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Saúde social na prática: o que o case do Magalu ensina sobre cultura, conexão e resultado

Empresas que desejam performance sustentável precisam olhar para a saúde de forma integral, tanto a física quanto a mental e a social.

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Nunca estivemos tão conectados e, ao mesmo tempo, tão solitários. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada seis pessoas relata impactos da solidão na própria saúde. E a Harvard Business Review já listou a solidão como um dos maiores riscos empresariais recentes.

Foi a partir desse paradoxo que Sarita Vollnhofer, CHRO da Alice, abriu o 14º episódio do Open Arena, recebendo Patrícia Pugas, Diretora Executiva de Gestão de Pessoas do Magazine Luiza, para uma conversa sobre saúde social na prática, e como transformá-la em estratégia de negócio.

Mais do que um conceito, a saúde social apareceu como aquilo que sustenta pertencimento, engajamento e performance sustentável.

Quem participou?

Patrícia Pugas é diretora executiva de Gestão de Pessoas do Magazine Luiza, onde atua há 10 anos e acompanhou de perto a transformação e a expansão da companhia. Mãe de três meninas, Pugas compartilhou como cultura, vínculos e disciplina na execução são pilares que atravessam gerações dentro da empresa.

O que você vai aprender no episódio?

1) Saúde social começa na cultura — não no projeto

Antes mesmo de o termo ganhar espaço nas discussões corporativas, o Magazine Luiza já cultivava práticas que fortalecem conexão e pertencimento. Para Pugas, saúde social é inseparável da cultura.

Ela resume em um “ciclo virtuoso” com três pilares:

  • Práticas e rituais claros;
  • Comunicação que sensibiliza, e não apenas informa;
  • Disciplina consistente na execução.

Não se trata, apenas, de ações pontuais, mas de uma repetição que seja intencional.

2) Rituais constroem vínculo e escalam cultura

Um dos exemplos mais emblemáticos é a reunião de segunda-feira, realizada simultaneamente em todas as unidades da companhia. O encontro inclui celebrações, compartilhamento de informações estratégicas, reconhecimento e um momento de conexão coletiva.

Além disso, a empresa mantém:

  • TV corporativa semanal, assistida em grupo nas lojas;
  • Grandes encontros anuais de liderança;
  • Avaliações baseadas em valores e comportamentos observáveis.

O ponto central: cultura forte aparece nos rituais e nos comportamentos que eles reforçam.

3) Conexão com a família também é estratégia

Se passamos grande parte da vida no trabalho, faz sentido integrar — e não separar radicalmente — as dimensões da vida.

O Magalu promove ações com pais, mães e filhos nas unidades e criou uma colônia de férias dentro do escritório, permitindo que crianças passem o dia no ambiente de trabalho dos responsáveis.

Pode parecer simples, mas o impacto é profundo, pois:

  • Reforça orgulho;
  • Fortalece marca empregadora;
  • Humaniza o ambiente de trabalho;
  • Cria pertencimento que atravessa gerações.

Saúde social também é ampliar o círculo de conexão.

4) O papel da liderança é decisivo

“Pessoas não pedem demissão da empresa. Pedem demissão do líder.”

A frase, já conhecida no RH, ganha ainda mais peso quando falamos de saúde social. O líder é quem traduz cultura em prática diária, especialmente em contextos híbridos e descentralizados.

Mas há um ponto sensível: liderança também pode ser solitária.

Por isso, a empresa precisa garantir que líderes tenham suporte, ferramentas e cuidado com a própria saúde social.

5) Dá para medir saúde social? Sim, e isso é essencial

Embora parte do impacto seja subjetivo, os efeitos são tangíveis. Patrícia destacou indicadores como:

  • Força da marca empregadora;
  • Volume e qualidade de candidatos;
  • Turnover e tempo médio de permanência;
  • Pesquisas de clima e engajamento;
  • Produtividade e entrega de resultados.

No Magalu, avaliações comportamentais baseadas em valores são cruzadas com metas objetivas. E, segundo Pugas, na maioria dos casos há convergência: pessoas mais alinhadas culturalmente também entregam melhores resultados.

Saúde social não é “soft”. Ela impacta diretamente na performance e na sustentabilidade do negócio.

6) Onboarding é experiência

Outro ponto provocador foi a discussão sobre onboarding. Em vez de usar esse momento para despejar informações que poderiam estar em um vídeo ou documento, o convite é transformá-lo em experiência de conexão:

  • Com pessoas;
  • Com rituais;
  • Com propósito;
  • Com a cultura real da empresa.

Encantamento começa antes da contratação e se consolida no primeiro dia.

7) Tecnologia é meio, não fim

Em um cenário de trabalho híbrido e uso crescente de IA, o desafio não é escolher entre tecnologia ou conexão, mas equilibrar.

Ferramentas digitais ampliam alcance e integração, especialmente em empresas com milhares de colaboradores espalhados pelo país. Mas a conexão genuína exige intencionalidade humana.

Tecnologia é meio. Cultura e liderança são o que dão sentido.

Para levar com você

Saúde social é estratégia. Ela nasce na cultura, se materializa em rituais, se fortalece na liderança e aparece nos indicadores de negócio.

Empresas que desejam performance sustentável precisam olhar para a saúde de forma integral, tanto a física quanto a mental e a social. Afinal, pertencimento, confiança e vínculo não são acessórios, mas são infraestrutura invisível da performance.

Confira o episódio completo no vídeo em destaque nesta página.

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