Webinar

Saúde mental no ambiente de trabalho: o que diz a nova lei?

O que muda com a NR-1 e o Certificado Empresa Promotora da Saúde Mental e como transformar exigência em estratégia.

Tamanho do texto

Saúde mental deixou de ser um tema “de campanha” e passou a ocupar um lugar mais concreto na agenda das empresas. Em meio ao aumento dos afastamentos e ao debate público sobre bem-estar no trabalho, o Brasil avançou com novas diretrizes que reforçam um ponto essencial: o ambiente profissional também influencia (e muito) a saúde mental das pessoas — e as organizações têm responsabilidade nessa construção.

No quinto episódio do Webinar Open Arena, a Alice recebeu Tatiana Pimenta, CEO e fundadora da Vittude, para uma conversa prática sobre o que muda com a atualização da NR-1 e sobre a criação do Certificado Empresa Promotora da Saúde Mental.

Conduzido por Sarita Vollnhofer, CHRO da Alice, o encontro trouxe um panorama técnico, mas com foco no que interessa para o dia a dia do RH: o que a empresa precisa fazer, por onde começar e o que priorizar para gerar impacto real.

Quem participou?

Tatiana Pimenta é CEO e fundadora da Vittude, especializada no desenvolvimento de programas de saúde mental para companhias. No episódio, Tatiana também compartilha aprendizados de quem acompanha de perto o debate regulatório e a construção de critérios mais objetivos para incentivar boas práticas nas organizações.

O que você vai aprender no episódio?

1) NR-1: saúde mental entra definitivamente na pauta de risco ocupacional

A NR-1 faz parte do conjunto de normas que estruturam saúde e segurança no trabalho. E a grande virada dos últimos anos é que, além de riscos físicos, químicos e ergonômicos, ela passa a tratar também de riscos psicossociais, como estresse laboral, assédio, sobrecarga e jornadas excessivas.

O que muda na prática? O que antes era opcional ou difuso vira um dever mais explícito: mapear, mensurar e mitigar riscos psicossociais dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).

2) Prazo e responsabilidade: o tema sobe para a alta liderança

A atualização da NR-1 entra em vigor 270 dias após a publicação. Ou seja, as empresas precisam se preparar com antecedência para não correrem atrás no último momento. E essa obrigação não fica restrita ao RH. Em casos de não conformidade, podem existir desdobramentos que envolvem fiscalização e responsabilização mais ampla, inclusive com impacto para instâncias de liderança e governança.

3) Não é “autodeclaração”: medir exige instrumentos e método

Um dos alertas importantes deste episódio é que o mapeamento não deve ser feito de forma intuitiva. A lógica da norma exige mensuração estruturada, com instrumentos validados para avaliar riscos como estresse ocupacional, ergonomia cognitiva, relação demanda–recompensa e outros fatores ligados à organização do trabalho. Sem diagnóstico, não existe gestão. E quando a empresa mede, ela enxerga riscos que antes estavam invisíveis.

4) O Certificado Empresa Promotora da Saúde Mental: oportunidade (com responsabilidade)

Além da NR-1, o episódio aborda a lei que institui o Certificado Empresa Promotora da Saúde Mental, criado para estimular boas práticas em segurança psicológica, saúde mental e bem-estar.

Mas existe um ponto central: o certificado depende de critérios que ainda passam por regulamentação. A conversa ajuda a organizar o tema em três grandes pilares que devem orientar os requisitos:

  • Promoção de saúde mental: letramento, capacitação, acesso ao cuidado e práticas consistentes (não pontuais).
  • Bem-estar e equilíbrio vida–trabalho: condições reais para uma rotina sustentável com atenção especial à jornada e à sobrecarga.
  • Transparência e prestação de contas: evidências, investimento e consistência, evitando iniciativas superficiais.

5) O risco do “mental health washing” e por que consistência vai importar

A conversa também abordou a preocupação com o “selo sem substância”. Isso porque existe um risco real de empresas buscarem reconhecimento sem investir de fato em programas estruturados, reduzindo saúde mental a palestras pontuais ou iniciativas concentradas em datas como Setembro Amarelo.

Programa de saúde mental não é ação isolada. É estratégia contínua: com investimento recorrente, integração com cultura, preparo de lideranças e cuidado com a organização do trabalho.

6) O papel do RH: transformar obrigação em estratégia de negócio

O episódio conecta a pauta regulatória a um raciocínio essencial para o RH estratégico: saúde mental não é só “cuidado”, mas também produtividade, engajamento e sustentabilidade de performance.

Em outras palavras: cumprir a norma é o mínimo. O diferencial está em usar esse movimento para estruturar uma atuação mais madura, com diagnóstico, prioridades claras e ações integradas ao dia a dia da empresa.

Para levar com você

A nova legislação acelera uma transição importante: saúde mental no trabalho deixa de ser apenas um tema de conscientização e passa a exigir governança, mensuração e plano de mitigação. Para o RH, isso é desafio, mas também oportunidade.

Empresas que tratam saúde mental como estratégia (e não como campanha) saem na frente: reduzem riscos, fortalecem segurança psicológica, sustentam performance e constroem ambientes onde as pessoas conseguem trabalhar melhor, por mais tempo e com mais saúde.

Confira o episódio completo no vídeo em destaque nesta página.

Tenha um plano de saúde empresarial que você pode contar

Tenha um plano de saúde empresarial que você pode contar

Peça um orçamento

empresas estão simulando

Escolha aqui seu plano ideal