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Você não é o seu crachá: o que pensa a Gen Z sobre saúde e trabalho?

O que a Gen Z está nos dizendo sobre saúde, valores e trabalho e como o RH pode responder com mais coerência, autonomia e cuidado.

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A Geração Z já está ocupando espaço central nas empresas e, junto com ela, chegam novas expectativas sobre autonomia, flexibilidade, saúde mental e alinhamento de valores. No sexto episódio do Webinar Open Arena, a Alice recebeu Isadora Gabriel, CHRO da Flash, para aprofundar os dados do estudo idealizado pela Alice e parceiros, Pulso RH, sobre Gen Z, saúde e trabalho e traduzir esses insights em caminhos práticos para o RH.

Conduzido por Sarita Vollnhofer, CHRO da Alice, o encontro mostrou que a pergunta não é “como lidar com a Gen Z”, mas como criar ambientes de trabalho mais coerentes com a vida real, onde saúde e performance caminhem juntas.

Quem participou?

Isadora Gabriel é CHRO da Flash, plataforma de gestão da jornada do colaborador (benefícios, despesas, admissão, controle de jornada, desligamento e mais). No episódio, Isa conecta o que os dados mostram com a prática: como desenhar experiências mais simples, flexíveis e alinhadas ao que essa nova geração valoriza, sem perder performance e sustentabilidade.

O que você vai aprender no episódio?

1) A Gen Z não é “descomprometida”, mas comprometida com ela mesma

A conversa trouxe uma provação importante que é quebrar o mito de “ geração descompromissada”. A Gen Z tende a enxergar o trabalho como parte da identidade, mas não como o centro dela. Nos dados apresentados, isso aparece com clareza: em comparação com millennials, mais jovens veem o trabalho como “um pouco do que eu sou” e, com maior frequência, como um “mal necessário para pagar as contas”.

O convite é mudar a perspectiva do olhar: não é falta de ambição, é mais consciência de escolha, mais criticidade e menos disposição para engolir incoerências.

2) Saúde é prioridade, mas os indicadores estão piores

A conversa traz um contraste que chama atenção: a Gen Z coloca saúde e bem-estar como tema central, mas os dados mostram pior condição populacional, especialmente em saúde mental. Com base em análises da Alice (incluindo o Score Magenta, indicador holístico de saúde), surgem sinais como:

  • pior score geral da Gen Z vs. millennials; 
  • pior recorte no pilar de saúde mental; 
  • maior prevalência de ansiedade entre os mais jovens. 

O episódio reforça que não basta “falar de saúde mental”. É preciso entender o que, no ambiente e no modo de trabalho, está contribuindo para esse cenário.

3) Valores e cultura impactam saúde de forma concreta

Um insight bem forte do estudo é: quando existe alinhamento entre valores pessoais e valores da empresa, a percepção de saúde melhora muito. A Gen Z reporta saúde “boa/excelente” com muito mais frequência quando sente coerência entre o que acredita e o que a empresa pratica.

Na prática, isso coloca uma responsabilidade extra no RH: ser transparente e consistente, especialmente no recrutamento e na experiência real depois da contratação.

4) Transparência e coerência: o “EVP real” ganha mais peso que o “EVP bonito”

No episódio, Sarita e Isa reforçam um ponto-chave: a Gen Z cobra que a empresa seja a mesma no discurso e na rotina. Não adianta dizer que tem equilíbrio se a liderança manda mensagem no fim de semana. Não adianta prometer autonomia se o dia a dia é microgestão. É melhor ser honesto sobre trade-offs do que vender um cenário perfeito e frustrar na prática. Porque isso vira ansiedade, frustração, queda de engajamento e (frequentemente) turnover.

5) Benefícios flexíveis: a Gen Z usa diferente

Um dado prático que apareceu na conversa é que quando existe flexibilidade real, a Gen Z tende a direcionar mais escolhas para saúde física e mental, usando melhor a lógica de personalização do pacote. Isso mostra duas coisas importantes para o RH:

  • flexibilidade não é só “bônus”, é ferramenta de aderência; 
  • benefícios ganham potência quando permitem escolhas por momento de vida e necessidade. 

6) O desafio do “digital demais” e a cultura de foco

Isa também aponta que a Gen Z nasceu no digital e vive sob excesso de estímulo, múltiplas telas, notificações e pressão por atualização constante. E isso pode amplificar ansiedade e dificultar concentração e produtividade.

O episódio traz uma provocação importante: se o ambiente de trabalho não ajuda as pessoas a criarem foco, limites e ritmo sustentável, a saúde mental vira um custo invisível, especialmente para quem está começando a carreira.

Para levar com você

A Gen Z está colocando um espelho na frente das empresas: autonomia sem suporte não funciona, cultura sem prática não se sustenta e “saúde no discurso” não segura ansiedade na rotina.

Para o RH, o caminho passa por coerência (o que prometemos x o que entregamos), por experiências mais transparentes desde o hiring, por flexibilidade que respeita diferentes vidas e por lideranças capazes de orientar sem controlar.

Confira o episódio completo no vídeo em destaque nesta página!

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