Webinar

Como a cultura de aprendizagem pode ajudar a alavancar o negócio

Como dados, inteligência coletiva e aprendizado contínuo viram vantagem competitiva: os ensinamentos do TikTok Way of Learning.

Tamanho do texto

Em empresas que crescem em alta velocidade, aprender não pode ser uma iniciativa paralela. Quando a aprendizagem não nasce das dores reais do negócio, ela vira consumo de conteúdo e não alavanca de performance.

Foi a partir dessa provocação que, no nono episódio do Webinar Open Arena, Sarita Vollnhofer, CHRO da Alice, recebeu Nathália Brandão, Head de People Development do TikTok na América Latina, para uma conversa sobre como colocar a aprendizagem no centro da estratégia e usá-la como motor de crescimento organizacional.

Ao longo do episódio, Nath compartilha os bastidores do TikTok Way of Learning, uma metodologia autoral construída para uma realidade de alta velocidade: times crescendo rápido, produtos mudando o tempo todo e demandas de negócio que não esperam “o próximo ciclo”.

Quem participou?

Nathália Brandão é Head de People Development do TikTok na América Latina e lidera iniciativas de desenvolvimento do negócio através da aprendizagem. Com trajetória não linear (Direito, diplomacia, projetos, risco, marketing, inovação, produto e vendas), ela compartilha como construiu uma tese que coloca o learning no centro da estratégia e não como “um produto do RH”.

O que você vai aprender no episódio?

1) Aprendizagem começa na dor real, não na solução pronta

Antes de falar de metodologia, Nath deixa um princípio claro: apaixone-se pelo problema. Para ela, learning só gera tração quando respeita o tempo das pessoas (o “Corporate Love Language”) e devolve retorno: ROI do investimento e retorno do tempo investido. Isso muda a ordem das coisas: em vez de comprar um programa pronto e tentar encaixar, o time parte de diagnóstico, contexto e necessidade do negócio.

2) Learning como Core Business: quando a estrutura “mostra” a estratégia

Um ponto que chama atenção no TikTok é a forma como a aprendizagem é posicionada: learning reporta para o negócio (e caminha lado a lado com People). Isso influencia diretamente:

  • Métricas (não apenas “métricas padrão de L&D”, mas impacto no negócio)
  • Prioridades (o que entra na agenda vem da mesa executiva e dos desafios estratégicos)
  • Conteúdo (menos “catálogo”, mais solução desenhada para o que está acontecendo agora)

A lógica é: se o negócio muda rápido, a aprendizagem precisa mudar mais rápido ainda.

3) For You Learning: personalização com mentalidade de algoritmo

O segundo pilar do TikTok Way of Learning é inspirado na For You Page: entregar o que faz sentido para aquele público, naquele momento. Em vez de “one size fits all”, a ideia é ser intencional sobre:

  • O que precisa ser aprendido (prioridades reais)
  • Como entregar (imersão? vídeo curto? prática? comunicação?)
  • Como melhorar continuamente (feedback loop: aprender com o feedback e refinar a próxima experiência)

O resultado esperado é menos mobilização em massa e mais gestão de conhecimento com foco e precisão.

4) Conhecimento coletivo como escala

O terceiro pilar parte de uma crença forte: não existe um “detentor do conhecimento”. No TikTok, todo mundo pode ensinar e aprender, independentemente de nível hierárquico. A prática que materializa isso são os TikTok Champions: pessoas mapeadas como referências em temas específicos, responsáveis por escalar conhecimento e ativar inteligência coletiva.

Aqui, aprendizagem deixa de ser “aula” e vira comunidade: menos transmissão, mais troca, prática e peer learning.

5) Case real: TikTok Way of Selling e o salto de engajamento

Para tangibilizar a metodologia, Nath compartilha o primeiro grande teste do modelo: o TikTok Way of Selling, um programa criado a partir de dados (pesquisa de satisfação do cliente) e de entrevistas internas com vendas e áreas parceiras. O objetivo era ajudar o time a subir de patamar: de vendedor para consultor de negócio.

O design do programa seguiu três camadas:

  • Sócio-emocional: vendas como “emoção pura” (neurociência e autorregulação)
  • Cognitiva: técnicas de venda, negociação, problem solving e conversa com stakeholders
  • Psicomotora: prática ativa em problemas reais, com coaching no momento

Um detalhe que surpreende: apesar de ser uma empresa de tecnologia, o programa foi 100% offline com presença, prática e troca intensa. E o resultado de engajamento foi marcante: o time saiu de 22% para 100% de participação.

Mais do que aprender “hard e soft skills”, o programa virou um catalisador cultural: ambiente seguro, aprendizado entre pares e autorregulação. É aí que o pilar Culture via Learning aparece na prática.

Para levar com você

O TikTok Way of Learning mostra que aprender não é uma etapa do processo: é o próprio processo. Quando a aprendizagem parte das dores reais do negócio, respeita o tempo das pessoas e ativa a inteligência coletiva, ela deixa de ser suporte e passa a ser estratégia.

O resultado não é só mais conhecimento, mas decisões melhores, times mais preparados e uma cultura que aprende na mesma velocidade em que executa.

Confira o episódio completo no vídeo em destaque nesta página.

Tenha um plano de saúde empresarial que você pode contar

Tenha um plano de saúde empresarial que você pode contar

Peça um orçamento

empresas estão simulando

Escolha aqui seu plano ideal