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Com qual frequência deve-se fazer o exame Papanicolau? Entenda

Time da Alice
| Atualizado em
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exame Papanicolau

exame Papanicolau

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Cuidar da saúde ginecológica não significa que o exame Papanicolau precise ser feito todos os anos, sabia? {Se isso é novidade para você, não se preocupe que você não está sozinha}.

Quem tiver dois exames consecutivos com resultados considerados bons pode esperar até três anos para fazer o próximo. E a ideia é que os primeiros sejam feitos a partir dos 21 anos – ou dos 25 anos –, mas sempre após o início da vida sexual.

É o que dizem as principais entidades da área, como o Colégio norte-americano de Ginecologia e Obstetrícia, a Força-tarefa norte-americana de Serviços Preventivos, o Programa de Saúde Pública da União Europeia e, daqui do Brasil, o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional do Câncer (INCA)

Essa regularidade varia porque a frequência ideal segue o histórico de saúde de cada pessoa. Quem for imunossuprimido, por exemplo, vai passar pelo exame com um intervalo menor, a cada seis meses ou um ano. 

O que é o exame Papanicolau?

Papanicolau (ou Papanicolaou) é o nome do exame para o rastreamento do câncer do colo do útero. Em termos mais técnicos, ele é também conhecido por colpocitologia oncótica cervical ou esfregaço cervicovaginal {que já dá um spoiler de como é feito}. 

De acordo com dados do Inca, este é o terceiro tumor maligno mais frequente na população feminina, com cerca de 16 mil casos detectados em 2020, e causado por um vírus: o papilomavírus humano, ou HPV.

O que o exame faz, segundo Stephany Risnic Chvaicer, médica ginecologista e obstetra da Comunidade de Saúde da Alice, é buscar por lesões causadas pelo vírus e que, com o tempo, podem evoluir para o câncer. Para isso, são usados o espéculo vaginal {que é muito parecido com o bico de um pato, FYI}, instrumento médico que afasta as paredes da vagina, uma espátula e uma escova endocervical, que ajudam na coleta do material. 

“É feito um raspado das células internas e externas do colo do útero. Temos que ter certeza de pegar as células das duas regiões porque é nesse espaço que gera o câncer, na chamada zona de transição”, explica a médica, que é especializada em gestação de alto risco pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e também é preceptora da faculdade de medicina da Unisa (Universidade de Santo Amaro).

Qual é o preparo para o Papanicolau?

De acordo com dados do Ministério da Saúde, alguns cuidados devem ser adotados antes do exame: 

  • Não ter relações sexuais, mesmo com camisinha, dois dias antes do exame;
  • Evitar o uso de duchas, medicamentos vaginais e anticoncepcionais locais no mesmo período; 
  • Não estar menstruada, porque o sangue pode modificar o resultado. 

Colo do útero: como ele é?

Imagine um cilindro de cerca de 2,5 centímetros a 3 centímetros de comprimento, com dois orifícios, um em cada ponta. O colo do útero tem essa dimensão e sua função é conectar a cavidade uterina com a vagina. 

O “corredor” no meio do cilindro é o canal cervical, por onde sai a menstruação ou o bebê, durante o parto {depois de dilatar bastante, claro}.

“O colo tem um tipo de célula que fica nesse buraco do meio, que são as células internas ou de dentro, e tem outro tipo de célula que fica em contato com a vagina e a secreção vaginal. Devemos pegar as células dos dois tipos nessa área de transição durante o exame”, explica Chvaicer.

A médica detalha que, para fazer o exame, não é necessário escovar muito profundamente dentro do canal cervical – até porque o mais importante é verificar a zona de transição (ou de transformação), onde as lesões e, possivelmente, o câncer podem surgir.

Exame ginecológico preventivo: quais os possíveis resultados do Papanicolau?

Nos resultados, o Papanicolau identifica se há qualquer alteração nas células que sugiram uma lesão, e as classifica em:

  • Negativo para malignidade: significa que não há lesão sugestiva ou precursora de um câncer; 
  • Alterações inespecíficas;
  • Alterações que sugerem uma lesão.

Para o caso do resultado negativo, se esse for o primeiro exame, outro deve ser feito dali a um ano. Se esse já for o segundo, nenhuma medida precisa ser adotada e, dependendo do histórico de saúde, o próximo exame será apenas em três anos. 

Se o Papanicolau identificar possíveis lesões, talvez seja necessário repeti-lo ou passar por outros, como a colposcopia. 

“Na colposcopia olhamos com a ajuda de um microscópio o colo do útero e, se já identificamos uma lesão, fazemos a biópsia. A colposcopia não é um exame de rastreamento, embora seja solicitado por alguns médicos anualmente”, explica Chvaicer.

O risco de fazer a colposcopia com muita frequência, segundo a ginecologista, é que uma quantidade maior de lesões podem ser identificadas {como foi com o câncer da tireoide na Coreia do Sul}. Isso significa que elas sempre vão se transformar em câncer? Não, mas possivelmente a pessoa acabará passando por um estresse psicológico, biópsias e tratamentos desnecessários, como a cauterização. 

“Na maioria das lesões causadas pelo HPV, o próprio corpo resolve sozinho. Por isso que a gente orienta quem tem HPV a manter a imunidade boa. É uma situação semelhante ao herpes. Se o sistema imune estiver bom, o organismo consegue tratar sozinho as lesões que o HPV gerar”, explica a médica. 

Chvaicer lembra também que o câncer do colo do útero pode levar até 10 anos para se desenvolver e é isso que permite um espaçamento maior entre os exames de Papanicolau.

>> 8 perguntas para fazer na consulta com ginecologista

Papanicolau: qual é a frequência ideal?

Não há regra única, mas as principais entidades de referência aos profissionais de saúde destacam algumas orientações para o rastreamento para o câncer do colo do útero. São elas: 

A partir dos 21 ou dos 25 anos de idade

O Colégio norte-americano de Ginecologia e a Força-tarefa norte-americana para Serviços Preventivos destacam que o exame de rastreamento deve começar a partir dos 21 anos de idade. Outras entidades, como a Sociedade norte-americana do Câncer, preconizam o início aos 25 anos. 

Essa diferença ocorre porque, como as lesões tendem a ser tratadas pelo próprio organismo nesta faixa etária e, qualquer problema pode demorar até 10 anos para se desenvolver, o risco de esperar alguns anos até iniciar o rastreamento é baixo. 

Apenas mulheres que já iniciaram a vida sexual

Segundo Chvaicer, se a mulher ainda não vivenciou uma relação sexual e o hímen estiver íntegro, não há como fazer a coleta. “Até existe um espéculo para pessoas virgens, mas não serve para esse exame específico. Se não teve relação sexual com penetração, muito provavelmente não teve contato com o HPV e não tem lesão no colo do útero”, explica.

Papanicolau a cada três anos 

Essa frequência vale para quem teve dois exames consecutivos com resultados considerados bons e entre pessoas que tenham um sistema imunológico saudável.

“A pessoa inicia a atividade sexual e, quando completa 25 anos, faz a primeira coleta. No ano seguinte, repete. Se esses dois exames estiverem negativos para lesões, aí pode fazer a cada três anos. Se vier alguma lesão, vale investigar e diminuir o intervalo dos exames”, explica a ginecologista. 

Entre pessoas imunocomprometidas (ou imunossuprimidas) – como quem convive com o HIV, quem passou por transplante de órgãos e faz uso de medicamentos que inibem o sistema imunológico ou quem já teve qualquer tipo de câncer e passou por tratamento –, o risco de desenvolver uma lesão no colo do útero é maior e o intervalo do exame deve ser reduzido. 

“O primeiro intervalo é de seis meses e, se os resultados vierem normais ou, no caso do HIV, se estiver controlado, pode ser anual. Do contrário, a frequência é de seis meses”, explica Chvaicer. 

Entre gestantes, a ginecologista destaca que o exame é sempre feito, já que se trata de uma “janela de oportunidade”. “Tem muitas pessoas que não vão ao ginecologista sempre, mas vão ao médico quando estão gestando. Aproveitamos quem está lá para não perder essa oportunidade. Não há qualquer problema em fazer o exame durante a gestação, desde que seja feito com cuidado”, detalha. 

Só é preciso uma atenção especial ao resultado. A médica alerta que, durante a gestação, as células do colo do útero podem se modificar, gerando uma alteração no Papanicolau – o que não significa que seja algo necessariamente grave.  

“Não significa que a gestação cause o câncer, mas pode dar uma alteração no resultado. Então ficamos de olho e repetimos três meses depois do parto, para confirmar”, afirma. 

Quando parar de fazer o Papanicolau?

Segundo o Ministério da Saúde e o Inca, o exame deve ser feito até os 64 anos e, se a pessoa apresentar pelo menos dois exames com resultados negativos para lesões nos últimos cinco anos, não é necessário continuar o rastreamento. 

Após essa idade, a incidência do câncer de colo do útero é baixa e, mesmo que se desenvolva, tende a ser menos agressivo. 

“Se a pessoa chegou aos 64 anos e nunca colheu nenhum Papanicolau na vida, ela faz dois exames, com intervalo de um a três anos entre eles. Se eles vierem com resultado negativo, ela também pode parar de fazer”, explica a ginecologista. 

O exame também se torna desnecessário se a mulher fizer a retirada do útero e do colo do útero – exceto quando a causa da histerectomia total tenha sido um câncer. 

“Se tirou porque teve uma doença maligna, como o câncer, a recomendação é que  continue fazendo o Papanicolau na cicatriz da cirurgia, porque pode ter a recorrência das células do câncer”, reforça Chvaicer. 

Papanicolau para homens trans

A mesma regra vale para os homens trans: repetição do exame Papanicolau a cada três anos, caso ainda tenham o colo do útero e os resultados dos exames anteriores sejam negativos para as lesões. Se optaram pela retirada do órgão, não é necessário fazer o rastreio para o câncer. 

Preciso fazer o Papanicolau se me vacinei contra o HPV?

Quem se vacinou contra o HPV tem uma proteção maior contra as lesões, mas ainda precisa passar pelo Papanicolau. 

O imunizante, segundo a ginecologista, não protege contra todos os tipos do vírus, apenas contra os quatro mais conhecidos que causam câncer – e há mais de 100 tipos diferentes.

Leia também: O que é e como funciona o DIU?

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