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Cultura AI-driven e o impacto na saúde e performance

Como a inteligência artificial está redesenhando a forma de trabalhar e o papel da liderança na construção dessa transformação.

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A inteligência artificial já deixou de ser uma tendência distante. Para muitas empresas, ela já está presente no dia a dia, automatizando tarefas, ampliando capacidade analítica e mudando a forma como as pessoas trabalham. O desafio agora não é mais se a IA será usada, mas como criar uma cultura que permita que ela gere impacto real em produtividade, saúde e performance.

No 11º do Webinar Open Arena, Sarita Vollnhofer, CHRO da Alice recebeu Kleber Piedade, CEO da Bondy, e Fred Lacerda, Cofundador da Pin People, para discutir o que significa, na prática, construir uma cultura AI-driven e quais são os riscos, dilemas e oportunidades desse processo.

O episódio também trouxe dados inéditos da 4ª edição do Pulso RH,  estudo idealizado pela Alice e parceiros, que investiga a relação entre tecnologia, saúde e performance no trabalho.

Quem participou?

Kleber Piedade é CEO da Bondy, empresa que utiliza inteligência artificial e automações para tornar a comunicação com colaboradores mais eficiente e acessível.

Fred Lacerda é Co-founder da Pin People, plataforma de gestão de Employee Experience (EX) que combina psicologia organizacional, tecnologia e inteligência artificial para ajudar organizações a medir, entender e agir sobre os dados de experiência dos colaboradores.

O que você vai aprender no episódio?

1) A IA já impacta a produtividade, mas a cultura ainda é o gargalo

Dados da pesquisa Pulso RH mostram que 63% das pessoas já usam IA no trabalho, e 58% sentem impacto direto na própria produtividade. O ganho aparece principalmente na automação de tarefas repetitivas, no aumento de eficiência e na melhor gestão do tempo. Ainda assim, uma parcela significativa das pessoas segue sem usar a tecnologia, muitas vezes por falta de acesso, capacitação ou clareza de aplicação.

2) Cultura AI-driven começa com direção clara da liderança

Uma transformação desse porte não acontece de forma espontânea. A liderança precisa dar direção explícita, mostrar pelo exemplo e deixar claro que o uso da IA é incentivado, não punido. Quando CEOs e líderes usam, estudam e falam abertamente sobre IA, o receio diminui e a adoção se acelera.

3) Não é sobre ferramenta, é sobre comportamento

Um ponto central da conversa foi a armadilha de começar pela tecnologia. Assinar ferramentas sem mudar comportamentos tende a gerar pouco impacto. Cultura AI-driven se constrói quando a empresa parte dos problemas reais, entende onde a IA pode ajudar e só então disponibiliza as soluções certas.

4) Capacitação precisa ser intencional e contínua

Entre as pessoas que ainda não usam IA, a principal razão apontada é a falta de treinamento. Os convidados destacam a importância de inserir IA de forma estruturada nos planos de desenvolvimento, criando espaço para aprendizado prático, experimentação e troca constante, não como evento pontual, mas como rotina.

5) Rituais aceleram a adoção

Casos apresentados mostram como rituais simples — encontros periódicos, momentos de troca, espaços “mão na massa” — ajudam a transformar curiosidade em uso real. Quando as pessoas veem seus próprios processos sendo redesenhados com apoio da IA, a adoção deixa de ser abstrata e passa a fazer sentido no dia a dia.

6) Saúde e performance caminham juntas

A IA aparece como uma aliada importante na redução da carga operacional, liberando tempo para atividades mais estratégicas, criativas e interessantes. Isso pode melhorar a experiência do colaborador, desde que o ganho de eficiência não seja automaticamente convertido em mais cobrança.

7) Segurança psicológica é condição para inovação

Para que as pessoas experimentem, errem e aprendam, é preciso um ambiente de segurança psicológica. Os convidados reforçam que culturas que incentivam curiosidade, aprendizagem contínua e autonomia tendem a extrair mais valor da IA do que aquelas baseadas em controle e medo.

8) Segurança de dados exige orientação

Outro ponto crítico é o uso responsável da IA. Em vez de proibir, as empresas precisam educar, oferecer ferramentas seguras e orientar sobre limites, proteção de dados e boas práticas. O equilíbrio entre segurança e acesso é essencial para não travar a inovação.

Para levar com você

Construir uma cultura AI-driven não é um projeto de tecnologia, é uma transformação cultural. Ela exige direção clara, liderança pelo exemplo, capacitação contínua e segurança psicológica.

Quando bem conduzida, a IA pode ampliar a performance, melhorar a experiência de trabalho e apoiar uma relação mais saudável com a produtividade.

Confira o episódio completo no vídeo em destaque nesta página.

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