O papel dos dados na construção de times mais saudáveis, produtivos e sustentáveis foi o tema do terceiro episódio do Webinar Open Arena. A convidada foi Karen Sandhof, VP de People da Creditas, referência no uso de tecnologia, dados e modelos analíticos aplicados à gestão de pessoas.
Conduzido por Sarita Vollnhofer, CHRO da Alice, o encontro partiu de uma provocação central: por que o RH do presente — e não apenas do futuro — precisa ser orientado por dados? A conversa trouxe exemplos práticos, caminhos possíveis para quem está começando e reflexões maduras sobre como medir bem-estar sem reduzi-lo a indicadores superficiais.
Ao longo do webinar, Sarita e Karen falaram sobre como People Analytics está conectada à estratégia do negócio, mostrando como dados de RH ajudam a construir times de alta performance, orientar lideranças e transformar bem-estar em uma alavanca real de resultados, e não apenas em discurso.
Quem participou?
Karen Sandhof, é VP de People da Creditas e lidera uma agenda que integra pessoas, performance, tecnologia e dados. Especialista em condução da transformação digital, expansão de organizações e integração de soluções tecnológicas inovadoras com estratégias de pessoal para alcançar alto desempenho.
O que você vai aprender no episódio?
1) People Analytics é agenda do presente, não do futuro
Dados de pessoas são essenciais porque conectam o RH às prioridades do negócio: produtividade, eficiência e times de alta performance. People Analytics não serve apenas para decisões internas de RH, mas para apoiar lideranças na tomada de decisões estratégicas.
2) Performance vai muito além da avaliação de desempenho
Avaliação é apenas uma das dimensões. Performance envolve metas, clima, engajamento, liderança, segurança psicológica e bem-estar. Para enxergar esse todo, é preciso estruturar dados e olhar para múltiplas perspectivas e não para um único indicador isolado.
3) Tudo começa pelo básico: ter dados confiáveis
Antes de análises sofisticadas, o primeiro desafio é ter dados, ainda que em planilhas. Depois, garantir qualidade, atualização constante e confiabilidade. Sem isso, qualquer leitura se torna frágil e difícil de sustentar.
4) Dados isolados não geram inteligência
Um dos pontos centrais do episódio é a importância de integrar dados. Informações de clima, performance, metas, horas extras, movimentações e liderança precisam conversar entre si. É nessa correlação que surgem insights relevantes para o negócio.
5) Cruzar dados muda o tipo de conversa com a liderança
Karen compartilhou exemplos práticos de como a análise integrada ajuda a desafiar percepções comuns, como associar horas extras a alta performance. Ao cruzar dados de clima, liderança e resultados, é possível mostrar o que realmente impulsiona (ou limita) o desempenho dos times.
6) Bem-estar também é dado e pode ser medido
O episódio trouxe uma abordagem relevante sobre bem-estar e a importância de ele ser analisado. Segurança psicológica, saúde física e hábitos podem (e devem) ser medidos com metodologia, permitindo ações direcionadas e acompanhamento ao longo do tempo.
7) Indicadores de diversidade revelam riscos invisíveis
Além de olhar para contratações, Karen reforça a importância de analisar progressão de carreira e evolução salarial por recortes de diversidade. Esses dados têm impacto direto na segurança psicológica e na capacidade de formar times realmente diversos e de alta performance.
8) Dados só geram valor quando empoderam lideranças
Não basta produzir dashboards. É preciso que líderes entendam, se apropriem e ajam a partir dos dados. O papel do RH é traduzir números em provocações acionáveis, conectando indicadores à gestão real dos times.
9) People Analytics é construção contínua
Criar uma agenda orientada a dados exige mentalidade, rotina e aprendizado constante. Mais do que ferramentas, é sobre criar cadência, desenvolver competências analíticas no time de People e manter o diálogo vivo com as lideranças.
Para levar com você
People Analytics não é sobre medir mais: é sobre medir melhor. Quando dados de pessoas são bem estruturados, integrados e conectados à estratégia, o RH deixa de operar no campo da intuição e passa a atuar como parceiro real do negócio.
Medir bem-estar, segurança psicológica e performance de forma integrada permite construir times mais saudáveis, sustentáveis e de alta performance hoje, não apenas no futuro.
Confira o episódio completo no vídeo em destaque nesta página.