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Obesidade e coordenação de cuidado: dados clínicos dos membros Alice em 2025

14% dos membros Alice com obesidade reduziram peso sem cirurgia em 2025 — acima da média americana. Dados do Health Report com benchmarks internacionais identificados por fonte.

Obesidade e coordenação de cuidado: dados clínicos dos membros Alice em 2025

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O Health Report Alice 2025 registra que 14% dos membros com obesidade reduziram peso sem cirurgia — acima dos 12% de estudo de coorte norte-americano publicado no JAMA Network Open. Entre os membros que realizaram gastroplastia, 59,3% atingiram a meta de perda ponderal em até 12 meses após o procedimento — dado comparado ao benchmark de 84% dos Estados Unidos, segundo estudo de coorte publicado no Obesity Surgery.

A obesidade é uma das condições crônicas de maior complexidade clínica: envolve fatores metabólicos, emocionais, comportamentais e sociais que variam significativamente entre pessoas. No Brasil, a prevalência entre adultos supera 25%, segundo o Ministério da Saúde, e a condição é fator de risco direto para diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer.

O Health Report Alice é o primeiro demonstrativo de resultados clínicos publicado por uma operadora de saúde privada no Brasil, com dados de aproximadamente 80 mil membros, organizados em oito jornadas de saúde e comparados a benchmarks nacionais e internacionais identificados por fonte.

O que torna o acompanhamento da obesidade diferente de outras condições crônicas?

Diferente da hipertensão ou do diabetes — condições em que um marcador clínico central (pressão arterial e HbA1c) orienta o acompanhamento — a obesidade não tem um único indicador que resume o controle da condição. O peso e o IMC são os marcadores mais usados, mas não capturam sozinhos a complexidade do quadro: duas pessoas com o mesmo IMC podem ter perfis metabólicos, riscos cardiovasculares e respostas ao tratamento completamente diferentes.

Por isso, o acompanhamento eficaz da obesidade exige uma abordagem multidisciplinar — com Médicos de Família e Comunidade, endocrinologistas, nutricionistas e, quando indicado, cirurgiões bariátricos e profissionais de saúde mental atuando de forma coordenada ao longo do tempo.

Como a Alice acompanha membros com obesidade?

Na Alice, membros com obesidade não seguem um caminho único. O cuidado é estruturado a partir do perfil clínico individual — grau de obesidade, presença de comorbidades, histórico de tentativas anteriores de perda de peso e contexto de vida. Médicos de Família e Comunidade, endocrinologistas e nutricionistas trabalham juntos para apoiar mudanças sustentáveis e coordenar a jornada. Em casos selecionados, o cuidado inclui cirurgia bariátrica ou uso de medicamentos agonistas de GLP-1, sempre com monitoramento contínuo.

Os indicadores são organizados em dois grupos: aderência — registro de peso, coleta de IMC e adesão às consultas — e desfecho — melhora de peso, resultados cirúrgicos e perda ponderal sustentada.

Aderência: como os membros com obesidade acompanham o cuidado

Registro de peso e IMC

75% dos membros Alice com obesidade mediram e registraram o peso no período — dentro da meta estabelecida pela Alice, entre 75% e 90%. Entre os membros que realizaram cirurgia bariátrica, 70% registraram peso e IMC nos últimos seis meses após o procedimento.

Consultas com especialistas

73% dos membros com obesidade realizaram ao menos uma consulta com Médico de Família e Comunidade, cardiologista, endocrinologista ou geriatra nos últimos 12 meses — levemente abaixo da meta Alice de 75% a 90%. Das consultas realizadas, 69% foram com Médicos de Família e Comunidade, 24% com endocrinologistas e 7% com cardiologistas.

Adesão pré-cirúrgica

Entre os membros que realizaram gastroplastia, 45,45% completaram a régua de adesão pré-cirúrgica estabelecida pela Alice — definida como ao menos 7 consultas com Médicos de Família e Comunidade e endocrinologistas nos 24 meses anteriores ao procedimento. Esse indicador está abaixo da meta Alice de 75% a 90% e sinaliza uma área de desenvolvimento no acompanhamento pré-operatório.

Desfecho: o que os dados mostram sobre perda de peso e resultados cirúrgicos

Melhora de peso sem cirurgia

14% dos membros Alice com obesidade reduziram mais de 5% do peso corporal em ao menos 10 meses, sem cirurgia bariátrica — acima dos 12% registrados em estudo de coorte retrospectivo com dados norte-americanos publicado no JAMA Network Open, e próximo aos 16% do Reino Unido, registrados em estudo de coorte com prontuários eletrônicos de atenção primária britânica publicado no PubMed.

Taxa de gastroplastia

A taxa de cirurgia bariátrica entre membros elegíveis foi de 39,7 por 100 mil nos últimos 12 meses — abaixo dos 80 por 100 mil registrados nos Estados Unidos e acima dos 10 por 100 mil da Alemanha, segundo artigo de revisão publicado no Ärzteblatt. Membros elegíveis são definidos como aqueles com obesidade grau 2 com comorbidades ou grau 3, de acordo com a classificação da OMS.

Sucesso pós-bariátrica

59,3% dos membros Alice que realizaram cirurgia bariátrica atingiram a meta de perda ponderal em até 12 meses após o procedimento — definida como redução entre 15% e 20% do peso corporal. Nos Estados Unidos, esse percentual é de 84%, segundo estudo de coorte retrospectivo publicado no Obesity Surgery.

GLP-1 no acompanhamento da obesidade: o que a Alice registra

Os medicamentos agonistas de GLP-1 — conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”, com princípios ativos como semaglutida e liraglutida — têm sido utilizados com indicação e pertinência nas jornadas dos membros Alice com obesidade. Seu uso é feito de forma integrada ao acompanhamento clínico, com monitoramento contínuo por Médicos de Família e Comunidade e endocrinologistas.

Por se tratar de uma incorporação recente ao protocolo de cuidado, a Alice ainda não dispõe de uma série de dados consolidada sobre os desfechos associados ao uso de GLP-1 em sua base de membros. Esses dados devem aparecer nas próximas edições do Health Report, à medida que a série se consolide.

O que esses números indicam sobre coordenação de cuidado na obesidade

Os dados de 2025 mostram que o acompanhamento contínuo e multidisciplinar produz resultados mensuráveis mesmo em uma condição de alta complexidade como a obesidade. A taxa de melhora de peso sem cirurgia — 14%, superior à média americana de 12% — reflete o impacto de um cuidado que não depende de intervenção cirúrgica como primeira ou única resposta. A taxa de renovação de contratos de 98% entre empresas com mais de 30 vidas (fonte: Alice, 2026) indica que gestores que acompanham indicadores clínicos reconhecem esse resultado na prática.

O indicador de adesão pré-cirúrgica abaixo da meta Alice (45,45% vs. 75%–90%) é um dado que a própria Alice registra com transparência — e que aponta para um caminho de desenvolvimento no acompanhamento dos membros que seguem a via cirúrgica.

Para gestores que avaliam planos de saúde corporativos por resultado clínico, a obesidade é uma condição particularmente relevante: está associada a custos elevados de internação, afastamento e comorbidades como diabetes e hipertensão. Um plano que publica taxas de melhora de peso, resultados cirúrgicos e protocolos de acompanhamento oferece uma base objetiva para avaliar o que o cuidado entrega na prática.

Perguntas frequentes sobre obesidade e plano de saúde corporativo

O plano de saúde cobre acompanhamento para obesidade além da cirurgia bariátrica?

Sim. Na Alice, o acompanhamento da obesidade inclui consultas com Médico de Família e Comunidade, endocrinologista e nutricionista, além de monitoramento contínuo por app. A cirurgia bariátrica é uma das vias possíveis — não a única. Em 2025, 14% dos membros Alice com obesidade reduziram peso sem nenhum procedimento cirúrgico (fonte: Health Report Alice 2025).

Qual é a taxa de sucesso da cirurgia bariátrica em planos de saúde corporativos?

Na Alice, 59,3% dos membros que realizaram gastroplastia atingiram a meta de perda ponderal — entre 15% e 20% do peso corporal — em até 12 meses após o procedimento (fonte: Health Report Alice 2025). O benchmark americano é de 84%, segundo estudo publicado no Obesity Surgery. A diferença reflete um campo em desenvolvimento, registrado com transparência pela Alice.

Como saber se o plano de saúde da empresa acompanha resultados clínicos de obesidade?

O indicador mais objetivo é a publicação de dados de desfecho: taxa de melhora de peso sem cirurgia, percentual de sucesso pós-bariátrica e aderência a consultas. O Health Report Alice 2025 publica esses dados com benchmarks nacionais e internacionais identificados por fonte — o primeiro demonstrativo desse tipo publicado por uma operadora privada no Brasil.

Os medicamentos GLP-1 são cobertos pelo plano de saúde para obesidade?

A cobertura de medicamentos agonistas de GLP-1 — como semaglutida e liraglutida — varia conforme a operadora e a indicação clínica.

Obesidade impacta o reajuste do plano de saúde corporativo?

A prevalência de obesidade na base de beneficiários influencia o custo de cuidado da operadora e, indiretamente, os reajustes. O modelo de acompanhamento contínuo da Alice — com dados de 14% de melhora de peso sem cirurgia em 2025 — busca reduzir custos associados a comorbidades como diabetes e hipertensão, que frequentemente acompanham a obesidade não tratada.

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