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Como funciona o reajuste do plano de saúde empresarial

Anualmente, os planos empresariais realizam um reajuste no valor da mensalidade. Veja quais são as regras e entenda por que na Alice é diferente.

Time Alice
| Atualizado em
10 min. de leitura
Como funciona o reajuste do plano de saúde empresarial

Como funciona o reajuste do plano de saúde empresarial

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Na sua empresa, o momento do reajuste do plano de saúde vem acompanhado de tensão {e uma pequena dose de desespero} ou é um momento tranquilo? 

Para ajudar nas dúvidas que podem surgir sobre o assunto, vamos explicar um pouco mais sobre o que é esse tal de reajuste, o que é considerado nos aumentos e como prevê-los {sim, dá para ser mais previsível!}.

O que é reajuste do plano de saúde?

De tempos em tempos, as operadoras de saúde promovem um reajuste dos planos, seguindo as regras da ANS {Agência Nacional de Saúde Suplementar}, órgão que regulamenta o setor da saúde privada no Brasil. 

Na prática, reajustar os planos significa aumentar o valor da mensalidade, o que é feito, geralmente, uma vez por ano. 

A justificativa para essa medida se baseia em alguns fatores, como o aumento dos custos de saúde, novas tecnologias em procedimentos e exames, a inclusão de novos procedimentos no rol da ANS, a inflação, o envelhecimento da população, entre outros.

Como funcionam os reajustes nos planos de saúde empresariais tradicionais?

Como explicado, o reajuste nada mais é do que a atualização do preço do plano de saúde – e isso vale para os planos empresariais (um dos tipos de planos coletivos) também. Ele é feito pela operadora conforme o que for estabelecido em contrato e segue algumas regras. 

Antes de mais nada, é preciso entender quais são os diferentes tipos de planos de saúde empresariais: 

  • Plano de saúde coletivos empresariais com até 29 membros: nesta categoria, se encaixam todos os planos empresariais que possuam até 29 colaboradores no contrato;
  • Plano de saúde coletivos empresariais com 30 membros ou mais: nesta última categoria, entram todos os planos empresariais que possuem mais de 30 colaboradores. 

Mas, seja qual for a quantidade de pessoas que fazem parte dos planos coletivos, a ANS determina algumas regras gerais, como: 

  • Obrigatoriedade da comunicação do índice aplicado e das informações no boleto de pagamento e fatura;
  • Periodicidade do reajuste e impossibilidade de discriminação de preços e reajustes entre beneficiários de um mesmo contrato e produto; 
  • Obrigatoriedade de disponibilização à pessoa jurídica contratante da memória de cálculo do reajuste e metodologia utilizada {com o mínimo de 30 dias de antecedência da data prevista para a aplicação do reajuste}. E, depois da efetiva aplicação do reajuste no contrato coletivo, os consumidores podem solicitar formalmente à administradora de benefícios, ou à operadora, a memória de cálculo e a metodologia utilizada {o prazo máximo é de 10 dias para o fornecimento}. 

Quais as regras dos reajustes de plano de saúde empresariais?

Os reajustes dos planos coletivos podem usar três critérios diferentes (financeiro, por faixa etária e técnico), que são definidos previamente no contrato. 

Vale lembrar que o reajuste pode ser composto por mais de um critério. Por isso, fique sempre atento ao que foi acordado no momento da contratação do serviço.   

Reajuste financeiro 

Esse tipo leva em consideração alguns indicadores de inflação para calcular o aumento anual com as despesas. 

Entre os planos tradicionais, o índice mais utilizado é a Variação de Custo Médico-Hospitalar (VCMH), um indicador próprio do mercado de saúde, que pode ser calculado pelo Instituto de Saúde Suplementar (IESS) ou pelas operadoras de saúde. 

O índice de Variação do Custo Médico Hospitalar (VCMH), ou inflação médica, expressa a variação do custo das operadoras comparando dois períodos consecutivos de 12 meses. Ou seja, ele compara quanto um plano gastou a mais (ou a menos) para cuidar de uma pessoa, por exemplo, entre janeiro e dezembro de um mesmo ano, e entre os mesmos meses no ano seguinte.

Este índice também leva em conta o aumento no preço de medicamentos (principalmente os que são dolarizados) e insumos médicos – como aventais, luvas, máscaras e equipamentos de proteção individual (EPI). 

E quando se soma tudo isso, o VCMH supera – e muito – os outros índices de inflação, como por exemplo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Para base de comparação, nos últimos 5 anos, o VCMH foi 2,5 vezes mais alto do que o valor do IPCA. 

Além disso, o VCMH – diferentemente dos outros índices – é calculado apenas uma vez por ano. Ou seja, o valor é uma caixinha de surpresas. 

Por isso, é sempre importante ficar atento ao índice de inflação definido em contrato (VCMH, IPCA, IGP, entre outros). Muitas vezes, o plano tradicional começa com um valor mais baixo, mas dois anos depois já está bem diferente {e vira aquela correria para trocar!}.

Reajuste por faixa etária

Esse reajuste não é tão difícil de se imaginar como funciona, mas vale explicar o porquê desta categoria. Segundo a ANS, o reajuste por faixa etária é previsto porque a demanda por cuidados médicos tende a crescer com o aumento da idade. 

Mas não se trata de um reajuste que pode ser feito a cada aniversário – ele só pode ser aplicado quando houver uma mudança de faixa etária autorizada pela ANS {e leva em consideração também a data de contratação do plano}. Vamos às regras:  

Para os planos de saúde contratados até o dia 2 de janeiro de 1999

A regra é: seguir o que estiver escrito no contrato. 

Para os planos de saúde contratados entre 2 de janeiro de 1999 e 1º de janeiro de 2004

As faixas etárias para aplicação do reajuste são: 

  • 0 a 17 anos;
  • 18 a 29 anos;
  • 30 a 39 anos;
  • 40 a 49 anos;
  • 50 a 59 anos;
  • 60 a 69 anos;
  • 70 anos ou mais. 

Ainda nesta regra, o preço na última faixa {dos 70 anos ou mais} poderá ser, no máximo, seis vezes maior que o preço da faixa inicial {0 aos 17 anos}. Além disso, as pessoas com mais de 60 anos e que participam do contrato há mais de 10 anos não podem sofrer variação por mudança da faixa etária.

Para os planos de saúde contratados após o dia 1º de janeiro de 2004

As faixas etárias para aplicação do reajuste são: 

  • 0 a 18 anos;
  • 19 a 23 anos;
  • 24 a 28 anos;
  • 29 a 33 anos;
  • 34 a 38 anos;
  • 39 a 43 anos;
  • 44 a 48 anos;
  • 49 a 53 anos;
  • 54 a 58 anos;
  • 59 anos ou mais. 

Igual à regra anterior, o preço da última faixa {dos 59 anos ou mais} não pode ser maior que seis vezes o valor da primeira faixa {0 a 18 anos}. E a variação acumulada entre a sétima {44 a 48 anos} e a décima {59 anos ou mais} faixas não pode ser superior à variação acumulada entre a primeira e a sétima. 

Reajuste técnico

Por fim temos o reajuste técnico, que também é conhecido como custo de cuidado, limite técnico ou break-even. 

Reajuste para planos coletivos com mais de 29 membros

Todos os contratos estabelecem um percentual para as despesas médicas, que geralmente oscila entre 60% a 80% do valor da mensalidade. Caso este número seja ultrapassado, negocia-se um reajuste pela diferença na renovação.

Esta categoria é utilizada porque, quando o convênio médico é mais utilizado do que o previsto e as despesas ultrapassam o valor da mensalidade, ocorre um desequilíbrio financeiro. Ou seja, o valor pago pela empresa não é suficiente para quitar todas as despesas, sendo necessário calcular o reajuste suficiente para cobrir o total de utilizações. 

Reajuste para planos coletivos com até 29 membros

Todos os contratos coletivos com até 29 membros de uma mesma operadora recebem o mesmo percentual de reajuste anual.

Por isso, o reajuste técnico é aplicado de uma maneira diferente neste tipo de plano, já que as despesas variam de acordo com a utilização de cada empresa. Ao invés de considerar apenas uma isolada, soma-se o custo e a receita de todos os negócios com até 29 membros, em um pool, e calcula-se um valor único. 

Essa regra foi estabelecida pela ANS para proteger as chamadas PME (Pequenas e Médias Empresas) do risco de alta nos reajustes desses contratos e oferecer maior equilíbrio no cálculo. 

Imagine o seguinte cenário: uma empresa com apenas cinco funcionários, sendo que uma delas está gestante. É natural que esta empresa tenha um desequilíbrio na utilização do plano de saúde por conta das consultas de pré-natal, exames preparatórios e parto. 

E, independentemente de qual for o seu caso, a dica mais importante é prestar atenção ao que ficou estabelecido em contrato, além de conhecer as normas que regem o cálculo do reajuste do plano de saúde.

Como funciona o reajuste na Alice?

Na Alice, os reajustes financeiros dos planos empresariais são feitos de acordo com a quantidade de pessoas beneficiadas. 

E o nosso diferencial: usamos o IPCA anual no cálculo, o que traz mais segurança, transparência e previsibilidade. 

Entre 1 e 29 pessoas: não há teto para o reajuste, e o cálculo é feito a partir de um pool das empresas com o mesmo tamanho que são cuidadas pela Alice, seguindo as regras da ANS. 

Entre 30 e 99 pessoas: o cálculo é feito a partir de um pool das empresas com o mesmo tamanho e o teto é 2 vezes o IPCA. Se a empresa tiver um plano com reembolso, esse reajuste é individualizado, sem teto.

Mais de 100 pessoas: não há teto para o reajuste, e o cálculo é individualizado para cada empresa. 

E o que é levado em consideração no reajuste para planos empresariais? Apenas as despesas da atenção secundária, como os especialistas de clínicas e ambulatórios, e da terciária, que é o cuidado oferecido por hospitais, como internações e cirurgias. 

Ou seja, todo o cuidado recebido via Time de Saúde, voltado à prevenção e promoção de saúde no dia a dia, não é calculado nos custos do reajuste. E se considerar que 83% das queixas dos membros são resolvidas sem ninguém precisar ir para o pronto-socorro, vale muito a pena ter um plano da Alice para sua empresa!

Quanto foi o reajuste de plano de saúde empresarial em 2023?

Em 2023, a Alice teve a menor taxa de reajuste do mercado no plano de saúde empresarial — 13,4%, contra a média de 23%. 

Nosso reajuste é transparente e previsível, porque temos formas diferentes de calculá-lo e focamos na atenção primária. 

Tabela de reajuste Alice 2023

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