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Benefícios: estratégia, implementação e medição de impacto

Como construir - e revisar - um pacote de benefícios que esteja alinhado à cultura e baseado em dados e governança, sem cair no “copia e cola”.

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No segundo episódio do Webinar Open Arena, a conversa foi com Lilian Kazama, People Director, Remuneração total e Operações de RH no iFood, sobre como construir (e revisar) um pacote de benefícios que realmente funcione: alinhado ao momento do negócio, às necessidades das pessoas e com métricas que sustentem decisões ao longo do tempo.

Conduzido por Sarita Vollnhofer, CHRO da Alice, o encontro passou por temas que todo RH vive na prática: por onde começar a construção desse pacote, como justificar escolhas, como aumentar utilização, como medir impacto e como lidar com mudanças — inclusive quando é preciso reduzir ou descontinuar algo.

Durante o webinar, as participantes conectaram o tema à realidade de empresas em crescimento e às escolhas difíceis que surgem quando orçamento, maturidade e expectativas mudam. Também compartilharam aprendizados de implementação e evolução de benefícios em diferentes fases do negócio.

Quem participou?

Lilian Kazama lidera a área de Operações de RH, Remuneração e Benefícios no iFood. Ao longo da carreira, dedica-se à criação de soluções estratégicas de gestão de pessoas que fortalecem culturas, impulsionam o crescimento e posicionam as empresas para o futuro.

O que você vai aprender no episódio?

1) Benefícios não são uma lista. São uma estratégia

Benefícios fazem parte de um pacote maior de remuneração e valorização do colaborador. Antes de decidir o que oferecer, é preciso entender missão, valores e estratégia do negócio, e como isso se traduz em remuneração fixa, variável, benefícios e componentes não monetários (como desenvolvimento, flexibilidade e cultura). Benefício bom é benefício coerente com a empresa e com as pessoas.

2) Evite o “copia e cola”: o que funciona em outra empresa pode não funcionar na sua

Um erro comum é olhar para uma empresa admirada, copiar a lista de benefícios e implementar. Segundo Lilian, isso tende a falhar porque ignora contexto: setor, objetivos do negócio, orçamento, perfil de time e necessidades reais.

3) Personas importam e benefícios flexíveis ganham força

Nem todo mundo valoriza as mesmas coisas e isso fica ainda mais evidente conforme a empresa amadurece. As necessidades mudam com o tempo, e a estratégia precisa acompanhar.  Por isso, modelos como benefícios flexíveis aparecem como forma de dar poder de escolha, adaptando o pacote aos diferentes momentos de vida e perfis dentro da companhia.

4) “Brilliant Basics”: faça o básico muito bem feito antes de adicionar mais coisas

Em vez de criar uma lista interminável, foque no essencial com excelência. Plano de saúde, VR/VA e itens altamente valorizados precisam funcionar muito bem e só depois faz sentido adicionar camadas extras. Além de gerar mais valor, isso evita custo e complexidade operacional desnecessários.

5) Medir é parte do desenho (não uma etapa posterior)

O RH precisa ser cada vez mais data-driven, mas isso só acontece se a medição for pensada desde o início. Sem baseline (o “antes”), sem dados organizados e sem clareza do que se quer acompanhar, medir impacto vira um improviso e as decisões ficam frágeis.

6) Baixa utilização: é falta de interesse ou falta de conhecimento?

Quando um benefício tem adesão baixa, a pergunta não é só “por que não usam?”, mas o que essa utilização está dizendo. Pode ser que o benefício não faça sentido para a maioria ou, ainda, que as pessoas nem saibam que existe ou não entendam como usar. O episódio aborda a importância de comunicação, transparência e leitura crítica de dados de uso.

7) Pesquisas sem gerar expectativa: pergunte melhor

Perguntar “você está satisfeito?” pode gerar respostas enviesadas (muitas pessoas respondem “não” para tentar melhorar o pacote). Uma alternativa prática sugerida: perguntar quais benefícios são mais valorizados. Isso dá insumos para priorizar e, principalmente, para saber o que não mexer.

8) Foque nos indicadores certos

Benefícios têm valor indireto e medir ROI direto é, muitas vezes, irreal. Em vez disso, vale acompanhar indicadores como engajamento, custos diretos/indiretos, tendências de afastamentos e problemas de saúde relevantes (por exemplo, burnout) e como o pacote de benefícios contribui para a estratégia de cuidado.

9) Quando é preciso mudar (ou retirar) benefícios: gestão de mudança e narrativa importam

Toda mudança gera percepção de perda. Por isso, retirar ou reduzir benefícios exige planejamento, transparência e alinhamento com liderança. Mais do que “economia”, a comunicação precisa estar conectada a uma narrativa mais ampla, com contexto, dados e responsabilidade para reduzir ruído e aumentar compreensão.

Para levar com você

Benefícios são uma alavanca poderosa quando deixam de ser uma lista e viram uma estratégia: alinhada à cultura e ao negócio, desenhada para as personas reais da empresa e sustentada por dados de utilização e impacto.

Fazer o básico muito bem feito, medir desde o início e conduzir mudanças com governança e narrativa clara é o caminho para construir um pacote que realmente gera valor — para as pessoas e para a empresa.

Confira o episódio completo no vídeo em destaque nesta página.

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