Assim como a menarca é o nome dado à primeira menstruação, a menopausa é o último dia do ciclo menstrual na vida de uma pessoa, sabia? Embora ela represente apenas um dia, muitas vezes só é reconhecida tempos depois, quando a menstruação está há, pelo menos, um ano sem aparecer.
E não é como se fosse uma grande surpresa: em geral, a pessoa percebe os sinais do processo natural, o que leva a uma irregularidade do ciclo e a mudanças hormonais, durante anos – período chamado de climatério.
O mais comum é que o marco da menopausa aconteça entre os 45 e 55 anos, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Mas há casos em que a última menstruação chega mais cedo, por volta dos 40, e é chamada de menopausa precoce.
O que é menopausa precoce?
Para explicar o que é a menopausa precoce, vale lembrar um conceito da biologia: pessoas que possuem ovários nascem com uma reserva finita de óvulos, ou os gametas femininos que, junto com os espermatozoides, formam os bebês.
Depois de anos fornecendo óvulos todo mês, um dia eles acabam. Com isso, o ovário {que é o responsável por liberar os óvulos} entende que não precisa mais produzir certos hormônios, como estrogênio e progesterona, o que leva à falência ovariana {o termo denota algo ruim, mas é apenas parte do processo natural da vida, ok?}.
Quando esse processo natural acontece mais cedo que o previsto, por volta dos 40 anos, é chamado de menopausa precoce – e aí vale uma investigação com os profissionais de saúde para identificar quais fatores podem ter acelerado a menopausa, e o que pode ser feito para minimizar os efeitos comuns desse processo.
Isso porque a menopausa precoce não só vai trazer os sinais comuns da menopausa mais cedo {o tal do fogacho, ou as ondas de calor}, mas a queda dos hormônios antes do tempo pode aumentar o riscos de eventos cardiovasculares e mesmo a osteoporose, já que afeta a massa óssea.
Não é preciso pânico, mas, no caso da menopausa precoce, alguns cuidados podem ter de ser tomados antes do previsto para manter a saúde em dia.
O que causa a menopausa precoce?
A principal causa da menopausa precoce é a questão genética, segundo Luciana Pistelli, médica ginecologista da Alice. Isso engloba os casos familiares ou alterações genéticas no cromossomo X que só a pessoa possa ter, e que estejam associadas à condição.
“Algumas doenças autoimunes também podem favorecer o surgimento precoce, bem como cirurgias nas quais se retira parte ou a totalidade dos ovários”, explica a médica.
Pistelli lembra que pessoas que passam por tratamento contra câncer, especialmente com a indicação de quimioterapia, ou contra doenças autoimunes podem ter a função ovariana prejudicada pelas medicações – o que pode desencadear uma menopausa precocemente.
De acordo com a médica, também é preciso excluir outras condições que possam levar à amenorreia {ou a falta de menstruação}, antes de bater o martelo na menopausa precoce. É o caso de problemas na tireoide, por exemplo. Embora os sintomas se confundam, não são a mesma coisa, ok?
Fumar causa menopausa precoce?
Alguns hábitos influenciam, sim, na antecipação da menopausa, e fumar é um deles. Pessoas que têm esse vício podem entrar na menopausa um ano antes do previsto, e até dois, caso fumem muito, de acordo com dados da Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos.
Além de desencadear o processo precocemente, os sinais da menopausa entre quem fuma também tendem a ser mais intensos. Segundo dados da entidade norte-americana, as pessoas fumantes têm mais episódios de fogachos e mais dificuldade para dormir.
Elas também têm um risco 35% maior de fraturar o quadril e, mesmo entre quem já abandonou o vício, o risco é 15% maior em comparação com quem nunca fumou.
Sinais da menopausa precoce
Os sinais da menopausa precoce se assemelham à menopausa natural, apenas ocorrendo anos antes do previsto. São eles:
- Ciclos menstruais irregulares, culminando na falta da menstruação ou em uma dificuldade para engravidar;
- Fogachos, ou ondas de calor;
- Suor noturno e dificuldade para dormir;
- Mudanças de humor e ansiedade;
- Problemas de memória e concentração;
- Secura e desconforto vaginal;
- Diminuição da libido;
- Fadiga e falta de energia;
- Dores de cabeça;
- Palpitações;
- Ganho de peso;
- Perda e dores musculares.
Menopausa precoce: o que se pode fazer?
Uma vez identificada a menopausa precoce, podem ser indicadas medicações que controlem os sinais, além da reposição hormonal, segundo Pistelli – pelo menos até a pessoa atingir a idade em que a menopausa ocorreria naturalmente, de acordo com dados do Sistema Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS, na sigla em inglês).
Vale lembrar que o estrogênio, um dos hormônios que sofre redução no climatério, tem um efeito protetor para a saúde cardiovascular, e a menopausa precoce está associada a eventos cardíacos importantes, como o infarto.
“A pessoa com menopausa precoce pode ter indicação de tratamento de reposição hormonal porque o processo ocorreu muito cedo. A queda hormonal afeta outras questões e aumenta o risco cardiovascular e de desenvolvimento da osteoporose, por exemplo, porque a falta dos hormônios também favorece a perda da massa óssea”, explica a médica.
Em alguns casos, há contraindicação para a terapia hormonal, como quem já passou por casos de câncer de mama, ovário, útero e melanomas, ou tem histórico de trombofilias – alterações que predispõem à trombose.
“Pessoas com hipertensão e diabetes descontrolados e quem possui alterações no funcionamento dos rins ou do fígado também não têm indicação. Isso porque os hormônios são metabolizados no fígado e eliminados pelos rins”, detalha.
Para todo mundo, valem as mudanças de estilo de vida, que também podem ter efeito positivo nos sinais da menopausa precoce. Entram na lista a melhora dos hábitos alimentares, manutenção dos exercícios físicos com regularidade e a cessação do tabagismo e outros vícios.
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