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Bem-estar e saúde do colaborador: qual é o papel do RH?

Flexibilidade, liderança pelo exemplo e visão de longo prazo: os aprendizados práticos de quem está construindo uma cultura de saúde e bem-estar de dentro para fora.

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O primeiro episódio do Webinar Open Arena marcou a estreia do espaço de troca aberta da Alice sobre temas centrais para o futuro do trabalho.

Conduzido por Sarita Vollnhofer, CHRO da Alice, o encontro recebeu Renato Basso, VP de People do Wellhub, para uma conversa profunda, e muito prática, sobre o papel do RH na construção de ambientes de trabalho mais saudáveis.

Ao longo da entrevista, Sarita e Renato compartilharam aprendizados reais, decisões difíceis, erros e acertos de quem vive, no dia a dia, o desafio de transformar saúde e bem-estar em pilares concretos da cultura organizacional.

Quem participou?

Renato Basso é VP de People do Wellhub e está na empresa desde 2017, tendo acompanhado de perto a evolução da empresa – passando de Gympass para Wellhub — hoje uma plataforma de saúde e bem-estar com visão holística, que integra saúde física, mental, sono, nutrição e mindfulness.

O que você vai aprender no episódio?

1. Cultura de bem-estar não se constrói com “bala de prata”

Mudanças culturais profundas não acontecem do dia para a noite nas empresas. Segundo Renato, criar uma cultura de saúde e bem-estar exige um trabalho consistente, de médio e longo prazo, feito de pequenas decisões que são reforçadas todos os dias.

  1. Antes do benefício, a filosofia

Um erro comum das empresas é achar que os benefícios oferecidos pelas empresas fazem todo o trabalho de saúde e bem-estar. No Wellhub, o caminho foi o oposto: primeiro, definir quais atitudes e valores a empresa queria reforçar. A partir disso, os benefícios passam a ser consequência, e não o ponto de partida.

“Quando você começa pelo benefício, você não necessariamente vai estar reforçando as atitudes, os conceitos pelos quais você quer ser reconhecido. No fim do dia, a cultura nada mais é do que a vivência dos valores e as atitudes que acontecem no dia a dia.”

3. Flexibilidade é a espinha dorsal do bem-estar

Para o Wellhub, flexibilidade não é um “extra”, mas a base da cultura. E isso significa não ser generalista. Afinal, não existe uma regra única que funcione para todos.

Uma tarde de sexta-feira mais curta pode fazer sentido para uma pessoa. Para outra, faz mais sentido ter uma flexibilidade maior nas manhãs para cuidar dos filhos.

O foco deixa de ser o input (horas trabalhadas) e passa a ser o output (resultado entregue).

4. Liderança precisa dar o exemplo. De verdade

Cultura se constrói pelo exemplo. Quando lideranças usam os benefícios e falam abertamente sobre isso, criam permissão psicológica para que todo mundo faça o mesmo.

Renato compartilhou casos concretos, como:

  • Lideranças saindo no meio do dia para fazer terapia ou atividade física, sem constrangimento;
  • O CEO do Wellhub tirando integralmente sua licença-paternidade e ficando completamente offline – e compartilhando publicamente o impacto positivo dessa decisão.

5. Bem-estar não é privilégio de cargo

Uma cultura saudável só existe quando os benefícios são, de fato, para todos, do estagiário à alta liderança.

Quando apenas cargos sêniores conseguem usufruir da flexibilidade, o discurso se esvazia.

Se todos se sentem autorizados a usar, o impacto é real.

6. Pequenas escolhas de linguagem também constroem cultura

Um insight que marcou o episódio foi a forma como a Alice se refere à licença:

  • Presença-maternidade
  • Presença-paternidade

Mais do que um detalhe semântico, a escolha reforça a ideia de estar presente naquele momento tão único, e não apenas “afastado do trabalho”. Para Renato, palavras importam e ajudam a materializar valores.

7. Confiança é uma via de mão dupla

Flexibilidade só funciona quando existe confiança mútua:

  • A empresa confia que as pessoas vão usar os benefícios com responsabilidade;
  • As pessoas confiam que não serão penalizadas por priorizar sua saúde.

Esse equilíbrio cria ambientes mais seguros, engajados e sustentáveis no longo prazo.

8. Bem-estar é integral e inseparável da vida real

Não existe mais a divisão clara entre vida pessoal e profissional. Sono, saúde mental, alimentação, relações pessoais e trabalho se influenciam o tempo todo.

Por isso, iniciativas de bem-estar precisam considerar o todo — e não apenas um pilar isolado.

Para levar com você

O papel do RH não é assumir a responsabilidade pela saúde individual de cada pessoa, mas criar um ambiente que permita, incentive e legitime o cuidado.

Quando saúde e bem-estar deixam de ser discurso e passam a orientar decisões, lideranças e práticas do dia a dia, o impacto aparece: mais engajamento, mais sustentabilidade e melhores resultados para as pessoas e para o negócio.

Confira o episódio completo no vídeo em destaque nesta página!

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