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Queda de cabelo por estresse: o que fazer e como controlar?

Entenda quais são as principais causas de queda de cabelo e como fatores emocionais podem impactar os fios.

Time da Alice
| Atualizado em
7 min. de leitura
Queda de cabelo por estresse

Queda de cabelo por estresse

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Sobrecarga de trabalho, falta de dinheiro ou a perda de alguém querido são causas comuns de estresse, que podem gerar reações físicas e emocionais do corpo. 

Alguns desses efeitos são tensão, cansaço e irritabilidade. Outro bastante importante é a queda de cabelo, condição que afeta, sobretudo, a autoestima. E é sobre a perda de fios de cabelo {e sua relação com o estresse} que vamos falar neste texto. Bora? 

Quais são os principais causas de queda de cabelo?

Engana-se quem pensa que perda de cabelo é uma questão exclusiva dos homens ao envelhecerem. 

Há diferentes causas para a queda de cabelo, como:

  • Doenças autoimunes;
  • Distúrbios hormonais;
  • Hereditariedade;
  • Uso de medicamentos, principalmente a quimioterapia;
  • Infecções;
  • Estresse;
  • Traumatismos;
  • Pós-parto;
  • Anemia;
  • Significativa perda de peso;
  • Deficiência de vitaminas.
 

Por que o estresse pode causar queda de cabelo?

A queda de fios devido ao estresse é associada à elevação nos níveis de cortisol, hormônio produzido pelo organismo em resposta a situações de perigo ou ameaça. 

Também conhecido como hormônio do estresse, o cortisol tem função importante na regulação do metabolismo. 

Se estiver em excesso na corrente sanguínea, esse hormônio pode afetar, por exemplo, a absorção de substâncias essenciais para a saúde.  

Micronutrientes, como vitamina A, B, C, D, E, ferro, selênio e zinco, contribuem com a renovação celular dos folículos pilosos, estruturas responsáveis pela produção e crescimento dos fios. A carência desses nutrientes pode levar à queda de cabelo. 

Recentemente, cientistas também descobriram possíveis efeitos diretos de hormônios ligados ao estresse na renovação celular que ocorre durante o ciclo de vida dos fios.  

Em estudo com roedores sobre a corticosterona, hormônio associado ao estresse similar ao cortisol em humanos, foi constatado que essa substância pode inibir a regeneração dos folículos, que acabam permanecendo em repouso por mais tempo. 

Sem a devida multiplicação celular, os tecidos da região não se renovam, fazendo com que os fios caiam com facilidade. 

A ansiedade faz cair o cabelo?

Sim,  ansiedade também pode provocar a perda de fios de cabelo. 

O estresse e a ansiedade são respostas emocionais, mas diferentes. Segundo a Associação Americana de Psicologia, o estresse é geralmente causado por um gatilho externo (um deadline no trabalho, uma discussão acalorada com alguém, uma doença). Já a ansiedade é definida por preocupações excessivas e persistentes que existem mesmo sem um fator estressante. 

Ambos produzem sintomas similares: insônia, dificuldade de se concentrar, tensão muscular e irritabilidade. Portanto, ambas podem impactar na queda dos fios. 

E não só a ansiedade pode contribuir com a perda de cabelo como a própria perda pode piorar a ansiedade, num círculo vicioso. Em caso de ansiedade diagnosticada e de queda de cabelo, consulte um profissional da saúde para conversar sobre o problema e formas de reduzi-lo.

A Covid pode causar de queda de cabelo?

Altos níveis de estresse também estão associados a alguns distúrbios capilares. Um deles se chama eflúvio telógeno, caracterizado pelo aumento da queda diária de fios de cabelo. 

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), essa condição tem como causa algum evento estressante, como uma infecção ou um transtorno psicológico. 

Esse distúrbio acelera o ciclo dos fios, fazendo com que passem à fase de queda mais rapidamente.

Durante a pandemia, cientistas constataram que a infecção por covid-19 se transformou em uma das causas frequentes e comuns de eflúvio telógeno, identificado em um quarto das pessoas infectadas pelo novo coronavírus. 

“A covid é um dos principais fatores que levam os pacientes a nos procurarem por queda de cabelo. Não é a calvície clássica. É uma queda que acontece de três a seis meses após a infecção pela covid”, afirma a médica dermatologista Fabia Schalch, da comunidade de saúde da Alice.

A boa notícia é que essa perda acelerada é temporária e o ciclo de crescimento dos fios tende a voltar ao normal com o passar do tempo. Isso porque o eflúvio é considerado um distúrbio autolimitado, ou seja, tem duração predeterminada de dois a quatro meses. 

Em teoria, segundo a SBD, não é necessário um tratamento específico no couro cabeludo, a não ser que haja outra doença associada. 

>> Covid longa: entenda como a síndrome pode afetar a saúde mental

Qual a diferença entre queda de cabelo e alopecia?

As duas palavras querem dizer a mesma coisa; alopecia significa perda de cabelos ou pelos. E há diferentes tipos de alopecia:

  • Alopecia androgênica: seu exemplo mais conhecido é a calvície masculina, mais frequente conforme os homens envelhecem. Ela afeta mais de 70% de homens e mais de 57% das mulheres com mais de 80 anos, mas pode aparecer bem mais precocemente, inclusive durante a adolescência. Dois fatores são importantes aqui: o hormônio diidrotestosterona e a hereditariedade. 
  • Alopecia areata: acredita-se que a causa seja uma reação autoimune, que faz com que as defesas do organismo ataquem os folículos pilosos. Gera falhas circulares.

Alopecia por estresse: existe relação?

Sim, fatores emocionais podem desencadear ou agravar a alopecia areata. 

Qual o melhor remédio para queda de cabelo por estresse?

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, há diversas opções de tratamento, mas é preciso consultar um(a) dermatologista para saber qual é o melhor para você, considerando a causa específica e os possíveis efeitos colaterais.

Dentre as opções terapêuticas estão os medicamentos tópicos (como soluções de minoxidil e 17 alfa estradiol) e orais (como a finasterida) e antiandrógenos sistêmicos (como a ciproterona e espironolactona). Só um profissional especializado poderá recomendar o remédio certo — portanto, não se automedique!

Lasers também podem ser utilizados para estimular o crescimento dos fios e, é claro, há o transplante de cabelo. 

Como controlar o estresse e recuperar a vitalidade dos fios

A queda dos fios afeta diretamente a autoestima, uma vez que os cabelos compõem nossa aparência física e fazem parte da nossa identidade. 

Quando a perda de fios não tem uma causa física determinada, que possa ser revertida com tratamento clínico, a alternativa para recuperar a vitalidade das madeixas é gerenciar o estresse. 

“Primeiramente, busque identificar a fonte do estresse e se organize para modificar o contexto ou a situação”, sugere Aline Prato, psicóloga da Alice

Segundo a profissional, se não for possível se afastar do que causa o estresse, deve-se buscar maneiras de aliviar a tensão. 

“Opte por fazer terapia, praticar exercícios físicos regulares, meditação e ter contato com a natureza. Estudos mostram que 10 minutos na natureza reduzem significativamente o estresse”, destaca a psicóloga. 

pessoa segurando um espelho e um pente com as mãos

10 dicas para diminuir o estresse no dia a dia

  1. Mantenha uma alimentação balanceada e saborosa
  2. Pratique exercícios físicos
  3. Medite e faça respirações profundas
  4. Passeie ao ar livre e entre em contato com a natureza
  5. Conecte-se com pessoas queridas
  6. Escreva sobre seus sentimentos
  7. Converse com alguém de confiança ou faça terapia
  8. Dedique tempo a hobbies ou serviços voluntários
  9. Relaxe com atividades prazerosas, como sessões de massagem
  10. Tente ser positivo diante das adversidades

Em situações que aumentam a carga de estresse, como a pandemia, uma dica para não se abater é ressignificar a importância de coisas simples. 

“Em meio a tanta preocupação e sofrimento, sempre busque atividades prazerosas, por menores que sejam. Algumas práticas como o distanciamento físico ainda são exigidas, mas manter conexões e proximidade emocional com outras pessoas pode ajudar. Abrir mão do controle e fazer o nosso melhor nesse contexto são o melhor caminho”, finaliza a psicóloga Aline Prato. 

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