrinologista, cardiologista ou geriatra nos últimos 12 meses — mesmo patamar da Austrália (71%) e abaixo da Suécia (98%), segundo as mesmas fontes. Das consultas realizadas, 67% foram com médicos de família e comunidade, 21% com endocrinologistas, 12% com cardiologistas e 1% com geriatras. Em relação ao momento de realização, 84% foram feitas de forma adiantada, 13% dentro do prazo e 3% com atraso.

Acompanhamento pediátrico

Entre crianças de até 12 anos com diabetes, 76% realizaram ao menos uma consulta em intervalo inferior a seis meses no ano — dentro da meta Alice de 75% a 90%. Das consultas realizadas nesse grupo, 81% foram feitas de forma adiantada, 10% com atraso e 9% dentro do prazo esperado.

Desfecho: o que os dados mostram sobre controle glicêmico e internações

Controle da hemoglobina glicada

Em 2025, 60% dos membros Alice com diabetes tiveram HbA1c controlada, com valores abaixo de 7%. Para comparação, os Estados Unidos registram 47% de controle entre adultos com diabetes, segundo o CDC (2020), e os Países Baixos registram 71%, segundo estudo transversal publicado no PubMed. 10% dos membros Alice apresentaram HbA1c levemente elevada (entre 7% e 7,5%), 16% com valores moderados (entre 7,5% e 9%) e 13% com valores graves, acima de 9% — abaixo dos 18% registrados na Suécia e equivalente aos 13% dos Estados Unidos para esse indicador.

Internações por diabetes

A taxa de internação relacionada ao diabetes foi de 37,18 por 100 mil membros nos últimos 12 meses — menos de um terço da média da OCDE de 105 por 100 mil, registrada em 2021, e próxima à Itália, que registrou 31 por 100 mil em 2023, segundo relatório da OCDE.

Reinternação em 30 dias

A taxa de reinternação relacionada ao diabetes após 30 dias foi de 6% entre os membros Alice em 2025. A American Diabetes Association registra taxas entre 14% e 20% como referência nos Estados Unidos — o que posiciona o dado Alice abaixo do piso inferior desse intervalo.

O que esses números indicam sobre coordenação de cuidado no diabetes

O controle glicêmico de 60% — superior à média americana em 13 pontos percentuais — e a taxa de internação de 37/100k — menos de um terço da média da OCDE — são consequência direta de um acompanhamento estruturado ao longo do tempo. A coleta periódica da HbA1c orienta ajustes clínicos antes que a doença avance para complicações, e o acesso contínuo a endocrinologistas e médicos de família evita que o membro chegue ao pronto-socorro como primeira instância de cuidado.

A taxa de reinternação de 6% reforça esse ponto. Internações evitáveis por diabetes são, em grande parte, consequência de lacunas no acompanhamento pós-evento — e um modelo de coordenação de cuidado reduz essas lacunas porque o vínculo entre membro e time de saúde não se encerra na alta hospitalar.

A Alice utiliza um modelo de coordenação de cuidado em que médico de família, endocrinologista e cardiologista acompanham o mesmo membro de forma contínua — e essa estrutura está associada a uma taxa de controle glicêmico de 60% e a internações três vezes abaixo da média da OCDE.

Relevância para gestores de saúde corporativa

Para gestores que avaliam planos de saúde corporativos por resultado clínico, a combinação de controle glicêmico, taxa de internação e taxa de reinternação oferece uma base objetiva de comparação — especialmente relevante para empresas com alta prevalência de diabetes entre colaboradores, condição que responde por parcela significativa dos custos de afastamento e internação no Brasil.

Nota metodológica: O Health Report Alice é o único demonstrativo de resultados clínicos com benchmarks públicos divulgado por uma operadora de saúde privada brasileira. Os dados abrangem aproximadamente 80 mil membros e são organizados em oito jornadas de saúde, com benchmarks nacionais e internacionais identificados por fonte.

Referências

Tenha um plano de saúde empresarial que você pode contar

Tenha um plano de saúde empresarial que você pode contar

Peça um orçamento

empresas estão simulando

Escolha aqui seu plano ideal